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14 de novembro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 204

COMO MORRE UM IMPERADOR

Na madrugada de 2 de setembro de 1558, sentiu o imperador Carlos V que suas forças estavam esgotadas e que ia morrer. Tomando a si mesmo o pulso, moveu a cabeça como se dissesse: Tudo está acabado. Pediu então aos frades presentes que rezassem as ladainhas e orações dos agonizantes, e a seu mordomo que acendesse os círios bentos. Pediu ao arcebispo Carranza que lhe desse o crucifixo, que servira à Imperatriz na passagem suprema da vida à morte, levou-o aos lábios e apertou-o duas vezes contra o peito. Em seguida, tendo na mão direita o círio bento, e estendendo a esquerda para o Crucifixo, que lhe apresentava o arcebispo, disse: “Este é o momento!” Pouco depois, pronunciou ainda o nome de Jesus e expirou, exalando dois ou três suspiros. Assim acabou — escreve Quijada, em sua dor e admiração — o mais notável dos homens que tem havido e haverá.

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