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VI Domingo Remanescente depois da Epifania

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DOMINICA SEXTA QUÆ SUPERFUIT POST EPIPHANIAM

Carissimi lectores,
Salve Maria!

Eis, para download, a Santa Missa Tridentina* deste Domingo (15 de novembro), 6º Remanescente depois da Epifania (também denominado 6º Domingo Móvel).

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Flores da Eucaristia - 11 de Novembro

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A Igreja é ainda o Bispo, representante do Papa numa diocese, e que, por intermédio do mesmo Papa, recebeu de Jesus Cristo o poder e a graça de “governar a Igreja de Deus”, como diz São Paulo.
A Igreja é o Sacerdote, representante do Bispo numa paróquia, e que no dizer do referido Apóstolo, é o Ministro de Jesus Cristo e o dispensador dos mistérios.
Para saber onde está a Igreja de Jesus Cristo só é preciso conhecer onde está o Papa, este coração da catolicidade, este centro de união entre o céu e a terra, entre Jesus Cristo e o homem, este princípio de vida católica sem a qual a árvore evangélica não tem seiva e as obras são mortas; que abençoa e o céu abençoa; que condena e Jesus Cristo condena; que separa do corpo da Igreja e Jesus Cristo separa de seu próprio Corpo.
O Papa é na Igreja o que o sol é para o mundo: lux mundi, e o que a alma é para o corpo.
Os Bispos e os Sacerdotes recebem dele a doutrina e a regra de conduta a fim de comunicá-las a todo o povo cristão.

Catecismo Romano – Parte 1

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CATECISMO DOS PÁROCOS, REDIGIDO POR DECRETO DO CONCÍLIO DE TRENTO, E PUBLICADO POR ORDEM DO SENHOR PAPA PIO QUINTO.

PROÊMIO

I. Necessidade de se pregar a palavra de Deus: 1. A fraqueza da inteligência humana requer… [1] O espírito humano é de tal feitio que, com grande esforço e diligência, consegue investigar por si mesmo, e chegar ao conhecimento de certas verdades relativas a Deus. Nunca, porém, poderia conhecer e distinguir, só com a luz natural, a maior parte das verdades que nos levam à eterna salvação, para o qual o homem foi primordialmente criado e formado à imagem e semelhança de Deus. (1)

uma revelação sobrenatural… "As perfeições invisíveis de Deus, como ensina o Apóstolo, se conhecem, desde a criação do mundo, através das obras que foram criadas, assim como Seu poder sempiterno e Sua divindade". (2) Mas, "esse mistério que se conservou oculto de todos os séculos e gerações" (3), excede tanto a inteligência humana que, "se não fora revelado aos santos a quem Deus quis fazer conhecer, pelo dom da fé as riquezas deste mistério entre os povos, o qual é Cristo, de nenhum modo poderia o homem chegar ao conhecimento de tal sabedoria". (4)

anunciada por legítimos pregadores [2] Como, porém, "a fé vem do ouvir" (5) fácil é averiguar que, para a salvação eterna, sempre houve mister a função e assistência de um mestre fiel e legítimo. Não foi dito: "De que modo hão de ouvir sem pregador? E como hão de pregar, se não foram enviados?" (6)

De fato, desde que o mundo é mundo, por grande bondade e clemência, Deus nunca abandonou Suas criaturas. Mas, em muitas ocasiões e de várias maneiras falou a nossos pais pelos Profetas. (7) Conforme a época em que viviam, ensinou-lhes um caminho reto e seguro para a bem-aventurança do céu.

2. Mestre de toda a humanidade, é Cristo… [3] Tendo predito que enviaria um mestre da justiça (8) para iluminar os povos, e levar Sua obra de redenção até os confins da terra (9), Deus falou-nos em ultimo lugar pela boca de Seu Filho. (10) Por uma voz descida do céu, da majestade de Sua glória (11), mandou também que todos O ouvissem, e obedecessem a Seus preceitos. (12)

e a Igreja… O Filho, porém, a uns fez Apóstolos; a outros, profetas; a outros, pastores e mestres. (13) Deviam eles anunciar a palavra da vida (14), para que não fôssemos levados, como crianças, a mercê de qualquer sopro de doutrina (15), mas apoiados na sólida base da fé, nos edificássemos a nós mesmos como morada de Deus no Espírito Santo. (16)

que fala em nome de Cristo [4] Para que, ouvindo a palavra de Deus, ninguém a tomasse como palavra humana, mas pelo que ela é realmente, como palavra de Cristo (17), quis o próprio Nosso Senhor atribuir tanta autoridade ao magistério de seus ministros, que chegou a declarar: "Quem vos ouve, a Mim é que ouve; e quem vos despreza, a Mim é que despreza". (18)

Sem dúvida, não queria aplicar estas palavras só aos discípulos, com os quais falava daquela feita, mas também a todos os outros que, por legítima sucessão, assumissem o encargo de ensinar. A todos eles prometeu assistência, dia por dia, até a consumação dos séculos. (19)

II. Importância atual da pregação… [5] Esta pregação do verbo divino nunca deve interromper-se no seio da Igreja. Hoje em dia, porém, é preciso trabalhar com maior zelo e piedade para nutrirmos e fortalecermos os fiéis com o alimento vivificante, que só lhes pode dar uma doutrina pura e salutar.

1. por causa das falsas doutrinas… É que saíram pelo mundo falsos profetas (20), dos quais disse o Senhor: "Eu não enviava esses Profetas, e eles corriam; Eu não lhes falava, e ainda assim eles profetavam". (21) Desta arte queriam corromper os ânimos cristãos com "doutrinas estranhas e fora do comum". (22) Armados de todas as astúcias diabólicas, tão longe levaram nesse ponto sua impiedade, que já parece quase impossível detê-los em firmes barreiras.

Nós nos apoiamos na admirável promessa de Nosso Senhor, que afirmou ter lançado os alicerces de Sua Igreja com tanta firmeza, que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra ela. (23) Do contrário, muito seria para temer que [a Igreja] viesse a ruir na época atual. De toda a parte a vemos cercada de muitos inimigos, atacada e perseguida com toda a sorte de hostilidades.

Nobres terras, que outrora guardavam, com tanto respeito e tenacidade, a verdadeira fé católica que herdaram de seus maiores, deixaram agora o reto caminho, e caíram no erro. Proclamam, abertamente, que sua maior piedade está em afastarem-se, o mais possível, da tradição de seus pais.

Sem falar de tais nações, ainda assim já não se encontra nenhuma região tão longínqua, nenhuma praça tão guarnecida, nenhum rincão da cidade cristã, em que esta peste não tenha procurado insinuar-se furtivamente.

2. …veiculadas por maus livros [6] Ante a absoluta impossibilidade de falar a todos individualmente, e de gotejar-lhes ao ouvido idéias cheias de veneno, os que se propunham depravar os corações dos fiéis, lançaram mão de outro meio com o qual mais facilmente conseguiram espalhar por longe os erros de sua impiedade.

Além dos encorpados volumes com que pretendiam arrasar a fé católica – dos quais era fácil precaver-se, por alardearem heresia – escreveram ainda um sem-número de pequenos tratados. E era incrível a prontidão com que os ânimos incautos de pessoas simples se deixavam iludir pela aparência de piedade que havia nesses opúsculos.

III. Ensejo e finalidade do Catecismo Romano: 1. Ensejo [7] Os Padres do Ecumênico Concílio de Trento tomaram, por conseguinte, a firme resolução de oporem salutar remédio a um mal tão grave quão funesto.

Não julgavam bastante definir os pontos capitais da fé cristã contra as heresias da nossa época, mas consideravam-se na obrigação de estabelecer um programa fixo para a instrução religiosa do povo. Começando pelos primeiros elementos de doutrina, este programa devia ser seguido, em todas as igrejas, por todos aqueles que tivessem a missão de legítimos pastores e mestres.

[8] É inegável que, até o presente, muitos autores já versaram estas matérias, e se distinguiram por notável piedade e erudição. Aos Padres, porém, pareceu de bom aviso publicar, por autoridade do sagrado Sínodo, um livro em que os párocos e todos os que têm obrigação de ensinar, pudessem procurar, e haurir normas seguras para a edificação dos fiéis.

Como há um só Senhor e uma só fé (24), assim também seja uma única a norma comum, prescrita para ensinar ao povo a doutrina da fé e todos os deveres de piedade.

2. Finalidade e intenção [9] Muitas são as verdades que poderiam entrar neste programa da religião. Não vá alguém julgar fosse plano do sagrado Sínodo reunir num só manual, e explicar por extenso todos os artigos do dogma cristão. Isso compete aos teólogos, enquanto se propõem fazer uma exposição completa da religião, com sua história e seus dogmas. Seria, em nosso caso, um trabalho de nunca acabar, e pouco corresponderia, certamente, ao que se desejava.

Querendo, pois, munir os párocos e os ministros de almas com as noções mais próprias do ofício pastoral, e mais acomodadas à inteligência dos fiéis, o Sagrado Sínodo timbrou em tratar aqui só as matérias que pudessem incentivar o piedoso zelo de pastores pouco versados nas questões mais difíceis da ciência teológica. (25)

IV. Avisos para pregadores e catequistas: Sendo assim, antes de tratarmos em particular cada um dos artigos que constituem este sumário da fé, nosso método de trabalho obriga-nos a fazer, nesta altura, algumas explicações necessárias.

Os pastores devem considerá-las, e tê-las sempre na lembrança, para saberem qual deve ser o fito de seus pensamentos, trabalhos e esforços, e quais serão os meios mais conducentes para alcançarem o fim que pretendem.

1. Requisito: [10] O primeiro requisito, ao que parece, é lembrarem-se os pastores, continuamente, que toda a ciência do cristão se resume neste ponto capital, ou antes, como se exprime Nosso Salvador: "Esta é a vida eterna, que só a Vós reconheçam como verdadeiro Deus, e a Jesus Cristo, que Vós enviastes". (26)

Conhecimento… Por conseguinte, o mestre eclesiástico procurará, em primeiro lugar, que os fiéis queiram de coração conhecer a Jesus Cristo, e por sinal que crucificado (27); que tenham a firme persuasão, e creiam com íntimo amor e respeito, que debaixo do céu não foi dado, aos homens, outro nome pelo qual possamos salvar-nos (28), porque Ele mesmo é a propiciação pelos nossos pecados. (29)

e imitação de Cristo, Como só temos certeza de conhecê-Lo, se observarmos os Seus mandamentos (30), a segunda obrigação, intimamente ligada a que acabamos de estatuir, é mostrar que os fiéis não devem viver no ócio e na preguiça, mas que devemos andar, como Ele mesmo andou (31), e com todo o zelo praticar a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a mansidão. (32) Pois (Cristo) entregou-Se a Si mesmo, por nossa causa, a fim de nos remir de toda iniqüidade, e purificar para Si um povo aceitável, zeloso na prática de boas obras. (33) Assim manda o Apóstolo que os pastores digam em seus sermões e conselhos. (34)

antes de tudo pelo amor a Deus e ao próximo Nosso Senhor e Salvador não só ensinou, mas também mostrou com seu exemplo, que da caridade dependem a Lei e os Profetas. (35) Mais tarde, o Apóstolo exprimiu-se nesse mesmo sentido, dizendo que a caridade é o fim do preceito (36) e a consumação da Lei. (37)

Ninguém pode, pois, duvidar que é um dever, e dever primordial dos pastores incitarem, com o maior zelo, o povo cristão ao amor de Deus em toda a Sua infinita bondade para conosco. Inflamado, assim, de amor divino, pode o povo elevar-se até o Bem sumo e perfeito. Sua posse constitui a verdadeira e sólida felicidade de quem pode exclamar com o Profeta: "Fora de Vós, que há para mim no céu, e que almejo eu sobre a terra?" (38)

Este é o "caminho mais excelente" (39) que nos mostrava o Apóstolo, quando punha na caridade, que jamais desfalece (40), a razão de ser de sua pregação e cura de almas. Ao propormos alguma doutrina que tenha por objeto a fé, a esperança, ou qualquer ação obrigatória, devemos também encarecer, com muito empenho, o amor a Nosso Senhor. Então, os fiéis hão de reconhecer, sem titubear, que todas as obras de virtude e perfeição cristã não podem ter outra fonte, nem outro termo, que não a própria caridade. (41)

2. Requisito: Maneira de ensinar: a) Adaptar-se aos ouvintes… [11] Se em toda instrução muito vai a questão de método, não se pode negar sua máxima importância na instrução cristã do povo.

Cumpre, portanto, atender à idade, inteligência, costumes e padrão de vida das pessoas que ouvem. Quem ensina deve fazer-se tudo para todos, (42) a fim de lucrá-los todos para Cristo. Deve, pois, mostrar-se fiel ministro e dispensador (43); e, a exemplo do servo bom e fiel, fazer-se digno de que o Senhor o ponha chefe de muitas coisas. (44)

Não imaginem os pastores que a seu cuidado foram entregues almas de um só feitio. Por conseguinte, não poderá instruí-las todas pela mesma cartilha, invariavelmente; nem servir-se do mesmo chavão para formar os fiéis na verdadeira piedade. Uns serão como que "crianças recém-nascidas"; outros já começaram a crescer em Cristo; outros, enfim, terão alcançado o vigor da idade.

Devem, pois, os pastores averiguar, cuidadosamente, quem ainda precise de leite (45), e quem tenha necessidade de comida mais forte. A cada um ministrarão o sustento doutrinário que mais for próprio para enrobustecer o espírito, "até chegarmos todos à unidade a fé do conhecimento do Filho de Deus, ao estado de varão perfeito, conforme a idade madura de Cristo". (46)

a exemplo dos Apóstolos Desta obrigação queria o Apóstolo dar a todos um exemplo em sua pessoa, quando se declarou "devedor aos gregos e aos bárbaros, aos sábios e ignorantes". (47) Certamente, assim falava para que os chamados a tal ministério reconhecessem a necessidade de acomodar-se à índole e à inteligência dos ouvintes, quando lhes explicam os mistérios da fé e os preceitos da vida cristã. Enquanto saciam com alimento espiritual os fiéis de formação mais adiantada, não deixem perecer de fome os pequeninos que pedem pão, sem haver quem lho parta. (48)

Ninguém esmoreça, contudo, no fervor de ensinar, se de vez em quando for preciso explicar aos ouvintes certas verdades mais simples e elementares. Estas não soem ser tratadas com interesse, mormente por espíritos que costumam pairar e repousar na contemplação de idéias muito elevadas.

... e do próprio Cristo. Se a própria Sabedoria do Eterno Pai baixou a terra para nos ensinar, na vileza da carne humana, as leis de uma vida toda celestial, quem não será levado, pelo amor de Cristo (49), a fazer-se pequenino no meio de seus irmãos? (50) E qual mãe que amamenta os filhinhos, quem não desejará tanto a salvação do próximo, que esteja pronto, como de si mesmo dizia o Apóstolo, não só a dar-lhe o Evangelho de Deus, mas até a própria vida? (51)

b) Seguir os quatro pontos tradicionais… [12] Ora, toda doutrina por ensinar aos fiéis está contida na palavra de Deus. Reparte-se esta em [duas fontes], Escritura e Tradição, que dia e noite devem constituir objeto de reflexão para os pastores. (52)

Lembrar-se-ão, neste particular, da advertência de São Paulo a Timóteo. Todos os diretores de almas a considerarão como feita a si mesmo. Está concebida nos seguintes termos: "Aplica-te a leitura, a exortação e ao ensino". (53); "porquanto toda Escritura, divinamente inspirada, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir, e para educar na justiça. Desta arte chega o homem de Deus à perfeição, habilitado que é para toda boa obra". (54)

Sendo tão amplos e variados os elementos constitutivos da revelação divina, não é fácil abrangê-los com a inteligência, nem guardá-los de memória, ainda que deles se tenha a devida compreensão. Em vista disso, para se conseguir uma explicação rápida e satisfatória, no momento de ensinar, nossos maiores reduziram e distribuíram, com exímia prudência, toda a doutrina da salvação em quatro pontos capitais: Símbolo dos Apóstolos, Sacramentos, Decálogo e Oração Dominical.

A doutrina do Símbolo encerra tudo o que o magistério da Igreja nos propõe a crer, com relação a Deus, à criação e ao governo do mundo, à redenção do gênero humano, à recompensa dos bons e à punição dos maus.

A doutrina dos sete Sacramentos abrange os sinais que são, por assim dizer, instrumentos para se conseguir a graça divina.

O Decálogo descreve os Mandamentos, cujo fim é a caridade. (55)

Finalmente, a Oração dominical contém tudo o que o homem possa querer, esperar e pedir para sua própria salvação.

que encerram todos os quesitos da instrução… Explicados que forem estes quatro pontos, tidos como "lugares comuns" (56) da Escritura, já não faltará quase nenhuma das verdades que o cristão deve saber para a sua instrução.

[13] Em conclusão, pareceu-nos conveniente dar ainda um aviso prático. Todas as vezes que tiverem de interpretar algum lugar do Evangelho, ou qualquer outra passagem da Sagrada Escritura, saibam os párocos que seu sentido coincide com algum artigo dos quatro pontos mencionados. A esse ponto podem então recorrer, como a uma fonte doutrinária do trecho que devem explicar [na Escritura].

…e os sincronizam com a explicação do Evangelho. Se tiverem, por exemplo, de explanar o Evangelho do primeiro Domingo do Advento: "Haverá sinais no sol e na lua, etc." (57); encontrarão um comentário no artigo do Símbolo: "Há de vir a julgar os vivos e os mortos".

Usando de tal expediente, o pastor de almas terá um só trabalho para ensinar ao povo cristão o Símbolo e o Evangelho. Por conseguinte, em suas instruções e comentários, conservará o costume de sempre recorrer a esses quatro pontos capitais, que segundo a nossa opinião encerram a medula doutrinária de toda a Sagrada Escritura. (58)

c) Seguir a ordem que melhor lhe parecer. Quanto à disposição da matéria, tomará o esquema que mais próprio lhe parecer às pessoas, e às circunstâncias de tempo.

De nossa parte, seguindo a autoridade dos Santos Padres que, para levarem os homens ao conhecimento de Cristo Nosso Senhor e de Sua doutrina, começavam pela doutrina da fé, havemos por bem explicar, antes de tudo, o que diz respeito a esta virtude.

1) Gn 1, 26 ss.; 5,1; 9, .6; Sb 2, 23; DU 1785-1795. – 2) Rm 1, 20. – 3) Cl 1, 26. – 4) Cl 1, 27; DU 1794-1791. – 5) Rm 10, 17. – 6) Rm 10, 14-15. – 7) Hb 1, 1. – 8) Jl 2, 23. – 9) Is 49, 6. – 10) Hb 1, 2. – 11) 2Pd 1, 17. – 12) Mt 17, 5. – 13) Ef 4, 11. – 14) Jo 6, 64-69. – 15) Ef 4, 14. – 16) Ef 2, 22. – 17) 1Th 2, 13. – 18) Lc 10, 16. – 19) Mt 28, 20; DU 426 – 20) 1 Jo 4, 1; DU 434 643 ss. 853. – 21) Jr 23, 21. – 22) Hb 13, 9. – 23) Mt 16, 18. – 24) Ef 4, 5. – 25) A ignorância é hoje esporádica. Isso a parte, o CRO nunca foi propriamente, um manual para padres ignorantes. Pelo contrário, seu método ativo – como diríamos hoje – pressupõe certa madureza de espírito. Seu fito é mostrar aos párocos os aspectos mais vitais de nossa Religião. Torna-se assim uma metodologia, um verdadeiro "Werkbuch", no dizer dos alemães. – 26) Jo 17, 3. – 27) 1Cor 2, 2. – 28) At 4, 12. – 29) 1Jo 2, 2. – 30) 1Jo 2, 3. – 31) 1Jo 2, 6. – 32) 1T m 6, 11; 2Tm 2, 22 – 33) Tt 2, 14. – 34) Tt 2, 15. – 35) Mt 22, 39 ss. – 36) 1Tim 1, 5. – 37) Rm 13, 8-10. – 38) Os 72,25. – 39) 1 Cor 12, 31. – 40) 1 Cor 13, 8. – 41) 1Cor 16, 14. – 42) 1Cor 9, 22. – 43) 1Cor 4, 1-2. – 44) Mt 25, 23. – 45) 1Pd 2,2;1 Cor 3, 2; Hb 5, 12. – 46) Ef 4, 13. – 47) Rm 1, 14 – 48) Thren 4, 4. – 49) 2Cor 5, 14. – 50) 1Ts 2, 8. – 52) Ps 118, 97. – 53) 1Tm 4, 13 – 54) 2Tm 3, 16-17. - 55) 1Tm 1, 5. – 56) "Loci Communes", termo teológico que, desde o século XVI, designa um conjunto de verdades principais e fundamentais do cristianismo, evidenciadas quase que exclusivamente por meio de passagens bíblicas (loci biblici communes). – Foi empregado, a primeira vez, por Filipe Melanchthon na obra "Hypotyposes theologicae, seu loci communes". 1521. Melchior Cano O.P. opôs-lhe a obra "Loci theologici", edição póstuma de 1563. Nela tratava, porém, das fontes e dos princípios fundamentais da teologia. Antes de Melchior cano, os termos, "loci communes" e "loci theologici" eram empregados promiscuamente, como ainda se vê na terminologia do próprio CRO. – 57) Lc 21, 29. – 58) este encarecimento prova que , já na orientação dos autores (Foreiro era um exegeta consumado), não se pode dissociar o CRO da Sagrada Escritura, que é uma de suas fontes doutrinárias.

Flores da Eucaristia - 10 de Novembro

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A Igreja de Jesus Cristo é a Igreja Romana, que se personifica no Papa, sucessor de Pedro e Vigário de Jesus Cristo neste mundo.
Somente a Pedro o Salvador disse “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno (isto é, do erro), jamais prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no céu e tudo que desligares na terra será desligado no Céu.”
“Confirma os teus irmãos na fé.”
Eis a missão de Pedro e os seus poderes.
O Papa tem, portanto o depósito da fé, cuja missão e sanção infalíveis lhe cabem por direito.
O Papa é Jesus Cristo ensinando, Jesus Cristo santificando, Jesus Cristo governando a sua Igreja.
Sem o Papa não há Igreja: fora do Papa somente existe cisma e esterilidade; contra o Papa é a heresia, o escândalo, o maior crime após o deicídio dos Judeus, crime que atrai todas as vinganças divinas, todas as infelicidades reservadas aos sacrílegos.

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 47

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47) Deus criou somente o que é material no mundo?
Deus criou não somente o que é material no mundo, mas também os puros espíritos e cria a alma de cada homem.
Vê no quadro a visão de Jacó. Fugira ele de casa, com medo de seu irmão Esaú, do qual havia extorquido o direito de primogenitura e a benção paterna. Quando se cansou, estendeu-se por terra e adormeceu. Viu uma escada que saindo da Terra chegava até o Céu, até o trono de Deus, e muitos anjos subiam e desciam por ela.
Entre os seres criados por Deus, uns há mais perfeitos; outros, menos perfeitos, à semelhança dos degraus de uma escada, que uns estão mais em baixo e outros mais no alto.
Aos degraus inferiores poder-se-iam comparar as coisas inanimadas e que não tem vida, como por exemplo: a pedra, a água, os metais. Aos degraus do meio, comparar-se-iam as criaturas que tem vida vegetativa, isto é, as plantas. Aos degraus superiores, enfim, poder-se-iam comparar as criaturas que tem vida vegetativa e sensitiva, isto é, os animais irracionais.
Imensamente mais nobre, porém, é o homem, criatura composta de alma e corpo. A alma do homem é espírito e é imortal. Há, no entanto, espíritos ainda mais perfeitos do que a alma do homem: são os anjos, criados também à imagem de Deus e que são puros espíritos, porque não tem corpo.
"Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor; louvai-O e exaltai-O por todos os séculos!" (Daniel, 3,57).

Flores da Eucaristia - 09 de Novembro

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Consagramos amor à mãe que nos deu a vida, ao pai que nos sustenta, e que se dedica ao nosso bem.
Ora, a Santa Igreja é a mãe de nossas almas; concebeu-nos para Jesus Cristo, nos sofrimentos do martírio; infunde-nos, uma vida espiritual que ninguém nos pode arrebatar, e nos educa para a vida eterna, onde gozaremos, por Jesus Cristo, da glória e felicidade de Deus.
Mãe vigilante e cheia de ternura, a Santa Igreja guia e protege os nossos passos nos perigos e dificuldades da vida, defende-nos contra os ataques dos inimigos, pensa nossas chagas, trabalha e sofre conosco; acompanha-nos até o instante em que os nossos olhos se fechem à luz, em que a palavra expire em nossos lábios moribundos, em que o nosso coração deixe enfim de pulsar. Toma então a nossa alma, que purificou, abençoou e revestiu de seus méritos, e a introduz no seio de Deus, seu Criador e Salvador.
A caridade maternal da Igreja nos acompanha até mesmo no Purgatório, onde ainda exerce o poder de seu sufrágio.
A missão salvadora da Igreja termina somente a porta do céu. E’ impossível, portanto, deixar de amar tão boa e terna Mãe!

Missa de Sempre na Paróquia do Divino Espírito Santo - Curitiba - Pr

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Missa do Sagrado Coração de Jesus celebrada pelo Padre Adriano
Local: Paróquia do Divino Espírito Santo
Dia: Toda 1ª sexta-feira de cada mês
Horário: 20:00 horas

Obs:
Missa de Sempre
Local: Paróquia do Divino Espírito Santo
Dia: Todos os domingos
Horário: 17:00 horas

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - 2ª Parte

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CAPÍTULO II
Jesus quis padecer tanto por nós, para nos fazer compreender o grande amor que nos consagra.
1. Duas coisas fazem conhecer um amigo, escreve Cícero: fazer-lhe bem e padecer por ele, e esta é a maior prova de um verdadeiro amor. Deus já tinha demonstrado seu amor ao homem, dispensando-lhe inúmeros benefícios, mas, segundo S. Pedro Crisólogo, beneficiar unicamente ao homem parecer-lhe-ia muito pouco a seu amor, se não tivesse encontrado o modo de demonstrar-lhe quanto o amava, padecendo e morrendo por ele, como o fez de fato, tomando a natureza humana (Serm. 69). E que maneira mais apta poderia Deus encontrar para manifestar-nos o amor imenso que nos consagra, do que fazer-se homem e padecer por nós? Não poderia se manifestar de outra maneira o amor de Deus para conosco, escreve a esse respeito S. Gregório Nazianzeno. Meu amado Jesus, muito vos tendes esforçado por demonstrar-me vosso afeto e patentear-me vossa bondade. Grande, pois, seria a ofensa a vós feita, se vos amasse pouco ou amasse outra coisa além de vós.
2. Cornélio a Lápide diz que Deus nos deu o maior sinal de amor, deixando-se ver coberto de chagas, pregado à cruz e morto por nós. E antes dele, disse S. Bernardo que Jesus em sua Paixão nos fez conhecer que seu amor para conosco não podia ser maior do que foi (De pass. c. 14). Escreve o Apóstolo que, quando Jesus Cristo quis morrer por nossa salvação, demonstrou até onde chegava o amor de um Deus para conosco, miseráveis pecadores (Tito 3,4). Ah! meu amante Salvador, compreendo: todas as vossas chagas me falam do amor que me tendes. E quem poderá deixar de vos amar, depois de tantos sinais de vossa caridade? S. Teresa tinha razão de dizer, ó amabilíssimo Jesus, que quem não vos ama demonstra que vos desconhece.
3. Jesus Cristo, mesmo sem padecer e levando na terra uma vida agradável e deliciosa, poderia nos obter a salvação. Mas, como diz S. Paulo, havendo-lhe sido proposto o gozo, sofreu na cruz (Hb 12,2). Ele recusou as riquezas, as delícias, as honras terrestres, e escolheu uma vida pobre e uma morte cheia de dores e de opróbrios. E por quê? Não seria suficiente se ele tivesse suplicado ao Padre Eterno, com uma petição simples, que perdoasse ao homem a qual, sendo de valor infinito, bastaria para salvar o mundo e infinitos mundos? por que foi que ele quis suportar tantos tormentos e uma morte tão cruel, havendo se separado a alma de Jesus de seu corpo exclusivamente por pura dor, como nota um autor? (Contens. 1. 10, d. 4 c. 1). Por que tanto esforço para remir o homem? “Se uma prece de Jesus bastava para remir-nos, responde S. João Crisóstomo (Serm. 128), contudo não bastou para nos demonstrar o amor que este Deus nos tinha. O que bastava à redenção não bastava ao amor”. E S.Tomás confirma-o, dizendo: “Cristo, sofrendo por amor, pagou a Deus mais do que exigia a reparação da ofensa do gênero humano” (III q. 48, a. 2). Porque Jesus muito nos amava, desejava também ser muito amado por nós e por essa razão fez o quanto pôde, mesmo a preço de sofrimentos, para conquistar o nosso amor e nos fazer compreender que nada mais lhe restava fazer para ser amado por nós. Ele quis padecer muito, para obrigar-nos a amá-lo muito, diz S. Bernardo.
4. E que maior prova de amor, diz o próprio Salvador, poderá dar um amigo a seu amigo, do que dar a vida por seu amor? (Jo 15,13). Mas vós, ó amantíssimo Jesus, diz S. Bernardo, fizestes mais do que isso, já que quisestes dar a vida por nós, não vossos amigos, mas inimigos e rebeldes. É o que faz notar o Apóstolo, quando escreve: “Deus faz brilhar a sua caridade em nós, porque, quando ainda éramos pecadores, em seu tempo Cristo morreu por nós” (Rm 5,8).Vós, pois, ó meu Jesus, quisestes morrer por mim, vosso inimigo, e eu poderei resistir a tão grande amor? Eia, pois, já que com tanto ardor desejais que vos ame sobre todas as coisas, repelirei todo outro amor e quero amar-vos a vós somente.
5. São João Crisóstomo diz que o fim principal que teve Jesus em sua paixão foi o de manifestar o seu amor e assim atrair os nossos corações com a recordação dos sofrimentos por nós suportados (De Pass. s. 6). E S. Tomás ajunta que, por meio da Paixão de Jesus, chegamos ao conhecimento da grandeza do amor que Deus dedica ao homem. E já antes dele disse S. João: Nisto conhecemos a caridade de Deus, que ele entregou sua alma por nós (1Jo 3,16). Ó meu Jesus, ó cordeiro imaculado, por mim sacrificado na cruz, que não seja baldado o que padecestes por mim, antes fazei que me aproveite de tantos sofrimentos vossos. Prendei-me inteiramente com os doces laços de vosso amor, para que não vos abandone nem me separe mais de vós.
6. Refere S. Lucas que, conversando Moisés e Elias no monte Tabor sobre a Paixão de Jesus Cristo, denominaram-se um excesso: “E falaram de seu excesso, que realizaria em Jerusalém” (Lc 9,31). Com razão, diz S. Boaventura, a Paixão de Jesus foi chamada em excesso, visto ter sido um excesso de dor e um excesso de amor. Um autor piedoso acrescenta: Que mais podia padecer que não sofresse? O sumo excesso de amor atingiu seu zênite (Constens. 1. 10, d. 4). E não é verdade? A lei divina não impõe outra obrigação aos homens a não ser amar a seu próximo como a si mesmo. Jesus, porém, amou os homens mais do que a si mesmo, é expressão de S. Cirilo. Por isso, vos direi com S. Agostinho: Vós, meu amado Redentor, chegastes a amar-me mais do que a vós mesmo, já que para me salvar quisestes sacrificar vossa vida divina, vida infinitamente mais preciosa que as vidas de todos os homens e de todos os anjos juntos.
7. Ó Deus infinito exclama o Abade Guerrico, vós, por amor do homem (se for lícito dizê-lo), vos tornastes pródigo de vós mesmo. E como não? pergunta, se não só quisestes dar os vossos bens, mas até vós mesmo para reaver o homem? Ó prodígio, ó excesso de amor, digno só de um infinito amor! Quem poderá, mesmo de longe, diz S. Tomás de Vilanova, compreender a imensidade de vosso amor em vos amar tanto a nós, míseros vermes, chegando a morrer e a morrer na cruz por nós? Sim, semelhante amor excede toda medida, toda inteligência (In Nat. Dom. c. 3).
8. É coisa agradável ver-se alguém estimado por uma alta personagem, tanto mais se esta estiver disposta a felicitá-lo com uma grande fortuna. Oh! quanto mais agradável e estimável nos deverá ser o ver-nos amados por Deus, que nos pode transmitir uma fortuna eterna? Na antiga lei o homem podia duvidar se Deus o amava com ternura. Depois, porém, de vê-lo sobre um patíbulo derramar seu sangue e morrer, como poderíamos ainda duvidar que ele nos ama com toda a ternura possível? Minha alma, contempla o teu Jesus, como ele está pendente na cruz, todo chagado: eis como ele te demonstra bem claramente por suas chagas o amor de que está repleto seu coração. “O segredo do coração se revela pelas chagas do corpo”, diz S. Bernardo. Meu caro Jesus, aflige-me ver-vos morrer sob a pressão de tantas dores nesse madeiro de opróbrio, mas tudo me consola e me inflama em amor por vós, conhecendo por meio dessas chagas o amor que me tendes. Serafins do céu, que pensais da caridade de meu Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim?
9. Afirma S. Paulo que os pagãos, ouvindo pregar que Jesus foi crucificado por amor dos homens, tinham isso em conta de uma loucura inacreditável: Nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, que é para os judeus um escândalo e para os pagãos uma loucura (1Cor 1,23). Como é possível, diziam, crer que um Deus onipotente, que não precisa de ninguém para ser sumamente feliz, tenha querido fazer-se homem para salvar os homens e morrer numa cruz? Seria o mesmo que crer que um Deus se tornou louco de amor pelos homens. E, assim pensando, recusavam aceitar a fé! Esta grande obra da redenção, que os pagãos julgavam e chamavam uma loucura, sabemos nós que Jesus a empreendeu e realizou.Vimos a sabedoria eterna, diz S. Lourenço Justiniano, o Unigênito de Deus tornado como louco, por assim dizer, pelo amor excessivo que tinha aos homens. Sim, porque não deixa de ser uma loucura de amor, ajunta o cardeal Hugo, querer um Deus morrer pelo homem (In 1Cor 1).
10. O beato Jacopone, que no século fora um literato, feito franciscano, parecia haver-se tornado louco de amor por Jesus Cristo. Apareceu-lhe uma vez Jesus e disse-lhe: “Jacopone, por que fazes essas loucuras?” “Por que as faço? Porque vós mas haveis ensinado. Se eu sou louco, vós ainda sois mais, havendo querido morrer por mim”.Também S. Maria Madalena de Pazzi, arrebatada em êxtases, exclamava:“Ó Deus de amor! Ó Deus de amor! É demais o amor que tendes às criaturas, ó meu Jesus” (Vita c. 11). Uma vez, toda fora de si, em êxtases, tomou um crucifixo e se pôs a correr pelo convento, gritando:“ó amor, ó amor; não cessarei jamais de chamar-vos amor, ó meu Deus”. E, voltando-se para as Religiosas, disse: “Não sabeis, caras Irmãs, que o meu Jesus é só amor e até ouso dizer e sempre o direito, louco de amor?” Dizia que, quando chamava Jesus amor, desejaria ser ouvida do mundo inteiro, a fim de que fosse conhecido e amado por todos o amor de Jesus. De quanto em vez se punha a tocar o sino para que todos os povos da terra, como desejava, se possível fosse, viessem amar a seu Jesus.
11. Permiti-me dizê-lo, ó meu doce Redentor, muita razão não tinha em vossa esposa de chamar-vos louco de amor. E não parece uma loucura o terdes querido morrer por mim, um verme ingrato, como sou, de quem já prevíeis as ofensas e as traições que vos deveria fazer? Mas se vós, ó meu Deus, quase enlouquecestes por amor de mim, como é que eu não chego a enlouquecer por amor de um Deus? Depois de vos haver visto morto por mim, como poderei pensar em outro, além de vós? como poderei amar outra coisa além de vós? Oh! sim, meu Senhor, meu sumo bem, mais amável que todos os outros bens, eu vos amo mais do que a mim mesmo. Prometo-vos não amar de hoje em diante outro bem fora de vós e pensar sempre no amor que me haveis demonstrado, morrendo nomeio de tantos tormentos por mim.
12. Ó flagelos, ó espinhos, ó cravos, ó cruz, ó chagas, ó tormentos, ó morte de meu Jesus, vós muito me forçais e obrigais a amar a quem tanto me amou. Ó Verbo encarnado, ó Deus amoroso, minha alma se abrasa em amor por vós. Desejaria amar-vos tanto que não tivesse outro prazer que dar-vos prazer, ó dulcíssimo Senhor meu, e visto que tanto desejais o meu amor, eu protesto que não quero mais viver senão para vós, e fazer tudo o que quereis de mim. Ó meu Jesus, ajudai-me, fazei que eu vos agrade inteiramente e sempre, no tempo e na eternidade. Maria, minha Mãe, rogai a Jesus por mim, para que me conceda o seu amor, já que outra coisa não desejo nesta e na outra vida que amar a Jesus. Amém.

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 46

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46) No sinal da cruz, como exprimimos nós os dois mistérios principais da fé?
No sinal da cruz, com as palavras, exprimimos a Unidade e Trindade de Deus, e com o traço da cruz, a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Não há na Terra gesto mais delicado e gentil, do que unir a mãe as mãozinhas do seu filhinho para fazê-lo rezar. Todas as mães cristãs renovam este gesto de fé, ensinando-o a seus filhos, quando eles apenas desabrocham para a vida.
As almas de fé viva, fazem com respeito e devoção o sinal da cruz. Santa Bernadette Soubirous aprendeu, com a Imaculada Conceição, na gruta de Massabielle, a benzer-se com profunda piedade!
O cristão santifica todas as suas ações com o sinal da cruz. "Nós - escrevia já Tertuliano - fazemos o sinal da cruz antes da viagem e do repouso, quando nos levantamos e nos sentamos à mesa, no princípio e no fim de cada dia, nos perigos da alma e do corpo".
É utilíssimo fazer sempre e devotamente o sinal da cruz, porque é ato externo de fé, reaviva em nós esta virtude, vence o respeito humano e as tentações e nos obtém as graçås de Deus.
"Pelo sinal da cruz livrai-nos, Senhor, dos nossos inimigos". (Palavras da Liturgia)

Flores da Eucaristia - 08 de Novembro

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Jesus Cristo nos é dado pela Santa Igreja como foi á Igreja por Maria.
Foi a Igreja que nos fez cristãos; devemos-lhe o nosso título a redenção e ao céu.
Assim como á redenção e ao céu.
Assim como á esposa cabe a herança de seu esposo, a Santa Igreja, e somente ela, recebeu o depósito da fé em Jesus Cristo, a legitimidade e o poder do sacerdócio, o ministério divino dos sacramentos, outros tantos canais por onde o Salvador nos comunica os múltiplos dons de seu Espírito Santo e aperfeiçoa nossa educação cristã.
Só nos podemos tornar verdadeiros filhos da fé por meio da Santa Igreja que, pelo Batismo, nos faz nascer para Jesus Cristo e nos alimenta pela divina Eucaristia, cura as nossas enfermidades espirituais pelo batismo da Penitência, e nos dirige e governa por seu sacerdócio, segundo o espírito e a graça de Jesus Cristo.
Foi, portanto a maior graça que Jesus Cristo pode fazer-nos a de dar a Santa Igreja por mãe e mestra na fé, e a maior caridade que se pode fazer á uma alma é mostrar-lhe a verdadeira Igreja, fora da qual não há salvação, porque sem ela não existe verdadeira fé nem a caridade de Jesus Cristo.

Missa de Sempre na Paróquia do Divino Espírito Santo - Curitiba - Pr

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Missa de Finados celebrada pelo Padre Adriano

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 45

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45) Como se faz o sinal da cruz ?
Faz-se o sinal da cruz levando a mão direita à testa e dizendo: Em nome do Pai; depois ao peito: e do Filho; depois do ombro esquerdo ao diretio dizendo: e do Espérito Santo; e termina-se com a palavra Amém.

XXIII Domingo depois de Pentecostes

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DOMINICA VIGESIMA TERTIA POST PENTECOSTEN


Carissimi lectores,
Salve Maria!

Eis, para download, a Santa Missa Tridentina* deste Domingo (08 de novembro), 23º depois de Pentecostes.

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23.º Domingo depois de Pentecostes: Quem Me tocou? Igreja dos gentios e conversão dos judeus no fim dos tempos.

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Sermão 7 de Santo Agostinho (MORIN)
Sobre o texto do evangelho de São Mateus 9, 20-22

1. A CRISTO SE O TOCA COM A FÉ. - A narração dos feitos passados ilumina a mente e nos traz a esperança do porvir. Ia Jesus a ressuscitar a filha do príncipe da sinagoga, filha que, segundo o que se Lhe anunciou, havia morrido. Indo, pois, até lá, apareceu de soslaio certa mulher enferma de fluxo de sangue e que havia de ser redimida com o sangue. E disse em seu coração: Só em tocar a barra do seu vestido, sararei. Disse-o, e tocou; assim, com essa fé é como se toca Cristo. E o Senhor pergunta: Quem Me tocou? Aquele a Quem nada se Lhe esconde deseja saber; busca por quem se fez o que sabia Ele, já de antemão, que se faria. Logo, há aqui um mistério; examinemo-lo e endendamo-lo na medida em que se nos conceda.

2. POR QUE A HEMORROÍSSA PARECE COMO SER IGNORADA. OS JUDEUS CRERÃO NO FIM DO SÉCULO. - Simbolizava a filha do arquissinagogo a plebe judaica; esta mulher, a igreja dos gentios. Nosso Senhor, Cristo, nascido dos judeus quanto à Sua carne, fez-Se presente aos mesmos judeus corporalmente; aos gentios mandou apóstolos, não foi Ele em pessoa. Sua vida corporal e visível passou-se na Judeia. Por isso disse o Apóstolo: Digo, pois, que Cristo foi ministro - ou pregador do Evangelho - para com os da circuncisão, a fim de que fosse reconhecida a veracidade de Deus no cumprimento das promessas que havia feito aos pais, pois a Abraão se disse: "Na tua descendência serão benditas todas as nações"; mas os gentios devem glorificar a Deus por Sua misericórdia. Cristo, pois, foi enviado aos judeus. Caminhava Jesus a ressuscitar a filha do príncipe da sinagoga. Entreveio uma mulher e foi curada; curada primeiro pela fé, o que parece como que ignorado pelo Salvador. Porque, se assim não é, como disse: Quem me tocou? Ignorância de Deus, seguramente um mistério; algo quer dar a entender quando ignora Quem nada pode ignorar. Que significa, pois? A salvação da igreja dos gentios, aquela que não viu com presença corporal Cristo, Cuja voz diz em um salmo: O povo ao qual Eu não conhecia se submeteu ao meu domínio; apenas ouviu minha voz, me rendeu obediência. O orbe da terra O ouviu e creu; o povo judeu O viu e crucificou; mas depois veio a Ele. Também crerão os judeus, porém ao fim do mundo.

3. O CORO DOS APÓSTOLOS, VESTIDO DO SENHOR; A BARRA, PAULO. - Até que chegue a saúde a esta mulher, a gentilidade, toque a orla do vestido de Cristo. Entendei no vestido o colégio dos apóstolos. Nele estava um, o menor e o último, um como barra do vestido, o apóstolo Paulo. Enviado aos gentios, ele mesmo diz: Eu sou o menor dos apóstolos, que não mereço ser chamado apóstolo. Esta barra, mínima e última, é o necessário para curar a mulher enferma. O que ouvimos passou-se e passa-se ainda agora; todos os dias toca a mulher esta barra, todos os dias é curada. O fluxo da carne, a luxúria, é o fluxo do sangue. Quando se ouve o Apóstolo, quando escutamos esta última e menor barra, que diz: Mortificai vossos membros que estão sobre a terra, se estanca o fluxo de sangue, estanca-se a fornicação, coíbe-se a embriaguez, coíbem-se os prazeres do século, coíbem-se as obras todas da carne. Não te maravilhes, foi tocada a barra. Quando o Senhor disse: Quem me tocou?, conhecendo-o não o conheceu, ou Se fez que não o sabia, para dar a entender e designar a igreja dos gentios, que Ele não viu pelos olhos do corpo mas a qual redimiu com Seu sangue.

Missa de Sempre na Paróquia do Divino Espírito Santo - Curitiba - Pr

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Festa da Exaltação da Santa Cruz
Missa celebrada pelo Padre Adriano

 

©2009 São Pio V | Por Deus, pela Santa Romana Igreja, pela Santa Missa Tradicional.