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12 de setembro de 2021

Teresa de Los Andes - Deus, Alegria Infinita - Diário e Cartas

AMOR SEM CARÍCIAS?

O amor é a fusão de duas almas em uma para se aperfeiçoarem mutuamente. Poderá uma alma unir-se à outra mais perfeitamente do que Deus se une com a nossa? A alma unida a Deus se diviniza de tal maneira que chega a pensar, a desejar e a agir conforme Jesus Cristo. Há algo maior no mundo do que Deus?
Há algo maior que uma alma divinizada? Não é esta a maior grandeza à qual pode aspirar o homem?
E verdade que não o vemos com nossos olhos do corpo. Mas Deus torna-se visível para nós pela fé. Não o apalpamos com nossas mãos, mas o apalpamos em cada uma de suas obras.
Antes, eu achava impossível chegar a enamorar-me de um Deus a quem não via, a quem não podia acariciar. Mas hoje afirmo com o coração nas mãos que Deus compensa inteiramente esse sacrifício. De tal maneira a pessoa sente esse amor, essas carícias de Nosso Senhor que parece tê-lo ao seu lado. Tão intimamente o sinto unido a mim que não posso desejar mais, salvo a visão beatífica no céu.
Sinto-me cheia dele. Não há separação entre nós. Onde eu for, ele está comigo, dentro de meu pobre coração que é sua casinha, onde o hospedo. É meu céu aqui na terra. Vivo com ele apesar de estar nos passeios, ambos conversamos sem que ninguém nos surpreenda nem nos possa interromper. Se tu o conhecesses bastante, o amarias. Se estivesses com ele numa hora em oração, po­derias saber o que é o céu na terra (carta sem data) .

SINTO FALTA DE SEUS BEIJOS

Minha querida mãezinha, apesar do esquecimento em que me tem, eu não a esqueço um instante. Pelo contrário, fico pensando que deve ter uma grande preocupação, já que, tendo escrito três cartas, não recebi nenhuma resposta sua. Todas as vezes que pedi ligação para aí, a linha estava ruim, pois é constantemente assim.
Não imagina como são carinhosos aqui. Apesar disso sinto falta dos beijos de meu paizinho e dos seus e dos carinhos de meus irmãos (Cunaco, 14-1 1-1918).
Não serias tão severa em julgar-me se me ouvisses dizer a cada instante: o que será da pobre Rebeca? Não sabes, minha pe­quenina, quanto me lembro de ti e o desejo que tenho de ver-te.
As missões tiveram um esplêndido resultado (Cunaco, 8-11- 1918).
Estou muito andarilha. Com a Hermínia saímos para fazer longas excursões a pé, as duas sozinhas. Às vezes chegamos cheias de barro até os tornozelos, pois caminhamos por toda parte. Nada nos detém. Vencemos todos os obstáculos. Outro dia, exultei num passeio à cavalo; galopamos com a Gordita das 14 às 16h30min.
Não imaginas os muitos desejos que tenho de estar com minha querida irmãzinha. Tenho passado regiamente e aqui ficaria todo o mês se pudesse ter todos os meus aqui. Recebe um beijo e abraço terníssimo de tua irmã (Cunaco, 20-1 1-1918).

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