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29 de agosto de 2021

Teresa de Los Andes - Deus, Alegria Infinita - Diário e Cartas

SINTO-ME MORRER

Morro, sinto-me morrer. Ontem já não podia mais de dor no peito. Estava sufocando. Não podia respirar. Jesus meu, dou-me a ti. Ofereço-te minha vida por meus pecados e pelos pecadores.
Minha Mãe, oferece-me como hóstia!
Estou em casa. Tive de vir porque não podia mais. Amanhã vou comungar. Quanto o desejo. Jesus meu, sou tão má! Necessito de ti para ser boa. Vem, Amor. Vem depressa e te darei meu co­ração para receber a meu Jesus.
11 de setembro. Era aniversário de minha primeira comunhão, fui comungar. Foi ideal! Faz sete anos uniu-se minha alma com Jesus. Que efusão foi esse primeiro encontro! Jesus pela primeira vez falou à minha alma. Que doce era para mim aquela melodia, que pela primeira vez ouvi.

SOFRER, AMAR E ORAR

Dia 5 de setembro de 1917, de Santiago, escreveu sua primeira carta a madre Angélica, priora das Carmelitas de Los Andes.
Entre outras coisas, diz: A senhora, Madre, já sabe por Chela o carinho e estima que tenho pelas Carmelitas e o desejo que tenho de estar algum dia entre elas. Mas tropeço em muitas dificuldades. A principal é minha própria saúde. Entretanto, já encomendei este assunto à Santíssima Virgem e creio que ela há de abrir-me as portas desse bendito abrigo, se for vontade de Deus, pois, mais que tudo, só desejo isto.
Nunca conheci pessoalmente nenhuma carmelita. Só li a vida de Ir. Teresa e de Isabel da Trindade. Desde então compreendi que o Carmelo é um pedacinho do céu e que a esse monte santo me chamava Nosso Senhor.
Sei que, se for ao Carmelo, será para sofrer. Mas o sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro minha alegria, pois na cruz encontra-se Jesus e ele é amor. E que importa sofrer quando se ama? A vida de uma carmelita é sofrer, amar e orar. Eis aí todo o meu ideal. Meu Jesus ensinou-me desde criança estas três coisas.

TUDO ME ABORRECE E CANSA

13. Ontem vim visitar Rebeca, e madre Esquerdo conseguiu que me deixassem ficar. Eu estava feliz pois, tinha ânsias de vir ao colégio.
Não sei o que acontece comigo. É uma tristeza interior tão grande que me sinto como que isolada de todo mundo. Enfim, ontem, graças a Deus, pude meditar e senti devoção e amor, o que há muito tempo não me dava o Senhor nem mesmo na comunhão.
Estes dois meses de sofrimentos são dois meses de céu. Tudo ofereci a Jesus e lhe pedi que me desse a sua cruz.
Tirei como resolução a de viver muito alegre exteriormente.
Procurei madre Esquerdo. Recomendou-me que fizesse tudo por amor. Que buscasse não os consolos de Deus mas o Deus das consolações.

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