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26 de agosto de 2014

Pensamentos Consoladores de São Francisco de Sales.

12/15  -  Como é vantajosa a devoção para com as almas do purgatório.

Quando morria algum de seus amigos ou conhecidos, São Francisco de Sales era insaciável em dizer e bem e recomendá-los às orações de todos. A sua frase ordinária era: Não nos lembrarmos bastante dos nossos mortos, dos nossos fiéis falecidos; e a prova é que não falamos muito deles. Apartamo-nos desse discurso, como de um propósito funesto, deixamos os mortos enterrarem os mortos; a sua memória parece entre nós com o som dos sinos, sem nos lembrarmos que a amizade que pode terminar pela morte nunca foi verdadeira, pois diz-nos a Escritura santa que o amor verdadeiro é mais forte do que a morte.
Acrescento que costumava dizer que só com esta obra de misericórdia se encontram as outras.
Não é certo modo, dizia ele, visitar os enfermos, o obtermos por nossas orações o alívio das pobres almas que estão no purgatório? 
Não é em dar de beber a quem tem sede grande da visão de Deus e que esta entre ardentes chamas, fazer-lhe participar do orvalho das nossas orações?
Não é dar de comer a quem tem fome auxiliar a sua soltura por meios que a fé nos sugere? 
Não é remir os cativos?
Não é vestir os nus, procurar-lhes um vestido de luz e de glória?
Não é uma insigne hospitalidade procurar a sua  introdução na Jerusalém celeste e torná-los cidadão, santos, e servos de Deus na eterna Sião?
Não é maior serviço levar almas para o céu que enterrar corpos?
Quanto às espirituais, não é uma obra cujo mérito se pode comparar com o de ensinar os ignorantes, castigar os que erram dar bons conselhos, perdoar as injúrias?
E que consolação grande se pode dar aos aflitos deste mundo que se possa comparar à que levam as preces a estas pobres almas, que estão em tão penosos sofrimentos?

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