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26 de junho de 2017

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.

Nossa Senhora Jovem

Parte 5/7

A juventude é a idade dos ideais: os jovens devem tê-los; de contrário serão seres inúteis na vida.
A juventude é a idade em que o homem deve ascender o farol do ideal que há de iluminar-lhe continuamente o caminho da vida.
É a idade em que deve marcar a meta para que se esforce por alcançá-la. A Virgem jovem teve também ideais.
Descobrimo-los no diálogo que sustentou com o anjo.
Ideal seu foi cumprir com toda a perfeição a vontade divina: eu sou a escrava do Senhor; que se cumpra em mim a sua vontade. E repetiu isto em todos os instantes da sua vida.
Ideal seu foi acrescentar a graça santificante que Deus lhe infundiu no momento da sua conceição imaculada. E alcançou esse ideal; por isso o anjo lhe chama a cheia de graça.
Ideal seu foi unir-se intimamente com Deus; e conseguiu-o. Por isso o anjo lhe diz: Deus está contigo.
Numa palavra: o seu ideal supremo foi a santidade; e alcançou-o, pois foi a mais santa de todas as criaturas.
Esses mesmos ideais devem ter todos os jovens: Cumprir a vontade de Deus, e para isso têm que resolver um problema importante: o problema da sua vocação.
Têm que procurar sinceramente o estado de vida que Deus quer que escolham, e uma vez que o conheçam, têm que responder como a Virgem: "Fiat", que se cumpra em mim a vontade de Deus. Dentro desse estado de vida têm que propor-se outro ideal: a santidade. Esse é o ideal principal; todos os outros são secundários.
Esse é o ideal supremo; todos os mais devem estar subordinados a ele.
Serás esposa, porém esposa santa. Serás religiosa, porém religiosa santa.
Todos os atos da tua vida devem ir encaminhados a acrescentar a graça santificante da tua alma.
Todos os passos que dês na tua vida, quer sejam pelo caminho do matrimônio, quer sejam pelo caminho da virgindade, têm que ir encaminhados para Deus, para te unires mais estreitamente a Ele; para a santidade.
Nossa Senhora tomou por guia no caminho da santidade a Deus que estava com ela. Praticou o que mais tarde diria Jesus: Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito.
Quando Deus se fez homem e esse Deus homem foi seu Filho, Ele foi o seu guia.
Observava Maria o que fazia e dizia Jesus, meditava-o em seu coração e punha-o em prática. Quatro vezes o diz o Evangelho.
Também tu deves ter por guia no caminho da santidade a Jesus Cristo. Ele próprio to diz: Eu sou o caminho.
Santa Teresa do Menino Jesus deixou escrita uma página encantadora.
Tinha só sete anos.
De pé sobre um rochedo solitário, contemplava pela primeira vez o mar.
A sua imensidade, o rumor das ondas, tudo lhe falava da grandeza e do poder de Deus.
O sol, já no ocaso, parecia banhar-se entre as ondas, deixando atrás de si um sulco luminoso.
Ante aquele espetáculo, a menina pensativa e angelical teve um pensamento muito belo.
Imaginava que aquele sol que via no horizonte ao longe era Jesus que vivia no céu.
O mar do mundo separava-a d'Ele; porém Jesus, como o sol no mar, despedia um facho de luz sobrenatural, que era o caminho que deviam seguir as almas para chegar às praias da eternidade.
E imaginava que a sua alma era uma barquinha ligeira, provida de uma vela branca, que a impulsos do amor divino, ia caminhando por aquele facho de luz divina com os olhos sempre fixos em Jesus, que a esperava no limite da vida. E alentada por esta ideia, prometeu não desviar nunca o seu olhar daquele farol divino para vogar mais depressa e com mais segurança para a praia celestial.
Tu podes imaginar também esse sol que está no horizonte e que com o seu facho de luz te mostra o caminho; é Jesus, que está no céu e que ao passar pela terra deixou o rasto dos seus exemplos para que o sigas; e podes imaginar também que esse sol é a Santíssima Virgem, tua Mãe, que está no céu, e que te deixou também um rasto maravilhoso de santidade com os exemplos da sua vida.
Segue esse rasto, porque imitar a Santíssima Virgem é imitar Jesus Cristo.
Entre os magníficos túmulos do cemitério de Gênova há um belíssimo e sumamente expressivo na sua simplicidade: uma barquinha ligeira e nela um anjo formoso recolhe a vela da barca.
É a alma que guiada pelo anjo, chegou incólume à praia, à meta do seu ideal.
Que essa barquinha seja o símbolo da tua alma.

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