20 de maio de 2022

Programação Missa Tridentina - Apostolado IBP Curitiba

No Salão-Capela, Rua Prodocimo Lago 1242, Taboão

⛪️ 5ª feira, 19/05
18h30, Exposição do Santíssimo
19h30, Missa Rezada

⛪️ 6ª feira, 20/05
19h00, Recitação pública do terço
19h30, Missa Rezada

⛪️ Sábado, 21/05
08h30, Confissões
09h00, Missa Rezada

⛪️ Domingo, 22/05
V Domingo da Páscoa
08h00, Confissões
08h30, Missa Rezada
09h30, Confissões
10h00, Missa Cantada

18h30, Confissões
19h00, Missa Rezada

Deus abençoe!
Pe. Thiago, IBP

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

20 de Maio

Ela Perdeu Mais!

Quando sentimos o coração imerso num oceano de amarguras, cruentamente ferido pela saudade de um ente desaparecido, precisamos contemplar Nossa Senhora ao pé da cruz. É junto Dela, a consoladora dos aflitos, que encontraremos consolação.

Uma senhora piedosa teve a desventura de perder um filho em pleno viço da mocidade. Era filho único, o raio de sol de sua existência. A pobre mãe ficou inconsolável. Quase em desespero, chorava desoladamente e definhava de amargura e cruéis saudades. Um artista genial, reproduzindo numa tela as feições do saudoso e chorado filho, e pintando noutra Nossa Senhora da Piedade, com Jesus nos braços, lívido, ensanguentado, morto, escreveu o seguinte sob a última:

“Ela perdeu mais do que vós!”

A vista do retrato do filho exacerbou naturalmente a dor da inconsolável mãe, mas, contemplando atentamente o outro quadro e meditando as palavras nele escritas, murmurou:

“Sim, Ela perdeu mais do que eu”.

E não se desesperou! Ergueu-se, cheia de coragem, enxugou as lágrimas e ofereceu a Nossa Senhora toda a imensa dor que a acabrunhava.

Mães acabrunhadas de saudades, quando tiverdes o coração partido de dor pela morte de um filho querido, contemplai Nossa Senhora das Dores ao pé da cruz. Ela perdeu mais do que vós e não se desesperou!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

19 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

19 de Maio

A Esperança dos Desesperados

“É Maria Santíssima a esperança até dos desesperados” disse Santo Anselmo. Quem a Ela se entregou não se há de perder. Confiança! “O servo de Maria não pode perecer”, exclama São Bernardo.

Nunca se ouviu dizer que quem recorreu à sua proteção fosse por Ela desamparado.

O Pe. Hermann, célebre artista judeu, cuja conversão tanto abalou a Europa em meados do século passado, deixando o mundo, abraçou a Regra da Ordem dos Carmelitas descalços. Tinha um desgosto profundo vendo sua mãe fanática no Judaísmo. Rezava muito por ela; jejuava, fazia penitência. Aos 13 de dezembro de 1855, morreu ela sem os sacramentos. O pobre filho, acabrunhado de dor, foi procurar o santo, Cura D’Ars. E este, que bem penetrava o segredo dos corações, lhe disse:

“Tenha esperança. Receberá um dia, na Festa da Imaculada Conceição, uma carta que o há de consolar”.

Passaram-se seis anos. E no dia 8 de dezembro de 1864, o Pe. Hermann, já esquecido do que disse o Cura D’Ars, recebe uma carta que o comove profundamente. Essa carta lhe dizia que pessoa piedosa, morta em odor de santidade, ousou interrogar a Nosso Senhor sobre a morte da mãe do Pe. Hermann e o Bom Mestre lhe revelou:

“Não devo minha graça a ninguém, mas não falto às promessas que fiz sobre a oração. Toda oração que tem por objeto a glória de Deus e a salvação das almas, é ouvida, se é bem feita”.

E acrescentou que a oração do Pe. Hermann, tão devoto de Nossa Senhora, foi ouvida. Sua mãe, ao morrer, alcançou miraculosamente a graça da conversão. Suas últimas palavras foram:

“Ó Jesus, eu creio, espero em Vós, tende piedade de mim!”

Ah! Não desesperemos da salvação de ninguém! Nem presunção, nem desespero!

Onde acharmos devoção em Nossa Senhora, confiança, muita confiança! Nunca se perde o servo de Maria! Ninguém a invoca sem ser atendido.

Ó Misericórdia de Maria!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

18 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

18 de Maio

Causa da Nossa Alegria

Alegremo-nos, sim, mas em Deus, como Nossa Senhora.

Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo – “E me alegrei em Deus, meu Salvador” (1)

O Apóstolo nos aconselha a alegria santa, no Senhor. É a alegria que nos vem da meditação da misericórdia Divina, do Céu que esperamos, das magníficas recompensas que Nosso Senhor reserva aos eleitos. É a única verdadeira alegria que podemos gozar neste vale de lágrimas em que vivemos.

Afastemos de nós tanto a má tristeza quanto a alegria vã.

Extrema gaudit luctus occupat – “A má tristeza sucede à alegria vã”, diz o Espírito Santo (2)

Quando nos sentirmos levados à tristeza acabrunhadora, que desespera e irrita, faz-nos desconfiados, desagradáveis ao próximo e a nós mesmos, lembremo-nos da santa alegria de Nossa Senhora em casa de sua prima Santa Isabel. Procuremos consolar-nos no Senhor. Confiantes, rezemos um terço, uma jaculatória à Mãe do Céu, e Ela nos sorrirá e encher-nos-á de alegria o coração.

Se ao contrário, uma alegria vã nos arrebata o peito e nos arrasta do recolhimento de espírito para as loucuras de mil fantasias perigosas, lembremo-nos de Maria ao pé da cruz. Fugiremos assim da má tristeza e da alegria vã. Nosso coração encher-se-á de paz, dessa doce paz que Nosso Senhor nos prometeu.

Ó Virgem, sois, na verdade, causa de nossa alegria. Que seria de nós sem o vosso amparo no triste exílio deste mundo!

Referências
(1) São Lucas 1, 47
(2) Provérbios 14,13

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

17 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

17 de Maio

Ao Despertar

O primeiro pensamento que ordinariamente nos assalta, pela manhã, ao despertar, é, o que nos possa estar reservado, no correr do dia, de alegrias ou de trabalhos e cruzes. Quando o peso da vida se nos faz sentir quase esmagador, basta esse pensamento para nos amargurar o coração.

Coragem, almas cristãs! Nosso Senhor não nos manda carregar a cruz de cada dia e segui-Lo?

Tollat crucem suam quotidie – “Tome a sua cruz de cada dia”, diz o Evangelho.

Feliz o que a encontra logo ao despertar.

Santa Teresinha experimentou, como nós, dias pesados e sombrios, manhãs sem sol e de tempestades. Ela nos vai ensinar como proceder em semelhantes dias.

“Outrora, disse ela às suas noviças, quando ainda estava no mundo, costumava pensar, ao acordar, no que de triste ou de agradável me poderia acontecer durante o dia e, se algo triste pressentia, triste me levantava. Agora é tudo ao contrário: apenas me levanto, penso logo nas contrariedades e trabalhos que me esperam e fico cheia de alegria e de coragem, meditando nas venturosas ocasiões em que terei de dar provas do meu amor a Jesus, ganhando assim o pão de meus filhos, pois como tais considero todas as almas. Beijo, a seguir, o meu crucifixo, docemente o coloco sobre o travesseiro enquanto me visto, e lhe digo:

– Meu doce Jesus, quanto trabalhastes e chorastes durante os trinta e três anos de Vossa vida mortal! Pois bem, descansai agora. Toca-me a mim a vez de trabalhar e de sofrer!”.

Façamos também assim! Um olhar à Mãe do Céu e coragem!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

16 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

16 de Maio

Doce Coração de Maria, sede a Nossa Salvação

Sempre me encheu de suave emoção e terna piedade esta popularíssima invocação, que tão repetidamente ouvimos ressoar, tanto nas catedrais, como nas modestas capelinhas das estradas:

“Doce Coração de Maria, sede a nossa Salvação!”

Nesta vida tão fugaz, tão cheia de ilusões e desenganos, de amarguras e reveses, de flores de alegrias e venturas que, passando, deixam apenas duros espinhos; nesta vida tão triste, no exílio deste mundo – o coração de nossa Mãe do Céu é, ao mesmo tempo, nosso refúgio, nossa consolação e nossa alegria.

“Doce Coração de Maria, sede a nossa Salvação!”

Maria nos salvará.

"O servo de Maria – disse São Bernardo – não pode perecer”.

Invoquemos sempre a nossa Mãe do Céu. Não deixemos passar um só dia de nossa vida sem um obséquio, uma prática de piedade, ainda que uma simples “Ave-Maria”, em louvor à nossa Mãe do Céu. Tudo será, um dia, recompensado.

Um piedoso exemplo:

Uma tarde, “Mons. Dupanloup”, o ilustre e santo bispo de Orleans, foi chamado para ministrar os últimos sacramentos a uma pobre tuberculosa. Ao vê-la martirizada de dores, num leito de miséria, conrangeu-se-lhe o coração, do qual brotaram estas confortadoras palavras:

“Tenha coragem, minha filha, coragem e confiança em Nossa Senhora! Ela não a abandonará!… Em resposta, disse-lhe, sorrindo, a moribunda, com uma expressão de doçura, calma e suave resignação: ‘Ah! Meu prelado, estou conformada. Não tenho medo da morte. Há vinte e dois anos que recito o meu terço repetindo tantas vezes esta súplica: SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, ROGAI POR NÓS PECADORES, AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE! Como posso, pois, duvidar de que me não ajude agora a Santíssima Virgem? Hei de morrer com Maria e Ela me há de levar ao Céu.'”
 
Ó doce esperança! Seja-nos permitida a felicidade de assim nos acharmos em nossa hora extrema!

DOCE CORAÇÃO DE MARIA, SEDE A NOSSA SALVAÇÃO!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

15 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

15 de Maio

Saúde dos Enfermos

“Saúde dos enfermos” é o título consolador que a Igreja dá a Nossa Senhora: Salus infirmorum. Não há miséria da criatura humana sem a misericórdia de Maria.

Non est qui se abscondat a calore eius – “Não há quem se possa esconder aos raios benéficos da luz e calor do sol ardente do seio materno”.

“A doença – diz a Imitação – torna poucas pessoas melhores”.

É que não se faz bom uso dessa graça. Um tempo precioso como esse não se deveria perder inutilmente. A resignação, a conformidade com a vontade de Deus, enriquecem-nos de méritos num leito de dores. Entretanto, como somos fracos e impacientes! Nossa Senhora se compadeça de nós! Quando vier a doença, corramos logo a seus pés. Ela é mãe, e a mãe é a mais solícita e carinhosa das enfermeiras. Os santuários da Virgem, em todo o mundo, estão repletos de ex-votos, atestando curas, milagres estupendos. Em Lourdes, a Saúde dos enfermos abre os tesouros da sua bondade. Haverá espetáculo mais comovedor do que o dessas multidões de padecentes a chorar e a bradar:
 
“Saúde dos enfermos, rogai por nós, Jesus, filho de Davi, tende piedade de nós?”

Não consta, nos Evangelhos, nenhuma cura operada por Nossa Senhora; estejamos certos, entretanto, de que nenhum daqueles estupendos milagres de Nosso Senhor se realizou sem a influência de um terno olhar de Maria. Jesus reservou a Sua Mãe o poder de curar e consolar os enfermos através dos séculos, a fim de que todas as gerações, que a chamam “Bem-aventurada”, também a pudessem chamar “Saúde dos enfermos.”

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

14 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

14 de Maio

Stabat Mater!

Maria, ao pé da cruz, é a imagem mais perfeita do sofrimento heroico e resignado, é modelo de paciência, exemplo para nossa alma tão fraca e tão avessa à dor. “Stabat”, “De pé” – diz o Evangelho.

Eis o lastimoso estado de Jesus Cristo moribundo, descrito por Nossa Senhora, nas revelações de Santa Brígida:

“Estava – diz a Virgem – o meu querido Jesus pregado ao madeiro, saturado de tormentos e agonizante. Seus olhos encovados, semicerrados e sem brilho. Os lábios pendentes e a boca aberta. As faces, descarnadas e pregadas aos dentes. Triste o rosto. A cabeça pendia-lhe sobre o peito e os cabelos, negros de sangue já coagulado e sujo. O ventre unido aos rins, braços e pernas esticados e o corpo coalhado de sangue.”

E todo esse martírio de Jesus se refletia em Maria.

“Quem estivesse no Calvário – diz São João Crisóstomo – veria dois altares, onde se consumavam dois grandes sacrifícios; um era o corpo de Jesus, o outro o coração de Maria”

“Ou melhor – diz São Boaventura – só havia um altar, a cruz, onde a Mãe era sacrificada com o Cordeiro Divino.”

O consolo das mães, na doença dos filhos, é poder ajudá-los, socorrê-los com todo o carinho e mil indústrias e remédios, até a morte. Ah! Que alívio Nossa Senhora podia dar a Jesus? Ouvia blasfêmia, insultos. Seu Divino Filho morre desolado, num oceano de dores! Dizei-me se poderá haver uma dor igual? – Videte si est dolor sicut dolor meus? E Maria a dar-nos o exemplo, heroica, firme, sempre de pé, “Stabat!”...

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

13 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

13 de Maio

O Sorriso da Virgem

Aos 13 de maio, a florzinha delicada de Nossa Senhora, Santa Teresinha do Menino Jesus, foi agraciada pelo sorriso da Virgem. Uma doença estranha acabrunhava a pobre criança. O pai e as irmãs recorreram à Santíssima Virgem.

“E eu – escreve Teresinha – já não encontrando nenhum socorro neste mundo, quase a morrer de dor, voltara-me para minha Mãe do Céu, suplicando-Lhe que tivesse compaixão de sua filhinha.

Animou-se de súbito a estátua. A Virgem tomou um aspecto tão belo que nunca achei expressão para descrever essa formosura Divina. Ressumbravam do seu semblante uma doçura, uma bondade e ternura inefáveis, mas o que se me gravou nas profundezas da alma foi o seu sorriso arrebatador! Desvaneceram-se minhas mágoas, brotaram-se-me dos olhos duas grossas lágrimas, que me rolaram silenciosamente pela face. Ah! Eram lágrimas de alegria celeste e sem mistura! A Virgem Santíssima adiantou-se para mim! Sorriu-me!… Que ventura a minha!”.

E o sorriso de Maria curou Teresinha. E nos cura também de todas as enfermidades, de nossas misérias e pecados.

Sorriso de Maria é esse convite da consciência para que deixemos o pecado e façamos uma boa confissão.

Sorriso de Maria é essa inspiração da graça para nossa santificação.

Sorriso de Maria são as misericórdias Divinas que Ela faz chover sobre nós, eternos réus da justiça Divina, sempre isentos do castigo pela proteção Materna Daquela que é o Refúgio dos pecadores!

Ó Maria! Vós que sorristes ao inocente anjo do Carmelo, dai-me o Vosso sorriso de misericórdia. Sofro tanto e sou tão pecador!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

12 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

12 de Maio

Sorriso que Conforta

“Na época em que se realizavam as aparições de Lourdes, conta o Conde de Broussard, eu me encontrava em Cauterets. Nenhuma crença tinha nessas aparições, nem acreditava na existência de Deus. Era um devasso e ateu declarado.

Lendo num jornal a notícia de que Bernadete tivera mais uma aparição, em 16 de junho, na qual a Virgem lhe sorria, tomei a resolução de ir a Lourdes para convencer a menina de que era uma embusteira.

Fui à casa dos Soubirous, onde encontrei Bernadete sentada à porta, cerzindo meias. Ela me parecia bastante vulgar, mas, nos traços do semblante sofredor, espalhava-se uma grande doçura.

A pedido meu, fez o histórico das aparições, com uma simplicidade e firmeza que me comoviam.

– Então, disse-lhe eu, como é que sorria a bela Senhora? A pastorinha olhou-me espantada e, após uns momentos de silêncio, respondeu: Ah! Senhor, só alguém que viesse do Céu poderia imitar aquele sorriso.

– Não me fará o favor de experimentá-lo para mim? Eu sou um incrédulo. Não acredito nas suas visões.

Nublou-se o semblante da menina, tomando uma expressão de severidade.

– Então pensa o senhor que sou uma mentirosa?

Senti-me desarmado. Não! Bernadete não poderia ser uma embusteira. E experimentei o desejo de lhe pedir perdão de joelhos.

– Visto que é um pecador, retornou ela, vou imitar para o senhor o sorriso da Santíssima Virgem.

Levantou-se com muita dignidade, juntou as mãos e o seu rosto se iluminou com um sorriso tão angelicamente belo, que não me pude conter. Caí de joelhos, convencido de que estava vendo no semblante da visionária o doce sorriso da própria Virgem.

Desde então, no mais fundo de minha alma, conservo aquele sorriso indefinível do Céu. Muitas lágrimas já me tem ele enxugado! Perdi a esposa. Perdi as duas filhas, que eram o meu encanto. Sinto, porém, que não estou só no mundo, pois me acompanha sempre o sorriso da Santíssima Virgem, que me anima a vida.”

Ó, minha Mãe do Céu! Sob o doce sorriso de Vossa bondade, de Vosso carinho materno, tudo é suportável neste mundo!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

11 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

11 de Maio

No Céu verei Maria!

É a mais consoladora esperança. No Céu, lá na pátria bem-aventurada, onde não haverá mais luto, nem prantos, nem dores, nem enfermidades: lá onde a felicidade é eterna, verei Maria, minha Mãe, meu doce refúgio! Consoladora verdadeira! Oh! Tenhamos paciência no exílio. A vida passa tão depressa! Suportemos pacientemente as trevas desta noite, em péssima hospedaria, no dizer de Santa Teresa. Logo, no dia eterno e esplendoroso do Céu, veremos Nossa Senhora, a beleza e o encanto do Paraíso!

Santa Bernadete sofria ao pensar no Céu. Tinha uma saudade imensa de Nossa Senhora! Ouviram-na murmurar na agonia:

“O Céu! O Céu! Trabalhemos para o Céu! Soframos pelo Céu! O resto nada vale!”

E acrescentava:

"Oh! Nossa Senhora é tão bela que, depois que a vimos uma vez, custa suportar a vida até de novo a rever no Céu!”

Sim, a Virgem Santíssima, ideal de beleza e de amor, beleza imaterial e sublime, é o Paraíso no Paraíso! Vale sofrer um pouco neste mundo, para poder contemplá-la no Céu! Se soubéssemos! Cantemos com o povo:

“Com minha Mãe estarei,
Em seu coração terno!
Em seu colo materno,
Sem fim, descansarei!”

Quando, minha Mãe, terei essa ventura e poderei cantar eternamente vossas misericórdias? Quando?!…

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

10 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

10 de Maio

Sofrer com Maria

A mãe não abandona o filho no sofrimento. Fica ao seu lado, carinhosa, solícita, empregando todo o esforço para lhe mitigar a dor e enxugar-lhe o pranto. O coração materno sofre quando sofrem os filhos.

A criancinha, quando ferida, grita, instintivamente:

“Mamãe!”

Filhos de Nossa Senhora, eternas crianças, à caça das borboletas de nossas ilusões, tantas vezes caímos e nos ferimos nas pedras do caminho da vida! Nessas ocasiões, façamos como as criancinhas e gritemos:

“Mamãe, Mãe do Céu, meu Refúgio, valei-me!”

Soframos com Maria, como a criancinha machucada, no regaço materno. Se a nossa amargura vem do pecado, Ela é Refúgio dos pecadores! É o pecador miserável e pobre quem tem mais direito à proteção Daquela que é o refúgio dos pecadores! Se nos acabrunha a doença, um olhar para o Céu: Nossa Senhora é saúde dos enfermos! Nas aflições que nos atormentam, a Consoladora dos aflitos será nosso conforto. Não há sofrimento que Maria não possa aliviar. Basta recorrer a Ela com amor, confiança e abandono de criancinha ferida, no regaço materno. Sofrer com Maria é consolo sem igual.

Um doente me dizia, chorando:

“Ah! Meu padre, se eu, ao menos, tivesse minha mãe aqui comigo! Mas sou órfão!…”

"– Meu filho – disse-lhe eu – temos Nossa Senhora, que é Mãe, e que não nos abandona, não morre, não nos deixa órfãos!”

"– Ah! – respondeu-me – que Nossa Senhora venha então me amparar, seja minha Mãe e me ajude a sofrer!”

Digamos também assim nas amarguras da vida!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

9 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

9 de Maio

Estrela do Mar

Os navegantes, em eras remotas, não tinham a bússola. Atiravam-se à imensidade dos oceanos confiantes no brilho das estrelas. Os Fenícios, por exemplo, quanto fizeram pela conquista do mundo conhecido! E com que arrojos de seus marujos! Guiavam-se pela estrela do mar.

No mar deste mundo fomos lançados pela Divina Providência. Bem frágil e pequenina, quase em ruínas, é a embarcação em que lhe vamos enfrentar os rigores. Nela teremos que fazer a longa e penosa viagem da vida. E havemos de chegar ao porto do Céu, ao porto da Eternidade. Como nos parece ainda tão longe a hora feliz da chegada, de aportarmos à Pátria, de vermos nossa Mãe!

A estrela que guiava os Fenícios e navegantes de outrora, não os livraria do perigo na hora terrível das tempestades e das agitações medonhas do oceano. Entretanto, a nossa Estrela do Mar, por efeito de uma Astrologia miraculosa, protege, ampara e livra dos perigos os que caminham a fitá-la, entre o refúgio das ondas agitadas pelas imensas angústias e amarguras desta vida. Diz São Bernardo:

Respice stellam, voca Mariam – “Olha para a estrela, invoca Maria!”

E cantemos sempre:

Ave Maris Stella
Dei Mater alma
At que semper virgo
Felix – coeli – porta.

Estrela dos Mares, guiai-me!
Mãe querida de meu Jesus, sede minha Mãe!
Virgem e Porta feliz do Céu, ajudai-me!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

8 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

8 de Maio

Convertei-me em Amarguras as Consolações da Terra

Um desejo ardente abrasou o virginal coraçãozinho de Santa Teresinha do Menino Jesus no dia de sua primeira comunhão: o de sofrer e sofrer muito por Jesus. Heroico e belo ideal para uma criança de 11 anos!

“Ao receber Jesus-Hóstia, meu Divino Amor – escreve ela – senti-me atraída para o sofrimento, achando-lhe encantos que me arrebatavam, a despeito de não ter ainda claro e perfeito conhecimento deles. Tive também outro ardente desejo: o de amar unicamente a Deus e só Nele achar alegria. Enquanto me entretinha em dar ação de graças, ia repetindo amiudadas vezes: Ó meu Jesus, doçura inefável, convertei-me em amarguras todas as consolações da terra”.

E esta heroica e bela prece da Imitação vinha espontaneamente aos lábios da criança, saída bem do fundo da alma.

Naquela fusão de amor em que estava o serafim do Carmelo, deu-lhe Nosso Senhor a graça que a levaria ao grau de santidade a que chegou, a graça de compreender e amar o sofrimento.

A florzinha de Maria Imaculada deveria sentir ainda na terra o inverno de muitas e dolorosas provações! Não importa! Ela só queria o que de melhor temos no mundo: a riqueza de sofrer e amar por Jesus!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

7 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

7 de Maio

No Exílio

Estamos exilados na terra. Nossa pátria é o Céu. Eva, mãe dos homens, legou-lhes a morte, o pecado, a perdição e as amarguras do desterro.

Exsules filii Evae – “Degredados filhos de Eva.”

É de degredos a nossa condição aqui! Maria, a quem o Anjo saudou:

“Ave” “Deus te salve”

– Veio consolar-nos no exílio, veio salvar-nos e ajudar-nos a chegar à Pátria, ao Céu. Em terra estranha, nem conhecemos o caminho nem temos sossego. Façamo-nos pequeninos pela humildade, resignação e abandono. Roguemos a Nossa Senhora que nos guie e nos venha adoçar, com o seu carinho materno, os dissabores e a saudade amarga da Pátria. Sem Maria, o exílio da terra é muito duro. Não a vemos ainda, é verdade, mas sentimos a sua doce proteção, a influência do seu carinhoso amor. Longe da pátria, o filho se sente feliz quando recebe uma carta da mamãe querida. Beija-a e a lê comovido. As suas expressões ternas, que lhe despertam tão doces recordações e lhe excitam as saudades do lar, o carinho e solicitude maternais que nelas transparecem, tudo, tudo lhe fala ao coração. Sofre, sim, mas consola-o e conforta-o o pensamento de que um anjo reza por ele e o acompanha, dia e noite, carinhosamente, a pensar, a chorar, preparando agradáveis surpresas para a volta, do exílio, de seu filho amado.

Oh! Quando, no triste exílio desta vida, sentirmos o coração oprimido de tristeza e saudades, olhemos para o Céu. Maria lá nos espera. Beijemos o seu terço. É a carta do seu carinhoso amor materno, escrita por Ela mesma, para consolar-nos.

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

6 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

6 de Maio

O Oceano de Amarguras

O Profeta não sabia a que comparar a dor imensa, o doloroso martírio de Nossa Senhora.

“Cui comparabo te vel cui assimilabo te, filia Ierusalem?”

Só a imensidade e as agitações do oceano lhe podem servir de pálida imagem. Comentando as palavras do profeta, exclama um Autor piedoso:

“Virgem bendita, assim como a amargura do mar excede a todas as amarguras, assim a tua dor excede a todas as dores.”

Por isso, disse Santo Anselmo que, se Deus não tivesse conservado a vida a Maria por um milagre singular, a dor imensa que Ela sofria poderia matá-la a todo instante.

Para compreender o martírio da Mãe de Deus, seria preciso meditar a imensidade do seu amor a Jesus. “Onde está o nosso tesouro – diz o Evangelho – aí está nosso coração,” o tesouro de Maria era Jesus, e quanto mais O amava, mais sofria. Ele, a riqueza dos Céus e da terra, viu-O, pobrezinho e nu, deitado sobre as palhinhas de uma estrebaria. Ele, a Santidade Infinita, viu-O, contado entre os celerados, e viu Barrabás a Ele preferido. Viu-O descarnado e nu, banhado em sangue, poeira e escarros, insultado, blasfemado, no patíbulo infame da cruz. Teria alguém sofrido mais do que Nossa Senhora, tão inocente, Imaculada e bela? E eu, pobre e indigno pecador, não quero sofrer! O frágil batel de minha vida, quero atirá-lo, ó Maria, a velas pandas, no oceano imenso da meditação de vossas dores. Salvai-me!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

5 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

5 de Maio

Rainha dos Mártires

Não se pode contestar, afirma Santo Afonso, que Maria tenha sido mártir. Provam-no Dionísio Cartusiano, Perbalto, Catarino e muitos outros. Para o martírio, basta uma dor suficiente para dar a morte, ainda que, na realidade, não se venha a morrer. São João Evangelista tem as honras do martírio, embora não tenha morrido na caldeira de azeite fervente. A obediência faz mártires. Maria foi mártir, sem que tocassem os algozes em seu corpo virginal. Ela teve um martírio dos mais cruéis: o do coração. O nome de Maria tem, entre outras significações, a de mar, oceano. Toda a vida de Nossa Senhora foi um oceano de dores e Ela própria, uma Rosa de martírio. À semelhança da rosa que cresce entre os espinhos, a Mãe de Deus – revelou o Anjo a Santa Brígida – crescia em anos no meio dos sofrimentos. E assim como, à medida que cresce a rosa, crescem os espinhos, assim também, quanto mais a Virgem, Rosa eleita do Senhor, crescia em idade, mais cresciam, para atormentá-la, os espinhos de seu martírio cruel. Nossa vida pode ser um martírio, martírio lento de pequeninos aborrecimentos quotidianos, martírio de enfermidades e reveses.

Um olhar à Rainha dos mártires! Coragem! Que o doce perfume da Rosa Mística suavize a dor das feridas que cada dia nos fazem os espinhos da vida!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

4 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

4 de Maio

Não há Vinho!

Nossa Senhora é sempre mãe solícita e carinhosa. Vede nas bodas de Caná. Faltou vinho. Os noivos ficariam confusos e envergonhados com a situação. Não era chegada a hora de Jesus. Sabia-o Nossa Senhora, mas não se pôde conter na bondade do seu coração materno. Volta-se para o Filho:

“Vinum non habent!” – “Não há mais vinho!”

Não obstante a resposta de Jesus, de que ainda não havia chegado a Sua hora, Ela dá ordem aos criados:

“Quodcumque dixerit vobis facite” – “Fazei o que Ele vos ordenar.”

E o milagre se realiza. Em toda situação angustiosa de nossa vida, vamos à Maria. Seremos atendidos.

“Lembrai-vos – diz São Bernardo – que nunca se ouviu dizer que alguém jamais recorreu à Vossa proteção e foi por Vós desamparado.”

Falta, no banquete de nossa vida, o vinho do Divino Amor, do abandono, da confiança, da paciência nas tribulações? Vamos a Nossa Senhora. Não seremos confundidos. Ela pedirá a Jesus que faça de novo o prodígio das bodas de Caná. E, voltando-se para as criaturas que nos rodeiam e de que a Providência se utiliza para nossa santificação, há de dizer-lhes:

“Fazei o que Ele vos ordenar”.

Elas talvez nos firam e nos façam sofrer bastante, mas… Paciência! Enchem-se de água das tribulações as hidras de pedra de nosso coração. Jesus fará o milagre de transformá-las no vinho generoso e bom do Seu Divino Amor!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

3 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

3 de Maio

Viva a Cruz!

Santa Verônica Juliana, apaixonada pelo martírio, dizia em transportes de júbilo:

“Viva a cruz isolada, nua, e viva o sofrimento!”

A Igreja também, na sua liturgia, convida-nos a saudar a cruz:

"Ó Cruz, ave, spes unica!” – “Ó cruz, eu te saúdo, minha única esperança!”

Sim, neste mundo, no exílio em que vivemos, se quisermos salvar a nossa alma, só teremos um meio de que lançar mão: o madeiro da Cruz.

É duro, aterroriza a nossa fraqueza, mas não há remédio. Só pela estrada real da Santa Cruz, chegaremos ao Céu. É a lei. Inocência ou penitência! Somos, porventura, inocentes? Ai! Lá se foi, há tantos anos, a túnica imaculada da Pia batismal. Resta-nos a cruz. Por que rejeitar, então, ou aceitá-la blasfemando, revoltado contra o Céu? Santa Catarina de Sena nos aconselha:

"Esteja a árvore da cruz plantada no nosso coração e na nossa alma; sede semelhantes a Jesus Crucificado; escondei-vos nas chagas de Jesus Crucificado, banhai-vos no sangue de Jesus Crucificado, inebriai-vos e revesti-vos de opróbrios, sofrendo por amor de Jesus Crucificado.”

São Paulo não queria pregar outra coisa senão Jesus Cristo e Jesus Cristo Crucificado. Quem não sofre, que pode saber?

Ó ciência da Cruz, iluminai minha inteligência, abrasai meu coração!

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ

2 de maio de 2022

O BREVIÁRIO DA CONFIANÇA

2 de Maio

Machucou-se, meu Filho?

Há uma lenda que traduz a delicadeza do coração materno. Um moço, apaixonado por uma criatura perversa e má, sujeitava-se a todos os seus caprichos, à custa dos maiores sacrifícios. Um dia, fez-lhe ela a monstruosa exigência de arrancar o coração materno e lho levar. “Impossível”, diz, com desespero, o jovem. “Pois não terás o meu amor! Retira-te!”. O pobre e infeliz apaixonado, desvairado e cego, acaba por satisfazer o criminoso desejo do viperino objeto de seu louco amor. Mata a desventurada mãe, arranca-lhe o coração e o envolve, quente e palpitante, numa toalha. Foge desesperado e, ao atravessar uma montanha, tropeça e cai violentamente sobre o solo pedregoso. Uma voz se ouviu, saindo do coração materno em sangue, voz carinhosa e mansa:

“Machucou-se, meu filho?”

É assim o coração materno. Nenhuma ingratidão o vence. Assim é o coração de Nossa Senhora Mãe do Céu. Pela criatura que nos seduz e tiraniza, consumamos um crime: ferimos o coração de Maria pelo pecado, pela multidão de nossos crimes, arrancamo-lhe o coração, com tanta maldade. Vem o sofrimento e, nas pedras do caminho agreste da vida, tropeçamos e caímos violentamente. Quedas de reveses e doenças e perseguições e desprezos e calúnias. Vendo-nos em terra, feridos, pergunta-nos carinhosamente o Coração de Maria:

“Machucou-se, meu amigo filho? Oh! Quero salvar-te, quero curar-te das feridas do caminho, meu filho, meu ingrato filho!”

Mᴏɴs. Asᴄᴀ̂ɴɪᴏ Bʀᴀɴᴅᴀ̃ᴏ