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8 de agosto de 2014

Pensamentos Consoladores de São Francisco de Sales.

3/15  -  A um pai acerca da morte de seu filho.

Fareis bem em considerar que esse querido filho pertencia mais a Deus do que a vós, que só o possuíeis por causa da soberana liberalidade. Se a Providência julgou que era tempo de levar para si, devemos crer que o fez para seu bem, com que um pai cristão como vós se deve conformar docemente. O nosso século não é tão agradável que devemos lamentar os que o deixam. Este filho para si, segundo me parece, ganhou muito em sair quase logo que chegou.
A palavra morte é espantosa, como no-la propõem: porque vêm dizer-vos: Morreu vosso pai, morreu vosso filho. E isto não se diz assim entre nós cristãos porque deveríamos dizer: Vosso pai e vosso filho retiraram-se para o seu país e para o vosso, e, por ser preciso, passaram pela morte, na qual não estacionaram. Não sei, com certeza, como podemos, com bom juízo julgar este mundo, em comparação com o céu onde devemos permanecer eternamente. Nós vamos, e estamos mais certos da presença dos nossos queridos amigos que lá estão, do que dos que estão na terra; porque aqueles deixaram-nos ir e ficaram ao pé de nós o mais que possam, e se vão como nós, é contra sua vontade.
Se algum resto de tristeza atormenta ainda o vosso espírito pela partida desta sua alma, lançai-vos diante do Coração de Jesus crucificado e pedi-lhe auxílio. Ele vô-lo dará, e vos inspirará o pensamento e o propósito firme de vos preparardes para dar bem esse passo, à hora que ele marcou, nesta temível passagem de sorte que chegueis felizmente ao lugar onde devemos esperar que esteja o nosso pobre, mas feliz defunto.

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