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9 de julho de 2014

Pensamentos consoladores de São Francisco de Sales.

14 /14  -  Não convém desesperar da conversão de nenhum pecador.

São Francisco de Sales nunca queria, diz o Bispo de Belley, que se desesperasse da conversão do pecador até o último suspiro, dizendo que esta vida era o caminho da nossa peregrinação, na qual os que estavam de pé podiam cair, e os que caiam podiam levantar-se por meio da graça, e, como os gigantes da fábula, se levantavam algumas vezes mais fortes da sua queda, porque a graça super abundava onde abundava.
E ia mais além; porque, mesmo depois da morte não queria que se julgasse mal dos que tinham tido uma vida má, mas só daqueles cuja condenação era expressa pela verdade das divinas Escrituras. Fora disso não queria que se entrasse nos segredos de Deus, que o reservou sua sabedoria e poder.
A sua principal razão era que como a primeira graça de justificação não caia sob o mérito de nenhuma obra que a precedesse, também a última graça que é a perseverança final, não se concedia ao mérito.
Ora quem conheceu o sentido do Senhor e é o seu conselheiro? Esta razão fazia que mesmo depois da morte ele quisesse que se julgasse bem na pessoa falecida, por má que parecesse a morte, porque só podemos ter conjecturas incertas, pois se fundam em exterioridades sobre as quais se podem enganar os mais hábeis.

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