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31 de julho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


Parte 8/10


D - É preciso mencionar um dever importante dos pais: educar seus filhos na moralidade.
a - Duas são as graves obrigações dos pais, neste ponto: instruí-los e vigiá-los.
Que é preciso ensinar-lhes? Os grandes desígnios de Deus, o plano sublime que atesta sua tocante confiança no homem, quando chegar o momento.
E como vigiá-los? Uma atmosfera de alta moralidade deve reinar na família e nada deve aí existir que fira o melhor escudo da alma jovem, a sua pureza.
Muitos compreendem esta última obrigação e consequentemente agem; muitos, porém, recuam sempre mais ante a primeira. "É uma tarefa difícil e delicada", dizem. Sei que deveria dizer alguma coisa, mas não encontro palavras para dizê-lo.
Primeiramente, não vejo por que isto seria tarefa tão delicada para os pais, compenetrados de um santo respeito ao pensamento divino, e que refletem eles mesmos, com piedosa gravidade, no santo poder criador que Deus concebeu ao homem. Estes pais acharão o tom e as expressões convenientes.
Mas, mesmo se este trabalho fosse difícil, não teria o direito de subtrair-se a ele, quando se consideram os danos espirituais irreparáveis, que o silêncio dos pais produz nos filhos em idade de crescimento.
Com efeito, não é preciso mostrar que se guarda silêncio a este respeito diante dos filhos já crescidos, a questão está liquidada. Pois as reuniões mundanas, a rua, o teatro, o cinema, o jornal, o romance, as vitrines, os cartazes não ficam mudos ... todos falam, mas em um tom e de um modo que irremediavelmente os arrastam ao pecado.
Se dependesse de mim faria com que todos os pais lessem os capítulos das "Confissões" de Santo Agostinho onde ele descreve com uma força comovedora seus terríveis combates de jovem contra os pecados dos sentidos. É verdade que então ele ainda não era cristão, mas infelizmente quantos jovens cristãos poderiam escrever outro tanto!
"Onde estava eu, Senhor? e como, neste exílio, estava longe das delícias de vossa casa no 16º ano de minha carne, escreve ele, quando tomou o cetro sobre mim, e com uma completa submissão de minha parte - o frenesi da voluptuosidade. Os meus não cuidavam senão de me verem fazer belos discursos e a persuadir pela arte da palavra" (Livro II, cap. 2). Neste 16º ano, a falta de recursos dos meus obrigou-me a suspender meu trabalho. Livre de toda a escola, morava com meus pais. Foi, então, que os espinhos das paixões se levantaram em cima da minha cabeça, sem que mão alguma daí os pudesse arrancar (Livro II, cap. 3).
Pais, não esqueçais que se um dia vossos filhos tiverem necessidade de alguém, a quem possam dirigir-se com uma completa confiança e diante de quem não tenham segredo algum, será justamente na sua juventude. Feliz do filho que nestes anos puder se dirigir a seus pais com absoluta confiança!

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