25 de setembro de 2017

Dom Columba Marmion - Jesus Cristo nos seus mistérios.

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Que conclusões práticas tiraremos destas benéficas verdades da nossa fé?
Primeiro, devemos celebrar com todo o fervor as solenidades dos Santos. Honrar os Santos é proclamar que eles são a realização dum pensamento divino, obras-primas da graça de Jesus. Deus põe neles as Suas complacências, porque são os membros já gloriosos do Seu amado Filho; fazem parte já daquele reino resplandecente, conquistado por Jesus para glória do Pai: Et fecisti nos Deo nostro regnum.
Depois, devemos invocá-los. É certo que Jesus Cristo é o nosso único Mediador: «Um só Deus, um só Mediador entre Deus e os homens», diz S. Paulo; é só por Ele que temos acesso junto do Pai. No entanto, Jesus Cristo, não para diminuir a Sua mediação mas para a dilatar, quer que os príncipes da corte celestial Lhe apresentem os nossos votos, que Ele mesmo apresentará ao Pai.
Além disso, os Santos têm o mais ardente desejo do nosso bem. No céu, contemplam a Deus, a vontade deles está inefavelmente unida à Sua; por isso, querem, como Ele, a nossa santificação. Depois, formam conosco um só corpo místico; e, como tais, são, segundo a expressão de S. Paulo, «os membros dos nossos membros»; têm para conosco uma caridade imensa, haurida na sua união com Jesus, único chefe desta sociedade de que eles são o escol e na qual Deus marcou o nosso lugar.
A estas relações de homenagens e orações que nos unem aos Santos, devemos acrescentar os nossos esforços para nos tornarmos semelhantes a eles. O nosso coração deve estar animado, não dessas veleidades inconstantes que nada conseguem, mas dum desejo firme e sincero de perfeição, duma vontade eficaz de corresponder aos desígnios misericordiosos da nossa predestinação divina em Jesus: Secundam mensuram donationis Christi.
E que é preciso para isso? Que meios empregaremos para realizar uma obra tão considerável, tão gloriosa para Cristo e tão fecunda para nós?
Conservar-nos sempre unidos a Jesus Cristo. Ele mesmo o disse: «Quereis produzir abundantes frutos? chegar a grande santidade? Permanecei em mim, como os ramos permanecem unidos à sepa». E como nos conservaremos unidos a Ele? Primeiro, pela graça santificante que nos faz membros vivos do Seu corpo místico; depois, por aquela intenção reta, frequentemente repetida, que nos faz «procurar em tudo», na vocação em que nos colocou a Providência, «a vontade do nosso Pai dos céus"; esta intenção orienta toda a nossa atividade para a glória de Deus, em união com os pensamentos, sentimentos e vontades do Coração de Jesus, nosso modelo e nosso chefe. Quae placita sunt ei facio semper. « Faço sempre o que Lhe é agradável"; e a fórmula, em que Jesus resumia todas as Suas relações com o Pai, traduz excelentemente toda a obra da santidade humana.
E as nossas misérias? - direis. Não devem de forma alguma levar-nos ao desânimo. As nossas misérias são bem reais; conhecemos bem as nossas fraquezas, as nossas escravidões; mas Deus conhece-as inda melhor do que nós. E o sentimento reconhecido, confessado, da nossa fraqueza, dá honra a Deus. Porquê? Porque há em Deus uma perfeição que é talvez a chave de tudo o que nos acontece neste mundo: é a misericórdia. A misericórdia é o amor em face da miséria; se não houvesse
misérias, não haveria misericórdia. Os Anjos proclamam a santidade de Deus; nós, porém, seremos no céu os testemunhos da misericórdia divina; coroando as nossas obras, Deus coroa o dom da Sua misericórdia: Qui coronat te in misericordia et miserationibus. E é a ela que exaltaremos por toda a eternidade, no meio da nossa beatitude: Quoniam in aeternum misericordia ejus.
Além disso, não devemos desanimar por causa das provações e contradições. Estas serão tanto maiores e mais intensas, quanto mais alto nos chamar Deus. Porquê esta lei?
Porque é o caminho por onde passou Jesus; e porque, quanto mais unidos a Ele quisermos estar, mais nos devemos assemelhar a Ele no mais profundo e íntimo dos Seus mistérios. Como sabeis, S. Paulo reduz toda a vida interior ao «conhecimento prático de Jesus, e de Jesus crucificado». E Nosso Senhor mesmo diz-nos que o « Pai, que é o divino vinhateiro, poda o ramo para dar mais fruto»: Purgabit eum ut fructum plus afferat. Deus tem a mão poderosa, e as Suas operações purificadoras descem a profundidades só dos Santos conhecidas; pelas tentações que permite, pelas adversidades que envia, pelo abandono e solidão terríveis que por vezes produz na alma, sujeita-a à prova para a desapegar das coisas criadas; escava-a para a esvaziar de si mesma; «persegue-a, atormenta-a para a possuir»; penetra até ao âmago, «esmigalha os ossos», como diz Bossuet, «para reinar sozinho».
Feliz da alma que se abandona às mãos do Eterno Obreiro! Pelo seu Espírito, todo de fogo e amor, que é o «dedo de Deus», o divino Artista gravará nela a imagem de Cristo, para a tornar semelhante ao Filho da Sua dileção, segundo o desígnio inefável da Sua Sabedoria e da Sua misericórdia.
Porque Deus põe a Sua glória em nos fazer felizes. Todos os sofrimentos que permite ou envia são outros tantos títulos de glória e felicidade celestes. S. Paulo declara-se incapaz de descrever o esplendor da glória e a imensidade da ventura que são a corôa do menor dos nossos sofrimentos suportados com a graça divina.
Eis por que ele tanto animava os seus fiéis. Vede, dizia ele, de quantas precauções se rodeiam aqueles que tomam parte nos jogos e corridas do estádio! quantas privações se impõem! quantos esforços fazem! E tudo isto para quê? Para receber aplausos que duram uma hora, para gozar duma glória efêmera e sempre disputada, para ganhar uma corôa corruptível. Ao passo que nós, se lutamos, é por uma corôa incorruptível, por uma glória sem fim, por uma alegria imperecível.
Nestes momentos, férteis em graças, a alma está, sem dúvida, mergulhada na dor e sofrimento, na aridez e secura. Mas é preciso manter-se firme sob os golpes do Pontífice supremo. Deus põe o lenitivo da Sua graça na própria amargura da cruz. Vede S. Paulo. Ninguém mais do que ele viveu da união íntima com Deus em Cristo; quem, pois, o poderia separar de Jesus?  E eis que, por permissão divina, Satanás insulta e atormenta com seus golpes a alma e o corpo do Apóstolo. Por três vezes S. Paulo chega á bradar a sua angústia a Jesus. E que lhe responde Ele? «Basta-te a minha graça, porque a sua força nunca se manifesta com tanto brilho como nas dificuldades de que deve triunfar»: Sufficit tibi gratia mea, nam virtus in infirmitate perficitur.

24 de setembro de 2017

VI Congresso São Pio V - Palestra "A Esperança em Nossa Senhora de Fátima" - Pe. Renato Coelho

Prezados Leitores do blog São Pio V, Salve Maria!
Estamos disponibilizando a primeira palestra do VI Congresso São Pio V, "A Esperança em Nossa Senhora de Fátima", a qual foi proferida pelo Padre Renato A. Coelho. Salientamos que o congresso faz parte do apostolado do IBP no Brasil, o qual tem o apoio da Associação Civil São Pio V e da Associação da Vila Militar. Assistam e divulguem a publicação!
Um grande abraço em Cristo Nosso Senhor!
Blog São Pio V

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

Nossa Senhora  Noiva.


Parte 7/8

Dirá a jovem: "Esse é o meu desejo; escolher para marido um jovem ideal". Porém é preciso perguntar à rapariga: "Mas tu mereces ter por marido um jovem ideal?"
Merecerias, se fosses uma jovem perfeita.
José, o homem santo, destinou-o Deus a Maria a mulher mais santa.
Se à jovem se diz que escolhe bem antes de casar, ao jovem diz-se outro tanto.
Diz-se-lhe que não se deixe seduzir pelos encantos de uma beleza exterior, que murcha com os anos, e que nada vale quando faltam as virtudes morais e domésticas que deve ter uma mãe, uma esposa e uma dona de casa.
Temor de Deus, piedade sólida, pureza, modéstia, espírito de sacrifício, diligência, sobriedade, arte de governar a casa e administrar o dinheiro.
Se queres ter um marido semelhante ao da Virgem Santíssima procura imitar as virtudes desta.

23 de setembro de 2017

As Mais Belas Histórias do Cristianismo - Parte 2

2. AS PRIMEIRAS COMUNIDADES

Cristo ressuscitado aparecera pela última vez aos seus discípulos momentos antes de sua ascensão para o Pai.

Pedra recebera a confirmação do Primado na Igreja, após a tríplice profissão de amor. "Apascenta as minhas ovelhas."

A Igreja estava estabelecida e Pedro constituído o seu fundamento e rocha inabalável, o Pastor Supremo.

Jesus dá aos seus Apóstolos as últimas recomendações e ordens: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo; o que, porém, não crer, será condenado" (S. Marcos XVI, 15-16). "E o Senhor Jesus, depois que (assim) lhes falou, elevou-se ao céu e está sentado à direita de Deus" (S. Marcos XVI, 19).

Os Apóstolos abatidos pela separação do Mestre, porém confiantes na sua proteção, voltam para o Cenáculo, à espera do cumprimento da promessa de Cristo: A vinda do Divino Paráclito."

A Ressurreição de Cristo dissipara em seus espíritos qualquer dúvida e já não são os mesmos homens tímidos e covardes que se reuniram no Cenáculo após os acontecimentos da Paixão.

Nos Atos dos Apóstolos encontramos preciosíssimo documento das primeiras atividades apostólicas, e da vida desta primeira comunidade que é a sementeira da doutrina cristã. O autor dos Atos (1, 15) diz que o número de fiéis reunidos era de cento e vinte. S. Paulo (I Cor. XV, 6) escreve serem mais de quinhentos os irmãos que viram a Cristo Ressuscitado. E os Apóstolos iniciam os seus trabalhos. Pedro se levanta e propõe se escolha dentre os irmãos reunidos um substituto para Judas.

Tendo o Colégio Apostólico apresentado dois candidatos, "José, que era chamado Bársabas, o qual tinha por sobrenome o justo, e Matias, tiraram seus nomes à sorte, e caiu a sorte em Manas e foi associado aos onze Apóstolos" (Atos 1, 23-26).

Depois da descida do Divino Espírito Santo, quando Pedro fez o primeiro discurso, contam-nos os Atos que, duma só vez, três mil pessoas se converteram, e mais tarde, este número se elevava a cinco mil.

Nada conhecemos sobre a organização da Igreja. Entretanto, podemos fazer uma ideia de que ela se tenha estabelecido como sociedade organizada, como se prova pelos sucessos alcançados. O próprio Cristo demonstrara aos seus Apóstolos, durante a sua pregação evangélica, o seu esfôrço de organização, e lhes dera princípios sólidos e métodos de ação. "Foi Cristo, conforme expõe Daniel-Rops, o mais sábio dos fundadores, o mais completo dos educadores, e o mais eficaz homem de ação. Deu aos seus discípulos um ensino concreto, digno .de uma escola de quadros ou dum curso de propaganda e, enfim, ensinou-lhes uma tática".

Não sabemos com precisão quais os ritos e práticas da primitiva vida religiosa. Pela leitura dos Atos dos Apóstolos encontramos três ritos que caracterizavam as primeiras comunidades: o batismo, a imposição das mãos e a refeição em comum.

O batismo era indispensável para aqueles que se tornavam cristãos e por ele eram admitidos no seio da comunidade.

Pedro em seu primeiro discurso prega a necessidade do batismo: "cada um de vós seja batizado em nome d.e Jesus Cristo para remissão de vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo" (Atos II, 38) .

Após o batismo fazia-se a cerimônia da imposição das mãos. este costume, cujos exemplos já os encontramos no Antigo Testamento, era familiar a Jesus, como vemos nos Evangelhos.

A imposição das mãos feita pelos Apóstolos seria a transmissão dos dons que receberam do Espírito Santo, dons de luz, fortaleza, sabedoria e graça.

Por fim, a refeição em comum: "E perseveravam na doutrina dos Apóstolos, na comum fração do pão e nas orações," (Atos II, 42). Entende-se aqui a verdadeira refeição, pois no versículo 46 o texto é formal: "files tomavam o seu alimento". Se as refeições em comum indicam sempre entre os judeus uma cerimônia de união, quando se partia o pão, consagrando-o ao Senhor, no uso cristão há um sentido bem superior. É a relação que deveria existir entre estas cerimônias e a lembrança de Cristo.

Os esforços destas primeiras comunidades são no sentido de colocar em prática tudo aquilo que aprenderam de Jesus.

Muitos de seus membros conheceram a Nosso Senhor e recordam as passagens mais belas de sua existência.

Reunidos em vida comum, os fiéis levavam uma existência de união fraterna e de santidade. "E a multidão dos que criam tinha um só coração e uma só alma; e nenhum dizia ser sua cousa alguma daquelas que possuía, mas tudo entre eles era comum" (Atos IV, 32). Aos pés dos Apóstolos depunham todo dinheiro apurado na venda de seus bens. E os Atos, que descrevem a atitude corajosa e desprendida -de José chamando o Barnabé, que vendeu tudo que tinha, o seu campo, e depôs aos pés dos Apóstolos o seu preço, narram a atitude vergonhosa e fraca de dois esposos, Ananias e Safira, que retiveram parte do apurado na venda de seus bens, mentindo haverem entregue tudo, e que foram fulminados pela justiça divina.

Cada vez maior era o número de fiéis e este desenvolvimento vai exigir das autoridades judaico-religiosas as mais severas atitudes. Após a cura do paralítico realizada por Pedro junto ao Templo, os Apóstolos são levados aos tribunais, proibidos de pregar e ensinar a doutrina cristã. "Não podemos deixar de falar das cousas que temos visto e ouvido", (Atos IV, 32) foi a resposta firme dos Apóstolos.

A severidade é cada vez maior para com a comunidade cristã. A luta das autoridades em Jerusalém e demais localidades é no sentido de obstar por todos os meios a propaganda da mensagem cristã.

Vão se iniciar as perseguições, pois é necessário aniquilar esta doutrina que anuncia já ter vindo o Messias Salvador, na pessoa de Cristo, que fora crucificado pelos judeus. Os milagres de Cristo confirmam a sua divindade; os milagres operados pelos Apóstolos afirmam o seu poder e :a realidade da doutrina que anunciam, mas as autoridades judaicas estão ofuscadas pela ambição e pelos crimes.

Perseguidos em Jerusalém, os fiéis de Cristo vão se espalhar, levando consigo o facho da doutrina evangélica que há de incendiar primeiramente o Império Romano, depois o mundo todo, no fogo da caridade e do verdadeiro amor de Cristo.

Assim se contam os primeiros dias dos cristãos em Jerusalém, berço da primeira comunidade, ainda reunidos os Apóstolos, que pouco depois partiam na conquista do mundo para Jesus Cristo.

22 de setembro de 2017

Dom Columba Marmion - Jesus Cristo nos seus mistérios.

IV

Desta doutrina brotam os sentimentos que devem animar-nos na busca da santidade; profunda humildade em razão da nossa fraqueza, confiança absoluta em Jesus Cristo. A nossa vida sobrenatural oscila entre estes dois polos: dum lado, devemos ter a convicção íntima da nossa incapacidade para atingir a perfeição sem o auxílio de Deus; do outro, devemos estar possuídos de
inabalável esperança de tudo encontrarmos na graça de Jesus Cristo.
Porque é sobrenatural, porque Deus, soberanamente senhor dos Seus desígnios e dos Seus dons, a colocou acima das exigências e direitos de toda a natureza criada, a santidade a que somos chamados é inacessível sem a graça divina. Nosso Senhor o disse: «Sem mim nada podeis fazer»: Sine me NIHIL potestis facere. Santo Agostinho observa que Jesus Cristo não diz: «Sem mim não podeis fazer grande coisa»; mas sim: «Sem mim nada podeis fazer que vos leve à vida eterna».
S. Paulo explicou minuciosamente esta doutrina do nosso divino Mestre: «Somos incapazes de, por nós mesmos, quasi ex nobis, ter um só pensamento que valha para o céu; neste ponto, todo o nosso poder vem de Deus»: Sufficientia nostra ex Deo est; é Ele quem nos dá o poder de querer e de levar todas as coisas ao seu fim sobrenatural: Deus est qui operatur in vobis et velle et perficere, pro bona voluntate. Assim que, sem a graça divina, nada podendo fazer em ordem à nossa santidade.
Devemos então desanimar? Pelo contrário! A convicção íntima desta incapacidade não deve levar-nos ao desânimo, nem servir de desculpa à nossa preguiça. Se nada podemos sem Cristo, «com Ele tudo podemos»: Omnia possum in eo qui me confortat. «Tudo posso, é ainda S. Paulo quem o diz, não por mim mesmo, mas por Aquele que me fortalece». Sejam quais forem as nossas provações, dificuldades, fraquezas, podemos, por Jesus Cristo, chegar à mais elevada santidade.
Porquê? Porque n'Ele estão «contidos todos os tesouros de ciência e sabedoria», «porque n'Ele habita
a plenitude da Divindade» e porque, sendo nosso chefe, tem o poder de nos tornar participantes desses tesouros. É «dessa plenitude de vida e santidade que recebemos», de tal modo que, «em matéria de graças, nada nos falta»: Ita ut nihil vobis desit in ulla gratía!
Que confiança nos não dá a fé nestas verdades! Jesus Cristo pertence-nos, n'Ele encontramos tudo: Quomodo non etiam eum illo omnia nobis donavit? O que há então que possa impedir-nos de ser santos? Se no dia do Juízo final Deus nos perguntar: Porque não atingistes a santidade a que Eu vos chamava? - não poderemos responder: «Senhor, a minha fraqueza foi enorme, as dificuldades insuperáveis, as provações acima das minhas forças». Pois Deus nos replicará: «Por vós mesmos, é certo que nada podíeis fazer, mas Eu dei-vos o meu Filho; n'Ele nada vos faltou do que vos era necessário, a Sua graça é omnipotente e por ela podíeis unir-vos à própria fonte da vida ».
É tão verdade isto! Um grande gênio, talvez o maior que o mundo jamais conheceu, um homem que
passou a sua mocidade nos desregramentos, que esvaziou a taça dos prazeres, cujo espírito se deixou prender a todos os erros do seu tempo, Agostinho, vencido pela graça, converteu-se e chegou a uma sublime santidade. Um dia (é ele quem o conta ), solicitado pela graça, mas preso ainda por suas más inclinações, via meninos, donzelas, virgens brilhar pela pureza, viúvas veneráveis por suas virtudes; e parecia-lhe ouvir um meigo convite que lhe dizia: Tu non poteris quod isti, quod istae? «O que fazem estes meninos, estas virgens, não poderás tu fazê-lo também? O que eles são, não o poderás tu também ser?» E, apesar do turbilhão das paixões, dos longos hábitos do vício, Agostinho entregou-se à graça, e a graça fez dele, para toda a eternidade, um dos mais magníficos troféus.
Quando celebramos a solenidade dos Santos, devemos repetir, no nosso íntimo, as palavras que Santo Agostinho ouvia: Tu non poteris quod isti, quod istae ? Que motivos temos nós para não tender para a santidade? Oh! bem sei: cada um é tentado a dizer: «Tenho tal dificuldade, sinto tal contradição, não poderei ser santo»; mas podeis estar certos de que todos os Santos «encontraram a mesma dificuldade, sentiram a mesma contradição», e outras ainda muito maiores que as vossas.
Assim, pois, ninguém pode dizer: a santidade não é para mim. O que a pode tornar impossível? Deus deseja-a para nós; quer que sejamos santos para Sua glória e para nossa alegria: Haec est voluntas Dei, sanctificatio vestra. Deus não brinca conosco. Quando Nosso Senhor nos diz: «Sede perfeitos», sabe o que reclama de nós e que nada nos exige acima das nossas forças, uma vez que nos apoiemos na Sua graça.
Aquele que pretendesse lá chegar por suas próprias forças, cometeria o pecado de Lúcifer, que dizia: «Eu me elevarei, colocarei o meu trono nos céus, serei semelhante ao Altíssimo». Satanás foi abatido e precipitado no abismo. ·
Mas nós, que diremos? que faremos? Teremos a mesma ambição que este orgulhoso; desejaremos chegar ao termos visado par este soberbo. Mas, ao passo que ele o pretendia conseguir por si mesmo, nós proclamamos que sem Jesus Cristo nada podemos. Diremos que é por Ele e com Ele que podemos penetrar nos céus. «Ó Jesus, tenho tanta fé em Vós, que Vos creio assaz poderoso para fazerdes o prodígio de elevar uma criatura ínfima como eu, não só até às hierarquias dos Anjos, mas até ao próprio Deus; é unicamente por vós que podemos atingir essas culminâncias divinas. Aspiro com todas as veras da minha alma a essa sublimidade a que nos predestinou o Vosso Pai; desejo ardentemente, como o pedistes para nós, partilhar da Vossa própria glória, participar da Vossa própria alegria de Filho de Deus; aspiro a essa suprema felicidade, mas unicamente por Vós; desejo passar a eternidade a cantar os Vossos louvores e a repetir sem cessar com os eleitos: Redemisti nos, Domine,
in sanguine tuo. Sim, Senhor, fostes Vós que nos salvastes; foi o Vosso precioso sangue, derramado sobre nós, que nos abriu as portas do Vosso reino, nos preparou um lugar na incomparável sociedade dos Vossos Santos: a Vós louvor, honra e glória para sempre»!
A alma que vive sempre nestes sentimentos de humildade e confiança, dá grande glória a Jesus Cristo, porque toda a sua vida é o eco desta palavra do Salvador: «Sem mim nada podeis fazer»; porque proclama que Ele é a fonte de toda a salvação e de toda a santidade, e assim Lhe dá toda a glória.
«Ó Deus, diremos com a Igreja numa das suas mais admiráveis orações, creio que sois todo poderoso, que a Vossa graça é eficaz para me elevar, apesar de miserável como sou, a um alto grau de santidade; creio que sois igualmente misericórdia infinita, e que, se muitas vezes vos abandonei, o Vosso amor, cheio de bondade, nunca me abandona: é de Vós, ó meu Deus, Pai celeste, que vem todo o dom de perfeição; é a Vossa graça que faz de nós servos fiéis que Vos são agradáveis por obras dignas da Vossa Majestade e do Vosso louvor; fazei que, desapegado de mim mesmo e das criaturas, possa correr sem embaraço pelo caminho da santidade, onde o Vosso Filho, qual gigante, nos precede: para que, por Ele e com Ele, possa alcançar a felicidade que nos prometestes»! 
Os Santos viviam estas verdades; por isso chegaram às alturas em que hoje os contemplamos. A diferença que existe entre nós e eles não está no maior número de dificuldades que temos a vencer, mas no ardor da sua fé na palavra de Jesus Cristo e na virtude da Sua graça, como também na sua mais ardente generosidade. Se quisermos, podemos recomeçar a experiência: Jesus Cristo é sempre o mesmo, igualmente poderoso e magnânimo na distribuição da Sua graça; só em nós encontra obstáculos à efusão dos Seus dons.
Almas de pouca fé, porque duvidamos de Deus, do nosso Deus?

20 de setembro de 2017

COMUNICADO IMPORTANTE!

ATENÇÃO

Prezados Leitores, Salve Maria!

1. O Blog São Pio V é um blog independente, criado em 28/12/2008 por um grupo de pessoas, com a finalidade de publicar textos sobre a Doutrina e Espiritualidade Católica. Posteriormente começamos a utilizar o blog para a divulgação das Missas no Rito Tridentino em Curitiba, e por último divulgar as atividades do Apostolado do Instituto do Bom Pastor - IBP em Curitiba, como palestras, sermões, congressos, horários de missas, confissões, entre outros, apostolado mantido na Capela Nossa Senhora Aparecida da Associação da Vila Militar;
2. O Blog São Pio V apoia através de seus link's e compartilha publicações, vídeos-aulas e outros assuntos de natureza católica de sites, blogs e canais amigos, sempre com o objetivo de oferecer conteúdo verdadeiramente Católico;
3. Como já é de conhecimento de grande parte de nossos leitores e amigos, a Associação Civil São Pio V foi fundada para dar apoio humano, material, financeiro, entre outros, visando fomentar o oferecimento por parte de sacerdotes que celebram a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, sendo que atualmente, com maior ênfase, nas atividades desenvolvidas pelo IBP em Curitiba, sob a responsabilidade do Padre Renato Coelho;
4. Um pouco da nossa história: A quase dez anos atrás o grupo de fiéis denominado São Pio V - Fiéis Católicos de Curitiba, pediu ao Monsenhor Luiz (falecido recentemente) da Igreja da Ordem para celebrar Missas no Rito Tridentino, o qual foi prontamente atendido. O Monsenhor foi o segundo sacerdote de nossa cidade à atender nossas solicitações e oferecer Missas na Forma Extraordinária do Rito Romano. Posteriormente, o Padre Paulo da Paróquia Imaculada Conceição, também atendeu nossa solicitação para rezar Missas no Rito Tridentino. Por muitos anos tivemos duas Missas Tridentinas aos domingos, sendo uma na Ordem e outra na Imaculada Conceição. Após alguns anos, o nosso grupo ficou com a responsabilidade de dar assistência às missas celebradas pelo Padre Paulo na Paróquia Imaculada Conceição no Guabirotuba. O Padre Paulo parou de rezar as missas tridentinas na metade do segundo semestre de 2014, em função do agravamento de sua doença, vindo a falecer em 2015. Salientamos que outros padres chegaram a rezar missas para os fiéis na Forma Extraordinária do Rito Romano, entre eles Padre Alberto, Padre Adilson, Padre Adriano e por último o Padre Anderson Bonin, o qual atualmente celebra Missas Tridentinas na Igreja da Ordem no Apostolado mantido pelo Coral Gregoriano da Igreja da Ordem.
5. Cabe informar que as Missas celebradas na Ordem, atualmente, não tem nenhum vínculo com o apostolado do IBP, mantido na Capela Nossa Senhora Aparecida da Associação da Vila Militar, divulgado pelo Blog São Pio V e apoiado pela Associação Civil São Pio V;
6. O Apostolado do IBP em Curitiba tem autorização formal do nosso Arcebispo Dom José Antônio Peruzzo;
7. A utilização da Capela Nossa Senhora Aparecida foi possível através de uma parceria com a Associação da Vila Militar, Associação Civil São Pio V e Instituto do Bom Pastor, sendo utilizada para os Ofícios Litúrgicos, Catequeses, Palestras, Congressos, ensaios do Coral e de Acólitos, Oração do Santo Terço, Procissões e outras atividades ligadas a vida Católica, coordenadas e oferecidas pelo Instituto do Bom Pastor - IBP. As atividades do Instituto são compartilhadas com as atividades do Padre Alceu, o qual oferece missas na Forma Ordinária do Rito Romano.
8. Em função da parceria mantida pela Associação Civil São Pio V, Instituto do Bom Pastor e Associação da Vila Militar, quaisquer outras atividades nas instalações da Capela Nossa Senhora Aparecida devem ser aprovadas pelo Padre Renato, pela AVM e Associação Civil São Pio V.
9. A obtenção de informações sobre as atividades na Capela referente ao apostolado do IBP, devem ser feitas diretamente à administração da Associação Civil São Pio V (saopiov@gsaopiov.com) e ao Padre Renato do IBP. Nenhuma outra pessoa está autorizada a fornecer informações sobre o apostolado. Entendemos como imprudente acreditar em opiniões, comentários e suposições sobre o andamento das atividades do Instituto na Capela, por parte de pessoas que não tem nenhum vínculo formal com o Apostolado em questão. O comportamento citado apenas gera dúvidas e inquietações onde não existem.
10. Quando da realização de atividades promovidas pelo IBP e Associação Civil São Pio V, pessoas não devem divulgar palestras (de "filósofos', "professores", padres, etc), missas (resistência, grupos cismáticos, padres em situação irregular em sua diocese, etc), congressos, formação de grupos (sacra milícia, etc), falsas aparições (medjugorje, etc), venda de livros, distribuição de panfletos, entre outras coisas, sem a devida anuência do Instituto e da Associação Civil São Pio V.
12. O que podemos encontrar no apostolado do IBP na Capela:
       a. Missas no Rito Tridentino;
       b. Atendimento de confissões;
       c. Direção espiritual;
       d. Catequese verdadeiramente católica;
       e. Congressos;
       f. Palestras;
       g. Canto Gregoriano;
       h. Escola de Acólitos;
       i. Procissões;
       j. Novenas;
       k. Oração do Santo Terço;
       l. Meditação da Via Sacra;
      m. Disponibilização de livros de boa doutrina;
      n. Entre outras.
13. Salientamos que a responsabilidade pelo texto acima é exclusiva do Blog São Pio V.

19 de setembro de 2017

Dom Columba Marmion - Jesus Cristo nos seus mistérios.

III

Devemos ir para Deus ao modo d'Ele; não seremos santos senão na medida em que nos adaptarmos ao plano divino. Indiquei-vos as linhas principais deste magnífico plano; vejamos mais minuciosamente como Jesus Cristo é para nós fonte de toda a santidade.
Suponhamos uma alma que, num impulso de genero­sidade, sob a inspiração do Espírito Santo, ajoelha diante do Pai dos céus e Lhe diz: «Pai, amo-Vos, desejo apenas a Vossa glória; quero, no tempo e na eternidade, glorificar-Vos pela minha santidade; que devo fazer? Mostrai-me o que esperais de mim». Que lhe responderia o Pai? Mostrar-lhe-ia o Seu Filho Jesus Cristo e dir-lhe-ia: «Eis aqui o meu Filho dileto, o objeto das minhas complacências; ouve-O». Depois retirar-se-ia, deixando aquela alma aos pés de Jesus.
E que nos diz Jesus? Ego sum via, et veritas, et vita - « Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Três palavras, de sentido muito profundo, que eu quisera meditar convosco e que deveriam ficar gravadas no fundo dos nossos corações.
Desejas ir para o meu Pai? pergunta Jesus. Queres unir-te Aquele que é a fonte de todo o bem e o princípio de toda a perfeição? Muito bem; sou eu quem faz nascer este desejo no teu coração; mas «não o podes realizar senão por mim»: Ego sum via: nomo venit ed Patrem nisi per me.
Como sabeis, há uma distância infinita entre a criatura e o Criador, entre aquele que tem o ser só por participação e Aquele que é o Ser subsistente por si mesmo. Tomai o anjo mais elevado nas hierarquias celestes; entre ele e Deus há um abismo que força alguma criada pode transpor.
Deus, porém, lançou  uma ponte sobre este abismo. Jesus Cristo, Homem-Deus, liga o homem a Deus. O Verbo faz-se carne; n'Ele, uma natureza humana está unida à Divindade; as duas naturezas, divina e humana, estão unidas num amplexo tão íntimo, tão indissolúvel, que há uma só pessoa, a do Verbo, na qual subsiste a natureza humana. O abismo de separação está suprimido.
Jesus Cristo, como Deus que é, um com o Pai, é o caminho que nos conduz a Deus. Portanto, se queremos ir para Deus, esforcemo-nos por ter uma fé ilimitada no poder que Jesus tem de nos unir ao Pai. Pois que diz Nosso Senhor? «Pai, quero que onde Eu estiver, estejam também os meus discípulos»: Pater, volo ut ubi sum ego, et illi sint mecum. E onde está Cristo? «No seio do Pai».
Quando a nossa fé é viva e nos entregamos inteiramente a Jesus, Ele arrasta-nos consigo, faz-nos penetrar in sinu Patris. Porque Jesus é ao mesmo tempo o caminho e o termo; é o caminho pela Sua Humanidade - via qua imus; é o termo pela Sua Divindade - patria quo imus. É isto que torna este caminho tão seguro: é perfeito e contém em si o próprio termo.
É coisa excelente fazer na oração atos de fé na virtude omnipotente que Jesus tem de nos levar para o Pai. «Ó Cristo Jesus, creio que sois verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que sois um caminho divino, de infinita eficácia para me fazer transpor o abismo que me separa de Deus; creio que a Vossa santa Humanidade é perfeita, tão poderosa que pode, apesar das minhas misérias, faltas e fraquezas, atrair-me para onde Vós estais, para o seio do Pai. Fazei que eu ouça as Vossas palavras, siga os Vossos exemplos, e nunca me separe de Vós»!
E uma graça preciosa ter encontrado o caminho que conduz ao termo; mas é preciso também caminhar na luz. Este termo é sobrenatural, superior às nossas forças criadas; por isso, a luz que deve banhar o nosso caminho com a sua claridade deve igualmente vir-nos do alto.
Deus é tão generoso que Ele próprio será a nossa luz no céu, e a nossa santidade consistirá em contemplar a luz infinita, haurir no seu esplendor a fonte de toda a vida e de toda a alegria: In lumine tuo videbimus lumen.
Neste mundo, não nos é acessível esta luz por causa do seu fulgor; os nossos olhos são tão fracos que a não podem suportar. E, no entanto é-nos necessária para chegarmos ao termo. Quem será a nossa luz? Jesus Cristo. Ego sum veritas: «Eu sou a verdade». Só Ele nos pode revelar as claridades infinitas. «E Deus saído de Deus, Luz gerada da Luz»: Deus de Deo, lumen de lumine. Verdadeiro Deus, «Ele é a própria Luz, sem sombras nem trevas»: Deus lux est, et tenebrae in eo non sunt ullae; esta luz desceu aos nossos vales, atenuando sob o véu da humanidade o brilho infinito dos seus raios. Os nossos olhos tão fracos poderão contemplar esta luz divina que se oculta e ao mesmo tempo se revela sob a fraqueza duma carne passível: Illuxit in cordibus nostris . . . in facie Christi Jesu; «ela iluminará todo o homem que vem a este mundo»: Lux vera quae illuminat omnem hominem venientem in hunc mundum.
Jesus Cristo, Verbo eterno, ensina-nos a olhar para Deus e no-Lo revela. Diz-nos: Eu sou a Verdade; se crerdes em mim., não só aprendereis a conhecer a Verdade sobre todas as coisas, mas estareis com a Verdade; «aquele que me segue não caminha nas trevas, mas possuirá a luz da Vida».
Então, que devemos fazer para caminhar na luz? Guiar-nos pelas palavras de Jesus, pelas máximas do
Evangelho; considerar todas as coisas à luz das palavras do Verbo Incarnado. Jesus diz-.nos, por exemplo, que «os bem aventurados que  possuem o Seu reino são os pobres de espírito, os mansos, os que choram, os corações puros, os pacíficos, os que sofrem perseguição por amor da justiça". Devemos crer n'Ele, unir-nos a Ele por um ato de fé, depor a Seus pés, como uma homenagem, o assentimento da nossa inteligência à Sua palavra; esforçar-nos por viver na humildade, na mansidão, na pureza, por viver em paz com todos, por suportar as contradições com paciência e confiança.
Se vivermos assim na fé, o espírito de Cristo apossar-se-á pouco a pouco da nossa alma, a qual, afastando as luzes puramente naturais do seu juízo próprio, tudo verá pelos olhos do Verbo: Erit tibi Dominus in lucem. Vivendo na verdade, irá sempre avançando no caminho; unida  à Verdade, viverá do Seu Espírito; os pensamentos, os sentimentos, os desejos de Jesus tornar-se-ão os seus pensamentos, os seus sentimentos, os seus desejos; nada fará que não esteja inteiramente de acordo com a vontade de Cristo. Não está nisto a base de toda a santidade?
Não basta, porém, ter encontrado o caminho, caminhar na luz: é mister ainda o alimento que nos sustente na nossa peregrinação. Este alimento de vida sobrenatural é ainda Jesus Cristo quem no-lo dá: Et vita.
A vida infinita está em Deus: Apud te est fons vitae. A torrente desta vida inefável e subsistente encheu, com a plenitude da sua virtude, a alma de Cristo: Sicut Pater habet vitam in semetipso,  sic dedit et Filio habere vitam in semetipso.
E que faz o Filho? «Vem-nos fazer participar dessa vida divina»: Ego veni ut vitam habeant, et abundantius habeant.  «Assim como Eu vivo da vida que o Pai me comunica, assim aquele que me come viverá por mim»: Et qui manducat me, et ipse vivet propter me.
Viver esta vida divina é a santidade. Efetivamente,  afastar desta vida tudo o que a pode destruir - pecado, infidelidades, apego às criaturas, vistas puramente naturais - , fazê-la desabrochar pelas virtudes da fé, esperança e caridade que nos unem a Deus, é para nós, como já vos disse, o duplo elemento da santidade.
Sendo o próprio Jesus Cristo a Vida, torna-se nossa santidade, porque é Ele a própria fonte: Christus
Jesus factus est nobis . . . sanctificatio.  Dando-se a nós pela Comunhão, dá-nos a Sua Humanidade, a Sua Divindade; ativa o amor; transforma-nos pouco a pouco n'Ele, de modo que não vivamos já por nós, mas por Ele e para Ele. Estabelece entre os nossos desejos e os Seus, entre as nossas vontades e as Suas, tal semelhança, tal harmonia, que «já não somos nós que vivemos, mas é Ele que vive em nós»: Vivo autem, jam non ego: vívít vero in me Christus.  Não há fórmula mais expressiva do que estas palavras do Apóstolo para resumir toda a obra da santidade.

18 de setembro de 2017

Mensagem de Agradecimento do Seminarista do IBP Lucas Altmayer Vianna

Prezados Amigos, Salve Maria!

Entre os dias 7 e 10 de setembro de 2017, promovemos uma arrecadação direcionada ao Seminarista Lucas do IBP, conforme mensagem entregue aos fiéis que frequentam as Missas na Capela Nossa Senhora Aparecida da Associação da Vila Militar, para atender as despesas como a renovação do visto de permanência na França, que está num valor de 1200 reais aproximadamente, além dos gastos com a mensalidade, passagens aéreas, gastos pessoais com os estudos e o seminário.
Diante da arrecadação efetuada naqueles dias e depositadas na conta corrente do seminarista, logo na semana seguinte, recebemos mensagem de agradecimento do seminarista Lucas, a qual copiamos a seguir:

"Gostaria de agradecer imensamente a doação que realizaram em meu favor, para ajudar nos gastos deste ano, foi muito providencial e um sinal claríssimo de que Deus não abandona nunca aqueles que deixam tudo para segui-lo. Gostaria de pedir que agradeça ao grupo São Pio V, e a cada um em particular. Ficaria imensamente contente de poder agradecer em particular a todos os que ajudaram, e pretendo fazer isto o quanto antes. Mas desde já, muito obrigado ao grupo de Curitiba. Deus lhe pague muitíssimo e contem com minhas orações permanentes, que embora pobres estarão sempre presentes! Muito obrigado! Seminarista Lucas Altmayer Vianna"

Aproveitamos a publicação para deixar os dados bancários do Seminarista Lucas, para aqueles que desejam fazer novas contribuições.

Caixa Econômica Federal
Operação:013
Conta: 00017165-0
Agência: 0514
Lucas Altmayer Vianna
CPF: 02995214001

Padre Daniel Pinheiro - IBP, Vídeo-Aula, Fundamentos do Matrimônio - 2. Amor de sacrifício