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28 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência XVII



Parte 8/9


C - Mas quando se constata, dolorosamente, que dificilmente há um estado moderno, cuja legislação não seja, mais ou menos, contrária à instituição do casamento, sente-se o quanto se deve agradecer à Igreja Católica o ter sempre mantido e manter até hoje ainda o casamento cristão contra o divórcio.
a - Quantos, contudo, não lhe predisseram que isto seria sua perda! Sua perda, se ela continuasse a mostrar "um rigorismo atrasado" nesta questão e se ela não se tornasse "mais indulgente e tolerante" quanto a estas correntes modernas. Não. A Igreja Católica não pode ser tolerante, onde a indulgência seria correr para o abismo e para a ruína. Ela tem a santa obrigação de manter a família à altura do ideal onde o Criador a colocou desde a sua origem, e onde - após uma aberração milenária - Nosso Senhor Jesus Cristo, não só a colocou, mas ainda a pôs entre os sacramentos.
Não sabemos qual a sorte reservada ao Ocidente civilizado e à  Igreja de Cristo que aí se encontra. Mas é certo que a sorte da Europa depende do modo pelo qual ela conseguir edificar em si mesma, a nova civilização cristã, porque a antiga não mais existe, desapareceu. É certo que não se pode modificar esta nova civilização cristã enquanto não se conseguir elevar, às alturas do cristianismo, a sua base, a família cristã.
Não são somente os padres, mas também os fiéis que devem trabalhar, para edificar, consolidar, embelezar o corpo místico de Cristo. "Que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igualmente cuidado um dos outros", escreve São Paulo (1 Cor 12, 25). Só teremos, na Igreja, uma primavera de vida nova, quando não só os bispos e os padres, mas também todo o corpo e cada membro do corpo construam o templo de Deus. Se o casamento se torna cristão, se a família se cristianiza, se os pais e os filhos se cristianização, então a Igreja de Cristo, se rejuvenescerá, tornar-se-á cada vez mais bela.
b - Hoje o mundo cambaleia ao redor de nós, como um gigante ébrio. Quase acreditamos que o mal e a revolução sangrenta se preparam para inundar o  mundo, como novos rios de sangue no tempo de Noé. Mas, se assim for, e se realmente se chegar à destruição de tudo quanto o espírito humano criou de belo e grande durante os séculos, mesmo então entre o desencadear das vagas espumantes, a nova arca de Noé, a Igreja Católica, continuará a flutuar sã e salva, e levará com ela a segunda família de Noé que conseguiu salvar de novo a humanidade em ruínas: a família robusta, pura, ideal. Não serão as conferências que salvarão o mundo, nem as máquinas, nem as associações, nem os sindicatos, mas sim os pais e as mães. Os pais com seus braços robustos, e as mães com o seu coração ardente, os pais com o seu trabalho, e as mães com as suas mãos ativas, os pais e as mães: o ideal da família católica.
A humanidade, hoje, já vê, alarmada, que a família esta no declive, e que um perigo mortal ameaça todos os valores da civilização. Biologistas, políticos e pedagogos, procuram, tremendo, uma saída. Milhares de projetos e planos jorram da humanidade. Mas não há outros meios para tirar a família da crise, senão o retorno às leis divinas e naturais que foram abandonadas, o retorno ao ideal cristão do casamento. O penhor mais seguro de um novo milenário para a nossa nação, o melhor eugenismo, o racismo mais seguro, é a lei do evangelho: Salvai o santo ideal do matrimônio, e salvareis a Pátria.

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