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13 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 59

O CRISTÃO PRECISA LUTAR

Cipião, o grande general romano, ganhara uma batalha. Descansava do fragor da luta a sombra de uma árvore no campo. Seus soldados rodeiam-no com veneração e carinho. Um deles mostra-lhe com orgulho seu escudo: — Vede — diz — esta obra de arte em que o cinzel esculpiu figuras maravilhosas, sendo ao mesmo tempo tão forte que contra ele se partem como frágeis canas os dardos dos inimigos.
— Muito lindo e muito forte — comentou Cipião — porém o soldado romano não há de por sua confiança só no escudo, mas principalmente em sua espada.
Grande verdade! Assim deve proceder, também, o soldado de Cristo. O cristão faz bem em defender-se com o escudo da confiança em Deus, mas empunhando sempre a espada da luta. Confiar e lutar! É o único meio de sair vitorioso.

12 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


Parte 7/7


A família é a célula da sociedade. Não só no sentido jurídico e econômico, mas também em rezão de sua grande força educativa, pois é aí que nascem as virtudes que formam a vida social, o sentido de responsabilidade, a compreensão, e o domínio de si. Pode-se representar uma vida humana sem estas forças morais? Ao contrário, para que elas possam nascer na vida familiar, é preciso que o casamento seja de longa duração, constante, sem perturbação, indissolúvel, portanto. É preciso tempo para as boas coisas, particularmente para o desenvolvimento destas virtudes.
Não exageremos, pois, sustentando que o casamento indissolúvel é o traço de união da vida em sociedade. Suprimi a indissolubilidade, e o edifício da sociedade humana cairá em ruínas.
Os bancos não dão senão juros mínimos para os depósitos que se retiram a qualquer instante. Ao contrário, se se tem confiança nos bancos depositando o capital a longo prazo, recebem-se juros mais elevados. Não se tem o direito de denunciar a qualquer momento o depósito da fidelidade conjugal. É preciso levá-lo até o túmulo para se ter maior interesse. Interesse para os esposos, e também para a sociedade.
Ah! se a humanidade atual compreendesse novamente tudo isto! Se ela visse ao menos pelas amargas experiências atuais em que perigo se colocou, desprezando o mandamento divino e atacando a indissolubilidade do matrimônio! Nada melhor podemos desejar à humanidade do que ver brilhar no frontispício de cada lar, em caracteres indeléveis, o mandamento de Cristo: "Que homem não separe o que Deus uniu". Amém.

11 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 58

SIGAMOS A LUZ DA FÉ

Hoje vou contar-vos um caso maravilhoso.
São Severino, apóstolo da Noruega, pregava a fé crista entre aqueles povos idólatras. Poucos se convertiam.
Um dia, então, para confirmar a uns e converter a outros, convidou a todos (cristãos e idólatras) para uma assembleia na igreja. Cada um devia trazer uma vela. Quando os viu todos reunidos, com suas velas apagadas nas mãos, o santo Bispo ajoelhou-se diante do altar e rezou em voz alta: “Oh Senhor e Deus verdadeiro, dignai-vos manifestar a estes fiéis a luz do vosso conhecimento e fazei-lhes compreender como os que vos conhecem se diferenciam dos que nunca vos conheceram”.
Ao terminar a oração, e no mesmo instante, acenderam-se por si mesmas as velas dos cristãos, continuando apagadas as dos idólatras.
Esse prodígio converteu a fé crista aquele povo.
E o prodígio renova-se diariamente. Os incrédulos, os hereges, os inimigos da Igreja passam por este mundo com suas velas apagadas. Demos graças a Deus pela luz da fé e sigamos o caminho que ela nos mostra.

10 de fevereiro de 2016

Missa Tridentina - Padre Renato IBP


Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


Parte 6/7


Quase não se pode acreditar quanto esta união completa das almas dos esposos faz jorrar no homem e na mulher forças preciosas. Há homens que chegaram à perfeição de suas capacidades, e de suas energias, porque encontraram uma esposa que os compreendia, colocando-se ao seu lado com o entusiasmo de um amor silencioso. Esposas que tinham uma confiança absoluta em seus maridos compreendiam seus fins, encorajavam-nos em seu caminho, faziam desaparecer as rugas de sua fronte fatigada, e compartilhavam de seus sucessos. Há grandes homens que a história glorifica com justiça, pelos seus altos feitos, mas se quisermos ser justos, seriamos obrigados a recordar o mérito que lhe advém de suas esposas.
O inverso também é verdade. Muito deve agradecer a alma tímida e receosa da mulher a energia de uma alma viril. Como chega ela, facilmente, ao seu completo desenvolvimento, quando se une ao amor robusto de um esposo que bem a compreende! Muita razão tinha o escritor francês quando assim fazia falar um de seus personagens: " Se eu tivesse naquele instante ao meu lado, uma esposa amorosa como me teria elevado! Entregue, porém, a mim mesmo, não pude conservar bastante confiança em mim. É preciso que haja uma testemunha de nossos esforços. Alguém que anote os golpes, conte os pontos, e ponha a coroa sobre nossa fronte, tudo como outrora, na época da distribuição dos prêmios, braços carregados de livros, eu procurava entre a multidão os olhos de minha mãe"... (Mauriac, Le Noeud de Vipéres).
Pode haver ainda alguém que não compreenda por que é preciso a indissolubilidade do casamento?
c - Há ainda outra coisa. Entre os dois esposos não deve haver segredos, devem manifestar, um ao outro, suas tristezas, como nunca se faz diante de outro homem. Isto pertence à essência do casamento. Não serão, porém, capazes disto, senão na certeza de que esta confiança e este dom de si durarão perpetuamente. Esta confiança desapareceria no momento em que surgisse apenas o receio de uma transformação, receio de que aquele em que depositais total confiança possa um dia ser vosso inimigo, pior que um estranho, porque poderia fazer mau uso, em público, da confissão feita no momento de absoluta confiança.
São exageros? Quem não quiser crer, leia, se tiver coragem, os aborrecidos depoimentos, feitos pelos esposos, um contra o outro, no processo de divórcio. Como podem ser tão grosseiros, mesquinhos e cruéis!
d - Deixai-me, ainda, lembrar uma outra ideia. Não esqueçamos o valor educativo do casamento indissolúvel. A ideia de indissolubilidade afasta e domina os caprichos e os defeitos, enquanto a possibilidade do divórcio não faz senão crescer o número de casamentos infelizes, e de discórdias. A convicção de que os esposos estão unidos um ao outro para sempre leva-os a ser indulgentes, a se perdoarem mutuamente, a pacificarem imediatamente as inevitáveis pequenas ou grandes discórdias, a aplainar as dificuldades e a agir como prescreve São Paulo: "Que o sol não se ponha sobre vossa ira" (Ef 4, 26).
É pois preciso contar com a natureza humana inclinada ao pecado. Se se pode divorciar, se há razão suficiente para isto, porque "não se suportam mais um ao outro", como apareceria logo no horizonte uma terceira pessoa, objeto de paixão, que leva aos antigos esposos a verificarem que não mais se podem aturar. A impossibilidade do divórcio é o melhor juiz de paz nestes casos. Como é fácil vencer a tentação sedutora, quando se lhe pode responder: É inútil, não nos podemos divorciar. Não nos podemos separar; então vale mais entender-nos melhor.

9 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 57

RECOMPENSA DA CARIDADE

Aquele jovem era muito virtuoso e sobretudo muito caridoso. Cheio de ilusões, andava a lutar com o pensamento de fazer-se religioso, o que o obrigaria a renunciar as riquezas e gozos do mundo. Parece que lhe faleciam as forças para tamanho sacrifício.
Uma noite, estando de caminho a igreja, chega-se a ele um pobre e pede-lhe uma esmola por amor de Deus. O jovem instintivamente mete a mão no bolso. Está vazio. Saíra de casa sem uma moeda sequer. Mas não hesita. Sem perda de tempo desata um cinturão de seda bordado de filigranas de prata, e entrega-o ao pobre. Este agradece o rico presente e continua o seu caminho. Chegando a igreja de N. Senhora, vai o jovem orar na Capela das Almas e qual não é o seu espanto ao ver o Cristo na cruz cingido com aquele cinturão de seda e filigranas de prata e sorrindo para ele! Desde aquele instante dissiparam-se-lhe as dúvidas sobre a vocação. Sai da igreja e vai seguro bater ao convento dos dominicanos, onde viveu tão santamente que mereceu o título de Beato Jordão de Saxônia.
Tudo que derdes ao pobre recebe-o Jesus Cristo. O Coração divino é medianeiro de vossas moedas. Elas serão o preço com que um dia comprareis o céu.

8 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


O FIM DO CASAMENTO TAMBÉM EXIGE SUA INDISSOLUBILIDADE


Parte 5/7


O casamento deve ainda ser indissolúvel, pois só assim ele pode realizar seu magnifico destino, e atingir seu fim.
Qual o fim do matrimônio?
A) Seu fim primeiro é assegurar, dignamente, a conservação da espécie humana.
a - Os filhos podem vir à vida, mesmo fora do matrimônio, mas não se pode educá-los senão no quadro pacífico da vida familiar: Entre seres vivos cujos filhos são capazes, desde o seu nascimento, de viver por si mesmos e que encontram por si o que lhes é necessário à subsistência, é evidente que não há necessidade de uma vida familiar duradoura. Consideremos, porém, o recém-nascido. Há na terra ser mais débil, mais fraco que ele? O pintinho busca seu alimento, no mesmo dia que deixa o ovo. A criança, ao contrário, até a idade de 14 a 16 anos, e algumas vezes 20 e 24, tem necessidade de seus pais.
Enquanto seus pais educam o primeiro filho, chega um segundo e depois mais um outro, e a difícil e santa tarefa começa novamente. Isto não é uma indicação muito expressiva da natureza, mostrando que o casamento não pode ser concluído por tempo limitado, mas deve durar até a morte.
b - O inverso também vale. Pois se os filhos têm o direito de que a fragilidade de sua juventude encontre um apoio na vida familiar firmemente organizada, por sua vez os pais envelhecidos têm o direito de esperar o auxílio de seus filhos já  crescidos.
A indissolubilidade do matrimônio não é, pois, uma invenção humana, uma ideia arbitrária, e nem um constrangimento exterior que se possa mudar no correr das idades, mas é a expressão de uma necessidade intima do homem, que não se modificará enquanto a natureza e a constituição do homem não se transformarem. Portanto, nunca.
Sabeis como se protege, com forte muro, a fonte que jorra misteriosamente na calma da floresta, como se recolhe em um reservatório, para que a lama não manche suas águas vivificantes e límpidas. Pois bem, a humanidade encerrou as fontes santas da vida no quadro austero do casamento, para que a fonte da vida humana, não fosse manchada pelas impurezas.
B) Outro fim do casamento é o auxílio recíproco e a união perfeita dos esposos. Isto, porém, não se realiza senão dentro do casamento indissolúvel.
a - O mundo das idéias no homem é bem outro que o das mulheres: desejos, caprichos, tendências, tudo é diferente, e os dois sexos precisam completar mutuamente suas próprias faculdades. Este complemento recíproco não se realiza, contudo, senão dentro de uma união inseparável. E, sem ela, permaneceriam certas falhas tanto no homem como na mulher.
O homem, por exemplo, em parte alguma, como no lar, pode satisfazer sua capacidade natural e sua tendência para o domínio. Assim também, em nenhuma outra parte, ele encontra para seus negócios mais íntimos, suas decepções, suas fadigas, tanta compreensão como junto de sua esposa amável, que lhe dulcifica a vida com seus sorrisos. Em compensação, sem a família, não se desenvolvem na alma da mulher tantas qualidades, sobretudo o amor generoso até o sacrifício.
b - examinemos, em seguida, a fusão perfeita das almas, sem a qual não se pode imaginar a união completa dos esposos, mas que não se realiza sem a indissolubilidade.

7 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 56

O QUE PODE O AMOR A FÉ CRISTÃ

6. Achando-se Schopenhauer, aquele grande renegado, em seu leito de agonia, ouviram-no exclamar:
"Meu Deus! meu Deus!”
Ao que o seu médico lhe perguntou: “Que é isso? Em tua filosofia também há Deus?”
“Ah! respondeu o filósofo: nos sofrimentos a filosofia sem Deus é insuficiente”.

6 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


A PRÓPRIA ESSÊNCIA DO MATRIMÔNIO EXIGE SUA INDISSOLUBILIDADE



Parte 4/7


Esta severidade da Igreja é uma consequência lógica, que decorre da própria essência do casamento.
Como recordaremos mais tarde, as razões morais, pedagógicas e sociais falam em favor da indissolubilidade do casamento. Outra é a importância do argumento que provêm da essência do matrimônio, e pelo qual é simplesmente impossível dissolvê-lo, porque a indissolubilidade pertence-lhe essencialmente.
O que não se compõe de partes não pode ser dividido em partes, é claro. Ora, os esposos cristãos, após seu casamento, não formam mais partes independentes porque o casamento cristão é a imagem   da união mística de Cristo e da Igreja. Mas esta união santa entre Cristo  e sua Igreja é perpétua e indissolúvel, e subsistirá, enquanto houver homens sobre a terra. Sendo assim, pois, esta união santa entre o homem e a mulher, reprodução da de Cristo e da Igreja, deve durar tanto quanto for possível a união matrimonial entre duas pessoas, portanto até a morte de uma das partes.
É uma verdade tão clara e uma realidade tão irrevogável que a Igreja nada aí pode mudar. É, pois, infundada e destinada à destruição, porque nasce de uma ignorância quanto à essência do matrimônio, a esperança de alguns de que, um dia, a Igreja, com o tempo, mudará seu ponto de vista tão rigoroso e amenizará esta questão do laço matrimonial. Ela não o fará, por que não o pode. A própria essência do casamento protesta contra a sua dissolução. Em matemática dizem que "um e um fazem dois". Pelo casamento, porém, Deus estabeleceu que "um e um fazem um", isto é, que pelo matrimônio um homem e uma mulher se unem em um novo misterioso organismo, tornando-se cada um membro do corpo do outro. É o que declara o próprio São Paulo, quando escreve a respeito do amor de esposo: "Os maridos devem amar suas mulheres como seus próprios corpos" (Ef 5, 28).
No matrimônio cristão, o homem e a mulher, unem-se, pois, em um novo organismo místico, como há uma união mística entre Cristo e sua Igreja. Aquilo que por essência é um, não pode ser separado em dois. Cristo não pode estar separado da Igreja, e o homem não pode também separar-se de sua esposa.

5 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 55

O QUE PODE O AMOR A FÉ CRISTÃ

5. João Henrique Fabre, um dos mais eminentes entomólogos, chamado o Homero dos insetos, dizia:
“Não posso afirmar que creio em Deus, porque eu o vejo. Sem Ele nada compreendo, sem Ele tudo são trevas. Antes me arrancarão a vida que a fé em Deus”.
E Newton inclinava a cabeça toda vez que seus lábios proferiam o santo nome de Deus.