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27 de julho de 2016

Casamento e Família. - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


Parte 6/10


B - A segunda virtude, após a obediência e proveniente dela, é o respeito à autoridade. 
Não há vida comum sem respeito à autoridade; ao contrário, harmonizar o amor paterno com a necessária autoridade é uma das tarefas mais difíceis, ainda que indispensáveis, da educação. Sim os pais devem amar seu filho, mas o filho deve corresponder a este amor com um respeito, uma obediência incondicional.
a - E não é só no ambiente estreito da família que a obediência e o respeito tem seu valor, mas são também indispensáveis para a civilização humana toda inteira. A civilização consiste em acolher as descobertas das gerações antigas, edificando sobre elas, e prosseguindo sua obra. Mas para isto é necessário o respeito à autoridade. Se a vida familiar ensinar o respeito à autoridade, serve ao mesmo tempo aos valores universais da civilização.
Se uma geração recusa o respeito à autoridade e aos valores do passado, ela soçobra na revolução. Compreende-se assim por que os revolucionários se dedicam com predileção a destruir a família: com a família desaparece ao mesmo tempo o respeito à autoridade, e o terreno se torna favorável para os perpétuos tumultos.
b - Mas naturalmente, se os pais querem que seus filhos tenham o respeito à autoridade, é preciso recordar que eles mesmos não devem destruir esta autoridade diante de seus filhos.
Os antigos compreenderam melhor que nós como assegurar a autoridade dos educadores e mestres. Filipe, rei da Macedônia, proibira seu filho, o futuro Alexandre Magno, de se assentar quando seu preceptor falasse com ele. E o imperador Teodósio, tendo um dia encontrado seus dois filhos assentados, enquanto seu preceptor Arsênio estava de pé, ordenou-lhes ficar de pé enquanto o mestre se assentaria.
E hoje? Como é diferente! Com que leviandade muitos pais querem razões e discutem, prejudicando o respeito à autoridade!
Se o filho leva más notas, naturalmente a "falta é do mestre".
Escutai o que escreve a este respeito um pedagogo muito experimentado.
Ordinariamente é a mãe que recebe o boletim. Em seu primeiro impulso repreende severamente o filho. Mas a primeira coisa que faz a criança, menino ou menina, - é lançar tudo sobre o professor.
- Mamãe, sabia muito bem minha lição, mas não de cor.
- Mamãe, sabia minha lição, mas o professor pediu-me coisas que não estavam no livro.
- Mamãe, o professor enganou-se, tomou-me pelo meu vizinho.
- Mamãe, é o professor de alemão que me pegou. E sabe, ele é um judeu...
- Mamãe, não era o meu professor habitual, e sim um substituto que não gosta de mim.
- Mamãe, não te zangues, eu brinquei muito, mereci a má nota, mas eu te prometo que me esforçarei, até o fim do semestre. Interroga-me todas as noites...
Depois, e sempre a mesma conclusão: "Mamãe, assine o boletim para que o papai não o perceba.
E 50% das vezes a mãe nada diz ao pai. Quando lhe diz, as mais das vezes desculpa o filho, ataca o professor ou a professora, na família, na sociedade e em toda a parte (Journal des Parents, nº de dezembro, 1924). 

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