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18 de agosto de 2014

Pensamentos Consoladores de São Francisco de Sales.

8/15  -  Como uma viúva cristã deve chorar seu esposo.

Deus meu! como é enganadora esta vida, minha querida prima! e como são curtas as suas consolações! Aparecem em um momento e outro momento as leva; e se não fora a eternidade, para a qual se dirigem os nossos dias, teríamos a rezão de lamentar a condição humana. 
Sabei que vos escrevo com o coração cheio de desgosto pela perda que tivestes, mas ainda mais pela viva imaginação que tenho do golpe que o vosso receberá quando soube a triste noticia da vossa viuvez, tão pronta, tão súbita   e tão lamentável.
É preciso que seja Deus quem sustente o vosso espírito e que lhe sirva de auxílio e sustentáculo. Ora, sem dúvida, que esta soberana  Bondade, minha querida prima, se inclinará para vós e virá ao vosso coração para o ajudar e socorrer nesta tribulação, se vos lançardes em seus braços e vos resignardes em suas mãos paternais.
Foi Deus, minha querida prima, que vos deu esse marido; foi Ele que o chamou para si; tem obrigação de vos ser propício nas aflições, que os justos afetos, que se desenvolveram pelo vosso matrimônio, vos causarão dora avante por esta privação. É em suma tudo o que vos posso dizer. A nossa natureza é de tal modo feita, que morremos na hora imprevista, e não poderemos escapar a esta condição; eis porque é preciso ter paciência e empregar a nossa razão em adoçar o mal que não podemos evitar; depois considerar a Deus e a sua eternidade, na qual serão separadas todas as perdas e nossa sociedade, desunida pela morte, será restaurada.
Inspire-vos Deus e o vosso anjo da guarda uma santa consolação. Eu o suplicarei à sua divina Majestade e contribuirei para o repouso de além do vosso querido defunto por muitos santos sacrifícios.

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