31 de janeiro de 2018

Programação de Missas Tridentinas - Padre Thiago - IBP - Janeiro 2018

Missas Tridentinas

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Janeiro 2018

01/01 - Segunda-feira   09:30h
                                      10:00 h

02/01 - Terça-feira        07:30 h

03/01 - Quarta-feira      07:30 h

04/01 - Quinta-feira      19:00 h

05/01 - Sexta-feira        18:30 h - Bênção da Água da Epifania

                                      19:00 h - Missa

06/01 - Sábado              09:00 h - Missa Solene

07/01 - Domingo          09:30 h - Oração santo Terço

                                      10:00 h - Missa Solenidade da Epifania

08/01 - Segunda-feira   07:30 h

09/01 - Terça-feira        07:30 h

10/01 - Quarta-feira      07:30 h

11/01 - Quinta-feira      19:00 h

12/01 - Sexta-feira        19:00 h

13/01 - Sábado              09:00 h

14/01 - Domingo           09:30 h - Oração santo Terço

                                       10:00 h - Missa

15/01 - Segunda-feira    07:30 h

16/01 - Terça-feira         07:30 h

17/01 - Quarta-feira       07:30 h

18/01 - Quinta-feira       19:00 h

19/01 - Sexta-feira         19:00 h
20/01 - Sábado               09:00 h

21/01 - Domingo           09:30 h - Oração Santo Terço

                                       10:00 h - Missa

22/01 - Segunda-feira    07:30 h

23/01 - Terça-feira         07:30 h

24/01 - Quarta-feira       07:30 h

25/01 - Quinta-feira       19:00 h

26/01 - Sexta-feira         19:00 h

27/01 - Sábado               09:00 h

28/01 - Domingo           09:30 h - Oração santo Terço

                                       10:00 h - Missa

29/01 - Segunda-feira    07:30 h

30/01 - Terça-feira         07:30 h
31/01 - Quarta-feira       07:30 h


Local: Capelania Militar Nossa Senhora das Vitórias – Capelania Militar do Exército
Endereço: Rua Francisco Rocha, nº 740 - Batel - Curitiba - Pr.
Referências: Hospital Geral de Curitiba (Hospital Militar) e Colégio Estadual Julia Wanderley



Mapa Capela

21 de janeiro de 2018

Sermão para o 2º Domingo depois da Epifania 14.01.2018 – Padre Daniel Pinheiro, IBP

[Sermão] Conselho aos jovens que querem casar (2ª versão)



Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Acabamos de ouvir no Evangelho de hoje o milagre feito por Nosso Senhor Jesus Cristo a pedido de sua Mãe nas bodas de Caná. Nosso Senhor, com sua presença santificava, o casamento, Ele santificava a família. Mais tarde, Ele elevaria o casamento a sacramento. A união exclusiva de um homem e de uma mulher para toda a vida em vista da procriação e do auxílio mútuo é algo santo. Sem o matrimônio, sem a família assim constituída, a sociedade desmorona por completo. Mais de uma vez já falamos da importância da família, que é a base da sociedade. E não se pode insistir suficientemente sobre o assunto. Falamos da família e de sua importância capital para o Estado e para a Igreja. Está claro, falamos da família: pai, mãe e filhos. É preciso, para o bem da sociedade e da Igreja, que haja famílias profundamente católicas. Famílias com uma fé profunda, com uma grande generosidade para ser uma família numerosa, se assim Deus o permitir, com uma vida de oração familiar, com o cuidado da educação dos filhos. Os pais participam da obra da criação ao gerar os filhos e devem participar da obra da redenção, educando os filhos para Deus. E a redenção se faz com sofrimento. A educação dos filhos se faz a base de sofrimentos, de abnegação, de sacrifícios. Tudo isso junto com grandes alegrias, e a primeira dessas alegrias é a de poder formar Cristo em uma alma.
Todavia, a ordem normal das coisas é que um casamento santo, que uma família profundamente católica tenha se formado a partir de um bom namoro, de um namoro católico em todos os seus aspectos. Um bom casamento começa por um bom namoro. Um casamento que começa por um mal namoro, terminará mal ou terminará bem com muito sofrimento que poderia ter sido evitado com certa facilidade. Bastam ao casamento as cruzes que já lhe pertencem naturalmente. Não devem aqueles que vão casar acrescentar ainda outras cruzes ao matrimônio porque se deixaram levar, no tempo do namoro, pelos sentimentos e não pela razão iluminada pela fé. Os jovens devem ter todo o cuidado com o namoro para não prejudicarem a si mesmos, ao próximo e ao futuro matrimônio. Os já casados superem as cruzes do matrimônio com paciência, fé e caridade, e saibam instruir os filhos com relação a isso. É preciso conhecer o que ensina a sabedoria da Igreja a respeito desse tempo de preparação para o matrimônio. Um dos motivos pelos quais não temos famílias profundamente católicas é porque não temos bons namoros. Todavia, as famílias formadas a partir de um namoro inadequado, muitas vezes fruto da ignorância, não devem nem podem se desencorajar. Pela graça de Deus e com esforço, é plenamente possível remediar isso e formar uma família profundamente católica.

A primeira coisa que o jovem deve fazer é tomar a decisão de seu estado de vida, considerando em que estado de vida pode, concretamente, servir melhor a Deus e salvar a sua alma: sacerdócio (para os homens), vida religiosa, matrimônio. Aqueles que decidirem pelo sacramento do matrimônio, via comum da vida cristã e de santificação, devem seguir a sabedoria da Igreja quanto à preparação para esse sacramento. O casamento se prepara pelo namoro. É dele e de algumas coisas conexas que iremos tratar aqui. Não poderemos abordar de forma completa todos os aspectos do namoro, mas daremos algumas indicações. Quando falamos aqui de namoro, falamos de todo o tempo e de todo e processo que antecedem o matrimônio, incluindo, portanto, namoro e noivado.
O namoro tem por objetivo o conhecimento mútuo entre o rapaz e a moça, para saber se é razoável que os dois se unam até a morte. Esse conhecimento mútuo no tempo do namoro não é do corpo, mas das qualidades e defeitos morais, do temperamento, da história do outro. O namoro deve durar tempo suficiente para que ocorra esse conhecimento mútuo, mas não pode se prolongar ao ponto de começar a criar familiaridades indevidas. O namoro deve durar, então, entre um e dois anos. Menos do que isso seria imprudente, pois seria casar com quem não se conhece. Seria apostar na loteria e, quase certamente, perder. Mais do que dois anos seria casar sem respeitar profundamente o outro, em virtude das familiaridades que surgem em namoros longos. Essa falta de respeito prejudica bastante o futuro matrimônio.
Assim, é lícito começar a namorar somente quando se prevê realmente ter condições de casar dentro de um ou dois anos. Não se trata de uma previsão meramente hipotética, como por exemplo: daqui a dois anos terei terminado a faculdade e terei talvez um emprego. Na prática, o melhor é não fazer previsões. É começar a namorar já tendo a condição de casar, já tendo maturidade, já tendo emprego…
Para começar a namorar, é preciso ter maturidade. Maturidade para poder educar os filhos que serão gerados e para que prestem o devido auxílio mútuo. Maturidade, no homem, para ser um chefe de família e cuidar do bem espiritual da esposa e dos filhos. Maturidade, na mulher, para ser o coração do lar e sacrificar-se nas pequenas coisas. É preciso, então, que, antes de começar a namorar, o jovem e a jovem se perguntem: Assumo as minhas responsabilidades? Tenho as condições para ser pai? Sou um homem ou um garotão? Tenho um emprego para sustentar a minha futura família? Ou ainda não? Estou pronto para uma vida de renúncia e sacrifícios? Tenho condições para ser mãe, cuidar da saúde do lar e da família? Ou fico sonhando com as princesas de castelã encantado, achando que a vida será sem sofrimentos e sacrifícios tremendos? Rapaz e moça devem, ainda, se perguntar: Vou saber como educar meus filhos? Vendo aproximar-se a hora de começar um namoro, tenho procurado me instruir sobre o que é o matrimônio, seus direitos e deveres? Estou bem consciente da fidelidade e da indissolubilidade do matrimônio e que, uma vez casado, continuarei casado até a morte, aconteça o que acontecer? Tenho procurado me instruir em como educar bem os filhos? Li sobre as cruzes do matrimônio e como evitá-las ou resolvê-las? Tenho uma vida espiritual sólida? Vivo, em geral, seriamente, buscando o céu e praticando as virtudes? Além disso, qual é a minha condição material? Tenho o mínimo para começar uma família mais ou menos em acordo com minha condição social? Estou pronto para os sacrifícios que serão necessários na vida comum? Essas são algumas das perguntas que se devem fazer antes de começar a pensar em namorar… E não estamos falando de um ideal inatingível, mas do mínimo necessário. Se o jovem ou a jovem pensam que o amor sentimental irá superar todos os obstáculos, é o sinal mais claro de que não estão preparados para namorar.
O namoro entre um rapaz e uma moça deve começar quando se tem esperança fundada de que possa dar certo. Não se começa a namorar uma pessoa desconhecida, simplesmente porque nasceu um sentimento de uma hora para outra ou simplesmente porque os dois são católicos. O namoro deve começar porque já existe um certo conhecimento entre o rapaz e a moça e porque já existe uma certa estima e simpatia mútuas. O normal é que já se conheçam de um ambiente saudável e não de ambientes mundanos. Essa estima para se começar o namoro deve ser baseada nas virtudes que o outro tem e não em simples sentimentos e essa simpatia deve ser a alegria de estar na presença do outro, mas alegria que decorre da estima, das virtudes do outro. O sentimento pode estar presente, sim, e não é ruim, mas não pode ser o fundamento do relacionamento. Não basta, então, os dois serem católicos para começar a namorar. É preciso que haja compatibilidade dos temperamentos, e é preciso que haja já esse início de estima e de simpatia.
Está claro, assim, que não se deve começar nem continuar um namoro já começado, quando não se tem estima pelo outro ou quando se tem antipatia pelo outro. Nem se deve começar nem continuar um namoro já começado, quando o outro tem um defeito moral grave. Muito comum a pessoa começar o namoro esperando que o outro se corrija desse defeito. Ou casar esperando que, depois do casamento, a pessoa se corrija desse defeito grave. É uma grande ilusão e imprudência, causa de grandes sofrimentos. Não se deve tampouco continuar um namoro em que a confiança mútua não é profunda. Não se deve continuar um namoro que tem brigas constantes e que não diminuem, apesar dos esforços. Ainda menos se deve começar um namoro com pessoa de outra religião. A Igreja nunca favoreceu o matrimônio de uma parte católica com outra não católica. A Igreja apenas tolera esse casamento, pois ele representa um grande perigo para a fé do católico e para a educação católica dos futuros filhos. Além disso, como esperar que sejam felizes um homem e uma mulher que no principal da vida – a religião – têm concepções completamente distintas? Haverá paz nesse casamento? E as diversas questões morais no matrimônio? A parte não católica as aceitará? Por exemplo, evitar os contraceptivos, os procedimentos esterilizantes, aceitar todos os filhos que Deus enviar? É prudente unir-se profundamente com alguém que tem uma visão distinta no principal da vida? É claro que não…
No namoro que é lícito, quer dizer, em que já existe a maturidade e em que se prevê seriamente a possibilidade de casamento em dois anos no máximo, e em que vai se desenvolvendo a estima e simpatia mútuas bem como a confiança e o acordo quanto ao sentido católico da vida e do matrimônio, nesse namoro plenamente lícito, será preciso guardar também a castidade, para que ele seja perfeito. A castidade no namoro (e antes do casamento como um todo) se guarda porque Deus nos deu a faculdade reprodutiva para ser usada para a geração e educação dos filhos e essa educação se faz devidamente dentro do matrimônio, com pai e mãe unidos por um laço indissolúvel. A castidade se guarda no namoro também para que as paixões não prejudiquem o julgamento que se deve fazer do outro, sobre suas qualidades e defeitos, para saber se é possível viver o resto da vida com aquela pessoa. Os pecados contra a pureza levam os namorados a pensar que a paixão vai superar todos os obstáculos e todos os defeitos do outro. A paixão logo será superada, os problemas permanecerão. E o sofrimento será grande. A família não estará solidamente fundada e o respeito mútuo ficará bem prejudicado.
Para guardar a castidade, é preciso muita vigilância e oração. A vigilância consiste em que os namorados guardem entre eles, sempre e onde quer que estejam, uma certa reserva, uma certa modéstia, um verdadeiro pudor. Isso não somente no contato físico, mas também nos olhares, nas palavras, nos gestos. No contato físico, não passar de dar a mão e com moderação. Lembrar que o beijo apaixonado já é um pecado mortal. Precisam estabelecer limites claros, com franqueza um para com o outro. Os namorados em nenhuma hipótese podem se isolar das outras pessoas. Estejam sempre em companhia de outras pessoas de boa consciência. Podem, claro, conversar sem ser ouvidos por outros, mas jamais sozinhos, isolados. Não andem, por exemplo, sozinhos no carro. Se o fizerem, a queda virá, mais cedo ou mais tarde. E cada vez mais grave. Estejam sempre com outra pessoa no carro. Jamais devem viajar juntos ou ficar sozinhos em um aposento. É um suicídio espiritual. Se já caíram em certas situações, não podem se colocar novamente nelas. Devem ser extremamente cuidadosos nas despedidas, sempre também na presença de outras pessoas com boa consciência. A despedida é um momento crítico muitas vezes. Estejam sempre em ambientes saudáveis para a alma, evitando, então, os divertimentos que provocam em demasia os sentidos: cinema, festas mundanas, shows, a falta de moderação na bebida, locais com mais barulho e efeitos de luzes etc. O local de encontro entre os namorados deveria ser o meio familiar, até mesmo porque é vendo como o outro se comporta com a família dele que se pode conhecê-lo melhor e como ele se comportará com a família que formará. Todavia, nem sempre os familiares têm uma boa consciência e aqui a presença na casa de familiares pode ser um problema sério. É também em ambiente no meio de famílias católicas que os jovens deveriam conversar e ir se conhecendo melhor quando vai se aproximando a idade de começar um namoro legítimo. Aqui são alguns poucos exemplos do que é necessário para manter a castidade, mas que já dão um norte. Não é exagero do Padre. A experiência mostra que as coisas funcionam assim. E não se iludam os jovens achando que o amor que nutrem pelo outro é tão puro que jamais cairão em pecados contra a pureza. É o primeiro passo para cair. O amor puro vigia, evita as ocasiões de pecado para salvaguardar a honra do próximo e a própria.
O bom namoro não deve ser um namorico, muito pegajoso ou grudento, como se vê muito comumente entre jovens sem consciência nos anos escolares. Devem, então, evitar essas atitudes de namorico, mas devem mostrar, pelo comportamento, a seriedade do namoro, o que não impede uma justa delicadeza e atenção, que são devidas. Como dissemos, os namorados devem guardar entre eles, sempre e onde quer que estejam, uma certa reserva, uma certa modéstia, um verdadeiro pudor. Isso vale também para fotos. É muito comum, atualmente, as pessoas publicarem fotos de tudo o que ocorre em suas vidas, expondo-se, exibindo-se, muitas vezes por orgulho ou vanglória. E os namorados vão publicando fotos e mais fotos juntos e mesmo em situações inconvenientes: muito juntos, muito colados um no outro, etc. É preciso ter muito cuidado com esse excesso de fotos, que pode mostrar um apego muito sentimental e infantil ou mesmo impuro. E não basta evitar as fotos em situações inconvenientes. É preciso evitar as situações inconvenientes. O mesmo vale para fotos em que a pessoa está sozinha. Muito comum a pessoa ir colocando fotos e começar a querer chamar a atenção, a querer ser elogiada, fazer poses e coisas do gênero. É preciso ter muita vigilância nessas questões, uma enorme moderação.
É preciso que os namorados moderem bem a frequência e duração dos encontros. Se as tentações vão crescendo, é preciso diminuir a frequência e a duração deles. Quanto mais próximo o casamento, maiores serão as tentações e menos frequentes, portanto, devem ser os encontros. As conversas por telefone ou outros meios devem ser bem breves. Aos namorados não cabe fazer tudo juntos sempre. Muitas vezes, devem fazer as coisas realmente separados.
Se os namorados percebem ao longo do namoro que um futuro casamento não é possível porque falta a estima mútua, a simpatia, a confiança ou o acordo sobre a visão católica do mundo e do matrimônio, ou porque as personalidades simplesmente não dão certo, é preciso terminar o namoro. Será preciso terminar também quando não conseguem guardar a castidade. Antecipar um casamento por não conseguir guardar a castidade, não é, em geral, uma boa solução. E nada mais natural do que terminar um namoro quando necessário. O que não pode ocorrer é engatar um namoro atrás do outro, ainda mais quando é no mesmo ambiente, destruindo amizades. Quando a pessoa engata um namoro atrás do outro, isso demonstra a falta de seriedade e de critério para começar a namorar. Esses namoros em sequência prejudicam o respeito mútuo e prejudicarão o amor conjugal quando a pessoa vier a se casar. Quando se termina um namoro, deve-se dar um tempo razoável para a reflexão, para a oração e para evitar os mesmos erros no futuro. É preciso também acabar um namoro quando se percebe que o namoro vai durar muito mais tempo que o previsto. Nesse caso, podem terminar o namoro para reatá-lo, eventualmente, no tempo oportuno.
É preciso que os jovens se preparem para o casamento antes mesmo de começar a namorar. Como dissemos, aproximando-se a idade de começar um namoro legítimo, para casar em um ou dois anos, devem os jovens começar a se instruir sobre o matrimônio, sobre seus deveres e direitos, sobre a educação dos filhos. Devem também instruir-se sobre como deve ser um bom namoro. Além disso, é preciso que se preparem mantendo relações adequadas com as pessoas do sexo oposto, mantendo sobretudo o devido respeito. Muito comum hoje ver os rapazes e moças que já não se respeitam mutuamente, fazendo brincadeiras desrespeitosas, provocando uns aos outros à ira, fazendo piadas indevidas uns com os outros, conversando sobre o que não devem. Quando digo brincadeiras, piadas ou conversas indevidas não me refiro simplesmente a coisas contra a pureza, mas a coisas que levam a perder o respeito pelo rapaz ou pela moça ou que demonstram falta de estima. Muito comum entre jovens provocar o outro fazendo brincadeiras sem graça para chamar a atenção. Fazer provocações assim como suposto sinal de afeto leva à falta de respeito e não é digno de alguém sério. E esse respeito fará muita falta em um namoro e, principalmente, em um casamento. Esse respeito é a base sólida para a estima, simpatia e confiança mútuas entre namorados e, sobretudo, entre casados. É muito difícil manter esse respeito quando os jovens de sexo oposto se encontram completamente sozinhos entre eles sem adultos de boa consciência por perto.
Antes de começar o namoro é preciso que rapazes e moças evitem também alguns erros. Um erro comum é a pessoa começar a se desesperar porque não encontra uma boa namorada ou um bom namorado. E com o desespero ela começa a se expor cada vez mais, querendo chamar para si a atenção. Esse desespero leva muitas vezes a pessoa a casar com qualquer um. Essa ansiedade para casar logo é mais comum nas moças, mas pode também acontecer com os rapazes. É preciso ter muito claro que mais vale ficar sozinho ou sozinha do que casar com qualquer um e ter um casamento extremamente infeliz e conturbado. Vale mais ficar só do que ter um casamento com cruzes que poderiam ter sido evitadas com certa facilidade. Não se precipitar, portanto. O tempo do namoro é o tempo de ser muito exigente, de escolher bem. Depois do casamento, será o tempo da paciência. É claro que não se deve esperar o homem perfeito nem a mulher perfeita (que não existem), mas é preciso ter o mínimo de condições para um bom casamento: maturidade de ambas as partes, estima baseada nas virtudes, simpatia, confiança mútua, acordo profundo quanto à visão de mundo católica. Os jovens, sobretudo as moças, não devem, então, se precipitar. Mas os jovens devem também evitar o erro oposto, sobretudo os rapazes devem evitar o erro oposto. O erro oposto ao da precipitação é o de não amadurecer. Muitos já atingiram a idade de começar a namorar fisicamente, mas não amadureceram psicologicamente, socialmente e espiritualmente. É preciso buscar o amadurecimento, assumir responsabilidades, se instruir, levar a salvação realmente a sério. A imaturidade, mais ou menos voluntária, é uma desordem mais própria dos rapazes e muitas vezes perdura mesmo no matrimônio.
Tivemos, caros católicos, que descer a alguns detalhes práticos porque já não basta apontar somente os princípios gerais. Em outros tempos, talvez bastasse dar os princípios e cada um tiraria as conclusões. Atualmente, em nossa sociedade moderna, lenta na reflexão e formada pela televisão e redes sociais, é preciso mostrar também as conclusões mais práticas. Vocês, jovens, têm a oportunidade de ouvir essas coisas que muitos aqui não ouviram e que desejariam, talvez, ter ouvido no momento oportuno. Vocês têm a graça de poder fazer as coisas bem feitas. Vocês têm a graça de poder fazer uma boa preparação para o matrimônio. Coloquem a mão na consciência. Não desconsiderem o que diz a sabedoria da Igreja e um pai. É para o bem de vocês. Não se deixem levar pela superficialidade ou pela pressão do que todos fazem em nossa sociedade e ao nosso redor. Façam o que é certo. Não se deixem levar pelo sentimento. Sejam conduzidos pela razão e pela fé. E sejam alegres e generosos, como é próprio dos jovens, mas com uma generosidade ordenada pela caridade e com uma alegria não pueril ou infantil, mas católica.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

20 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 441

FOI ALI QUE ENCONTREI A PAZ

Pregava S. Francisco de Assis em São Severino e descrevia magistralmente a fealdade da alma pecadora e a beleza da alma justa. Entre os ouvintes encontrava-se Guilherme Divini, famoso trovador que fora coroado Rei do verso rio Capitólio. As palavras do humilde e seráfico S. Francisco calaram profundamente no coração do poeta. Após o sermão, Guilherme foi prostrar-se aos pés de São Francisco, e dirigiu-lhe este pedido: “Frade santo, conduz-me para longe dos homens e consagra-me a Deus. Tira-me as vestes do mundo e cobre-me com as vestes do paraíso!”
Pouco tempo depois o Santo vestia o trovador com o hábito pobre da Ordem Franciscana e dava-lhe o nome de “Frei Pacífico”, porque havia, finalmente, encontrado a paz que tanto desejava.
É na confissão que o pecador, pela absolvição do confessor, despe as vestes imundas do pecado e cobre-se com a veste cândida da graça divina. E só então encontra a verdadeira paz.

19 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 440

A PROPÓSITO DA DIFAMAÇÃO

Conta-se que um discípulo do sábio Sócrates, querendo contar-lhe um fato que ouvira numa roda de conhecidos, começou assim :
— Ouve, mestre, o que se diz de um teu amigo...
— Para! para! — interrompeu-o o filósofo. — Já passaste por três peneiras o que me vais contar.?
— Por três peneiras!? — exclamou o discípulo, admirado.
— Sim, meu amigo, por três peneiras. Vejamos se o que me desejas contar pode passar por elas. A primeira é a verdade. Tens plena certeza do fato? Examinaste seriamente se é verdade?
— Não examinei, mas ouvi falar e...
— Bem — atalhou Sócrates — pois que não passa pela primeira, estás certo de que passará pela segunda peneira? Se o que me queres contar, se bem que duvidoso, é ao menos alguma coisa boa?
— Boa, propriamente, não é. Compromete...
— Ora — interrompeu novamente o mestre — se é duvidoso e mau o que me vens contar, vejamos se consegue salvar-se na última peneira. Tens motivos graves para contar o que ouviste? Será necessário que eu seja informado?
— Necessário, propriamente, não, mas...
Sorriu então, o filósofo e continuou sua lição, dizendo:
— Se o que me desejas contar é duvidoso, não é coisa boa, nem precisa ser conhecido por outros, melhor será não contá-lo.
A difamação é um pecado como a calúnia e a maledicência. Quem comete essa injustiça tem obrigação de reparar o dano causado ao próximo.

18 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 439

O QUE LUCRARAM OS OPERÁRIOS

Segundo noticiaram os jornais, num comício comunista, tendo Trotsky permitido aos operários o uso da palavra, o camarada Efimoff subiu à tribuna munido de um bastão.
— Este bastão — disse — é o símbolo da revolução russa. Tem o punho de ferro, a haste e a ponta. Antes da revolução o punho de ferro representava a aristocracia, a haste os trabalhadores, a ponta os exploradores.
Efimoff calou-se. Depois, com solenidade, virou o bastão, ficando o punho em baixo e a ponta para cima.
— Senhores — disse então — eis a revolução. Os aristocratas ficaram em baixo, os exploradores no alto, e os operários? Não mudaram de lugar. Antes oprimia-os o punho, agora oprime-os a ponta.
Efimoff foi fuzilado; mas a sua palavra corajosa continua a ecoar., mostrando ao mundo que a pretensa compaixão dos comunistas pelo povo não passa de uma refinada mentira.

17 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 438

O CALOR DE JESUS EUCARÍSTICO

Pio XI, o grande papa das missões, pediu a alguns religiosos de certa Congregação que se dispusessem a partir como missionários para a Groenlândia, a terra do gelo eterno. Os generosos soldados de Cristo aceitaram a incumbência, mas queriam que o Santo Padre lhes concedesse um privilégio.
— Qual? — perguntou o Papa.
— Que possamos trazer sobre o coração uma Hóstia consagrada; assim, o calor de Jesus Eucarístico conservará em nós sempre viva a chama da vida que o gelo seria capaz de apagar.
A nós não nos será permitido trazer conosco dia e noite a Hóstia consagrada. Temos, porém, se queremos, a felicidade de transformar nosso coração em tabernáculo vivo; e, recebendo-o com frequência, conservaremos viva e ativa a chama da vida espiritual.

16 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 437

SEGUIRÁS A CRISTO OU AO DEMÔNIO?

Certa vez o demônio apareceu a um jovem penitente que vivia no deserto e disse-lhe:
— Meu amigo, que fazes aqui? Desperdiçar neste deserto a tua mocidade!... Vem comigo, e eu te mostrarei as belezas da terra, os sorrisos encantadores, os espetáculos deslumbrantes e as alegrias da vida. Vem, eu te darei prazeres, amores, sonhos, delicias...
O jovem, indeciso, hesitante, pergunta:
— Dar-me-ás tudo isso?
— Tudo.
— Por quanto tempo?
— Vinte anos.
— Apenas o tempo que eu vivi até agora?...
— Bem; eu redobrarei os anos.
— É pouco! Não aceito!
— Sabes o que são quarenta anos de felicidade?
— Sei, sim! Um minuto que passou, deixando a mais amarga das ilusões.
Tão pronta e acertada resposta obrigou o demônio a retirar.-se. Estava vencido.
Ao mesmo jovem aparece outra visão: é Jesus que lhe diz:
— Meu filho, queres seguir-me?
— Jesus, que me dareis?
— Tribulações e dores, perseguições e lutas, sacrifícios e sangue.
— Por quanto tempo?
— Por todo o tempo da tua vida.
— E depois?
— Depois, se perseverares, serás para sempre feliz no meu reino.
O jovem abaixa a cabeça... Quando ergue os olhos, não hesita mais, e diz resolutamente:
. — Sim, Jesus, eu vos seguirei; porque, na verdade, os sacrifícios desta vida efêmera não se podem comparar com a recompensa eterna que me espera no céu.

15 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 436

NOS SOFRIMENTOS PENSEMOS NO CÉU

O sr. Miguel de Marillac, avó de S. Luisa de Marillac e ilustre homem de Estado, por sua fidelidade a rainha Maria de Médicis, caíra no desagrado do poderoso ministro Richelieu. Preso em 1630 por ordem desse ministro, Miguel foi metido no cárcere, perdendo todo o conforto, glória e estima de que gozara antes.
Na sua prisão, em vez de lastimar-se, consolava-se com o pensamento, com a lembrança do céu. Dizia: “Um só raio de luz sobre os bens da vida futura é mais que suficiente não só para tornar suportáveis as aflições da terra, como também para no-las fazer esquecer completamente”.
Quando o médico lhe comunicou que seu fim estava próximo, exclamou: “Louvado seja Deus! Noticia melhor não podia eu receber... Vou logo para a casa de meu Pai”.
Oh! se em nossas dores e infortúnios pensássemos um pouco mais no céu, até as nossas tristezas se converteriam em verdadeira e sincera alegria.

14 de janeiro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 435

O DIA MAIS FELIZ
Numa cidadezinha da Áustria, que foi sempre um país católico, o professor mandou que os alunos respondessem por escrito a esta pergunta: “Qual foi o dia mais feliz de minha vida?” Um orfãozinho respondeu: “Enquanto minha mãe era viva, todos os meus dias eram os mais felizes”. ,
Outro aluno, que pensava mais na Mãe do céu, escreveu: “O dia mais feliz" foi quando visitei Nossa Senhora, no seu santuário de Mariazell”.
Ainda outro, que queria muito bem a Jesus, deu esta resposta: “O dia mais feliz de minha vida foi o da minha Primeira Comunhão: nesse dia Jesus visitou-me e cumulou-me de graças”.
Belo tema escolar! ótimas respostas!

13 de janeiro de 2018

Sermão para a Festa da Sagrada Família – Padre Daniel Pinheiro, IBP




[Sermão] Precisamos de famílias católicas, crucificadas com Cristo



Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Prezados católicos, a Festa da Sagrada Família é de instituição recente, e bem recente quando se trata da Igreja. Foi instituída pelo Papa Leão XIII no final do século XIX. Depois, com as pequenas mudanças litúrgicas feitas por São Pio X essa festa desapareceu, voltando logo em seguida durante o período da Primeira Guerra e no pós-guerra com o Papa Bento XV. Como podemos ver, então, dada a instituição dessa festa, os ataques à família já existem há um certo tempo. E muito se fala, desde aquela época e sobretudo hoje, do fracasso da família. Todavia, a instituição familiar é, enquanto tal, divina. Por isso, nunca poderá propriamente fracassar, nem deixar de existir ou ser completamente destruída na constituição que lhe foi dada pelo criador e, consequentemente, na nossa natureza. Em meio às ameaças à estabilidade da família e à sua santidade, resplandece a Sagrada Família de Nazaré e essa festa que nós comemoramos hoje.
A principal ameaça à família, porém, caros católicos, não é uma ameaça externa. A principal ameaça é uma ameaça interna, que está, infelizmente, na má formação dos cônjuges. Quando falamos de má formação, não nos referimos nem mesmo à uma formação intelectual. Não há muita dificuldade em compreender que aqueles que casam se colocam em uma união entre um só homem e uma só mulher por toda a vida e para a geração dos filhos. Isso todo mundo consegue compreender. O que falta é formação espiritual. Falta espírito de sacrifício, espírito de negação do amor próprio, de negação de si mesmo. Enfim, falta o amor à cruz que Cristo nos dá. Falta o espírito de união à Cristo crucificado. O problema no fundo, no matrimônio é no mais das vezes, de ordem espiritual. Não se trata dessa ou daquela virtude que falta, dessa ou daquela prática que deveria ser feita, mas de união e conformidade com Cristo crucificado. Não existe outro caminho a não ser o do sacrifício e o da negação de si mesmo, para que o casamento dê certo. É esse o único caminho para o bom matrimônio. E o que dizemos? Na verdade, não há outro caminho para ser cristão a não ser o caminho do sacrifício e da negação de si mesmo. Não há outro caminho para a salvação eterna.
Sem esse espírito de sacrifício e de renúncia, tudo se torna insuportável dentro do matrimônio. Fugindo da cruz, ela se tornará ainda mais pesada. No fundo, o que ocorre, é que ninguém quer ter esse espírito de sacrifício e de negação de si mesmo. Ou se o quer, o quer somente de maneira superficial. Na primeira contrariedade que lhe faz o cônjuge, ou que lhe oferece a circunstância do matrimônio, nessa primeira contrariedade já se irrita, se desespera, ou simplesmente perde o controle pela ira. No matrimônio – em que há evidentemente muitas alegrias – é preciso ter esse espírito de sacrifício sempre, constantemente. A cada dia e instante. Sem ele, já se pode renunciar a viver um bom matrimônio e, na verdade, a viver uma boa vida cristã. Sem esse espírito de sacrifício, já podemos renunciar ao Céu.
Em meio às dificuldades no matrimônio, muitos já pensam em separação. Essa praga que destrói as famílias e a sociedade. No mais das vezes, o que leva a isso são pequenas coisas, pequenos desentendimentos mal resolvidos, que se acumulam e vão ganhando em proporção. Na verdade, as pessoas não fazem ideia de quanto uma separação traz outros sofrimentos e tormentos imensamente maiores, sobretudo, se é feita sem causa grave. Sofrimentos para os cônjuges em primeiro lugar, e para os filhos, de maneira particular. É preciso dizer, caros católicos, que muitos de nós não temos ideia do que é realmente sofrer. Somos como crianças que berram porque ralaram um pouco o joelho quando caíram no chão. Fazemos das contrariedades corriqueiras um grande sofrimento que não existe. Somos nós, muitas vezes, que fazemos da nossa vida já aqui na terra um inferno, por fugir das cruzes.
Vejamos, então, as virtudes de que fala São Paulo na epístola de hoje, e virtudes tão necessárias para o matrimônio. A primeira delas a que fazemos menção é a benignidade para com o outro, a bondade para com o outro, querer efetivamente o bem do outro. Em seguida, fala também São Paulo da humildade. Não querer impor sempre a própria opinião, não querer ter sempre razão, ainda que às vezes nossa opinião possa parecer melhor que do outro. Ter paciência com os defeitos do próximo. Essa paciência que é a quintessência da caridade, da caridade fraterna. Paciência, como já dissemos em outras ocasiões, que não se confunde com a aprovação dos defeitos alheios, mas que é simplesmente esperar ou encontrar o melhor meio para fazer avançar as coisas. Finalmente, São Paulo nos diz também que devemos sofrer uns aos outros, suportar uns aos outros. Isso é preciso fazer de modo particular dentro do matrimônio. Suportar, como já dissemos, os defeitos uns dos outros, para apoiar uns aos outros, tendo em vista sempre essa finalidade última do matrimônio que é a santificação dos cônjuges e da prole. Finalmente, perdoar um ao outro, como pedimos no Pai Nosso, para que Deus nos perdoe, como perdoamos aqueles que são os nossos devedores. Devemos então, procurar perdoar aos outros, como Nosso Senhor Jesus Cristo nos perdoa se estamos verdadeiramente arrependidos, sem alimentar ressentimentos, sem alimentar espírito de vingança. O que são todas essas virtudes, senão o espírito de sacrifício e renúncia de si mesmo?
Faço aqui minha exortação de coração de pai e de pastor. Sacrifiquem-se pelas suas famílias. Não deixem o demônio vencer. Não deixem o amor próprio vencer. Vejam a Família de Nazaré. É uma luta e uma cruz constantes e cotidianas. Vale mais lutar, e vencer e abraçar a cruz do que fugir dela e sofrer, assim, bem mais fugindo da cruz que Deus nos deu. Quem foge da cruz sempre sofre mais do que aquele que a abraça. Precisamos efetivamente de famílias católicas. Famílias católicas com esse espírito de sacrifício. Famílias crucificadas com Cristo em seus sofrimentos cotidianos.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.