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27 de janeiro de 2019
6 de fevereiro de 2012
Quinto Domingo depois da Epifania
A nossa vocação à fé é uma graça. Fomos chamados por misericórdia a fazer parte do corpo místico do Senhor, e é necessário agora, em virtude deste procedimento do senhor para conosco e da nossa própria natureza renovada de membros de Cristo, é necessário, digo, que usemos de misericórdia com todos. Esta caridade perfeita é difícil, sem duvida. Supõe a perseverança e o esforço continuado e faz-nos muitas vezes deixar sangue no caminho, porque o reino de Deus na terra esta em via de consumação. Ainda não é perfeito. E entre o trigo louro da seara que ondeia em vagas inebriantes de bondade, lá aparece o joio, que nos morde com fereza indomada de pragana estéril. Mas não nos compete arrancá-lo. Não. Transformá-lo em trigo, sim. E podemo-lo fazer se o regar-mos com o sangue da nossa dor e da nossa caridade. Às vezes há joio, que o é, por falta de quem lhe dê sangue.
30 de janeiro de 2012
Quarto Domingo depois da Epifania
O Evangelho deste Domingo e do anterior foram tirados do mesmo capítulo de S. Mateus. Jesus manifesta a sua realeza e divindade imperando aos ventos e ao mar; e o Evangelho, para relevar a importância do fato, põe em contraste a agitação furiosa das vagas com a tranquilidade que depois se seguiu. Mas é no seio da Igreja e no domínio íntimo das consciências que se verifica sobretudo a realeza de Cristo. Por isso os Padres viram no vento ruidoso da procela o símbolo de Satanás que levanta as tempestades de perseguição contra os santos, e no mar tumultuoso, as paixões e a maldade dos homens que não cessam de promover na terra o ódio e a violação da lei de Deus. Na Igreja de Cristo, ao contrario, é a grande lei da caridade que regula e harmoniza todos os membros; porque se os três primeiros preceitos do Decálogo nos impõem o amor de Deus, perfeito e absoluto, os últimos sete obrigam-nos, como consequência lógica, ao amor de todos os homens. Na Epifania, Jesus revela-se aos homens como Filho de Deus e dá-lhes a faculdade de participar nos privilégios e na realeza do seu corpo místico, se o quiserem reconhecer como tal e aceitar como Chefe e Cabeça. Todos os cristãos, com efeito, constituem um corpo só de que Jesus é a cabeça, e todos se devem por conseguinte amar com aquele amor que dedicam em intensidade e pureza ao próprio Jesus Cristo. Aquela barca frágil que voga tranquila entre as vagas, é a Igreja de Deus que vai conduzindo através da tempestade dos séculos a divindade de Cristo. É a proteção do Salvador, que leva dentro de si, deve o milagre de não sossobrar aos assaltos das vagas.
16 de janeiro de 2012
2º Domingo depois da Epifania.
Fiel à promessa que fizera a Abraão, Deus enviou o seu Filho para resgatar o povo eleito, que se não circunscrevia à órbita judaica somente mas compreendia os homens de todos os lugares e de todos os tempos. Jesus é, pois, aquele rei que a terra toda deve adorar e servir. Havendo sido convidado às núpcias em Caná, diz S. Agostinho, aceita o convite para nos revelar o profundo mistério que nelas se encobre e que é a união de Cristo com a sua Igreja. Todos os Padres são unânimes em ver neste milagre aí operado, além da confirmação da missão redentora de Cristo, o simbolo da Eucarístia e da aliança que Jesus Cristo estabeleceu com as almas e selou com o sinete do seu sangue e a qual se consuma na sagrada comunhão. São as núpcias divinas na terra, prelúdio das eternas do céu. Éramos água e Cristo fez-nos vinho, vinho novo, duma vinha que é também nova e que foi regada com o sangue dum homem-Deus. Diz S. Tomás que a conversão da água em vinho é simbolo da transubstanciação, milagre tamanho, que faz do vinho eucarístico o sangue da aliança de paz que Deus estabeleceu com a sua Igreja.
9 de janeiro de 2012
Domingo dentro da Oitava da Epifania
Todo o Judeu, depois dos doze anos, devia celebrar anualmente em Jerusalém as grandes festas litúrgicas de Israel, a Páscoa, o Pentecostes e os Tabernáculos. A liturgia deste período, que nos vem apresentando desde o presépio a Infância do Salvador, faz-nos hoje subir a escarpa da cidade santa e contemplar no templo o divino infante a interrogar, com doze anos apenas, os encanecidos e sapientes doutores da lei. E não foi isto, diz S. Ambrósio, sem um alto e profundo desígnio da Providência. Queria ensinar por este modo aos doutores e a todos nós que, três dias depois da tragédia do Calvário, Aquele que morrera para Redenção do mundo e que todos julgavam morto havia de rescucitar e de se impor à nossa fé, sentado num trono de glória, como caminho, como verdade, e como vida. Deste pensamento, que domina a liturgia de hoje, podemos deduzir salutares princípios de renovação cristã. Todos sabemos muito bem que formamos pela fé um só corpo com Jesus Cristo. Ora para ocuparmos o lugar que nos compete como órgãos eficientes no corpo de Jesus Cristo, devemo-nos integrar evidentemente, antes de mais nada, no pensamento superior que dirige este corpo, compenetrarmo-nos da sabedoria de Jesus Cristo. E o pensamento de Jesus, tão clara e admiravelmente expresso na pobreza do presépio, na humildade da vida oculta, na caridade da vida pública e na abnegação do Gólgota, foi-nos condensado pelo mesmo Salvador naquela pequenina frase do Evangelho de hoje: "É necessário que viva ocupado nas coisas do meu Pai". Esta sabedoria celeste escapa de certo à rudeza do nosso entendimento. Contrariando os instintos da carne em virtude da penitência e das renúncias que nos impõe indo por vezes até ao ponto de sacrificar as nossas aspirações mais legitimas, estamos longe de compreender o que ela envolve de providencial e de profundo: "E não compreenderam o que lhes disse". Resta-nos seguir aqui e sempre o exemplo de Maria "que conservava todas estas coisas dentro do seu coração", e, meditando na atitude que o Senhor tomou no templo, pedir a Deus a sabedoria para ver o que nos convém e força e vida para o cumprir.
6 de janeiro de 2012
06 de Janeiro - Epifania do Senhor
A festa da Epifania que, antes de penetrar em Roma, já existia no Oriente e em algumas Igrejas do Ocidente, parece ter tido por origem uma festa do Natal; o dia 06 de janeiro era para essas Igrejas, pouco mais ou menos o que o Natal, 25 de dezembro, era para a Igreja romana.
Introduzida em Roma na segunda metade do século IV, a festa da Epifania tornou-se como que o complemento da festa de Natal. A Igreja celebra hoje a manifestação de Nosso Senhor ao mundo inteiro e o grau de esplendor do mistério da Incarnação. S. Leão e com ele toda a tradição cristã viu nos Reis Magos, que pressurosos correm aos pés de Cristo, as primíssias da gestilidade: eles trazem atrás de si todos os povos do universo e, por isso, o mistério da Epifania, manifestação de Cristo ao mundo, abarca toda a história do mundo; é um mistério de que os Magos indicaram o começo, mas que continua a desenrolar-se à medida que a Igreja se expande.
Introduzida em Roma na segunda metade do século IV, a festa da Epifania tornou-se como que o complemento da festa de Natal. A Igreja celebra hoje a manifestação de Nosso Senhor ao mundo inteiro e o grau de esplendor do mistério da Incarnação. S. Leão e com ele toda a tradição cristã viu nos Reis Magos, que pressurosos correm aos pés de Cristo, as primíssias da gestilidade: eles trazem atrás de si todos os povos do universo e, por isso, o mistério da Epifania, manifestação de Cristo ao mundo, abarca toda a história do mundo; é um mistério de que os Magos indicaram o começo, mas que continua a desenrolar-se à medida que a Igreja se expande.
É este o sentido da grandiosa profecia de Izaias que a Igreja nos apresenta ao mesmo tempo na Epistola e nas lições do 1º Noturno de Matinas. S. Leão não deixa de se referir a este ponto. São ainda os frutos e consequências do Mistério da Incarnação que a Igreja canta na Ant. de Magnificat de 2ª Vésperas, ajuntando à vocação dos Magos a sua união com Cristo, prefigurada pelas bodas de Caná, e o batismo dos seus filhos, anunciado pelo Senhor nas águas do Jordão.
5 de janeiro de 2012
05 de Janeiro - Vigília da Epifania
Pela terceira vez um Anjo aparece a José, dizendo-lhe que volte para a Palestina onde acaba de morrer Herodes, no meio dos sofrimentos atrozes que o Céu reserva aos perceguidores. Mas seu filho Arquelau não era menos cruel que o pai; logo que subiu ao trono mandou matar 3.000 pessoas. José, temendo por Jesus, foi de novo avisado em sonhos que se retirasse para Nasaré.
A Vigília da Epifania não apresenta nenhuma das caracteristicas de penitência próprias das vigílias. Em Matinas lemos as palavras admiráveis de S. Agostinho exaltando a importância da SS. Virgem no Mistério da Incarnação. "Grande milagre, meus irmãos! As leis da natureza são mudadas! Nasce um Deus, torna-se Mãe uma Virgem, fecundada pela palavra de Deus; é Mãe e Virgem ao mesmo tempo: Mãe, conservando a virgindade; Virgem, dando à luz um Filho; permanece pura sem ser estéril. Dá à luz Aquele que foi o único a nascer sem pecado, e que Ela concebeu não pela concupiscência da carne, mas pela obediência do espírito".
A Vigília da Epifania não apresenta nenhuma das caracteristicas de penitência próprias das vigílias. Em Matinas lemos as palavras admiráveis de S. Agostinho exaltando a importância da SS. Virgem no Mistério da Incarnação. "Grande milagre, meus irmãos! As leis da natureza são mudadas! Nasce um Deus, torna-se Mãe uma Virgem, fecundada pela palavra de Deus; é Mãe e Virgem ao mesmo tempo: Mãe, conservando a virgindade; Virgem, dando à luz um Filho; permanece pura sem ser estéril. Dá à luz Aquele que foi o único a nascer sem pecado, e que Ela concebeu não pela concupiscência da carne, mas pela obediência do espírito".
4 de janeiro de 2012
04 de Janeiro - Oitava dos Santos Inocentes
A festa dos Santos Inocentes é do século V, aproximadamente. A morte destas crianças manifesta, a seu modo, a realeza de Jesus. Foi por ter acreditado nas palavras dos Magos e dos Principes dos Sacerdotes, por ele consultados, que Herodes viu no Menino de Belém um rival, e perceguiu encarnecidamente, o "Rei dos Judeus, que acabava de nascer" (Evang. da Epifania). Mas, como canta a Igreja: "Cruel Herodes, que receias tu da vinda de Cristo? Não arrebata os setros mortais, aquele que dá os reinos celestes" (Hino de Vesperas da Epifania).
É a gloria deste Rei Divino que os Inocentes proclamam com a sua morte e a honra que eles dão a Deus é um motivo de confusão para os inimigos de Jesus porque, longe de conseguirem o fim que se propunham, não fazem mais que dar cumprimento às profecias, as quais anunciavam que o Filho do Homem voltaria do Egito e que em Belém seria grande o choro das mães lamentando a morte dos filhos (Evang). E para por mais ao vivo a desolação dessas mães, Jeremias evoca Raquel, mãe de Benjamim, chorando a perda de seus descendentes. Mãe compassiva, a Igreja reveste os seus ministros de paramentos de tristeza, suprimindo o Glória e o Aleluia.
É a gloria deste Rei Divino que os Inocentes proclamam com a sua morte e a honra que eles dão a Deus é um motivo de confusão para os inimigos de Jesus porque, longe de conseguirem o fim que se propunham, não fazem mais que dar cumprimento às profecias, as quais anunciavam que o Filho do Homem voltaria do Egito e que em Belém seria grande o choro das mães lamentando a morte dos filhos (Evang). E para por mais ao vivo a desolação dessas mães, Jeremias evoca Raquel, mãe de Benjamim, chorando a perda de seus descendentes. Mãe compassiva, a Igreja reveste os seus ministros de paramentos de tristeza, suprimindo o Glória e o Aleluia.
Confessemos nós por uma vida isenta de vícios a divindade de Jesus que estas almas inocentes confessaram com a morte.
3 de janeiro de 2012
03 de Janeiro - Oitava de São João, Evangelista
A estação é em Santa Maria Maior para honrar aquela a quem Jesus ao morrer confiou S. João: "Mãe, eis o teu Filho". É a um Deus que adoramos em Belém no tempo do Natal. S. João, o Evangelista por excelência da divindade de Cristo, fica bem ao lado do presépio para nos descrever toda a grandeza do Menino que nele repousa. São de João, autor do quarto Evangelho, de três Epístolas e do Apocalipse, as mais belas páginas sobre o Verbo feito carne. Por esse motivo é simbolizado pela águia que paira nas alturas.
O Deus Menino cerca-se de almas puras no presépio. Maria, a Virgem Santíssima; José, o Esposo Virginal; Estevão o primeiro mártir que lavou o seu manto no sangue do Cordeiro. Eis agora S. João, o Apostolo virgem; coroado pela aureola daqueles que souberam vencer a carne, tornou-se, por esse motivo, "o Discípulo que Jesus amava" e na Ceia descansou sobre o peito do Senhor. Graças à sua pureza evangélica, S. João possuía essa sublime sabedoria da qual nos fala a Epístola e que lhe valeu a aureola dos Doutores. Recebeu também a aureola do Martírio, pois, se escapou a uma morte violenta, foi apenas por uma proteção muito especial, de que nos fala o Evangelho, e que levou muitos a julgarem que o discípulo amado não morreria. Foi o último dos Apóstolos a deixar este mundo.
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