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23 de setembro de 2014

Do diabólico delírio dos mórmons - Pe. Leslie Rumble, M.S.C. (16/20)

Os Mórmons
ou
"Santos dos Últimos Dias"

Padre Leslie Rumble, M.S.C.
Doutor em Teologia  
Missionarii Sacratissimi Cordis
"Missionários do Sagrado Coração"

POLIGAMIA
Estranhamente oposta a esta atitude ascética era a teoria e prática Mórmon da poligamia. Joseph Smith proclamava que a necessidade da poligamia lhe fora primeiramente revelada em 1831, quase um ano depois de haver ele fundado a Igreja. Aparentemente foi-lhe ela revelada como uma espécie de pensamento segundo, que fora descurado na primeira excitação de pôr a nova Igreja em andamento.
De qualquer forma, foi em 1831 que pela primeira vez ele começou a falar de uniões adicionais como casamentos celestes, e citou em justificação delas o exemplo dos patriarcas de antanho. Quando sua mulher Emma fez objeção ao fato de trazer ele para casa outras mulheres para participarem dele com ela, Joseph prontamente teve uma revelação para acalmar os seus escrúpulos. Em "Doutrina e Pactos", n. 52, seção 132, ele faz Deus dizer: "E receba minha serva Emma Smith todas aquelas que foram dadas ao meu servo Joseph, e que são virtuosas e puras diante de mim".
Já notamos a doutrina Mórmon das almas criadas que esperam ansiosamente por corpos humanos, somente por meio dos quais podem elas alcançar a eterna bem-aventurança como deuses. Portanto, quanto mais mulheres os homens tiverem, e quanto mais filhos, tanto maior será a sua glória. De fato, casamentos múltiplos são necessários para a própria salvação da pessoa!
Que, teoricamente ao menos, os Mórmons acreditam que a poligamia é necessária para a salvação, não é um exagero. Quando o Governo dos Estados Unidos começou a dar passos para proibir a poligamia, a Primeira Presidência da Igreja Mórmon publicou uma proclamação, em 1885, dizendo: "Mais de quarenta anos atrás, o Senhor revelou à sua Igreja o princípio dos casamentos celestiais... Quem haveria de supor que qualquer homem nesta terra de liberdade religiosa teria a presunção de dizer ao seu semelhante que ele não tinha direito de adotar medidas por ele julgadas necessárias para escapar à condenação?"
Joseph Smith proclamou publicamente a lei da poligamia em Nauvoo em 1841; e a mesma lei Mórmon foi de novo publicamente proclamada sob Brigham Young por um Concílio da Igreja em 1852. Entretanto, quando, a 24 de setembro de 1890, o Governo dos Estados Unidos proibiu absolutamente a poligamia até mesmo entre os Mórmons, eles concordaram em abster-se dela na prática. Mas nunca a repudiaram em princípio. Dizem que Deus dispensa da necessidade dela os que não podem praticá-la no seu tempo.
É simplesmente justo aqui dizer que a "Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias" repudia a acusação de haver Joseph Smith ensinado e praticado a poligamia, dizendo que Brigham Young foi quem a introduziu, assim se divorciando da verdadeira fé conforme ensinada por Joseph Smith. Mas os Mórmons de Utah insistem em que Joseph Smith teve uma revelação em favor da poligamia, e que tanto a ensinou como praticou. E a evidência, sem dúvida, está do lado destes.
Por isto a Igreja Mórmon julga de seu dever ir avante durante estes "últimos dias da plenitude dos tempos", em preparação para a iminente Segunda Vinda de Cristo (doutrina haurida dos Milleristas) e para o estabelecimento do Reino Milenar de Cristo sobre o mundo inteiro, com seu quartel-general na América.

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