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10 de julho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 146

COMO MORRE O SOLDADO DE CRISTO

Gabino Alcázar alistou-se aos 80 anos no Exército dos libertadores, e com ele três de seus filhos. “Chegou a hora de morrermos mártires, disse ele aos seus na hora da despedida. Tenho ainda pouco tempo de vida, e por que não hei de consagrá-lo a Cristo-Rei? Desejo que a vossa morte seja tal qual a minha. Vamos combater por Deus”.
Isto sucedia a 3 de março de 1927. O velho soldado de Cristo receberia dentro em breve a sua coroa de glória. Tomou parte em três combates com uma tenacidade extraordinária. A 12 de março, numa renhida batalha, saltara da trincheira para avançar contra o inimigo, oculto atrás de uma rocha, e atirou até o último cartucho. Afinal, os soldados de Calles o cercaram, gritando-lhe:
— Entrega-te, velho!
— Os soldados de Cristo-Rei morrem, mas não se rendem, — respondeu com altivez.
— Entrega-te ou te matamos.
— Cair, sim; ceder, nunca!
E para que os callistas não se apoderassem do seu fuzil, Gabino quebrou-o em dois pedaços e atirou-os contra o inimigo, dizendo-lhes:
— Tomai e entregai isso ao vosso Calles-Nero.
Seus olhos tem um lampejo de alegria. No momento em que levanta a mão aberta para o céu e grita: Viva Cristo-Rei, uma descarga o prostra por terra.
A Escritura diz: “As almas dos justos estão nas mãos de Deus; o tormento da morte não chega a tocá-los.
As almas dos justos descansam na paz; atormentados pelos homens, a sua esperança tomou vulto na eternidade”.
Como essas palavras se adaptam ao velho soldado Gabino!

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