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14 de junho de 2017

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.

NOSSA SENHORA JOVEM

À Luz do Evangelho

Parte 1/7

O homem em geral forma-se e deforma-se imitando.
A criança observa com avidez todos aqueles com quem trata, e sobretudo seus pais; e o que neles vê, isso imita. Ditosa a criança que viva rodeada de pessoas exemplares.
Passada a infância, mais ou menos conscientemente continua a imitar. Por isso é de grande importância o exemplo; "exempla trahunt", os exemplos arrastam. Mas talvez a que mais tendência tem para imitar é a jovem.
A jovem passa horas inteiras vendo revistas de modas. Procura o modelo de que mais goste para o imitar nos seus vestidos.
A jovem fixa-se com curiosidade em todas as mulheres que passam. Procura também o que nelas encontra de mais atraente para o imitar. Se lhe perguntais qual é a norma principal que regula a sua conduta, responderá, se é sincera: porque todas o fazem, a imitação.
Como a jovem tem muitas tendência para a imitação, o mundo apresenta-lhe muitos modelos; por desgraça poucos dignos de serem imitados. É necessário que a jovem tenha um modelo belo que encha a sua alma; um modelo querido que a arraste à imitação. Nenhum modelo melhor que a Santíssima Virgem jovem como ela. A Virgem Maria, a obra mais primorosa que saiu das mãos de Deus.
A Virgem Maria, o ser mais amável para o cristão depois de Jesus Cristo.
Se a Virgem Maria jovem vivesse entre as jovens, que modelo tão belo e tão querido! Já que não é assim, fazei-a viver na nossa alma. Gravai nela o seu retrato encantador.
Vou tentar colocá-la diante de vós; porém esse retrato da Santíssima Virgem distará quase infinitamente da realidade.
Que a vossa imaginação juvenil, e sobretudo o vosso coração de filhas, ponha nele todos os retoques que completem a sua beleza.
Para fazer o retrato da Santíssima Virgem jovem, o Evangelho oferece-nos as principais cores; outras são-nos fornecidas pela tradição.

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