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19 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (14/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"

DEUS, O HOMEM E CRISTO
Por exemplo, o primeiro artigo de Smith aparenta uma profissão de fé na doutrina cristã da SS. Trindade. Mas, na realidade, não é nada disso. Porquanto, de acordo com os seus ensinamentos oficiais, o Mormonismo não é uma seita cristã, mas sim politeísta, ensinando uma doutrina de muitos deuses de categoria desigual. Joseph Smith ensinava que "o próprio Deus foi uma vez como nós somos agora, e é um homem enaltecido". Segundo Brigham Young, a fim de criar o homem, que só podia ser feito por geração física, Deus veio a este mundo como Adão, "com um corpo celestial, trazendo uma de suas mulheres, Eva". Adão, diz portanto ele, "é nosso Pai e nosso Deus, e o único Deus com quem temos que ver" (Brigham Young, "Journal of Discourses" ("Jornal de Discursos"), vol. 6, p. 50). Adão é o "único" Deus com quem temos que ver, porque acima de Adão há Jeová, e acima de Jeová, há Eloim, o maior de todos os Deuses! Cristo, como Filho Eterno de Deus (de qual Deus, é difícil dizer), não é da mesma substância que o Pai, enquanto que o Espírito Santo é descrito às vezes, não como uma Pessoa, mas como uma "influência", como um "fluído divino", a mais pura e mais refinada de todas as substâncias elétricas ou magnéticas!
Verdade é que hoje em dia os Mórmons geralmente rejeitam a teoria "Adão-Deus" de Brigham Young, mas esquecem que, consoante os seus próprios princípios, como veremos, Brigham Young, como Presidente devidamente eleito, foi dotado de infalibilidade e não podia incidir em erro doutrinário!
E que é do homem? Aparentemente foi pecaminoso, para "Adão", gerar filhos, porque, de acordo com o Catecismo Mórmon, ele devia ter pecado comendo o fruto proibido, do contrário "não teria aqui conhecido o bem e o mal, nem poderia ter posteridade mortal". Todavia, os seres humanos que foram gerados, se forem bons Mórmons, finalmente se tornarão "Deuses, criando e governando mundos e povoando-os com a sua prole" (Manual, Parte I, p. 52). O céu Mórmon é evidentemente muito diferente do céu no qual, segundo Cristo, as pessoas "nem se casarão nem se darão em casamento" (Mt. 21, 30). Entrementes, consoante o ensino Mórmon, Deus está continuamente criando almas que anseiam por corpos humanos. E aqueles que na terra proporcionam o maior número de corpos para esses espíritos ansiosos serão os mais gloriosos na eternidade. Logo, a poligamia é aí obviamente indicada!
Dizem os Mórmons que, desde que eles obedeçam aos preceitos da sua religião, a sua salvação é possibilitada mediante a Expiação operada por Cristo. Mas quem é Cristo? Os Artigos de Joseph Smith declaram que ele é o "Filho de Deus". Porém escritores Mórmons dizem que, na encarnação, "Ele não foi gerado do Espírito Santo". Argumentam que a concepção é impossível sem a intercorrência marital física. Foi José, então, o pai de Jesus? Não. Porque então Cristo não seria o Filho de Deus. Por isto eles dizem que Deus-Pai veio à terra em forma humana, tomou Maria como sua mulher legal, e das relações maritais na carne nasceu Cristo! Pior ainda, no seu "Jornal", Orson Hyde diz que o próprio Cristo praticou a poligamia, desposando "as Marias e Marta, de modo que pudesse ver seus filhos antes de ser crucificado"! A quem quer que tenha a mais leve compreensão disto, tais ensinamentos não passam de uma caricatura blasfema da doutrina cristã.

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