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30 de julho de 2014

A hediondez espírita - Dom Corrêa (4/22)

A HEDIONDEZ ESPÍRITA

Dom José Eugênio Corrêa
Bispo de Caratinga
(1957-1978)

4. QUE PENSAR DOS FENÔMENOS ESPÍRITAS

Ao estudar os fenômenos espíritas, devemos antes de mais nada firmar uma regra sensata: nunca devemos atribuir à ordem sobrenatural ou preternatural o que pode ser explicado pela ordem natural. Nada sem razão de ser. A Igreja só aceita como milagre propriamente um fato extraordinário, que está acima das forças naturais e não pode ser explicado pela ordem natural.

Pois bem, como é que em nossa época, em pleno século vinte, ainda se tenha coragem de explicar levitação, televisão, telepatia, hipnotismo, sugestão, fenômenos de ordem natural, por intervenção de espíritos desencarnados? O que há no Espiritismo é isso: quando não é truque, é mentira. Vejam bem como são as coisas: uma sessão espírita é às escuras ou meia-luz: geralmente com músicas e «passes»; o médium colocado à distância; tudo cercado de mistério... E porque não se pode iluminar a sala, ou averiguar o que se passa com o médium? Tudo próprio para sugestionar, hipnotizar, iludir...

A «Scientific American» oferecia um prêmio de quinze mil dólares a qualquer médium ou personagem do mundo espírita para apresentar um fenômeno espírita que resistisse a uma análise científica, e que, por conseguinte, não envolvesse fraude. E o prêmio não foi ganho.
Semelhantes prêmios já foram oferecidos por Gustavo de Bon, e no Brasil, pelo Dr. Xavier de Oliveira...

Como é possível acreditar em fenômenos que se não provam? Principalmente quando Allan Kardec diz que ali há fraude, há espíritos enganadores, há médiuns embusteiros e nada se presta melhor à trapaça. É preciso ser crédulo, ingênuo e estar disposto a ser enganado...

Flammarion, fiel companheiro de Kardec, depois de muita experiência disse desalentadoramente: «Posso dizer que nestes quarenta anos quase todos os médiuns célebres passaram pelo meu salão... e a quase todos surpreendi mais ou menos em fraude».

Entre nós, o célebre educador Everardo Backheuser, Professor da Politécnica, e de cuja probidade científica ninguém poderá duvidar, depois de ter estudado bem o Espiritismo e depois de ter assistido a umas cem sessões, chegou à melancólica conclusão de que «se tratava de grosseiras ou de ingênuas mistificações».

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