5 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (7/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"


DIFICULDADES CRÍTICAS
Já que centenas de milhares de Mórmons crêem na autenticidade dele, é inoportuno dizer que o Livro de Mórmon é fraudulento acima de qualquer dúvida. Mas a falsidade do livro persiste acima de toda dúvida, exceto para as vítimas de uma credulidade cega. O único argumento, apresentado pelos Mórmons, que à primeira vista poderia parecer de peso é o fato de Joseph Smith ter sido inteiramente sem instrução, e daí não poder ter digerido e escrito um livro elaborado, cheio de tantas referências históricas e em estilo consistentemente estrangeiro. Tarefa tal requereria um erudito capaz, que Joseph Smith obviamente não era. Portanto, dizem eles, claramente o livro foi inspirado por Deus.
Mas essa dificuldade que os Mórmons propõem aos outros é como nada, comparada com as dificuldades que os próprios Mórmons defrontam. Passando por alto o absurdo etnológico de atribuir aos índios Americanos uma ancestralidade judia, consideremos alguns pontos derivados de um exame crítico do próprio livro. 
À páginas 47, Nefi declara que, ao chegarem à América em 600 A.C, os Israelitas acharam entre os animais da floresta "a vaca e o boi, e o burro e o cavalo". Mas é certo que estes animais não são nativos da América, tendo sido introduzidos naquela terra pelos europeus somente depois do descobrimento dela por Colombo no século XV A. D. Se o livro fosse divinamente inspirado, esse engano elementar não teria sido cometido.
Ademais, é de supor que Mórmon tenha gravado o seu registro nas lâminas de ouro pelo menos antes de 420 A. D., quando elas foram enterradas. Como fez então Mórmon para incorporar em II Nefi, 1, 14, uma expressão claramente tirada de Shakespeare: "país indescoberto de cujas plagas viajor nenhum regressa"? Mórmon escrevia mais de mil anos antes de Shakespeare ter nascido!
Dificuldade similar ocorre pelo fato de o Livro de Mórmon conter centenas de citações tanto do Antigo como do Novo Testamento, transcrições verbais exatas da Versão Autorizada da Bíblia por King James, a qual foi publicada pela primeira vez em 1611 A. D. Devemos acaso dizer que, mais de mil anos antes de existir a Versão King James, Mórmon traduziu-a cuidadosamente para o "Egípcio Reformado"? Ou, mais razoavelmente, deveremos dizer que quem quer que escreveu o livro viveu depois que a Versão King James foi publicada?
Também poderíamos perguntar como foi que Mórmon se arranjou, no século IV A. D., para gravar nas suas lâminas de ouro citações, palavra por palavra, da "Confissão de Fé de Westminster", a qual se formou no século XVII A. D. Ou, ainda, como foi que os postulados peculiares de uma obscura seita presbiteriana que floresceu em Geneva, N.Y., nos próprios dias de Joseph Smith, tornou-se conhecida de Mórmon tantos séculos antes; e por que razão, no seu "Egípcio Reformado", ele achou necessário, ou mesmo possível, imitar passagens do "Livro Metodista de Disciplina", do qual os reavivamentistas tanto tinham feito objeto de discussão popular nos primeiros anos do século XIX. Estes são apenas alguns dos obstáculos insuperáveis para a aceitação do Livro de Mórmon como genuíno.
Mas que havemos de dizer ao argumento de Mórmon de que ao iletrado Joseph Smith era impossível, por quaisquer poderes naturais seus, inventar tal livro? Podemos somente responder que não Joseph Smith, mas sim o ex-Batista, ex-pregador reavivamentista Campbellista, Sidney Rigdon, a quem não faltava o necessário conhecimento de história, literatura e Escritura, é que foi o real autor desse livro fraudulento, em que abundam as doutrinas e a fraseologia campbellistas. O patológico Joseph Smith tinha a personalidade necessária para praticar uma deslavada impostura para a qual ao douto Rigdon faltava a necessária impudência; e ao bom êxito da fantástica história das lâminas de ouro foi essencial que Rigdon se conservasse no fundo de cena.

Um comentário:

  1. Ave Maria Parissima!
    Soy de Fuerte Olimpo, Paraguay. Yo sigo el blog desde 2010, es muy bueno y me ayudó mucho. Felicidades, que Dios te bendiga. Abrazos!
    Ave María Purísima!
    Diego Ricardo

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