Busca no Blog

Carregando...

23 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (16/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"

POLIGAMIA
Estranhamente oposta a esta atitude ascética era a teoria e prática Mórmon da poligamia. Joseph Smith proclamava que a necessidade da poligamia lhe fora primeiramente revelada em 1831, quase um ano depois de haver ele fundado a Igreja. Aparentemente foi-lhe ela revelada como uma espécie de pensamento segundo, que fora descurado na primeira excitação de pôr a nova Igreja em andamento.
De qualquer forma, foi em 1831 que pela primeira vez ele começou a falar de uniões adicionais como casamentos celestes, e citou em justificação delas o exemplo dos patriarcas de antanho. Quando sua mulher Emma fez objeção ao fato de trazer ele para casa outras mulheres para participarem dele com ela, Joseph prontamente teve uma revelação para acalmar os seus escrúpulos. Em "Doutrina e Pactos", n. 52, seção 132, ele faz Deus dizer: "E receba minha serva Emma Smith todas aquelas que foram dadas ao meu servo Joseph, e que são virtuosas e puras diante de mim".
Já notamos a doutrina Mórmon das almas criadas que esperam ansiosamente por corpos humanos, somente por meio dos quais podem elas alcançar a eterna bem-aventurança como deuses. Portanto, quanto mais mulheres os homens tiverem, e quanto mais filhos, tanto maior será a sua glória. De fato, casamentos múltiplos são necessários para a própria salvação da pessoa!
Que, teoricamente ao menos, os Mórmons acreditam que a poligamia é necessária para a salvação, não é um exagero. Quando o Governo dos Estados Unidos começou a dar passos para proibir a poligamia, a Primeira Presidência da Igreja Mórmon publicou uma proclamação, em 1885, dizendo: "Mais de quarenta anos atrás, o Senhor revelou à sua Igreja o princípio dos casamentos celestiais... Quem haveria de supor que qualquer homem nesta terra de liberdade religiosa teria a presunção de dizer ao seu semelhante que ele não tinha direito de adotar medidas por ele julgadas necessárias para escapar à condenação?"
Joseph Smith proclamou publicamente a lei da poligamia em Nauvoo em 1841; e a mesma lei Mórmon foi de novo publicamente proclamada sob Brigham Young por um Concílio da Igreja em 1852. Entretanto, quando, a 24 de setembro de 1890, o Governo dos Estados Unidos proibiu absolutamente a poligamia até mesmo entre os Mórmons, eles concordaram em abster-se dela na prática. Mas nunca a repudiaram em princípio. Dizem que Deus dispensa da necessidade dela os que não podem praticá-la no seu tempo.
É simplesmente justo aqui dizer que a "Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias" repudia a acusação de haver Joseph Smith ensinado e praticado a poligamia, dizendo que Brigham Young foi quem a introduziu, assim se divorciando da verdadeira fé conforme ensinada por Joseph Smith. Mas os Mórmons de Utah insistem em que Joseph Smith teve uma revelação em favor da poligamia, e que tanto a ensinou como praticou. E a evidência, sem dúvida, está do lado destes.
Por isto a Igreja Mórmon julga de seu dever ir avante durante estes "últimos dias da plenitude dos tempos", em preparação para a iminente Segunda Vinda de Cristo (doutrina haurida dos Milleristas) e para o estabelecimento do Reino Milenar de Cristo sobre o mundo inteiro, com seu quartel-general na América.

22 de setembro de 2014

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - 50ª Parte

MEDITAÇÃO II

Quão grande é a obrigação que temos de amar Jesus Cristo

“Não te esqueças nunca da graça que te fez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs a sua alma por ti”(Eclo 29,20). Comumente entendem os intérpretes por tal fiador a Jesus Cristo, que, vendo-nos incapazes de satisfazer a justiça divina por nossos pecados, se ofereceu voluntariamente a pagar por nós, e de fato pagou as nossas dívidas com seu sangue e com sua morte.

Não era suficiente o sacrifício das vidas de todos os homens para compensar as injúrias feitas por nós à divina Majestade; era necessário que a ofensa feita a um Deus fosse satisfeita só mesmo por um Deus, o que realizou Jesus Cristo: “Em tanto Jesus foi feito fiador de melhor aliança” (Hb 7,22). Nosso Salvador, pagando pelo homem como fiador com seu sangue, obtém-lhe por seus merecimentos a graça de contrair um novo pacto com Deus, de lhe ser concedida a graça e a vida eterna se ele observar a lei divina. E este acordo Jesus como ratifica na instituição da Eucaristia, dizendo: “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue”(1Cor 11,25). Com isso ele queria significar que aquele cálice com seu sangue era o instrumento ou a escritura de segurança pela qual se firmava um novo pacto entre Deus e Jesus Cristo, por meio do qual se concedia a graça e a vida eterna a todos os homens que lhe permanecem fiéis.

E assim o Redentor, pelo amor que nos tinha, satisfez rigorosamente por nós a justiça divina, sofrendo as penas que nos eram devidas: “Em verdade ele carregou com os nossos langores e tomou sobre si as nossas dores”(Is 53,4). E isso tudo foi feito de seu amor: “Ele nos amou e se entregou a si mesmo por nós” (Ef 5,2). S. Bernardo diz que Jesus Cristo, para nos remir, não se poupou a si mesmo. Ó judeus infelizes, como podeis estar à espera do Messias prometido pelos profetas? Ele já veio e vós o matastes, mas, não obstante esse vosso crime, o divino Redentor está pronto a perdoar-vos, já que ele veio para salvar os que se haviam perdido: “Veio para salvar o que se havia perdido” (Mt 18,11).

S. Paulo escreve que Jesus Cristo, para livrar-nos da maldição merecida por nossas culpas, sobrecarregou-se com todas as maldições a nós devidas e por isso quis morrer a morte dos amaldiçoados, que era a morte da cruz: “Cristo nos remiu da maldição da lei, fazendo-se por nós maldição, porque está escrito: ‘maldito todo aquele que se for suspenso no lenho’ (Gl 3,13). Que honra não seria para um pobre camponês se, tendo sido aprisionado pelos corsários, seu próprio rei o resgatasse com perda do reino! Muito maior, porém, é a nossa grandeza por termos sido remidos por Jesus Cristo com a efusão de seu próprio sangue, do qual uma só gota vale mais que mil mundos!” “Não fostes remidos por coisas perecíveis como o ouro ou
a prata, mas pelo precioso sangue de Cristo, como o do Cordeiro imaculado”(1Pd 1,18 e 19). Sendo assim, S. Paulo nos adverte que cometemos uma injustiça contra nosso Salvador, quando dispomos de nós segundo a vossa vontade e não conforme a dele e quando nos reservamos qualquer coisa e, ainda pior, quando nos tomamos alguma liberdade com detrimento de Deus, visto que não nos pertencemos mais a nós mesmos, mas somos de Jesus Cristo, que nos adquiriu por um grande preço: “Acaso não sabeis... que não sois de vós mesmos? Pois fostes comprados por alto preço” (1Cor 6,19 e 20).
Ah, meu Redentor, se eu derramasse todo o meu sangue, se desse mil vidas por vosso amor, que compensação seria ao amor que me demonstrastes, derramando o vosso sangue e dando a vossa vida por mim? Dai-me a graça, ó meu Jesus, de ser todo vosso no resto de minha vida e não amar nada fora de vós. Ó Maria, recomendai-me a vosso Filho. 

21 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (15/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"

A IGREJA MÓRMON
Igualmente pasmosa é a doutrina Mórmon sobre a Igreja. É-nos dito que Cristo fundou a sua Igreja na Palestina, escolhendo ali doze apóstolos, mas que a Igreja fracassou. Aparentemente prevenindo o fracasso foi para a América após a sua ressurreição e escolheu outros doze apóstolos de entre os Nefitas, fundando a sua Igreja em solo americano. Mas essa Igreja também fracassou. A única coisa a fazer era esperar pela chegada de Joseph Smith ao cenário do mundo nos últimos dias, e obter que ele fundasse outra Igreja por Ele. Por isto o último dos profetas Nefitas, Mórmon, deixou plenas instruções em benefício do dito Joseph Smith. Em 1830, agindo sob os mandamentos divinos, Joseph Smith reconstruiu a Igreja Cristã, dando-lhe a mesma organização — assim proclamava ele — que a possuída pela Igreja primitiva. E a Igreja que ele estabeleceu, a Igreja Mórmon, é a única Igreja verdadeira no mundo hoje em dia!
Constitucionalmente, a nova Igreja tinha "apóstolos, profetas, pastores, mestres e evangelistas". Havia dois sacerdócios, o de Melquisedec para as coisas espirituais, e o de Aarão para as coisas temporais. Todos os membros deviam herdar os milagrosos dons de línguas, de profecia, de revelação, de visões, etc, que ocasionalmente apareceram na Igreja primitiva.
Mas sobre a Igreja inteira a autoridade mais alta está investida num Presidente e em dois Conselheiros. Quando o Presidente morre, a "Primeira Presidência" é dissolvida, e a autoridade fica com os doze apóstolos, que devem eleger um sucessor. 
Para o seu Presidente os Mórmons reclamam uma infalibilidade muito maior do que a infalibilidade jamais reclamada por qualquer Papa na Igreja Católica. Escrevendo na "Encyclopaedia Britannica" sobre o "Mormonismo", Reed Smoot, ex-Senador por Utah, diz: "Só há um único homem na terra de cada vez... que possa receber revelação para a direção da Igreja, e esse homem é o Presidente da Igreja, Profeta de Deus, Vidente e Revelador e interlocutor. A sua palavra oficial, quando falando em nome do Senhor, a Igreja deve recebê-la como da própria boca de Deus".
Comparada com esta, quão mais moderada é a pretensão católica de que o Papa deve contar, não com qualquer revelação divina, nem mesmo com inspiração divina, mas somente com a assistência divina para salvaguardá-lo de erro quando ele define doutrina cristã para a proteção da fé apostólica contra interpretações heréticas!
Tal é, pois, a Igreja que os Mórmons sustentam ser a única Igreja do Deus Vivo, sendo todas as outras umas abominações amaldiçoadas.
No tocante aos Sacramentos, os Mórmons seguem a usual tradição protestante de dois, o Batismo e a Ceia do Senhor. Dos Batistas eles tiraram a doutrina de que o Batismo deve ser por imersão (coisa para a qual não há garantia na Escritura), e ensinam que o rito é absolutamente necessário para a salvação. Uma vez que também ensinam que todos os batismos administrados desde a morte do último dos Apóstolos até o advento da Igreja deles foram nulos e inválidos, eles sentiram que tinham de achar algum meio de evitar uma condenação assim em grosso de todas as precedentes gerações de cristãos. Por isto introduziram proxi-batismos para os mortos.
Mórmons caridosos podem tomar nos lábios os nomes de pessoas mortas e ser batizados em favor delas! Se, tomando isto a sério, todos os Mórmons fossem gente totalmente desinteressada e levassem a vida inteira, desde a infância até a extrema velhice, sem fazer outra coisa senão receber proxi-batismo pelos mortos, a custo eles fariam uma apreciável impressão sobre o vasto número de cristãos anteriores que viveram e morreram durante os dois mil anos passados! Mas todos os proxi-batismos no mundo não podem adiantar para aqueles que já sofreram o seu julgamento por Deus. A doutrina é completamente não-escriturística à parte o seu absurdo.
Adotando a condenação "Adventista do Sétimo Dia" ao álcool em todas as suas formas, os Mórmons celebram até mesmo a Ceia do Senhor com água em vez de com vinho. E, além do uso privado de álcool, o uso de chá, café e fumo também é fortemente combatido.

20 de setembro de 2014

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - 49ª Parte

MEDITAÇÃO III

Para a 2.ª feira da paixão

Jesus é preso e conduzido a Caifás

1. Tendo o Senhor conhecimento de que os judeus que vinham prendê-lo já estavam perto, levanta-se e vai ao seu encontro: sem nenhuma resistência deixa-se prender e amarrar: “prenderam a Jesus e o amarraram” (Jo 18,12). Que assombro! Um Deus preso como um malfeitor por suas criaturas! Minha alma, considera como uns lhe tomam as mãos, outros o amarram e outros lhe batem, e o inocente Cordeiro deixa-se prender e bater conforme a vontade deles e cala-se: “Foi oferecido porque ele mesmo o quis e não abriu sua boca.Foi conduzido como uma ovelha ao matadouro”(Is 53,7). Não fala nem se lamenta, porque ele mesmo já havia se oferecido para morrer por nós e assim se deixa amarrar como uma ovelha que é conduzida à morte sem abrir a boca.

2. Jesus entra preso em Jerusalém. Os que dormiam despertam com o rumor da gente que passa e perguntam quem é o preso que conduzem. E a resposta vem logo: É Jesus Nazareno, que se descobriu ser um impostor e sedutor.Apresentam-no a Caifás, que, vendo-o, alegra-se e o interroga a respeito de seus discípulos e de sua doutrina. Responde Jesus que falou em público, chamando, como testemunhas do que dissera, os próprios judeus que o circundavam: “Eis que estes sabem o que eu disse”(Jo 18,21). Depois dessa resposta, um dos ministros dá-lhe uma bofetada, dizendo-lhe: “Assim respondes ao pontífice?” Mas, ó meu Deus, como uma resposta tão humilde e mansa pode merecer uma afronta tão grande? Ó meu Jesus, vós sofrestes tudo para pagar as afrontas feitas por mim a vosso eterno Pai.

3. Entretanto, o pontífice o conjura em nome de Deus a dizer se ele era na verdade o Filho de Deus. Jesus responde afirmativamente e, ao ouvir isto, Caifás, em vez de prostrar-se em terra para adorar o seu Deus, rasga suas vestes, e, voltando-se para os outros sacerdotes, diz: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? Eis aí, acabais agora de ouvir a blasfêmia. Que vos parece?” (Mt 26,65). E eles responderam com uma só voz: “É réu de morte”. Depois disto, conforme narram os evangelistas, começaram todos a cuspir-lhe no rosto e a maltratá-lo com bofetadas e socos, e, cobrindo-lhe o rosto com um pano, perguntaram-lhe por escárnio: “Dize-nos, ó Cristo, quem foi que te bateu?” (Mt 26,67). Eis-vos feito nessa noite o divertimento do populacho, ó meu Jesus. Como é possível, porém, que os homens vos vejam tão humilhado por amor deles e não vos amem! E como pude eu chegar a ultrajar-vos com tantos pecados, depois de haverdes sofrido tanto por mim? Ó meu Amor, perdoai-me, que eu não quero mais desgostar-vos. Eu vos amo, meu sumo Bem, e me arrependo de vos haver ofendido e desprezado. Ó Maria, minha Mãe, suplicai a vosso Filho ultrajado que me perdoe.

19 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (14/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"

DEUS, O HOMEM E CRISTO
Por exemplo, o primeiro artigo de Smith aparenta uma profissão de fé na doutrina cristã da SS. Trindade. Mas, na realidade, não é nada disso. Porquanto, de acordo com os seus ensinamentos oficiais, o Mormonismo não é uma seita cristã, mas sim politeísta, ensinando uma doutrina de muitos deuses de categoria desigual. Joseph Smith ensinava que "o próprio Deus foi uma vez como nós somos agora, e é um homem enaltecido". Segundo Brigham Young, a fim de criar o homem, que só podia ser feito por geração física, Deus veio a este mundo como Adão, "com um corpo celestial, trazendo uma de suas mulheres, Eva". Adão, diz portanto ele, "é nosso Pai e nosso Deus, e o único Deus com quem temos que ver" (Brigham Young, "Journal of Discourses" ("Jornal de Discursos"), vol. 6, p. 50). Adão é o "único" Deus com quem temos que ver, porque acima de Adão há Jeová, e acima de Jeová, há Eloim, o maior de todos os Deuses! Cristo, como Filho Eterno de Deus (de qual Deus, é difícil dizer), não é da mesma substância que o Pai, enquanto que o Espírito Santo é descrito às vezes, não como uma Pessoa, mas como uma "influência", como um "fluído divino", a mais pura e mais refinada de todas as substâncias elétricas ou magnéticas!
Verdade é que hoje em dia os Mórmons geralmente rejeitam a teoria "Adão-Deus" de Brigham Young, mas esquecem que, consoante os seus próprios princípios, como veremos, Brigham Young, como Presidente devidamente eleito, foi dotado de infalibilidade e não podia incidir em erro doutrinário!
E que é do homem? Aparentemente foi pecaminoso, para "Adão", gerar filhos, porque, de acordo com o Catecismo Mórmon, ele devia ter pecado comendo o fruto proibido, do contrário "não teria aqui conhecido o bem e o mal, nem poderia ter posteridade mortal". Todavia, os seres humanos que foram gerados, se forem bons Mórmons, finalmente se tornarão "Deuses, criando e governando mundos e povoando-os com a sua prole" (Manual, Parte I, p. 52). O céu Mórmon é evidentemente muito diferente do céu no qual, segundo Cristo, as pessoas "nem se casarão nem se darão em casamento" (Mt. 21, 30). Entrementes, consoante o ensino Mórmon, Deus está continuamente criando almas que anseiam por corpos humanos. E aqueles que na terra proporcionam o maior número de corpos para esses espíritos ansiosos serão os mais gloriosos na eternidade. Logo, a poligamia é aí obviamente indicada!
Dizem os Mórmons que, desde que eles obedeçam aos preceitos da sua religião, a sua salvação é possibilitada mediante a Expiação operada por Cristo. Mas quem é Cristo? Os Artigos de Joseph Smith declaram que ele é o "Filho de Deus". Porém escritores Mórmons dizem que, na encarnação, "Ele não foi gerado do Espírito Santo". Argumentam que a concepção é impossível sem a intercorrência marital física. Foi José, então, o pai de Jesus? Não. Porque então Cristo não seria o Filho de Deus. Por isto eles dizem que Deus-Pai veio à terra em forma humana, tomou Maria como sua mulher legal, e das relações maritais na carne nasceu Cristo! Pior ainda, no seu "Jornal", Orson Hyde diz que o próprio Cristo praticou a poligamia, desposando "as Marias e Marta, de modo que pudesse ver seus filhos antes de ser crucificado"! A quem quer que tenha a mais leve compreensão disto, tais ensinamentos não passam de uma caricatura blasfema da doutrina cristã.

18 de setembro de 2014

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - 48ª Parte

OPÚSCULO VI

MEDITAÇÕES SOBRE A PAIXÃO DE JESUS CRISTO

MEDITAÇÃO I

A Paixão de Jesus Cristo é a nossa consolação

Quem poderá consolar-nos mais neste vale de lágrimas do que Jesus crucificado? Nos remorsos de consciência que nos causa a recordação de nossos pecados, o que é que pode unicamente acalmar as aflições que então experimentamos senão o saber que Jesus Cristo quis entregar-se a si mesmo à morte para pagar as nossas culpas? “Entregou-se a si mesmo por nossos pecados” (Gl 1,4). Em todas as perseguições, calúnias, desprezos, privações de bens e de honras que sofremos nesta vida, quem é que melhor nos pode fortalecer para sofrermos com paciência e resignação, senão Jesus Cristo desprezado, caluniado e pobre, que morre nu e abandonado de todos em uma cruz? Nas enfermidades, que coisa há que mais nos console do que a vista de Jesus crucificado? Quando nos achamos doentes, repousamos num leito bem cômodo; mas Jesus, quando na cruz, onde devia morrer, teve por leito um tosco de madeiro, no qual esteve suspenso por três cravos, e por travesseiro, para apoiar a cabeça ferida, aquela coroa de espinhos que não cessou de o atormentar até à morte. Quando estamos enfermos, temos ao redor do leito parentes e amigos que se compadecem de nós e nos procuram distrair; Jesus morre no meio de inimigos que, mesmo na ocasião em que ele agonizava e estava a expirar, o injuriavam e escarneciam, dando-o como um malfeitor e sedutor. Nada há, certamente, como a vista de Jesus crucificado para aliviar um enfermo nos seus sofrimentos, especialmente quando ele se vê abandonado pelos outros na sua doença. Unir então as suas penas com as de Jesus Cristo é o maior alívio que pode experimentar um pobre enfermo.
Nas angústias ainda maiores da morte, ocasionadas pelos assaltos do inferno, à vista dos pecados cometidos e das contas que em breve deverão ser dadas no tribunal divino, a única consolação que poderá ter um moribundo, que já está combatendo com a morte, é abraçar-se com o crucifixo e dizer: Meu Jesus e meu Redentor, vós sois o meu amor e a minha esperança.
Em suma, tudo o que temos de graças, de luzes, de inspirações, de santos desejos, de afetos devotos, de contrição dos pecados, de bons propósitos, de amor de Deus e de esperança do céu, tudo é fruto e dom que nos provém da Paixão de Jesus Cristo.
Ah, meu Jesus, que esperança poderia ter eu, que tantas vezes vos voltei as costas e mereci o inferno, de entrar na companhia de tantas virgens inocentes, de tantos mártires, de tantos apóstolos e dos serafins do céu, para contemplar a vossa bela face na pátria feliz, se vós não tivésseis morrido por mim, divino Salvador? A vossa paixão, pois, é que, não obstante os meus pecados, me dá a esperança de entrar um dia na companhia dos santos e de vossa Mãe bendita, para cantar as vossas misericórdias e agradecer-vos e amar-vos para sempre no paraíso. Assim eu o espero, ó meu Jesus. “Eu cantarei por todo o sempre as misericórdias do Senhor”. Maria, Mãe de Deus, rogai a Jesus por mim. 

Páginas de Vida Cristã - Pe. Gaspar Bertoni.

12/26   -   A COMUNHÃO FREQUENTE 

1. - As turbas famintas
Quando considero no S. Evangelho o maravilhoso fervor daquelas turbas famintas que seguiam Jesus descuidando de todo outro cuidado; e a próvida liberalidade com que o divino Mestre correspondeu-lhes alimentando-as prodigiosamente com a multiplicação dos pães (Jo 6, 1-15); vêm-me à mente agradável confronto a devoção dos verdadeiros fiéis para com o augusto e divino sacramento, e a louvável freqüência com que estes costumam aproximar-se do Sagrado Altar, procurando aí aquele amoroso Mestre e Senhor, que por nosso amor quis permanecer entre nós escondido debaixo das espécies sacramentais, até a
consumação do mundo. Se naquelas turbas portanto, se devia admirar o fervor, nestes fiéis é mais para ser estimada a fé que os faz procurar com toda firmeza aquilo que seus sentidos não vêem. Aqui é maior sem dúvida a graciosa correspondência que Cristo dá aos seus afetos, enquanto não multiplica o pão terreno, mas apresenta como alimento a si mesmo para saciar seus espíritos com superabundância. Que se o fato das turbas evangélicas foi escrito para o incitamento da nossa fé, o exemplo dos verdadeiros fiéis se manifesta cada dia mais para edificação dos muitos cristãos que agora, tépidos e quase frios, muito raramente e quase que à força uma vez por ano, se achegam a Cristo. Não se deve crer que estes cristãos não tenham prontas suas aparentes razões e sutis desculpas para se dispensarem de freqüentar a sagrada Mesa. São estas justamente que eu julgo dever-se principalmente ter em mira e tirar-lhe das mãos; caso contrario persistindo estas, será vão todo motivo eficaz para persuadi-los.
2. - A primeira desculpa daqueles cristãos que não praticam Comunhão
freqüente: "não temos tempo"
a - A Eucaristia é o pão necessário à alma
Uma das mais costumeiras desculpas é que as ocupações do seu estado, o governo da família de que são onerados, não lhes dão tempo nem comodidade como se conviria para se aproximar mais vezes dos sacramentos. Mas eu perguntarei de boa vontade a esses, se estas obrigações e estes cuidados os impedem de sentar todo dia na mesa terrena; e se pela multiplicidade dos negócios que eles engrandecem, deixam o corpo em jejum mais que um só dia, nem falarei de semanas ou meses. Que se me apresentem a precisão e a indispensável necessidade, eu aceito; e não terá igual precisão e necessidade vossa alma de freqüente alimento para restaurar as forças perdidas e sustentar-se em vida? Não é talvez a Eucaristia o pão cotidiano da alma? "A minha carne, diz o Senhor, é verdadeiramente comida e meu sangue bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna; se vós não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes seu sangue, não tereis a vida em vós" (Jo 6, 54-56). Portanto eles sentem tão bem as necessidades do seu corpo que para satisfazê -las julgam dever muitas vezes ao dia interromper seus cuidados mais interessantes; e são pais insensíveis pela necessidade da alma já lânguida e desfalecida por um jejum tão longo, que não saibam, nem mesmo depois de muitas semanas, encontrar uma breve hora nos dias festivos para alimentá-la com o próprio pão!
b - A Eucaristia é também vantajosa para o bom desempenho dos negócios
terrenos
Unindo-se à verdadeira Sabedoria, que é Cristo, sua mente ficaria bem iluminada para dirigir-se prudentemente nos seus interesses. Indo buscar força na própria Fortaleza, estariam preparados para sustentar o peso daqueles cuidados que os agravam, sem ficar oprimidos; antes seriam aliviados e mitigados dizendo o próprio Cristo: "Vinde a mim vós todos que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei"
(Mt 11, 28). E talvez não seriam mais ajudados nas suas necessidades? Eram também simples os próprios discípulos, quando temiam que morressem de fome a numerosa turba que havia abandonado todo seu interesse para seguir Cristo. E vós sabeis como Cristo, pôde multiplicar-lhes o pão de modo que sobraram
muitos cestos. S. Pedro deixando tudo servia Cristo. Ora quando foi abrigado a pagar o imposto, não o providenciou Cristo com dinheiro até boca de um peixe? E uma vez tendo labutado toda a noite no mar sem pegar um só peixe, aparecendo o divino Mestre, trouxe depressa a rede repleta de peixe que sua barca e a de seus companheiros quase afundavam com o peso. Tanto é verdade que este amoroso Senhor não só se compraz em agraciar as almas, mas toma ainda um cuidado especial pelos interesses daqueles que amorosamente se achegam a Ele.
3. - Segunda desculpa: "o que dirá o mundo?". - "Aquele que se envergonhar
de mim, eu me envergonharei dele".
Nós percebemos a utilidade - acrescentam aqueles tíbios e ficamos facilmente convencidos de interromper nossas ocupações e participar mais vezes de tão grande bem. Mas nos perturba a observação do mundo que escarneceria da nossa freqüência e nos dariam apelidos que nos desagradam. Oh! Desculpa mais digna de ser compadecida que ser combatida! Pois os atuais cristãos se envergonham de seguir Cristo ou de serem chamados cristãos. Estes são semelhantes àqueles principais entre os Hebreus, que acreditavam em
Cristo, mas não tinham coragem de aproximar-se dele por respeito aos fariseus e por temor de serem excluídos da Sinagoga. Fazem mais conta das honras do mundo, que de serem honrados por Cristo.
Assim por uma glória vã e caduca perdem uma glória verdadeira e eterna; tendo já Cristo protestado no seu Evangelho: "Quem se envergonhar de mim eu me envergonharei dele; e quem não se envergonhar de confessar meu nome diante dos homens, nem eu me envergonharei de confessar seu nome diante de meu Pai que está nos céus" (Lc 9, 26; 12, 9; Mt 10, 33). E em outro lugar: "Felizes de vós quando rejeitarem como indigno o vosso nome, e disserem todo mal contra vós por causa do meu nome! Alegrai-vos e exultai naqueles dias, porque grande será vossa recompensa no céu" (Mt 5, 2; Lc 6, 22-23). Certamente se fôssemos convidados cortesmente por um príncipe terreno para sua mesa, e fôssemos aí tratados como amigo e familiar, pouco nos interessaria da crítica vã de um vulgo ignorante, diante da honra que recebemos do príncipe e dos seus cortesãos; nem perderíamos por fúteis cuidados uma graça tão favorável.
4. - Pode-se tornar digno com um sincero arrependimento e uma boa
confissão
Mas, nós - aceitam -, se nos reconhecêssemos dignos nos aproximaríamos do Sacramento de boa vontade; mas somos pecadores, cheios de imperfeições, e distantes daquele fervor em que se encontram tantas almas boas; tememos recebê-lo mais como condenação que como salvação. Eis a última desculpa e o argumento
que lhes parece invencível, com o qual acobertam sua tibieza. Eu quereria, portanto , - já que eles apresentam a palavra do Apóstolo: "Quem come indignamente, come a própria condenação" - refletissem ainda o conselho que imediatamente acrescenta e o seguissem: "que cada um se examine a si mesmo, e
assim coma deste pão" (1Cor 11, 28-29). Estas palavras são interpretadas com toda segurança pela prática constante de toda a Igreja, que examinando o homem fiel e sua consciência, e encontrado-a ciente de culpa grave, corra arrependido a purgá-la no Sacramento da Confissão com firme propósito de não mais pecar; "e assim coma deste pão"; e feito isto coma, todavia, isto é, sem nenhum temor, daquele pão do qual diz S. Agostinho: "Recebei-o com segurança, que é pão, não veneno" (2). E se Cristo é vida e vem para dar a vida, como justamente para aqueles que vão recebê-lo para viver, será morte? E se Ele morreu para dar a vida quando nós "éramosinimigos", como agora àqueles que "foram reconciliados" e lavados no seu sangue,
dará a morte eterna e a condenação? Deveriam lembrar da acolhida amorosa que fez o Pai evangélico ao próprio filho: o qual voltando atrás depois de ter consumido seu patrimônio nos vícios mais infames, confessando haver pecado, teve imediatamente os sinais do mais terno afeto, e revestido da primeira estola foi introduzido na casa paterna àquele alegre banquete. Advirtam, pois, bem que todos estes importunos temores são enganos falaciosos do demônio. "Entendam bem isto - diz S. Cirilo - todos os batizados,
tornados participantes da divina graça; que se recusam por longo tempo por uma fingida religião ou por um danoso medo de comungar, privam-se da vida eterna; pois este não querer recebê-lo, embora pareça que venha do temor e da humildade, escandaliza e arma laço para as almas. Conviria ao contrário, que com todo esforço e solicitude se pusessem a limpar a própria alma, e empreender um novo sistema de vida, e portanto se apressassem em participar da Vida. Mas sendo muito variada a arte que o demônio usa para enganar, antes leva o homem a viver licenciosamente; e depois que está bem cheio de vícios e de pecados, induz ao horror ao sacramento do qual poderia ser curado". Até aqui o santo .
b - A Eucaristia é um excelente remédio para a alma
S. Ambrósio, S. Agostinho e S. Bernardo também nisto concordam dizendo ser a Eucaristia um excelente remédio contra o pecado. S. Cipriano assim escreve: "O cálice inebriante do Senhor, que leva a mente à
sabedoria espiritual, e quem o saboreia, do sabor humano se encaminha para a inteligência e para o gosto de Deus. E como a quem bebe este vinho terreno e comum se esclarece a mente, o ânimo se alegra e se manda para longe a tristeza; assim, experimentada a bebida salutar do Sangue do Senhor, perde-se a memória
do homem velho, esquece-se a antiga conversa secular, e o peito oprimido pelos pecados que a angustiavam, agora, para alegria do dom feito a ele por Deus, se resolve das angústias, se alivia das fadigas "
5. - QUARTA desculpa: "não sentimos fervor". - "Aproximai-vos do fogo"
Quanto aos que não querem comungar e aduzem a falta de fervor, fazem justamente como se as pessoas com frio não quisessem aproximar-se do fogo se antes não se esquentassem; enquanto segundo o Damasceno "A Eucaristia é um carvão aceso que afasta o frio e a tibieza" (6); dai como os que se afastam do fogo se tornam cada vez mais frios, assim estes alienando-se sob diversos coloridos pretextos deste fogo celeste, finalmente ficarão gelados e totalmente endurecidos. "É coisa salutar e útil ao homem - determina S. Boaventura - que se prepare para tomar muitas vezes este remédio e se esforce por tomá-lo o mais devotamente possível. E embora alguma vez aconteça que se sinta todo árido e sem fervor, embora confiante na divina misericórdia o receba confiantemente; porque, se ele se reputa indigno, pense que é muito mais necessário procurar o médico, quanto mais se sente estar enfermo".
6. - O convite do divino Amante das almas
Eu confesso que depois de haver respondido às objeções destes tíbios, e, quase os desarmado dos argumentos com que se cobriam, agora que só resta impelir seus corações, seria conveniente assim tê -lo eu bem inflamado e ardente para poder fazer isto com eficácia. Eu sei por outro lado o que devo fazer. Pedirei a eles que dêem uma só olhada para aquele sagrado Cibório, e escutem no coração o doce convite que faz-lhes este divino Amante das almas. "Vinde e comei". Eis que o banquete eu vos preparo; aquele mesmo alimento de que se nutrem no Céu os Príncipes da minha corte, este mesmo a vós eu apresento, peregrinos e exilados aqui na terra: tomai e comei: "isto é o meu Corpo; isto é meu Sangue" (Mt 26, 26 - 28), com os quais vos redimi dos vossos pecados e da servidão dos vossos inimigos. Vede quantos padecimentos, que agonias, que morte me custou preparar-vos esta mesa. Poderíeis vós render-me maior gratidão, que fazer-me a vontade de que freqüentemente a useis? Eis que eu estarei todos os dias e todas as noites convosco até o fim, e vós deixareis correr os anos inteiros antes de achegar-vos a mim? Assim tão pouco cuidais do meu Amor? A quem ireis portanto para receber a vida; se não vindes a mim que somente eu a posso dar? Quem saciará os desejos do vosso coração, senão eu que sou vosso "Princípio", assim sou também o vosso
"Fim"? Porque temeis em aproximar-vos de mim? Eu sou vosso Pai, Mestre, Amigo, Irmão; e se vós estais doentes eu sou vosso Médico, sou a vossa salvação, e serei um dia a vossa Felicidade, a vossa
Glória. Se eu aqui morasse em um trono com todo esplendor da minha Majestade,aceitaria talvez a vossa timidez e pusilanimidade; mas como estou no Sacramento escondido e familiarizado tanto com os homens, porque não vos aproximais com toda confiança sabendo que "todas as minhas delicias são estar convosco"? (Pr 8, 31). Ah! meus irmãos, quem entre vós será de sentimento tão duro que não ouça estas amorosas palavras e estes exigentíssimos convites no mais íntimo do seu coração? Felizes aqueles que ouviram a divina voz; mais felizes se aguardam para observá-la! Felizes os que ouvem e guardam" (Lc 11, 28).

17 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (13/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"

ARTIGOS DE FÉ
Uma das últimas coisas que Joseph Smith fez antes de ser morto em 1844 foi escrever um artigo para uma "História das Denominações Religiosas nos Estados Unidos", explicando a fé da Igreja Mórmon. A sua declaração é como segue:

CREMOS em Deus-Pai Eterno, e em seu Filho Jesus Cristo, e no Espírito Santo. 

CREMOS que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados, e não pela transgressão de Adão.

CREMOS que, mediante a expiação de Cristo, todo o gênero humano pode ser salvo, por obediência às leis e ordenações do evangelho.

CREMOS que essas ordenações são: 1) Fé no Senhor Jesus Cristo; 2) Arrependimento; 3) Batismo por imersão para a remissão dos pecados; 4) Imposição das mãos para o Dom do Espírito Santo.

CREMOS que um homem deve ser chamado por Deus, mediante "profecia e imposição das mãos" feita por aqueles que estão em autoridade, para pregar o evangelho e administrar as ordenações deste.

CREMOS na mesma organização que existiu na primitiva Igreja, ou seja: apóstolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc.

CREMOS nos dons de línguas, de profecia, de revelação, de visões, de curas, de interpretações de línguas, etc.

CREMOS que a Bíblia é a Palavra de Deus, enquanto traduzida corretamente.

CREMOS também que o livro de Mórmon é a Palavra de Deus. 

CREMOS tudo o que Deus revelou, tudo o que ele não revela, e cremos que ele ainda revelará muitas coisas grandes e importantes pertinentes ao Reino de Deus. 

CREMOS na literal reunião de Israel e na restauração das dez tribos; que Sião será edificada neste Continente; que Cristo reinará pessoalmente sobre a terra, e que a terra será renovada e atingirá a sua glória paradisíaca.

No principal, os supracitados artigos de fé são mero sumário do Protestantismo evangélico comum, com o qual Joseph Smith já estava familiarizado, salvo quanto à exclusão dos efeitos do pecado original e à insistência sobre a aceitação do Livro de Mórmon como Palavra de Deus igualmente à Bíblia, sobre as revelações divinas a serem ainda dadas, e sobre o estabelecimento de Sião na América. Da poligamia, que ele já proclamara necessária, não faz menção, para o fim de publicidade, na "História das Denominações Religiosas nos Estados Unidos".
O que entretanto precisa ser sobretudo frisado é que, enquanto na sua declaração Joseph Smith fala a língua do Protestantismo evangélico, os Mórmons de modo algum entendem as palavras realmente em sentido protestante ortodoxo.

16 de setembro de 2014

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - 47ª Parte

MEDITAÇÃO II

Para o domingo da paixão

Jesus ora no horto

1. Sabendo Jesus que era chegada a hora de sua paixão, depois de haver lavado os pés de seus discípulos e instituído o SS. Sacramento do Altar, no qual se nos deixou todo a si mesmo, se dirige ao horto de Getsêmani, onde seus inimigos iriam procurá-lo para o prender, como já era de seu conhecimento. Aí põe-se a orar e eis que se sente assaltado por um grande temor, um grande tédio e uma grande tristeza: “Começou a ter pavor, tédio e tristeza”(Mt 14,33; Mt 26,37). Assaltou-o primeiramente um grande temor da morte tão amarga que devia sofrer sobre o Calvário e de todas as angústias e desolações que deveriam acompanhá-la. No decurso de sua paixão, os flagelos, os espinhos, os cravos e os outros tormentos o afligiram cada um por sua vez; no horto, porém, vieram todos juntos atormentá-lo. Ele os abraça a todos por nosso amor, mas isso o faz tremer e agonizar: “Posto em agonia, orava com maior instância”(Lc 22,43).

2. Doutro lado, assalta-o um grande tédio ou repugnância pelo que devia sofrer e por isso suplica ao Pai que o livre disso: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice”(Mt 26,39). Ele orou assim para ensinar-nos que bem podemos pedir a Deus nas tribulações que nos livre delas, mas ao mesmo tempo devemos nos submeter à sua vontade e dizer então como Jesus: “Contudo, não se faça como eu quero, mas como tu queres”. Sim, meu Jesus, não se faça a minha vontade, mas a vossa. Eu aceito todas as cruzes que quiserdes enviar-me. Vós, inocente, tanto sofrestes por meu amor; é justo que eu, pecador, réu do inferno, padeça por vosso amor tudo o que determinardes.

3. Assaltou-o também uma tristeza tão grande, que bastaria para lhe dar a morte, se ele não a tivesse detido, para expirar crucificado por nós, depois de ter sofrido ainda mais. “Minha alma está triste até à morte”(Mc 14,34). Essa grande tristeza foi motivada pela vista da ingratidão futura dos homens, que, em vez de corresponder a tão grande amor, haveriam de ofendê-lo com tantos pecados, o que o faz suar sangue: “E seu amor se fez como gotas de sangue correndo sobre a terra” (Lc 22,44). Assim, ó meu Jesus, mais cruéis que os carnífices, os flagelos, os espinhos, a cruz, foram os meus pecados que tanto vos afligiram no horto. Fazei-me participar daquela dor e aversão que experimentastes no horto, para que eu chore amargamente, até à morte, os desgostos que eu vos dei. Eu vos amo, ó meu Jesus, acolhei um pecador que vos quer amar. Ó Maria, recomendai-me a esse Filho afligido e triste por meu amor. 

Páginas de Vida Cristã - Pe. Gaspar Bertoni.

11/26  -  O FRUTO SUAVÍSSIMO DA PENITÊNCIA 

Melhor preparação para nossa reconciliação com Deus não se poderá encontrar do que a que nos ensinou aquele que foi mandado por Deus como precursor de Cristo para preparar seus caminhos. Pois veio João "pregando um batismo de penitência" (Mc 1, 4).
1. - Penitência interior e exterior
Eu falo de penitência interior e exterior como é ordenada aos cristãos. A interior é realmente virtude, e assim se define: uma sincera conversão do nosso coração a Deus com a qual detestamos os pecados cometidos, e os odiamos, deliberando firmemente emendar a má vida e corrigir os costumes depravados, com
a esperança de conseguir o perdão da divina misericórdia. A exterior, elevada por Cristo à dignidade de sacramento, no que se refere a nós, é uma confissão exterior das próprias culpas, acompanhada de um íntimo e verdadeiro arrependimento e da vontade de, ao menos, satisfazer por elas; confissão feita ao sacerdote para a absolvição que ela nos pode dar em virtude das chaves, ou seja pela autoridade divina a ela comunicada. É sacramento enquanto foi instituída por Deus para um significado sensível, e para operar eficazmente a reconciliação com Deus na alma daqueles que depois do batismo se mancharam
com o pecado. Este é o fruto tão doce da penitência que eu quero fazê-los saborear a fim de que resolvais que não se deve aborrecer como uma planta amarga, que se tem raízes um pouco amarga, sabe produzir, porém, frutos tão amáveis e suaves.
2. - A reconciliação com Deus
A reconciliação com Deus é um complexo de todos os maiores e desejáveis bens. Primeiramente a remissão do pecado, ou melhor, de todos os pecados. Não existe delito tão grande pela malícia, tão multiplicado pelo número, que a penitência não possa apagar, e não somente uma vez, mas de novo e ainda, infinitas vezes.
Temos a palavra do próprio Deus. Toda vez que - diz Ele - o ímpio, arrependido dos seus desvios, se volte para o caminho reto dos meus mandamentos e da virtude, ele viverá a vida espiritual da minha graça, sem andar confuso em o número infeliz dos mortos para sempre. "Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a equidade, então ele viverá certamente, e não há de perecer". E de todas suas iniqüidade, não importa o número, eu as esquecerei, como se jamais tivessem sido cometidas: "Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas". Estas são as promessas infalíveis do Senhor em Ezequiel (Ez 18, 21- 22). E de novo no mesmo Profeta: Se eu ameaçar o pecador com a morte eterna, e ele vier a fazer penitência do seu pecado fazendo boas obras, imediatamente terá a vida no lugar da morte. "Se eu afirmar ao pecador que ele haveria de morrer, se renunciando ao mal ele pratica a justiça e a honestidade, ele viverá e será preservado da morte". Todos os pecados cometidos já não lhe serão imputados. Agiu bem, portanto viverá. "Nenhum delito que tenha cometido lhe será imputado. Ele viverá porque terá observado a justiça e a honestidade" (Ez 33, 14-16). Ele nos assegura pela boca de Miquéias de se aplacar em vista da nossa penitência, prometendo esquecer todas as nossas iniqüidades, e atirar todos os nossos pecados no fundo do mar, onde permanecerão sepultados no esquecimento.
"Que não se ire para sempre porque prefere misericórdia. Uma vez mais tende piedade de nós. Esquecei nossas faltas e jogai os pecados nas profundezas do mar". (Mq 7, 18-19). E nós duvidaremos ainda das promessas divinas? A verdade não pode faltar consigo mesma. S. João diz: Se nós confessamos nossos pecados, Deus é fiel e justo para imediatamente nos perdoar tudo. "Se reconhecemos nossos pecados, Deus aí está, fiel e justo para nos perdoar os pecados" (1Jo 1, 9). Que dizer deste fruto da penitência? Não é ele precioso? Não nos deve ser caríssimo, plenamente desejável? Apagar num instante todas nossas faltas, quantas houvermos cometido em tantos anos de vida desregrada, lasciva, escandalosa! Obter um inteiro e seguro perdão, mesmo depois de havermos abusado muitas e muitas vezes da divina misericórdia! Purificar-nos tão perfeitamente a alma, que não mais aparece sombra de manchas negras, íntimas e profundas! E também isto é fruto tão próprio da penitência, que a remissão do pecado de ninguém se pode conseguir, e nem mesmo esperar, sem ela. Por isso está escrito no Evangelho: "Se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo" (Lc 13, 3, 5).
3. - O pecado é a morte da alma
Para conhecer melhor a raridade, a suavidade deste bem, atente um pouco, ó homem, a que o reduziram seus pecados, e a que mais ainda o poderiam reduzir. Já despojaram sua alma da verdadeira vida sobrenatural, e fica um cadáver inerte, deformado, malcheiroso. De fato, assim como a alma é a vida do corpo, assim Deus mediante a graça é a vida da alma. "Este é a tua vida" (30, 20), encontramos no
Deuteronômio. E assim como o corpo morre se a alma o abandona, assim morre a alma toda vez que, pelo pecado mortal, expulso da alma, Deus se afasta. Ó miserável, ó infeliz pecador que aqui me escuta, você diz estar vivo, mas na verdade está morto; "és considerado vivo, mas estás morto" (Ap 3, 1). Quer ver sua morte manifestada? A vida mais se manifesta no movimento e na ação. Agora, diga-me: o que você faz de meritório na ordem sobrenatural? Ou como você se dirige para a feliz beatitude? Se lhe foi tirado até mesmo o poder de agir e o direito de merecer? Tudo o que você faz, ou pudesse ou desejasse fazer, tudo é e seria um movimento inútil, uma ação vã, porque feito sem Deus. Porque conforme S. Agostinho "assim como a alma, enquanto está no corpo, lhe dá vigor, beleza, movimento, e as outras ações aos membros, assim enquanto Deus está na alma, lhe dá sabedoria, piedade, justiça, caridade" (2), que é a raiz do merecimento.
Assim dizia também o Apóstolo: "Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria" (1 Cor 13, 2-3). E não se deve dizer que isto é uma verdadeira e deplorável morte? Está morto! Todavia, reflita bem, ó irmão, ó irmã, que o pecado devagar, devagar queria levá-lo a uma segunda morte pior, que é perder a vida eterna, à qual você foi criado, sepultando-o em "um lugar onde há fogo inextinguível e ranger de dentes, e o seu verme não morre" (Mt 8, 12; Mc 9, 43). Ó infelicíssimo, quem quer que seja, que permanece no pecado, você em
verdade; pode dizer: "A região dos mortos é a minha morada" (Jó 17, 13). A sentença já foi dada contra mim, apenas cometi a culpa. Nada mais é necessário para que seja executada, senão um sinal do Juiz. Ó infelicíssimo pecador! Sua alma está morta; quem a poderá ressuscitar? Você está condenado à morte eterna: quem poderá livrá-lo? A penitência, somente a penitência.
4. - A penitência é a ressurreição da alma
Se o pecado é a morte da alma, a penitência é a sua ressurreição. Esta realmente o reconcilia com Deus que é sua vida, e assim restitui-lhe a vida. Que coisa mais querida, mais doce que a vida? O que mais precioso, mais estimável desta vida que a penitência lhe dá? Que é uma participação da própria vida de Deus? "Cristo vive em mim" (Gl 2, 20). "A vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl 3, 3). A sentença de morte eterna já lançado contra você, por ela é mudada em direito à vida eterna. Sim: a vida eterna é o fruto suavíssimo da penitência, de uma conversão. Ouvi-o da boca o próprio Deus: "Não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida" (Ez 33, 11). O próprio Cristo pela boca do seu Precursor promete o reino dos céus à
penitência: "Fazei penitência porque está próximo o reino dos céus" (Mt 3, 2). E certamente a penitência faz o homem "herdeiro, segundo a esperança da vida eterna" (Tt 3, 7); Porque de servo do pecado o faz filho adotivo de Deus. O faz filho, porque de pecador o transforma em Justo, de inimigo de Deus o traz à sua amizade, o constitui na Sua graça. Isto nos é muito bem apresentado na parábola do Filho pródigo, como muito vivamente anotou S. Ambrosio (3). De fato retornando o pecador do seu longo desvio, arrependido, aos pés do seu Deus, e dizendo: Pai, pequei contra o céu e contra vós; aquele pai amoroso o acolhe, dando-lhe no rosto o beijo da paz, e ordena que lhe seja restituída a primeira veste, que é a veste nupcial da caridade e da graça. Coloca em sua mão o anel, que o penhor da fé e o sinal do Espírito Santo; prepara um substancioso banquete celeste: as Carnes puríssimas, o precioso Sangue do seu Unigênito e nosso Salvador, Jesus Cristo, com que o alimenta, o fortifica, o alegra .
5. - Onde abundou a iniqüidade aí superabundou a graça
Não é só isso. A penitência faz também que o homem ressurgindo do pecado receba maior graça do que tinha antes dele: daí se confirma freqüentemente que "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5, 20). Antes, se pode dizer ainda mais. Pois pela penitência muitas vezes o pecador se dispõe a receber de Deus maior abundância de graças que os próprios inocentes. E assim é, segundo o Evangelista, que os últimos serão os primeiros, e os primeiros os últimos" (Mt 20, 16); que "os publicanos e as meretrizes precederão muitos justos no reino dos céus" (Mt 21, 31) e que ''haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência, do que por noventa e nove justos que não necessitam de
arrependimento" (Lc 5, 7). Ajuntai às novas aquisições a reintegração das perdas. Tantas boas obras feitas quando estávamos em estado de graça e de inocência, tantos merecimentos acumulados antes, e depois saqueados pela culpa mortal, pela penitência revivem e são restituídos. Convertam-se a mim de todo coração, diz Deus por Joel: "Convertam-se a mim de todo vosso coração: eu restituir-lhes-ei as colheitas devoradas - durante o tempo em que em vocês reinaram as suas paixões - pelo gafanhoto, pelo roedor,
pelo devastador e pela lagarta" (Jl 2, 25). Que consolação para um pecador arrependido ver-se assim enriquecido, depois de tanta miséria! Que alegria ver-se circundado de tanta glória, depois de tanta ignomínia! Como deve ser-lhe alegre a saúde depois de haver provado o mal da enfermidade! Como querida a vida depois das ânsias, das angústias, das agonias mortais! Não mais remorsos, não mais tristezas, não mais temor. Uma paz suavíssima no coração; uma serenidade imperturbável no ânimo, uma tranqüilidade inefável no espírito. Este é o fruto da penitência, tão doce só em senti-lo com o pensamento,
quanto mais saboreá-lo com a experiência! Experimentemo-lo, ó meus irmãos pecadores, e revemos ainda melhor na prova quanto seja suave reconciliar-se com Deus. "Provai e vede como o Senhor é bom" (Sl 33, 9).
6. - Resolução
Convertamos logo, pois, sinceramente nosso coração a Deus; olhando nossos erros e desvios passados, tenhamos para com eles o mais vivo desprazer, a mais forte abominação, o ódio mais resoluto. Resolvamos com toda a estabilidade e constância emendar seriamente nossa vida e mudar para melhor nossos costumes. E com uma doce esperança, antes, com segura confiança de obter o perdão, confessemos, aos pés do sagrado ministro, todas as culpas cometidas, prontos a ressarcir a Deus e aos homens a conveniente e devida satisfação. Assim lavadas e de novo alvejadas nossas vestes no sangue do Cordeiro, daquele mesmo cordeiro imaculado, Cristo Jesus, que veio para "tirar o pecado do mundo" (Jo 1, 29): nos tornaremos dignos de sair-lhe ao encontro e de ser admitidos ao seu convívio feliz de todos aqueles bens que traz consigo, e de sua própria herança. "Andarão comigo vestidos de branco, porque o merecem" (Ap 3, 4).