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5 de julho de 2014

Pensamentos consoladores de São Francisco de Sales.

12/14  -  Deus não pode perder uma alma submissa à sua vontade.

Nós lidamos com um Senhor que é rico em misericórdia para aqueles que o invocam e concede dez mil talentos pela menor súplica. Convém que tenhamos a seu respeito sentimentos dignos da sua bondade; convém servi-lo com temor; mas tremendo, podemo-nos alegrar. A humildade que desanima, não é boa.
Deus ama-nos; sabe do que carecemos melhor do que nós. Ou vivamos ou morramos, pertencemos ao Senhor; Ele tem as chaves da vida e da morte; os que n'Ele esperam não serão confundidos eternamente.
Não nos demoremos em tantas circunstâncias; visemos só a sua santa vontade. Seja ela a nossa estrela; e essa nos conduzirá a Jesus Cristo, ou no presépio ou no Calvário. Quem o segue não anda em trevas; mas terá a luz da vida eterna, que nunca se sujeitará à morte.
Embora Deus seja todo poderoso e nada lhe seja impossível, esta contudo fora do seu poder o condenar uma alma, cuja vontade, ao sair do corpo, estará sujeita à sua.
Sucederá como uma árvore que cai; e a alma ficará para sempre no estado em que se encontrar no fim da vida; se é rebelde à vontade de Deus, o seu lugar será no cálice dos maus e no tanque de fogo e enxofre; se esta submissa a esta vontade, é indubitável a sua salvação, embora se difira no purgatório, se tem alguma culpa a purgar aí, porque nenhuma mancha entrará no céu. De maneira que, entregando-se a Deus na vida e na morte, seja para se salvar ou condenar, nada tem a temer; porque além da sua vontade ser a nossa satisfação e Ele desejar que ninguém pereça, mas todos se salvem pela penitência "é-lhe impossível enviar para as trevas exteriores uma alma submissa à sua vontade, porque as trevas são destinadas para os rebeldes à sua luz ao seu amor".
Ah! que faria da sua misericórdia este Deus boníssimo e misericordioso e de quem devemos ter sentimentos dignos da sua bondade, se não usasse deles para conosco, miseráveis como somos? Se as nossas necessidades e imperfeições não servissem de teatro às suas graças e favores, que uso faria desta santa e infinita perfeição?

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