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25 de agosto de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 168

OS BILHETES DE PÁSCOA

Um dia, pouco antes da Páscoa, um pregador de Quaresma fez uma prática especial aos homens da paróquia e disse-lhes entre outras coisas o seguinte:
— Meus caros homens, atenção! O que vou contar-vos não aconteceu propriamente no céu, mas é uma pequena lenda muito instrutiva.
Um homem, logo depois de falecer, foi bater à porta do céu. Queria entrar. S. Pedro, o chaveiro fiel, pediu-lhe os papéis. O pobrezinho apresentou-lhe o atestado de terceiro ano elementar; e S. Pedro lho devolveu dizendo que aquilo não tinha valor no céu. O pobre homem tirou do bolso a carteira de reservista; S. Pedro examinou-a e disse: Isto vale para o teu país, mas para o Rei do céu não vale.
Puxou o homem o passaporte para o estrangeiro.
— Não serve para nada, explicou o Apóstolo. Apresentou-lhe os recibos do imposto, a caderneta da Caixa
Econômica, alguns bilhetes de Banco... mas nada tinha valor para S. Pedro.
— Então, que papéis quereis? — perguntou o homem.
— Bilhetes de Páscoa, respondeu S. Pedro; tens 60 anos e, portanto, deves ter uns 50 bilhetes desses que os vigários costumam dar aos paroquianos que fazem a Páscoa. Sem esses bilhetes não se entra no céu...
Meus caros — acrescentou o pregador — provei-vos de tais bilhetes; eles são o passaporte para o céu. Quem não faz a Páscoa não entra no Paraíso.

24 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência XVII


III - QUAIS SÃO OS INTERESSES INERENTES AO REFORÇO DA FAMÍLIA?


Parte 6/9

Quantas opiniões não circulam hoje a respeito da reforma do casamento. No entanto vimo-lo claramente, não há senão um caminho a seguir para esta reforma: recolocar o casamento inteiramente sobre a base de Cristo, salvar a sua indissolubilidade e sua pureza; é disto que depende o futuro da humanidade.
A - Se o Estado não pode passar sem a família, não é menos verdade que o Estado é incapaz, por suas próprias forças, de criar estas bases morais que garantem a força da família. 
a - Não há, com efeito um só Estado no mundo, que veja com alegria a decomposição do casamento de seus súditos. Cada um sabe, pela experiência, quais as consequências do divórcio para os interesses bem compreendidos da nação. Cada Estado gostaria, em seu território, que os santuários da família fossem sólidos... Verificou-se, porém, que sem o auxílio da religião, aos maiores esforços, sucederá o que sucedeu a semelhantes esforços do imperador Augusto.
b - Na época de Augusto, entre os romanos, o número de divórcios elevou-se muito. Ele promulgou, pois,  sobre esta questão duas leis severas: 
Um no ano quarto, a "Lex Iulia", outra no ano nono, a "Lex Papia". Por essas leis instituía ele prêmios para os casamentos, e de outra parte apenas contra os que não se casavam, ou casando-se, não tinham filhos.
E qual o resultado? Nulo. De nada serviu tudo isto. Por que? A história nos responde: O próprio Augusto, que trouxera essas leis severas, era divorciado, dando assim o testemunho berrante de que as leis civis são insuficientes por si mesmas, quando para o seu êxito há necessidade de apelar para a consciência dos cidadãos.
Compreende-se, agora, que trabalho abençoado realizou o cristianismo, elevando o matrimônio à dignidade de sacramento. Na árvore da redenção o primeiro fruto foi a criação do ideal cristão do casamento; e foi este um fato histórico pelo qual o cristianismo sobre as ruínas do mundo antigo lançou as bases do desenvolvimento da civilização cristã.

23 de agosto de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 167

SAROU PARA SUA RUÍNA

Uma mãe queria bem demais a um filhinho. Ora, aconteceu que o menino adoeceu gravemente e a mãe, quase desesperada, não cessava de pedir, a Deus que o curasse. Parecendo-lhe que suas orações não eram ouvidas, procurou o pároco para desabafar-se.
O pároco deu-lhe o conselho de rezar, pedindo que se fizesse a vontade de Deus; pois, se a cura não fosse da vontade de Deus, ela deveria conformar-se. A mãe, porém, não aceitou esse conselho e gritava como desesperada: “Não, não, não deve morrer! deve sarar como eu quero”.
E o filho sarou, mas levou uma vida péssima, vindo a morrer na forca, castigo de seus crimes.
Que felicidade para ele, se tivesse morrido daquela enfermidade, quando ainda era inocente.
É, pois, melhor fazer nossa oração, confiando na providência divina, que conhece o nosso futuro e faz tudo para o nosso bem.

22 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência XVII


Parte 5/9


B - Mas, dirão alguns, é razoável que a Igreja, hoje, ainda faça brilhar esta imagem ideal do casamento quando deveria Ela ver bem quanto a realidade é muito outra? Quando deveria ver a que distancia medonha do ideal da Igreja está a fria realidade ? 
a - De fato ninguém sofre mais que a Igreja de Cristo o grande abismo que se estende, no domínio do casamento, entre o ideal cristão e a triste realidade. E não se pode sequer tirar um iota a este ideal cristão. Pois há valores e consequências absolutas, a propósito das quais não se pode nem resgatar, nem tergiversar, mesmo que ninguém os observe no mundo inteiro.
Vou repetir uma comparação tantas vezes citada. suponhamos que por uma causa qualquer todos os pêndulos do mundo se desconcertem, e andem mal, ter-se-ia por isso o direito de retificar o sol, e colocar sua marcha de acordo com a dos pêndulos? Não seria, porventura, mais necessário, nesta circunstâncias, ter o sol como ponto de mira, a fim de que haja ao menos um ponto seguro, pelo qual se regulariam os pêndulos, se um dia eles caminhassem novamente?
Depois do pecado do primeiro homem o ideal nunca existiu na terra, a realidade sempre esteve longe do ideal. Mas enquanto viver e brilhar acima de nós a imagem do ideal a vida será mais suportável. Cairá ela, porém, na ruína definitiva e se tornará intolerável, se o perdermos.
b - Compreendemos, agora, por que a Igreja Católica novamente luta de modo sobre-humano em favor do ideal cristão que se realiza perfeitamente na indissolubilidade do casamento. Compreendemos por que ela considera como pupila dos olhos a pureza da vida conjugal, que ela guarda, defende, e fortifica com uma solicitude toda particular. Eis por que na família ela defende a fonte secreta, onde se renova constantemente a raça humana, e de onde surgem sem cessar novos membros para o corpo místico de Cristo. Se a família desaparecesse da terra, que terrível queda aniquilaria a sua lembrança, se a Igreja de Cristo não se pusesse ao lado dela com suas palavras diretrizes, seu amor cheio de solicitude, e muitas vezes também com seu braço vingativo e ameaçador.
Não há talvez questão que mais tenha atraído ataques à Igreja, do que a do casamento, por causa de sua atitude intransigente. Por causa desta atitude, muitos deles se afastaram da Igreja loucamente, ou de modo revoltante. Tempo virá em que toda a humanidade será reconhecida à Igreja, por ter mantido, com uma coragem inabalável, a indissolubilidade e unidade do casamento. Porque se é a verdade que a civilização é o resultado da vida familiar, e que se pode saudar a família como o último degrau da civilização, então se vê claramente o quanto ela deve ao cristianismo pelo que ele fez e faz ainda em defesa da família.
Não seria compreensível que na crise atual da família a nossa legislação civil adotasse as diretrizes de nossa Igreja milenária, que tem tanto valor a respeito da célula fundamental da vida social, para a consolidação da vida familiar do que qualquer outra questão?

21 de agosto de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 166

FUGIR DAS MÁS COMPANHIAS

Um juiz inglês, de nome Holt, homem distintíssimo no seu oficio, quando jovem se ajuntara a alguns amigos libertinos, que, sem escrúpulo, profanavam os dias santos, jogando, embriagando-se e cometendo toda sorte de desordens.
Holt teve, porém, a felicidade de desligar-se a tempo daquela companhia e, entregando-se seriamente aos estudos, fez ótima carreira.
Ora, aconteceu que, sendo juiz, um dia apresentaram ao seu tribunal um miserável que ele teve de condenar à pena de morte: era um dos seus velhos amigos. A vista daquele homem desfigurado, magro maltrapilho, fez sobre o juiz uma profunda impressão. Movido de compaixão e curiosidade, perguntou ao réu que era feito dos outros amigos de outrora.
— Oh! respondeu o condenado: fora de mim e do senhor, todos já morreram de morte violenta em mãos do algoz ou do sicário.
Ao ouvir essas palavras, o juiz lançou um profundo suspiro e agradeceu a Deus por havê-lo afastado daquela companhia. Atribuía o triste fim de seus amigos companheiros principalmente à profanação do dia do Senhor.

20 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência XVII


II - NÃO SE TEM O DIREITO DE 'REFORMAR' O CASAMENTO


Parte 4/9

"A reforma do casamento". Será necessário e permitido "reformar" o casamento?
Os espíritos superficiais poderiam facilmente responder com um "Sim" a esta questão. Pois, como dizem eles, se tudo evolui ao redor de nós se vivemos em condições de vida e condições econômicas inteiramente diferentes das de outrora, é preciso também adaptar o casamento a esta nova "situação". Tal é o raciocínio de muitos de nossos contemporâneos. Que lhes responderemos?
A - Em primeiro lugar, ninguém quer negar o progresso imenso que a humanidade realizou no decurso último século, no domínio da ciência e da técnica.
a - Realmente as descobertas extraordinárias sucederam-se no último século. A técnica colocou ao nosso serviço métodos e forças sempre mais novas, tornando a vida humana mais fácil, mais bela, mais salubre e mais longa. Não é para admirar que estas invenções tenham transformado inteiramente não só o aspecto da terra, mas, também, as ideias da humanidade fascinada, ensoberbecida e conquistada por elas, ela acredita que não há mais segredos.
Contudo, ainda há. Há, hoje ainda, uma multidão de mistérios ao redor de nós, e entre estes mistérios levanta-se sempre diante de nós como de sob um véu o maior de todos os mistérios: o mistério da vida. A ciência e a técnica humana são capazes de uma multidão de coisas, e contudo permanecem impotentes ante o mistério da vida; hoje ainda não se chegou e certamente não se chegara a criar a vida, mesmo sob a forma mais elementar.
b - O foco da vida humana permanece, pois, ao abrigo das grandes transformações exteriores atuais, permanece aquilo que era: a família. Não é permitido tocar com mãos ineptas esta fonte de vida.
A vida familiar deve permanecer até o fim a fonte em que a humanidade de quando em vez se rejuvenesce. A família deve ser até o fim a porta pela qual entra para a vida a nova geração humana, a fim de tomar o lugar vazio deixado por aquela que desceu ao túmulo. A família deve ser até o fim o santuário onde brotam as mais belas virtudes: amor, devotamento e ardor ao trabalho. A família deve ser até o fim a célula sobre a qual esta edificada a humanidade, a coluna sobre a qual se eleva a civilização.
não é, pois, necessário "reformar" o matrimônio, no sentido da opinião originada da sede atual de prazeres: "o casamento de camaradagem", o "casamento de weekend", e não sei que outros termos. Não, não há necessidade. É preciso, porém, salvar, fortificar, restaurar o "velho casamento" que foi a base de todo o desenvolvimento de nossa civilização, e que a Igreja de Cristo não cessará nunca de defender, salvaguardar e exigir.

19 de agosto de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 165

CASOS QUE OBRIGAM A PENSAR

Um dos muitos casos que fazem pensar seriamente é o seguinte: Em Roma, a 7 de setembro de 1872, um engenheiro, inspecionando os trabalhos dos operários que construíam o edifício destinado ao Ministério de Industria e Comércio, começou a dar ordens a serem executadas no dia seguinte. Observaram-lhe que o dia seguinte era festa de Nossa Senhora e que os trabalhadores iriam guardar aquele dia festivo. Ouvindo isso, o engenheiro gritou: “Que Nossa Senhora que nada! amanhá se deve trabalhar, e quem não quiser vir trabalhar desde já está despedido”.
Subiu, depois, a um andaime e repetia com maior furor a alguns operários as mesmas invectivas. Apenas acaba de falar, eis que, pisando em falso, precipita-se do andaime abaixo, sofrendo graves ferimentos, em conseqüência dos quais ali mesmo expirou.

18 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth,

Conferência XVII


Parte 3/9

B - Mas veio Cristo, o Filho de Deus. Veio não só para resgatar o homem do pecado, mas também, para restituir ao matrimônio a sua forma primitiva que Deus lhe dera, a princípio no paraíso terrestre, e elevar mesmo à dignidade de sacramento a união conjugal. Também ele o proclamou formalmente: "Que o homem não separe o que Deus uniu" (Mc 10, 9).
Ensinou também que a união e a fidelidade conjugal deviam ser absolutas e sem reservas, de modo que não se pode tocá-la nem sequer em pensamento: "Eu vos digo que quem olhar uma mulher cobiçando-a já pecou com ela em seu coração" (Mt 5, 28).
Eis o ideal do casamento para todos que querem ser verdadeiros discípulos de Cristo.
Mas o que Cristo proclamou e exigiu tão categoricamente, alguém teria um momento qualquer o direito de querer "reformá-lo"?
C - Devemos, pois, confessar abertamente esta verdade, que não foi o homem quem inventou o casamento, mas sim que ele foi estabelecido pelo Criador da natureza humana, Deus. Devemos confessar que no casamento, já em épocas anteriores ao cristianismo, havia traços sobrenaturais: sua instituição divina; mas que o casamento cristão tornou-se alguma coisa mais: um sacramento.
Mas, se é assim, se o casamento é por sua natureza uma "res sacra', uma "coisa santa", se o próprio casamento cristão é um "sacramentum", um "sacramento", é claro que o homem não pode mudar suas leis fundamentais; é claro que sua essência não depende da vontade do homem, e que o homem na questão do matrimônio não pode reivindicar para si mesmo autonomia, "poder legislativo".
Mas, após isto, é claro que o caos atual e a funesta situação atual que justamente reinam nesta questão tem por causa os ataques audaciosos das paixões humanas contra as leis eternas do casamento e a extirpação de suas raízes vivificantes. Extirpação que consiste em arrancá-los do solo divino, e querer "reformar" o casamento segundo as exigências da natureza humana sensual.

17 de agosto de 2016

V Congresso São Pio V

Prezados Amigos, Salve Maria!

Entre os dias 29 e 31 de Julho de 2016,  realizamos o V Congresso São Pio V. O congresso foi realizado pela Associação Civil São Pio V e pelo Instituto Bom Pastor, com apoio da Associação da Vila Militar. O evento favoreceu aos fiéis católicos com palestras de alto teor doutrinário e espiritual, com Ofícios Litúrgicos (Missas, Confissões, Vésperas, Completas, Orações do Santo Terço, entre outros), bençãos neo-sacerdotais dos Padres José Zucchi e Padre Thiago Bonifácio, benção solene com a Relíquia do Véu de Nossa Senhora, atividades de catequese para crianças, congraçamento dos participantes do congresso, oriundos de diversas localidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, entre outros estados e um movimentado coffee break.
Agradecemos encarecidamente à Associação da Vila Militar, por ceder graciosamente suas instalações para a realização das palestras e catequese, possibilitando oferecer conforto e tranquilidade a todos os assistentes do evento em questão.
Ficamos gratos aos Padres, Diáconos e Seminaristas do Instituto Bom Pastor pelo zelo e esforço empreendidos para o sucesso alcançado pelo V Congresso São Pio V.
Agradecemos a todos os integrantes da Associação Civil São Pio V, que ofereceram o seu tempo e recursos para promover, organizar, auxiliar e participar de forma ativa na realização do congresso.
Congratulamos a todos que participaram, divulgaram, rezaram e financiaram a realização do Congresso, pois sem os mesmos não haveria sentido na realização do mesmo. Aproveitamos também para pedir desculpas por eventuais atrasos, problemas técnicos, entre outros, mas acreditamos que para o próximo ano os mesmos devem ser minimizados.
Agradecemos ao Nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, que nos cumula de graças diariamente para manter a nossa fé e intenção reta para alcançar o fim último que é a Salvação Eterna, Nossa Querida Mãe sob o título de Nossa Senhora Aparecida que nos protege das insídias do demônio que tenta destruir todas as obras oferecidas à Deus, nosso Padroeiro São Pio V e todos os Santos e Anjos do Céu, pois tudo o que fazemos tem um único propósito, que sejam agradáveis à Deus.

Um grande abraço em Cristo Nosso Senhor

Associação Civil São Pio V

A seguir, vamos apresentar em imagens, tudo o que aconteceu em nosso V Congresso São Pio V, principalmente para os amigos que estiveram impossibilitados de participar do mesmo.

Sexta-Feira - 29 de Julho 2016
Capela da PMPR
Missa Cantada - Padre Pedro Gubitoso - IBP