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2 de abril de 2014

Pensamentos Consoladores de São Francisco de Sales.

23/25  -  Do temor e da esperança.

Para caminhar seguramente nesta vida é preciso caminhar sempre entre o temor e a esperança; entre o temor dos juízos de Deus, que são abismos impenetráveis, e a esperança da sua misericórdia, que é sem número e sem medida, e ultrapassa todas as suas obras. É preciso temer os seus divinos juízos, mas sem desânimo, assim como animar-se à vista da sua misericórdia mas sem presunção.  Os que tem um extremo e desordenado temor de serem condenados, testemunham ter necessidade de mais humildade e submissão do que da razão. Convém  aniquilar, abater e perder a alma, mas para ganhar, salvar e guardar. Toda a humildade que prejudica a caridade é uma falsa humildade. Ora aquilo que conduz ao desalento, ao desespero, à perturbação, é contrário à caridade, que quer que façamos todos os esforços, ainda que "com o temor e tremor"; e nunca desconfiemos da bondade de Deus, que quer que todos se salvem e se cheguem à penitência. Lidamos com um senhor que é rico em misericórdia para com os que o invocam, e dá dez mil talentos pela menor súplica. Tenhamos a seu respeito sentimento dignos da sua bondade; sirva-mo-lo com temor; mas sempre temendo, não convém deixar de resignar-nos; a humildade que desanima não é verdadeira.

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