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23 de julho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


QUE EDUCAÇÃO SE DEVE DAR AOS FILHOS?


Parte 4/10


Não é menos importante saber quais são as virtudes que particularmente se devem ensinar aos filhos.
A - Primeiramente, mencionarei a obediência absoluta. "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, porque isto é justo" (Ef 6, 1), tal é a advertência dirigida por São Paulo aos filhos. Logo depois, contudo, ele fala nestes termos aos pais de família: "E vós, pais, não exaspereis vossos filhos, mas educai-os formando-os, instruindo-os no Senhor" (Ef 6, 4).
a - Educar os filhos formando-os, isto é, habituá-los a obedecer sem nada dizer, acostumá-los à modéstia e à renúncia. Outrora, era natural que em toda a família os filhos obedecessem com presteza às ordens de seus pais.
Mas este princípio de educação foi abandonado, quando apareceu a moda do filho único, e os pais, então, começaram a obedecer a todos os caprichos deste pequeno tirano muito animado. Pois, é preciso reconhecer, ou bem o filho obedece ou bem ele manda; ou bem ele toma a palavra, ou bem se lhe dá a palavra.
Escutai somente um caso típico de um filho excessivamente animado.
Um destes filhos únicos chora, uma noite no pátio, junto ao poço, e batendo com o pé grita à sua preceptora: "Dai-me. Eu a quero".
Ante aquele barulho, a mãe abre a janela e pergunta: "Senhorita, que contraria o pequeno? Dai-lhe!"
"Mas, senhora, ainda mesmo que Ladislau sapateasse até amanhã cedo, eu não poderia dar-lhe". Esperai um pouco, e eu mesma vou fazê-lo", grita a senhora precipitando-se para junto de seu marido.
O marido corre à preceptora: "De que se trata? Por que não dais à criança o que ela pede? Minha mulher o ordena. Tomai cuidado, podeis partir no próximo mês".
A pobre jovem responde suavemente: "Que o senhor lhe dê, se puder. A lua brilha na superfície da água, e Ladislau bate o pé, pedindo que eu a tire da água, e lhe dê".
Que ser infeliz não será, quando crescer, um filho assim abominavelmente animado!
b - Mas que é preciso fazer se realmente o filho sapateia, chora, joga-se por terra, quando se lhe recusa alguma coisa?
Não é preciso dar-lhe o que pede mesmo neste caso. É preciso que se lhe ensine que, apesar da riqueza dos pais, há coisas no mundo às quais é preciso renunciar.
"Mas fico com pena do pobrezinho, quando ele chora tão aflito. É penoso contrariá-lo".
Se não olhais para o seu futuro, então é difícil contrariá-lo. Considerai, porém, que Herodes não soube recusar o pedido da jovem Herodíades, e mandou por sua causa matar São João Batista.
Considerai as palavras de Santo Agostinho: "Odeia o que ama de maneira má, e ama aquele que odeia bem".

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