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30 de setembro de 2021

Teresa de Los Andes - Deus, Alegria Infinita - Diário e Cartas

MAIO - OUTUBRO DE 1919

Juanita ingressa dia 7 de maio nas Carmelitas de Los Andes.
Desde então começa a se chamar Teresa de Jesus.
Uma das religiosas que conviveu com ela escreveu: "Ir. Teresa sem dúvida entrou já santa no convento. Sua alma possuía todas as virtudes". Pelo menos, vinha trabalhando conscienciosamente em sua santificação e se fez religiosa para melhor consegui-la.
Para que nada nem ninguém se interpusesse entre Jesus e ela.
As securas, desamparos, trevas e obscuridade que de modo intermitente experimentará até dois dias antes de sua morte serão os últimos toques do amor purificador que eliminarão tudo o que impede a plena configuração com Cristo.
Ao mesmo tempo que seu espírito é assim acrisolado, goza de modo indizível em ser "joguete do amor de Jesus". Submergiu-se em Deus, fonte da felicidade, do gozo e da paz, e não pode senão sentir-se exultante de felicidade. Ao ponto de duvidar se já se encontra no céu. E necessita imperiosamente proclamar sua alegria de mil formas cada vez que escreve a seus familiares e amigos.
"Louca endeusada", quer contagiar os destinatários de suas cartas com a paixão por Jesus Cristo, pela Eucaristia, pela SS. Virgem, pelo abandono confiante nas mãos amorosas do Pai e pela oração e abnegação evangélica. Sem dúvida o consegue mediante as belas e ardentes páginas em que se expande cantando seus amores.
Irmã Teresa foi sincera? Aos não habituados à linguagem dos místicos ocorrerá facilmente esta dúvida porque não compreenderão porque ela pondera tanto seus defeitos. Julgá-la-ão hipócrita quando diz: "Rogue por sua pecadora", sou "tão infiel", "sou cada dia mais miséria e ingratidão: um verdadeiro monstro".
Inclusive os santos mais glorificados, que jamais perderam a inocência batismal, ao ponderar suas deficiências no serviço divino, empregaram esta mesma linguagem que nos parece tão exagerada.
S. João da Cruz explica doutoralmente por que à alma que vai crescendo no amor "as obras grandes feitas pelo Amado parecem-lhes pequenas; as muitas, parecem poucas . . . e considera-se mais má com toda certeza, do que todas as outras almas". E que a luz divina penetra nela com tanta força. fazendo-a ver o que Deus merece e sentir confusão e pena de "tão baixa maneira de agir por tão excelso Senhor". Algo como o raio da luz que, entrando por uma janela, descobre "todos os átomos e manchas e até o pó mais sutil" (Noite escura, I. cap. 9 e Subida do monte Carmelo, I, 14). Já o dissera de modo prático Sta. Teresa de Avila: "Onde entra muito sol, não há teias de aranha escondidas".

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