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29 de julho de 2016

V Congresso São Pio V - Abertura do Congresso com Missa Cantada

Prezados Leitores, Salve Maria!
Não esqueça de divulgar e fazer sua inscrição para o V Congresso São Pio V. As inscrições devem ser solicitadas através do e-mail saopiov@gsaopiov.com.

Obs: Muitos leitores perguntam sobre a taxa de inscrição para participação no Congresso, salientamos que a participação é gratuita. No entanto, quem quiser contribuir com as atividades da Associação Civil São Pio V, poderá contribuir observando os dados contidos no primeiro banner ao lado direito do blog. Muito obrigado!

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


Conferência XVI


Parte 7/10


C - Ao lado da obediência e do respeito à autoridade, é preciso dar grande importância à franqueza absoluta do filho. Que alegria para os pais se podem confiar em cada palavra do filho! A franqueza é a base da educação do caráter, e ao contrário nada se tem a fazer com um filho mentiroso.
a - E aqui, preciso indicar de modo especial dois defeitos na educação. Primeiramente a severidade injustificada dos pais pode habituar o filho à mentira. Sim, tem-se o direito de punir, como já disse, a má vontade, mas não a falta de jeito, as travessuras e outras criancices. Nem sobretudo a franqueza. Se o filho confessa francamente a sua falta, é preciso falar à sua consciência, adverti-lo, mas não se tem o direito de o punir pela sua sinceridade.
b - Outro defeito que se apresenta é quando os próprios pais pecam contra a verdade. 
Uma filha diz a sua mãe: Mamãe, estão pedindo, na escola, para as crianças pobres. Posso também dar alguma coisa?
A mãe responde-lhe: Tu não darás nada. Dirás à Irmã que também somos pobres.
Na manhã seguinte diz novamente a filha: Mamãe, a Irmã disse para eu não tomar lições de dança, e não esbanjar o dinheiro de nossos pais.
A mãe responde: Dirás à Irmã que temos o suficiente para pagar as lições. Isto não a interessa.
E a mãe ficará muitíssimo admirada, quando um dia a filha mentir não só à Irmã, mas também a ela?

28 de julho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 154

O AMOR DA CORAGEM

Era uma jovem de uns dezesseis anos. Vivia num bairro pobre duma cidade do norte da Espanha. Todos ali eram pescadores e passavam a vida à beira do mar. Sobre aquelas águas sem horizonte navegavam todos os dias procurando naqueles procelosos abismos o pão de cada dia.
O pai de nossa jovem era pescador, e dos piores e mais brutos que se possam imaginar. Nunca o viram na igreja. Para ele só havia dois lugares prediletos: a taberna e o mar. Muito natural, portanto, que sua filha, apesar de seus dezesseis anos, não tivesse feito a primeira Comunhão.
Naqueles dias tinham chegado ali alguns padres missionários. Transformaram um barracão em igreja e, pela manhã e à noite, reuniam aqueles pobres pescadores para falar-lhes de Deus e da salvação eterna. Além disso, em horas diversas, reuniam os meninos e as meninas para explicar-lhes o catecismo. E isto era uma necessidade porque, entre aquelas pobres alminhas, muitas nunca tinham ouvido falar de confissão ou de comunhão.
Nossa jovem de dezesseis anos era das mais assíduas e atentas. De manhã, quando o pai ia para o mar, ela corria à capela dos missionários para aprender a rezar e cantar e ouvir coisas tão belas que nunca ouvira em sua vida.
Chegou o dia da confissão. Passavam de sessenta as meninas que já haviam completado quinze anos e que no dia seguinte iam ter a felicidade de receber Jesus pela primeira vez. Estavam todas radiantes de alegria. Começava a anoitecer e o Padre missionário levantou-se do confessionário. Terminara a sua tarefa. Naquele momento aproximou-se dele uma daquelas meninas e, apontando com o dedo uma jovem que estava no fundo da capela, disse:
— Padre, aquela menina tem mais de dezesseis anos e ainda não fez também a primeira comunhão. Nem sequer se confessou... Mas o senhor não a confesse porque, se o pai dela souber que se confessou, dá-lhe uma sova e a deixa moída...
— Ele é tão mau assim?
— Se é! É péssimo. É o homem pior do bairro e tem o apelido de “tio Barrabás”.
O Padre missionário dirigiu-se à jovenzinha, que já conhecemos, e entre os dois houve o seguinte diálogo:
— Quantos anos tens?
— Já completei dezesseis.
— Nunca te confessaste?
— Nunca.
— Sabes o catecismo?
— Antes, não; mas agora, sim; porque todos os dias tenho vindo pela manhã e à tarde e comprei um livrinho e já o sei de cor.
O Padre fez-lhe algumas perguntas e viu que não havia menina que soubesse o catecismo tão bem como ela.
— E queres confessar-te?
— Sim, Padre.
— E comungar?
— Mais ainda.
— E teu pai consentirá?
— Meu pai não o saberá. Quando ele for de manhã para o mar, eu venho comungar e ele não ficará sabendo. E se o souber...
— Então ele te bate...
— Paciência. Será mais uma surra...
O missionário estava pasmado. As almas como aquelas não se pode negar o maior prêmio da vida: a Eucaristia. Sentou-se, pois, no confessionário e a menina aproximou-se da grade. Já estava o Padre a dar-lhe a absolvição, quando se ouviram na capela uns passos pesados e compassados. Não havia dúvida: tinha que ser algum pescador que entrava com seus pesados sapatões. Era-o com efeito. Foi direto ao confessionário e, agarrando pelo braço a jovem que naquele instante se levantava, deu-lhe tremendas bofetadas e pontapés, empurrando-a para a rua e dizendo:
— Eu já suspeitava que tu andavas por aqui. De onde te vêm essas beatices? Eu te ensinarei a ter juízo. Fora daqui, filha má...
Era o pai. Não se tinha enganado os que disseram que era o homem mais bruto do bairro. O Padre missionário não podia fazer nada com aquele pai monstro.
— Meninas — disse às que estavam ainda na igreja e contemplavam aterradas aquela cena brutal — meninas, de joelhos! vamos rezar três Ave-Marias por aquela filha mártir e por aquele pai verdugo.
E todo se ajoelharam e rezaram com fervor. Amanheceu o grande dia da comunhão daquelas boas meninas. Antes da hora já estavam ali com seus melhores vestidinhos. Os bancos estavam enfeitados com flores brancas. Ia começar a missa e o Padre perguntou:
— Veio aquela menina a quem o pai ontem esbofeteou tão brutalmente?
— Não — disseram — não se deve esperar por ela. Terá cama por alguns dias, talvez com alguma costela quebrada.
Diziam isto, quando junto à pia de água benta apareceu a nossa jovem. Tinha a cabeça toda enfaixada, mas seus olhos brilhavam de alegria. Fez o sinal da Cruz e, satisfeita e resoluta, sentou-se no banco entre as outras jovens.
— Mas, minha filha, — disse-lhe o velho missionário — que foi que te aconteceu?
— Nada, Padre — respondeu com a maior tranqüilidade — apenas meu pai, por eu me ter confessado, me deu ontem tão tremendas pancadas, que estou com o rosto e a cabeça cobertas de feridas.
— E teu pai, onde está agora?
— Seguiu para o mar.
— Ele sabe que vieste comungar,?
— Não, senhor.
— E se ele chegar a saber?
— Dá-me outra sova.
— E que dizes a isso?
— Não faz mal, Padre; para ter a felicidade de comungar, a gente bem pode aguentar duas sovas.
Com que prazer não terá Jesus entrado naquele coração. Aquela jovem, sim, amava a Jesus; aquela, sim, sabia fazer sacrifícios por amor de Jesus Cristo!
Vós, meninos e meninas, admirai-lhe a grandeza de alma, a coragem e firmeza de caráter.

Missas Tridentinas da Semana

Prezados Leitores, Salve Maria!

Favor observar alteração do horário de atendimento do Pe. Renato. Onde se lê 17:00h, leia-se 18:00h.
Desculpe o transtorno.
Administrador do Blog São Pio V

27 de julho de 2016

Casamento e Família. - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


Parte 6/10


B - A segunda virtude, após a obediência e proveniente dela, é o respeito à autoridade. 
Não há vida comum sem respeito à autoridade; ao contrário, harmonizar o amor paterno com a necessária autoridade é uma das tarefas mais difíceis, ainda que indispensáveis, da educação. Sim os pais devem amar seu filho, mas o filho deve corresponder a este amor com um respeito, uma obediência incondicional.
a - E não é só no ambiente estreito da família que a obediência e o respeito tem seu valor, mas são também indispensáveis para a civilização humana toda inteira. A civilização consiste em acolher as descobertas das gerações antigas, edificando sobre elas, e prosseguindo sua obra. Mas para isto é necessário o respeito à autoridade. Se a vida familiar ensinar o respeito à autoridade, serve ao mesmo tempo aos valores universais da civilização.
Se uma geração recusa o respeito à autoridade e aos valores do passado, ela soçobra na revolução. Compreende-se assim por que os revolucionários se dedicam com predileção a destruir a família: com a família desaparece ao mesmo tempo o respeito à autoridade, e o terreno se torna favorável para os perpétuos tumultos.
b - Mas naturalmente, se os pais querem que seus filhos tenham o respeito à autoridade, é preciso recordar que eles mesmos não devem destruir esta autoridade diante de seus filhos.
Os antigos compreenderam melhor que nós como assegurar a autoridade dos educadores e mestres. Filipe, rei da Macedônia, proibira seu filho, o futuro Alexandre Magno, de se assentar quando seu preceptor falasse com ele. E o imperador Teodósio, tendo um dia encontrado seus dois filhos assentados, enquanto seu preceptor Arsênio estava de pé, ordenou-lhes ficar de pé enquanto o mestre se assentaria.
E hoje? Como é diferente! Com que leviandade muitos pais querem razões e discutem, prejudicando o respeito à autoridade!
Se o filho leva más notas, naturalmente a "falta é do mestre".
Escutai o que escreve a este respeito um pedagogo muito experimentado.
Ordinariamente é a mãe que recebe o boletim. Em seu primeiro impulso repreende severamente o filho. Mas a primeira coisa que faz a criança, menino ou menina, - é lançar tudo sobre o professor.
- Mamãe, sabia muito bem minha lição, mas não de cor.
- Mamãe, sabia minha lição, mas o professor pediu-me coisas que não estavam no livro.
- Mamãe, o professor enganou-se, tomou-me pelo meu vizinho.
- Mamãe, é o professor de alemão que me pegou. E sabe, ele é um judeu...
- Mamãe, não era o meu professor habitual, e sim um substituto que não gosta de mim.
- Mamãe, não te zangues, eu brinquei muito, mereci a má nota, mas eu te prometo que me esforçarei, até o fim do semestre. Interroga-me todas as noites...
Depois, e sempre a mesma conclusão: "Mamãe, assine o boletim para que o papai não o perceba.
E 50% das vezes a mãe nada diz ao pai. Quando lhe diz, as mais das vezes desculpa o filho, ataca o professor ou a professora, na família, na sociedade e em toda a parte (Journal des Parents, nº de dezembro, 1924). 

26 de julho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 153

POR QUE CHORAS?

Uma menina, que foi mandada a fazer uma compra, perdeu o dinheiro e pós-se a chorar. Um senhor, que por ali passava, perguntou-lhe:
— Menina, por que choras?
— Porque perdi o dinheiro com que devia fazer uma compra.
— Oh! e por que não tens mais cuidado?
— O senhor tem razão; mas o que mais me aflige é pensar no quanto custa a meu pobre pai ganhar esse dinheiro.
Aquele senhor, compadecido, deu-lhe o dinheiro. Alguns instantes depois voltou a menina para devolver-lhe aquela importância, pois encontrara o dinheiro que havia perdido. O homem, admirado de tanta honradez, não aceitou a devolução e, como recompensa, deu-lhe mais outra quantia. A menina não a queria aceitar, repetindo que não fizera mais que cumprir o seu dever. O senhor, porém, respondeu que ela merecia aquele presente porque procedera não só com justiça mas com honradez.

25 de julho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


Parte 5/10


Considerai, enfim, a advertência da Sagrada Escritura: "Acaricia o teu filho, e ele te fará tremer... Não lhe dê toda a liberdade na juventude, e não feches os olhos às loucuras" (Ecli 30, 9-11).
Mas se o filho se obstina, e não escuta a voz da sabedoria, então lembrai-vos do provérbio: "Os navios e as crianças são governados por detrás" e ainda deste outro provérbio: "A pancada infligida a propósito é muitas vezes mais eficaz para o filho que uma centena de sermões"; e enfim este terceiro provérbio: "É melhor que o filho na juventude chore por causa dos pais do que os pais chorarem por causa dos filhos, quando eles crescerem".
Justamente nesta questão, a Sagrada Escritura não é tão sentimental como certos métodos pedagógicos atuais. Como a Sagrada Escritura sabe que a estultícia é inerente ao coração da criança (Prov 22, 15), ela diz claramente aos pais: "Aquele que ama seu filho não lhe poupa a vara" (Ecli 30, 1). O cavalo indômito torna-se intratável; o filho entregue a si mesmo torna-se insolente" (Ecli 30, 8); "Aquele que poupa a vara odeia o seu filho; se lhe bates com a vara livrarás sua alma da região dos mortos" (Prov 23, 13-14). "A vara e a correção dão a sabedoria, mas o filho abandonado aos seus caprichos envergonha a sua mãe" (Prov 29, 15).

24 de julho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 152

CONTEMPLA-SE AO ESPELHO PELA ÚLTIMA VEZ

Na cidade de Florença vivia uma jovem. Que vaidosa que era! Só pensava em pentear a sua formosa cabeleira, acariciar e aformosear a sua carne. Diante do espelho, diariamente passava longas horas contemplando-se e estudando o grave problema de encontrar um meio de fazer sobressair ainda mais a sua graça e formosura...
Mas, por detrás do espelho, a enfermidade a espreitava... Meteu-lhe as garras e prostrou-a no leito de dores. A febre consumia todos os seus ossos e, dentro de poucos dias, de toda a sua beleza não restava mais que um rosto lívido e um punhado de ossos descarnados.
E por detrás da enfermidade apresentou-se, com sua terrível caveira e com seus ossos esqueléticos, a morte. Aquela jovem não contava mais de vinte anos e, no entanto, tinha de despedir-se da vida e de todas as coisas mundanas que tanto amava.
Disseram-lhe com delicadas palavras que o seu estado era muito grave e que, por isso, devia preparar-se para comparecer diante de Deus... A vaidosa jovem lançou um grito de dor. Olhou para trás e viu que perdera tristemente a vida esquecendo-se de Deus... Olhou para frente e compreendeu que estava a dois passos do Juiz dos céus e da terra, a quem terá de dar contas de todas as suas vaidades... Estava as portas do céu ou do inferno!
A consciência dizia-lhe aos gritos que muito tinha que temer por sua salvação eterna...
A febre converteu-lhe a cabeça numa fornalha de fogo. Saltou da cama, abriu seus cofres e seus armários, tirou os vestidos mais preciosos e as jóias mais ricas e começou a vestir-se e a enfeitar-se como naquelas noites em que se preparava para ir aos bailes e teatros... Como louca, e sustentada pela mesma febre, penteou-se e arranjou-se com toda a elegância... Contemplou-se ao espelho e pôs-se a exclamar: “Como sou formosa! como sou formosa!... E queriam enterrar-me a mim, a mulher mais formosa do mundo! Não, não... quero viver, quero viver... Venham minhas jóias, minhas pérolas, meus vestidos, meus anéis, minhas pulseiras, meus colares...”.
E fora de si, arrojava-se a todos os seus cofres, armários e baús, e tirava os seus tesouros e apertava-os contra o coração e beijava-os com loucura...
Sim, esteva louca! E louca continuou por alguns dias, e louca morreu... E metida num caixão, e vestida com uma pobre mortalha, levaram-na á sepultura.
Eis ai a verdade: A vaidade humana tem que deixar todos os seus tesouros nas garras frias e cruéis da morte.

Missas Tridentinas


23 de julho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


QUE EDUCAÇÃO SE DEVE DAR AOS FILHOS?


Parte 4/10


Não é menos importante saber quais são as virtudes que particularmente se devem ensinar aos filhos.
A - Primeiramente, mencionarei a obediência absoluta. "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, porque isto é justo" (Ef 6, 1), tal é a advertência dirigida por São Paulo aos filhos. Logo depois, contudo, ele fala nestes termos aos pais de família: "E vós, pais, não exaspereis vossos filhos, mas educai-os formando-os, instruindo-os no Senhor" (Ef 6, 4).
a - Educar os filhos formando-os, isto é, habituá-los a obedecer sem nada dizer, acostumá-los à modéstia e à renúncia. Outrora, era natural que em toda a família os filhos obedecessem com presteza às ordens de seus pais.
Mas este princípio de educação foi abandonado, quando apareceu a moda do filho único, e os pais, então, começaram a obedecer a todos os caprichos deste pequeno tirano muito animado. Pois, é preciso reconhecer, ou bem o filho obedece ou bem ele manda; ou bem ele toma a palavra, ou bem se lhe dá a palavra.
Escutai somente um caso típico de um filho excessivamente animado.
Um destes filhos únicos chora, uma noite no pátio, junto ao poço, e batendo com o pé grita à sua preceptora: "Dai-me. Eu a quero".
Ante aquele barulho, a mãe abre a janela e pergunta: "Senhorita, que contraria o pequeno? Dai-lhe!"
"Mas, senhora, ainda mesmo que Ladislau sapateasse até amanhã cedo, eu não poderia dar-lhe". Esperai um pouco, e eu mesma vou fazê-lo", grita a senhora precipitando-se para junto de seu marido.
O marido corre à preceptora: "De que se trata? Por que não dais à criança o que ela pede? Minha mulher o ordena. Tomai cuidado, podeis partir no próximo mês".
A pobre jovem responde suavemente: "Que o senhor lhe dê, se puder. A lua brilha na superfície da água, e Ladislau bate o pé, pedindo que eu a tire da água, e lhe dê".
Que ser infeliz não será, quando crescer, um filho assim abominavelmente animado!
b - Mas que é preciso fazer se realmente o filho sapateia, chora, joga-se por terra, quando se lhe recusa alguma coisa?
Não é preciso dar-lhe o que pede mesmo neste caso. É preciso que se lhe ensine que, apesar da riqueza dos pais, há coisas no mundo às quais é preciso renunciar.
"Mas fico com pena do pobrezinho, quando ele chora tão aflito. É penoso contrariá-lo".
Se não olhais para o seu futuro, então é difícil contrariá-lo. Considerai, porém, que Herodes não soube recusar o pedido da jovem Herodíades, e mandou por sua causa matar São João Batista.
Considerai as palavras de Santo Agostinho: "Odeia o que ama de maneira má, e ama aquele que odeia bem".