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13 de julho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XV


Parte 6/7


C - Recordei já muitas vezes especialmente a tarefa da mãe de família. Pois se tudo quanto disse atá aqui, a respeito de dever educador dos pais, serve uniformemente para ambos, a experiência mostra, porém, que a mãe é a mais apta para exercer uma profunda ação educadora, pois para cada filho, a primeira e a mais preciosa educadora é a mãe de família.
Uma ocasião alguém dizia a Adams o célebre presidente dos Estados Unidos da América: - Eu sei como vos tornastes o homem que sois. - Ah! Como soubestes? perguntou o presidente. - Li algumas das cartas que vossa mãe nos escrevia, respondeu o interlocutor.
Como tinha razão! Pois se, em falando do crime de um homem, costuma-se dizer: "Procurai a mulher", falando de suas virtudes pode-se dizer muito mais: "Procurai a mãe".
a - O Antigo Testamento, já fornece exemplos inesquecíveis da mãe de família ideal. Bastará talvez citar apenas um só. 
Pelo ano 166 antes de Jesus Cristo, brotaram dos lábios de uma heroica mãe palavras que nunca poderão ser esquecidas enquanto um homem viver sobre a terra. Elas não o serão, pois a Sagrada Escritura dá-lhes uma existência perpétua.
É a questão da mãe heroica dos Macabeus, cujos sete filhos foram mortos por um tirano, por causa de sua fidelidade às leis de sua religião. Um após outro morreram, entre horrorosos suplícios, sob os olhos de sua mãe. Poderiam escapar deste sofrimento, se renegassem a fé, mas nenhum deles o fez. E quando o mais jovem foi torturado, sua mãe encorajou o filho banhado de sangue, dirigindo-lhe essas sublimes palavras: "Eu te conjuro, meu filho, olha o céu e a terra, e tudo que eles contém, vê que Deus o criou do nada, e que a raça dos homens assim chegou à existência. Não temas este algoz, se, porém, digno de teus irmãos (2 Mac 7, 28 - 29). Assim morreu o mais jovem e depois também sua mãe. Mas não traíram sua fé.
b - Se o Antigo Testamento podia já produzir tais mães ideais, qual não deve ser então a imagem da mãe de família cristã, no N. T., ante a qual brilha como ideal o exemplo da Imaculada Mãe de Deus! Porque depois que a Santa Virgem levou em seus braços o Menino Deus, cada mãe de família traz uma coroa invisível. Uma coroa mais bela que todos os diamantes. Uma coroa digna de maior veneração que toda a decoração terrena. Coroa que difunde uma beleza maravilhosa sobre o semblante de quem a leva. Mas uma coroa que se assemelha também à coroa de espinhos de Nosso Senhor!
Se todas as mães vivessem conscientes dessa dignidade sobrenatural! Se todos os homens soubessem que eles podem substituir em todas as coisas as mulheres. menos em tarefa vital em que ninguém a substitui! Na tarefa da mãe educando seu filho. Não é, pois, compreensível que as mulheres ambicionem justamente essa carreira, única onde ninguém as substitui? 
Infelizmente, a desordem da vida econômica atual obriga sempre a mulher a abandonar a calma do santuário familiar, e vir fazer concorrência ao homem na vida pública. Atualmente, não há só empregadas, mas há mulheres deputadas, advogadas, doutoras, artistas, professoras, motoristas de táxis, agentes de policia... e em certas regiões há mulheres pastoras... e entre os soviéticos, mulheres soldados. Em todos os domínios, o homem pode produzir mais que a mulher, e em tudo isto a humanidade poderia viver sem a colaboração feminina.
Há todavia uma profissão que pertence única e exclusivamente à mulher: há uma carreira que, se as mulheres abandonarem, ninguém poderá substituí-las e sobre a qual repousa toda a humanidade: é a profissão de mãe de família.
Não creio que um homem possa provar maior alegria na terra, do que quando seu filho já crescido lhe diz o que o ilustre Széchenyi escrevia um dia à sua mãe: "Vós me instruístes, me educastes, plantastes no meu coração o bem no qual estou e ficarei, e o pouco que fiz para meu Deus, meu Rei e minha Pátria é vossa obra.


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