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12 de setembro de 2015

Missas no Rito Tridentino em Curitiba para o mês de Setembro de 2015


Sobre as Missas Neo-sacerdotais:

Encoraja-se ainda que, ao fim das Missas dos neo-sacerdotes, os fiéis recebam a bênção neo-sacerdotal, com ósculo das mãos sacerdotais, o que lhes garante Indulgência parcial e muitas graças particulares.

3 de setembro de 2015

Catecismo Anticomunista - Parte 11

XI. A VIOLÊNCIA E A LIBERDADE

60. Como se implanta o regime comunista?
O regime comunista é implantado, em geral, pela violência. Os comunistas procuram chegar ao poder de qualquer modo: por eleições, por pressão de tropas estrangeiras, por golpes armados. Uma vez no poder, destroem toda oposição, e implantam a ditadura, em nome do proletariado.

61. Então são os operários que passam a mandar?
Não. Os operários não mandam. Eles passam à situação de escravos, trabalham onde o governo os manda trabalhar, não podem se afastar dali; recebem o salário que o governo quer e, se reclamam, podem até ser fuzilados.

62. O comunismo admite direito à greve?
Nos países que quer dominar, o comunismo exige que a lei estabeleça o direito de greve; e organiza paredes para desmantelar a economia nacional. Mas, uma vez dominado o país, não tolera a greve em nenhuma hipótese, e sujeita o operário à mais tirânica escravidão.

63. É somente pela violência que o comunismo é implantado?
Em geral o comunismo é implantado pela violência; mas ele é preparado por muitas atitudes dos cristãos.

2 de setembro de 2015

IX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES - Capela N. Sr.ª das Dores - Padre Daniel Pinheiro, IBP

Fonte: Missa Tridentina em Brasília

[Sermão] A modéstia no vestir – 2ª versão

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
“Não nos demos a impurezas, como alguns deles, e morreram num dia vinte e três mil.”
Nós, seres humanos, somos formados por corpo e alma. Estamos colocados entre os anjos, que são puro espírito e os seres puramente materiais. No homem, a alma e o corpo estão unidos, formando a própria essência dele. Evidentemente, essa união natural entre a alma e o corpo, querida por Deus, é algo bom. A alma precisa do corpo para realizar suas operações de maneira mais conveniente. A alma, para conhecer as coisas, precisa dos sentidos, da imaginação. São Tomás diz que nada está no nosso intelecto, a não ser que tenha passado antes pelos sentidos. Todo o nosso conhecimento vem pelos sentidos. O corpo é, portanto, um bem para a nossa alma, um bem para o ser humano. A alma separada do corpo age de modo menos perfeito do que quando se encontra unida a ele, e, por isso, ela deseja a ressurreição do corpo, após a morte.
Todavia, é claro que a parte mais nobre do composto humano é a alma, parte espiritual, e que pode conhecer a verdade e amar o bem. É pela parte espiritual ou racional, quer dizer, pela inteligência e pela vontade, que nos distinguimos dos animais brutos. E no homem, como em todas as coisas, o inferior deve estar subordinado ao superior. Portanto, é a razão que deve dirigir as ações do nosso corpo, é a razão que, reconhecendo a nossa natureza e reconhecendo a natureza e a finalidade das nossas faculdades, deve ordenar todas as nossas ações. A ordenação dos nossos atos segundo a razão constitui a virtude. A virtude é, então, a ordenação dos nossos atos, de forma que eles sejam conformes à nossa natureza de animais racionais.
Entre esses atos que devem ser ordenados pela razão estão os atos exteriores: as palavras, os gestos e também o vestir. A razão nos mostra com relação ao vestir que ele tem uma finalidade básica e principal, que nos é dada pela própria Revelação. Essa finalidade é a decência.
Quando Deus criou Adão e Eva, os dois estavam em estado de graça e haviam recebido da bondade divina o dom da integridade. Isso significa que todas as suas paixões estavam plenamente subordinadas à razão. Não havia em Adão e Eva nenhuma desordem no campo da concupiscência e, por isso, não precisavam se vestir. A exposição do corpo entre eles, portanto, não era motivo para nenhum pensamento, desejo ou ato desordenado. Assim, a Sagrada Escritura diz que eles não se envergonhavam.
Todavia, nossos pais cometeram o pecado original, que foi um pecado de orgulho – que não teve nenhuma relação com o sexto mandamento, deixo claro. Ao cometerem o pecado original, a razão e a inteligência se revoltaram contra Deus e as faculdades inferiores e as paixões, que se encontravam plenamente submissas à razão, revoltaram-se contra ela. A Sagrada Escritura nos mostra claramente isso com relação ao corpo: os olhos de ambos se abriram e tendo conhecido que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram para si cinturas. Depois do pecado original, tiveram que se vestir, pois diante do corpo desnudo começaram a surgir desordens. Costuraram folhas de figueira e fizeram para si cinturas. Todavia, essas poucas folhas de figueira não eram suficientes para evitar a desordem e Deus fez, Ele mesmo, umas túnicas de pele e os vestiu.
Então, caros católicos, o corpo é em si mesmo bom e é a obra material mais perfeita que saiu das mãos do criador. A Igreja Católica reconhece a excelência do corpo e é a maior defensora da honra e da dignidade do corpo, pois ela reconhece o devido lugar do corpo, subordinado à alma. A Igreja reconhece a excelência do corpo ao ponto, por exemplo, de não favorecer a cremação do corpo. Quem odeia o corpo são aqueles que não reconhecem o seu devido lugar, subordinado à alma. Quem odeia o corpo são aqueles que o colocam acima da razão e submetem a razão às paixões e usam o corpo de forma indevida. Ao longo da história, vemos que os que mais permitem desordens com o corpo são os que o odeiam. Assim foi com os gnósticos e os cátaros, por exemplo. Essas heresias consideravam o corpo como intrinsecamente mau e, portanto, o entregavam a todo tipo de desordem, com a condição de que se impedisse a geração de uma nova vida, de um novo corpo.
Hoje, é exatamente o que vemos em nossa sociedade. Ela exalta tanto o corpo porque o odeia. Ela não reconhece o lugar do corpo. Ela permite tudo ao corpo e todas as desordens, desde que uma nova vida não seja gerada. As pessoas passam a vida inteira submetendo-se ao corpo para, no final, queimá-lo, cremando-o, com esse costume pagão que tem cada vez mais força entre nós. A Igreja respeita o corpo durante a vida da pessoa e, reconhecendo a sua dignidade, não vê com olhos favoráveis a cremação. Portanto, caros católicos, se alguém reconhece a bondade e a dignidade do corpo humano é a Igreja, que chega a proclamá-lo Templo do Espírito Santo, pois nossa alma, em que pode habitar o Espírito Santo, está unida ao corpo intimamente.
Depois do pecado original, apesar de nosso corpo ser em si bom, devemos nos vestir, devemos esconder algumas partes do nosso corpo, a fim de não provocar nos outros maus pensamentos, maus desejos, maus atos em virtude das paixões desordenadas. Depois do pecado original, o pudor e a modéstia são indispensáveis. O pudor consiste na vergonha salutar no que toca ao sexto mandamento, à castidade, e ele leva as pessoas a cobrirem as partes de seu corpo que podem levar outras pessoas a caírem na impureza. Foi o que Deus fez com Adão e Eva, cobrindo-os com túnicas. A modéstia é a virtude que nos leva a ordenar nosso aparato exterior, nos leva, em particular, a ordenar a nossa vestimenta, a fim de que elas cumpram bem a primeira finalidade delas: esconder certas partes do corpo. A principal finalidade da roupa é, então, a decência.  Para que uma veste seja chamada decente, ela deve cobrir aquelas partes do corpo que induzem a pessoa de virtude média ao pecado. Essas partes que devem ser absolutamente cobertas são aquelas que se encontram entre os joelhos e os ombros, incluindo os dois. Portanto, a roupa deve cobrir o joelho em todas as posições, inclusive quando se está sentado com as pernas cruzadas. As roupas devem ter mangas também e não basta cobrir os ombros com o véu quando se vem comungar. A roupa cavada ou sem manga não pode ser considerada modesta, porque quase certamente mostrará, pelas suas aberturas, bem mais do que é lícito.
O Cardeal Vigário de Roma na época do Papa Pio XI diz que “um vestido não pode ser chamado de decente se é cortado mais que a largura de dois dedos sob a cova da garganta, se não cobre os braços pelo menos até os cotovelos, e se mal chega até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de materiais transparentes são impróprios…” A única coisa que se permite alterar aqui, e que é admitido por todos os sacerdotes de doutrina moral séria, são as mangas até os cotovelos, mas não se pode admitir a ausência completa de mangas.
E para que vestir-se de modo diferente do que diz o Cardeal Vigário? Para que mostrar o nosso corpo? Para que atrair os olhares dos outros sobre nosso corpo? Isso só é lícito entre marido e mulher, em vista da procriação. Para que se mostrar para os outros? O que se ganha ao expor o corpo aos outros? Isso lhe fará ganhar o céu? Ao contrário. Para que ser ocasião de pecado para os outros? E não adianta dizer que, se o outro tem pensamentos ruins, a culpa é dele. Não. Nós somos responsáveis pela salvação das almas dos nossos irmãos. Ai daquele que é causa de escândalos, nos diz Nosso Senhor Jesus Cristo.
Tudo isso aqui se aplica sobremaneira à mulher, pois a mulher tem uma inclinação natural a buscar agradar o homem pelo seu aspecto físico e o homem tem uma inclinação natural a deixar-se levar por isso. Vemos essa verdade claramente no livro do Gênesis, em que Eva é apresentada a Adão, que encontra nela agrado. Se essa inclinação permanece sóbria e moderada, dentro da modéstia, ela não é ruim. Se ela se torna excessiva pela indecência, pelo excesso de ornato ou pelo luxo no ornato, ela se torna ruim, pecaminosa. Desse modo, a modéstia não é sinônimo de deselegância. A modéstia não se opõe à elegância. A elegância é perfeitamente bem-vinda, desde que seja modesta e sem excessos, sem atrair para si os olhares. Mas se ela se aplica principalmente à mulher, o homem está também obrigado a se submeter às mesmas regras de modéstia.
Alguns pretendem dizer que a moda indecente já é tão comum que ela não provoca mais as paixões desordenadas. Isso é falso. A partir de certo ponto, dizem os moralistas, as vestes indecentes sempre trarão prejuízo para o pudor, para a pureza. Esse limite é justamente os ombros e os joelhos, que devem estar sempre cobertos junto com o que se encontra entre eles. E ainda que as modas indecentes não conduzissem ao pecado contra o sexto mandamento, o cristão não deve se contentar com os padrões de uma sociedade decadente, corrompida e neo-pagã. Os jesuítas não se contentaram com a ausência de vestes dos índios, embora os índios estivessem habituados a isso. Eles mudaram a maneira de vestir dos indígenas.
Em virtude da união que existe entre a alma e o corpo de que falamos mais acima, podemos considerar dois aspectos importantes das vestes. Primeiramente, a veste é reflexo da alma da pessoa. Portanto, vestir-se mal reflete uma desordem espiritual, interior. Em segundo lugar, nossas ações exteriores e, consequentemente, nossas vestes têm uma influência em nossa alma. Assim, por exemplo, rezar de joelhos ou rezar de pé criam disposições distintas em nossa alma. Roupas indecentes geram na alma consequências prejudiciais com relação à pureza e levará a um jeito de se comportar indecente: a um jeito de andar, de sentar, de falar que não convém. Por outro lado, roupas modestas levam a alma a se resguardar melhor contra os pecados opostos ao sexto mandamento. As roupas decentes criam na alma uma disposição que leva a pessoa a andar, a sentar, a falar de um modo que convém para cristãos. Assim, a roupa é expressão de nossa alma e ela influencia a nossa alma. E como as roupas influenciam a nossa alma, é importante vestir bem as crianças, desde a mais tenra idade.
Em algumas ocasiões, falamos aqui da luxúria e de suas consequências graves para a sociedade. Em particular, falamos que a luxúria conduz ao amor de si mesmo e ao ódio a Deus. Vimos que a luxúria conduz ao apego à vida presente e ao desespero das coisas do alto. Vimos que a luxúria mata não só a alma daquele que a comete, mas destrói também a sociedade, como falamos na ocasião. Como chegamos nessa sociedade atual em que tudo, praticamente, se move pela luxúria? Uma das principais causas é a falta de modéstia no vestir. A modéstia é a guardiã da castidade. Sem a modéstia não há castidade. Sem castidade, não há amor a Deus. Por mais que a intenção da pessoa ao se vestir mal não seja ser objeto do olhar das outras pessoas, ela será o objeto dos olhares e será ocasião de pecado, se ela se veste indecentemente. Uma boa intenção não é suficiente para tornar boa uma ação ruim. Assim, vestir-se imodestamente por que faz calor, por exemplo, não se justifica. O calor é plenamente suportável. No passado, também havia calor, e as pessoas se vestiam bem.
Portanto, caros católicos, é preciso usar vestes modestas. Espero que todos tenham entendido e comecem agora a seguir plenamente esses ditames. Se não compreenderam, passem a seguir por obediência aos princípios da Igreja. A obediência também é uma virtude excelente. E, para deixar claro, as regras de modéstia não se resumem à Igreja. Essas regras de modéstia devem ser observadas sempre e em todo lugar. Repitamos essas regras: 1) As vestes devem cobrir tudo o que está entre os joelhos e os ombros, incluindo joelhos e ombros, e em qualquer posição (de pé, sentado, com pernas cruzadas, de joelhos). As vestes devem, portanto, possuir mangas e devem ser sem decotes. 2) As vestes não devem ser transparentes (colocar forro – anágua – do tamanho da saia, pois é relativamente comum a saia longa que se torna transparente contra a luz) nem em tom de pele e 3) não devem ser apertadas ou coladas ao corpo. Será preciso um grande esforço, um grande desapego e uma grande generosidade para se vestir modestamente. Mas tudo isso é necessário. E Deus nos dá as graças para fazê-lo. E será grande a recompensa de quem praticar as virtudes do pudor e da modéstia, tão esquecidas, mas tão essenciais para uma vida católica. Deus saberá recompensar esse ato de caridade da pessoa para consigo mesma e para com o próximo. Mais uma vez: a modéstia diz respeito a homens e mulheres. Não somente na Igreja, mas em todos os lugares. É princípio da lei natural. Infelizmente, não é raro ver pessoas que se vestem bem para a Missa, mas que expõem o corpo na vida quotidiana e em redes sociais…
A modéstia é também vestir-se em conformidade com o próprio estado, com as circunstâncias, com o grau de formalidade do lugar, da atividade e levando em conta a dignidade da pessoa com quem se está. Assim, um sacerdote que aparece em público sem a batina ou o hábito clerical – contrariando, aliás, o Direito Canônico – comete uma falta contra a modéstia, pois não se veste conforme ao seu estado. Em geral, como católicos, devemos nos vestir conforme ao nosso estado de católicos. Portanto, como pessoas que levam a vida a sério, buscando agradar a Deus. Isso vale em particular para os homens, que, às vezes, tendem a se vestir de maneira desleixada, com bermuda e sandálias onde não convém, em ocasiões que não convêm, etc. Devem ser evitados os dois erros nesse ponto: por excesso, com um cuidado indevido, uma solicitude indevida com o traje; por defeito, com desleixo, se vestindo como alguém que não leva a vida a sério.
Evitem-se, então, as roupas desleixadas, e todas aquelas com símbolos pagãos, com inscrições contrárias à religião, etc. Sobretudo na Igreja é indispensável observar a modéstia também nesse ponto. A roupa deve ser adequada àquilo que há de mais importante na face da Terra: a Casa de Deus, sobretudo quando nela se realiza o Santo Sacrifício da Missa.  A pessoa deve, então, vestir-se com dignidade para ir à Missa, evitando vestes demasiadamente informais. Particularmente, sejam abolidas, para a Missa, as vestes que contenham desenhos (de animais, de pessoas etc) ou alguma mensagem escrita, mesmo para as crianças. Também não sejam usadas roupas com personagens de desenho, com frases escritas, camisetas de times de futebol, calças rasgadas, bermudas, moleton, etc. Nada disso condiz com a santidade e a dignidade do lugar. Não se deve, porém, cair no erro oposto, como falamos. Dignidade com simplicidade e sem exageros.
É próprio da virtude da modéstia também que homens e mulheres se vistam de forma a diferenciar o sexo de cada um e de forma a exprimir o papel de cada um na sociedade. As vestes semelhantes de homens e mulheres causam muitos danos às próprias pessoas e à sociedade. Como disse, as vestes exprimem uma disposição da alma e terminam também influenciando o nosso comportamento. Se homens e mulheres se vestem igualmente, haverá um grande problema. E esse problema nós vivemos hoje, pois as roupas de homens e mulheres têm se tornado cada vez mais semelhantes, principalmente com as mulheres usando roupas que são mais próprias do homem e que levam a atitudes masculinizadas. Com essa confusão nas roupas, os homens são cada vez mais efeminados. As mulheres cada vez mais masculinizadas. O homossexualismo se difunde. Portanto, é preciso haver diferença na maneira de vestir do homem e da mulher e que essa diferença seja clara e, ao mesmo tempo, modesta. Essa mesma diferença deve existir nos adereços, no cabelo, etc. Por exemplo, não convém ao homem utilizar enfeites, isso convém à mulher, que deve fazê-lo com moderação. O homem pode apenas utilizar um sinal distintivo de sua função ou de seu estado: assim, usa a aliança de casado, o Bispo o usa o anel para significar sua união com diocese. Essa diferenciação clara entre homem e mulher deve ser não só na Igreja, mas em todos os lugares.
As vestes imodestas ofendem ao Sagrado Coração de Jesus e por isso dizemos no Ato de Desagravo ao Sagrado Coração: “queremos nós hoje desagravar-vos, particularmente da licença dos costumes e imodéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência […]. Nossa Senhora de Fátima também insiste na Modéstia, ao ponto de a letra da música de Nossa Senhora de Fátima nos lembrar disso. Diz a letra: “Vesti com modéstia, com muito pudor, olhai como veste a Mãe do Senhor!” Eis o nosso modelo para a modéstia no vestir: Nossa Senhora, para as mulheres, e São José, para os homens.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Catecismo Ilustrado - Parte 56

A Oração

A Oração em geral

1. A oração é uma elevação da nossa alma e do nosso coração a Deus para pedir-Lhe o que é mais conveniente para a nossa salvação eterna.
2. Temos todos obrigação de orar, e por duas razões. A primeira é porque Nosso Senhor o mandou formalmente, dizendo que convinha orar sempre a Deus, e a segunda, são as nossas necessidades contínuas.
3. Há duas espécies de oração: mental e vocal; ou, dito doutro modo, de coração e de boca.
4. A oração mental ou de coração é aquela em que se ora a Deus com a mente e com o coração, sem recorrer a certas palavras de costume.
5. A oração de boca ou vocal é aquela que se faz com palavras.
6. Deus conhece as nossas necessidades, mas quer Ele que Lhe dirigiamos as nossas preces, porque, com impetrar o que pedimos, quer que reconheçamos e exaltemos a sua benignidade para conosco.
7. Pode-se fazer oração em todo o lugar e em todo o tempo, mas devemos orar principalmente de manhã e à noite, nas tentações e tribulações, e na igreja porque é o lugar consagrado a Deus e a casa propriamente da oração; porque ali se celebram os sagrados mistérios; porque o concurso de muitos que oram juntos torna a oração mais eficaz e poderosa.
8. A nossa esperança de que havemos de ser ouvidos na oração funda-se nas promessas de Deus omnipotente, misericordioso e fidelíssimo, e nos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, e nome do qual, como Ele mesmo nos ensinou e como faz a Igreja, havemos de pedir as graças na oração.
9. Da oração provêm os seguintes frutos: 1º honra-se e louva-se a Deus; 2º aumenta-se a virtude; 3º enfraquecem-se as paixões; 4º aplaca-se a justiça de Deus.
10. A oração não é ouvida por culpa de quem ora, quando quem ora não está na graça de Deus sem vontade de converter-se.
11. A oração não é ouvida por causa do modo como é feita, quando lhe faltam as condições necessárias, cujas principais são: a atenção, humildade, Fé e perseverança.
12. Orar com atenção, quer dizer, que nos devemos aplicar à oração sem nos distrairmos voluntariamente, e orar de coração enquanto rezamos com a boca.
13. Orar com humildade, quer dizer, que nos devemos reputar indignos de alcançar o que pedimos e acompanhar a oração com reverente atitude e posição do corpo.
14. Orar com Fé, quer dizer que Deus pode e quer ouvir-nos pelos merecimentos de Seu Divino Filho.
15. Orar com perseverança, quer dizer, não cessar de pedir a Graça de que havemos mister, acrescentando sempre: “Se for da vossa vontade”.
16. As nossas orações não são ouvidas pelo motivo da coisa que pedimos, quando pedimos coisas que não convêm à nossa eterna salvação.
17. O que devemos pedir é o que se encontra no Pai Nosso.
18. Podemos pedir a Deus a saúde e os bens temporais, contanto que isto se faça com submissão à Sua vontade.
19. Devemos orar por nós, pelos nossos pais, pelos nossos superiores espirituais e temporais, em geral por todos os homens, não excetuando os nossos inimigos, pela nossa pátria, e pelas almas do Purgatório afim de livrá-las das suas penas e introduzi-las no Céu.

Explicação da gravura

20. No meio, está Moisés orando numa colina enquanto os hebreus lutam na planície contra os inimigos.
21. Vê-se no ângulo superior esquerdo, uma família a rezar em comum. No ângulo superior direito, uma família reza antes da comida. No ângulo inferior esquerdo, uma família rezando antes do trabalho.
22. No ângulo inferior direito, vê-se Santo Antão orando com atenção e fervor diante do Crucifixo, enquanto os demônios procuram distraí-lo e tentá-lo de mil maneiras.

1 de setembro de 2015

Pétalas de Rosas - São João da Cruz - Parte 6

26. A enfermidade de Deus não se cura senão com a presença de Deus. Porque a saúde da alma é o amor de Deus e faltando-lhe esse amor, falta-lhe a saúde.

27. Mais estima Deus em ti que te inclines à secura e a padecer por Seu Amor, do que todas as consolações, visões espirituais e meditações que possas ter.

28. Quando tem veemência do amor, tem a fé tão ilustrada, que lhe faz entrever uns divinos vislumbres.

29. Aquele que ama Deus sobre todas as coisas, nada lhe impede fazer ou padecer por Ele seja o que for.

30. Só aproveita muito na virtude aquele que se deixa conduzir por Deus.

31 de agosto de 2015

Catecismo Anticomunista - Parte 10

X. O PAPEL DE SATANÁS

58. Quem inventou este regime?
Quem inventou este regime foi Satanás, que sabe que o melhor meio de levar os homens à perdição eterna é fazê-los rebelarem-se contra a ordem constituída por Deus.

59. Como que Satanás consegue adeptos para este regime?
Prometendo aos homens o paraíso na terra se eles renunciarem a Deus e ao Céu, Satanás consegue enganá-los como o fez a nossos primeiros pais, e o resultado é o inferno na terra e na eternidade.

Missa Tridentina - Setembro de 2015

Prezados Leitores, Salve Maria!

Informamos a seguir os horários das Missas no Rito Tridentino entre os dias 06 e 12 de setembro de 2015.

Local: Capela da Polícia Militar

Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 2057 - Rebouças - Curitiba - Paraná


06/09 - 11:00 h - Padre Tomás (Missa Neo-sacerdotal)
           18:00 h - Padre Renato

07/09 - 10:00 h - Padre Tomás

08/09 - 10:00 h - Padre Renato

09/09 - 07:00 h - Padre Renato

10/09 - 18:00 h - Padre Renato
           19:30 h - Padre Pedro (Missa Neo-sacerdotal)

11/09 - 20:30 h - Padre Renato

12/09 - 09:00 h - Padre Renato

Obs: No decorrer da semana estaremos efetuando nova publicação das Missas, informando as disposições necessária para receber a benção neo-sacerdotal dos Padres Tomás e Pedro.

30 de agosto de 2015

Pétalas de Rosas - São João da Cruz - Parte 5

21. Amando a alma algo fora de Deus, torna-se incapaz da união e transformação n’Ele.

22. A alma é o altar onde Deus é adorado em louvor e amor ao que, por amor, está unida a Ele.

23. Vive em solidão até achar a Deus.

24. Se uma alma busca a Deus, muito mais Deus busca a ela.

25. Amar é trabalhar em despojar-se por Deus, de tudo o que não é Deus.

29 de agosto de 2015

Catecismo Anticomunista - Parte 9

IX. A PROPRIEDADE, A VIDA HUMANA E A ESCRAVIDÃO DO OPERARIADO

49. O indivíduo, no regime comunista, não pode possuir nada?
No regime comunista o indivíduo não é dono de nada. Tudo é do Estado.

50. O comunismo não admite por vezes o direito de propriedade?
Quando está no poder, o comunismo às vezes concede o uso de algum imóvel a um ou outro trabalhador. Mas não reconhece o direito de propriedade, pois pode tomar tudo a todos, quando quiser. O homem, no regime comunista, não tem sequer direito ao fruto do seu trabalho.

51. No regime comunista ninguém é, então, dono de nada?
No regime comunista ninguém é dono de nada: nem do dinheiro, nem da fábrica, nem do campo, nem da casa, nem da profissão, nem de si mesmo. Tudo é do Estado, tudo depende do Estado.

52. Então o regime comunista é de escravidão?
O regime comunista estabelece a mais completa escravidão, pois não reconhece ao homem nenhum direito.

53. O comunismo respeita a vida humana?
Não. Uma vez que o homem não passa de animal, o comunismo trata a vida humana como nós tratamos a dos bois. Se fôr preciso, mata-se. Assim, para dominar a Rússia foi preciso assassinar cerca de 20 milhões de russos, ou fuzilando-os, ou deixando-os morrer de fome. Nos campos de concentração da União Soviética, ao tempo de Stalin, calcula-se que havia 16 milhões de homens e mulheres de todas as categorias, padres, intelectuais, operários, que trabalhavam como escravos e acabaram morrendo de miséria. Para conquistar o poder, os comunistas chineses assassinaram vários milhões de pessoas. Para dominar os católicos da Espanha, as milícias bolchevistas mataram onze Bispos e 16.852 Sacerdotes e Religiosos, bem como muitos milhares de pais  de família.

54. No regime comunista, o operário pode se queixar, fazer greve, trocar de serviço?
Não. O Partido marca onde o operário deve trabalhar. Neste trabalho ele deve produzir o máximo. Não pode reclamar, e nem é bom pensar em greve, porque quem pensar vai para o degredo na Sibéria, para um campo de concentração ou para a forca. No regime comunista o operário não tem direito algum.

55. Os comunistas mantêm sempre os operários na miséria?
Até hoje a situação material dos operários em todos os países comunistas é em geral miserável. Todavia, a Rússia promete que no ano 2000 os trabalhadores russos terão a mesma situação que têm atualmente os seus colegas ocidentais. O comunismo não se interessa pelo bem-estar dos operários senão enquanto ele é útil para a Revolução, por isso, se os operários, obtido o bem-estar, começam a desobedecer, volta de novo a miséria. O comunismo trata os trabalhadores como reses, ou como escravos. O senhor de escravos dava-lhes comida porque lhe interessava que eles fossem fortes e sadios, para poderem trabalhar. Mas, se em dado momento parecer necessário às autoridades comunistas reduzir gravemente o padrão de vida da classe trabalhadora, em favor do desenvolvimento das industrias do Estado ou do seu poderio militar, fá-lo-ão sem hesitação, pois para elas o operário é escravo e o escravo não tem direito.

56. Nos países não comunistas, o comunismo quer melhorar a situação dos operários?
Não. Nos países não comunistas o comunismo quer que os operários fiquem tão miseráveis, que cheguem ao desespero, e assim provoquem greves e desordens, as quais os comunistas aproveitarão para derrubar o governo legítimo e implantar a sua ditadura.

57. Nos países dominados pelos comunistas não há diferenças de riqueza e de classe social?
O comunismo promete abolir as diferenças de riqueza e de classe. Mas isto é contra a natureza humana. Destruindo a moral e o direito, o comunismo favorece um grupo de dirigentes e de membros do Partido, que dispõem de grandes riquezas e vivem com fartura e luxo em casas suntuosas, enquanto o operário em geral passa privações, e obrigado a trabalhar onde o Partido manda, tem para morar somente um quarto, onde se amontoam os pais, os filhos e todos os membros da família, sem cozinha, nem banheiro próprios. A diferença entre os que mandam e os outros é muito maior que entre os capitalistas e os operários.

28 de agosto de 2015

Pétalas de Rosas - São João da Cruz - Parte 4

16. Quem não procura a cruz de Cristo não procura a glória de Cristo.

17. A obra pura e inteiramente feita por Deus no seio puro faz reino inteiro para o seu Senhor.

18. Agrada mais a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem desejo que saiba, do que mil feitas com desejo de que os homens as saibam, pois quem trabalha por Deus com amor puríssimo, não somente não se lhe dá que os homens o vejam, mas nem mesmo faz as obras para que Deus as saiba e mesmo que nunca Ele as viesse saber, não deixaria de prestar-lhe os mesmos serviços e isto, com a mesma alegria e pureza de amor.

19. Um ato de virtude gera na alma suavidade, paz, consolação, luz, pureza e fortaleza.

20. Vão é perturbar-se com as adversidades. Havemos de nos alegrar em vez de nos perturbar, para não perder a paz e a tranqüilidade. Com mais abundância e suavidade se comunica Deus nas adversidades.