11 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 559

O MELHOR DOS ESPOSOS

S. Margarida da Hungria, sobrinha de S. Isabel da Turíngia, recusou sucessivamente a mão de dois soberanos que eram o rei da Polônia e o da Boêmia. O pai insistia com ela para que aceitasse a mão deste último e dizia:
— Por que não te casas com Jorge, rei da Boêmia, que é belo, poderoso e rico?
— Meu pai, — respondeu, — prefiro o reino dos céus e, para meu esposo, escolhi Jesus Cristo, o mais belo, mais rico e mais poderoso dos reis. Escolhi-o justamente porque os seus tesouros são inesgotáveis e o seu reino durará eternamente.
Margarida voou para o esposo, dizendo: “Meu Deus, em vossas mãos entrego a minha alma”. Seu corpo continuou, depois da morte, corado e belo, exalando suave perfume. Contava apenas vinte e oito anos de idade. O seu túmulo foi glorificado por inúmeros milagres.

10 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 560

O BISPO CHOROU DE ALEGRIA

S. Porfirio, bispo de Gaza (Palestina), perseguido pelos idólatras, não teve remédio senão fugir e ocultar-se. Procurou abrigo numa casa humilde, onde encontrou uma velha senhora, que vivia do trabalho de sua netinha Irene, que tinha então catorze anos. Irene, ainda pagã, reconhecendo o santo bispo, ajoelhou-se-lhe aos pés e, depois, o conduziu ao terraço e ofereceu- lhe pão e azeitonas, o melhor que havia em casa.
Mais tarde, o bispo, tendo triunfado de seus perseguidores, mandou chamar Irene e instruiu-a na religião juntamente com a avó e uma tia da menina. Tendo-as instruído e batizado, disse o bispo:
— Agora, Irene, se quiseres te casar, eu te arranjarei um bom dote e um esposo cristão.
— Meu santo pai — respondeu Irene — vós já me destes um esposo; como agora quereis procurar-me outro?
— Mas que esposo eu te arranjei?
— Jesus, o Esposo das virgens. Ele me basta.
O santo prelado chorou de alegria. Confiou-a, em seguida, aos cuidados da diaconisa Massáris e, em companhia de outras jovens que lhe seguiram o exemplo, Irene levou uma vida toda consagrada ao Esposo divino.

9 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 558

QUE PENSAVAM ELES DA SANTA MISSA?

Henrique III, rei da Inglaterra, ouvia todos os dias três missas. Deus o recompensou com um reinado de 56 anos.
S. Elzeário, conde de Sabran, exigia que seus domésticos ouvissem missa todos os dias.
S. Luís era muito ocupado, pois tinha de governar um reino importante, e contudo assistia à missa diariamente.
O mesmo fazia O’Connell, o libertador da Irlanda, que era também um homem ocupadíssimo.
Ozanam, embora sempre muito ocupado, dizia: “O melhor modo de economizar tempo é perder todas as manhãs meia hora ouvindo santa missa”.
Garcia Moreno, como presidente que era do Equador, apesar das suas múltiplas ocupações, punha toda a sua felicidade em ouvir a santa missa todas as manhãs.
Napoleão I visitou certa vez o pensionato de Ecouan dirigido pelo sr. Campan. Percorrendo o regulamento da casa, encontrou um artigo que dizia: “Os pensionistas ouvirão missa aos domingos e quintas-feiras”. Napoleão corrigiu o artigo, escrevendo de seu próprio punho: “Todos os dias”.
S. Margarida, rainha da Escócia, nada recomendava tanto a seus filhos como o recolhimento durante a missa. E foi bem sucedida, pois um senhor da capital (Edimburgo) dizia: “Quereis ver como rezam os anjos no céu, observai como, durante a missa, se porta nossa rainha com seus filhos”.

8 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 557

MANDOU REUNIR OS OCIOSOS

Narra a história que Pisístrato, rei da Grécia, mandou reunir numa praça pública da cidade de Atenas todos os desocupados, ociosos e vagabundos. Estando todos reunidos, ordenou que se lhes dessem animais de carga e sementes em quantidade suficiente para que fossem lavrar a terra e plantar. Com isso queria o sábio rei preservá-los do roubo, do banditismo e da dissolução.
Oh! quanta falta nos faz, em certas cidades, um inteligente e enérgico Pisístrato!...

7 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 556

LADRÕES! LADRÕES!

São Bernardo tinha então vinte anos de idade. Era fisicamente belo, porém mais formosa era a sua alma.
Um dia, durante uma excursão com seus irmãos e amigos, tiveram de passar a noite num albergue. Durante a noite, uma pessoa penetrou em seu aposento com o propósito de induzi-lo ao pecado. Bernardo acordou de sobressalto e, sem perder o sangue frio, pôs-se a gritar:
— Ladrões! Ladrões!
Enquanto os vizinhos se levantavam e corriam para socorrê-lo, a pessoa tratava de fugir.
Na manhã seguinte, durante o regresso, os companheiros riam-se dele, dizendo que sonhara com ladrões.
— Não, não! — disse ele; era um ladrão de verdade: uma pessoa que atentava contra a minha honra.

6 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 555

POBRE ALMA!

A 8 de janeiro de 1851, um jovem polonês de 18 anos morreu de maneira trágica num hotel de Lovaina, na Bélgica. Herdara dos pais uma fortuna de muitos milhões; mas os companheiros perversos, bem como as más leituras lhe tinham roubado não só a honra, mas também o temor de Deus. Cansado de prazeres e de libertinagem, retirou-se ao seu quarto.
Dai a pouco, os amigos, que continuavam jogando e bebendo, ouviram uma detonação. Correram ao quarto e encontraram o infeliz com o coração varado por uma bala. O rico herdeiro cansara de viver. De quem era a culpa? Dos pais que lhe deixaram muitos milhões, muitos maus exemplos e muitas comodidades no meio dos escândalos, porém nenhuma educação profundamente cristã!
Este infeliz tem tido muitos imitadores. Oxalá o exemplo abrisse os olhos dos pais!

5 de dezembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 554

HISTORIA DE TIAGO, O POBRE

Tiago estava diariamente à porta da igreja para receber esmolas. Era pobre, velho e doente. O padre Paulino socorria-o sempre. Um dia o mendigo não estava no lugar de costume. O Padre informou-se de seu domicilio e foi visitá-lo. Estava gravemente enfermo. Consolou-o e conseguiu administrar-lhe os últimos sacramentos. O mendigo, vendo que ia morrer, quis contar sua historia ao seu benfeitor. Disse-lhe que praticara alta traição denunciando seus amos aos revolucionários, que os fizeram morrer, na guilhotina; e que, de toda a família, só se salvara o pequeno paulino. Ao terminar essa triste historia, o mendigo, tomando uma cruzinha de ouro, que trazia consigo, passou-a às mãos do benfeitor, dizendo:
— Padre, esta é a joia que a senhora condessa trazia sempre sobre o peito.
O Padre quase caiu desfalecido, Tinha em suas mãos uma lembrança de sua querida e saudosa mãe e achava-se diante daquele que denunciara os pais aos revolucionários. Desabafou-se chorando e rezando de joelhos junto ao leito do moribundo. Por fim, tendo oferecido a Deus aquele seu grande sacrifício, levantou-se e disse:
— Tiago, Deus te perdoou; e eu também te perdoo, pois sou eu o pequeno Paulino, hoje, pela graça de Deus, ministro do Senhor.