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2 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XVI


Parte 9/10


Felizes dos pais que com uma afeição reta, compreensiva, delicada, sabem garantir, nestas épocas difíceis, a confiança absoluta de seus filhos!
b - É justamente por isso que os bons pais controlam cuidadosamente o circulo de amigos de seus filhos. Sabeis, pais, quais são os amigos de vossos filhos? Onde vão se divertir habitualmente e quais suas reuniões? De que falam entre si?
Não tenho tempo de me preocupar com isso? Prestai atenção. Então para vós se aplica o severo juízo de São Paulo: "Se alguém não se preocupa com os seus, e principalmente dos de sua casa, renegou sua fé, e é pior que um infiel" (1 Tim 5, 8).
Cito novamente Santo Agostinho.
"Eu me precipitava na minha perda, a tal ponto cego que, entre os companheiros de minha idade, eu tinha vergonha de minha inferioridade de vergonha: porque eu os ouvia se gloriarem de sua vilania e tanto mais quanto mais infames eles eram; eu gostaria de fazer como eles, não só pelo prazer, mas também por glória ... Por temor de repreensão eu me tornava ainda mais vicioso, e na falta de crime real, que me igualasse com os mais corruptos, eu fingia ter feito o que não fizera; tinha medo de aparecer tanto mais desprezível quanto eu era inocente, tanto mais vil quanto era casto" (Confissões 2, c. 3).
E o tempo obriga-me a concluir esta instrução, e todavia teria ainda tantas coisas a dizer! Contudo há uma que eu não posso calar. Uma coisa que eu deveria lembrar em primeiro lugar, porque é a base de toda a educação, e dá força a todo o meio de educação. É a educação religiosa.
Coisa curiosa, há pais que temem, sobretudo, que os filhos caiam numa devoção exagerada.
Pergunto a uma dessas mães de família.
- Senhora, quereis que vosso filho, crescendo, se corrompa e se torne um jovem leviano?
- De nenhum modo. Qual a mãe que o quereria? Só não quero que ele se torne um beato...
- Um beato? Que quereis dizer com isso.
- Bem. Que ele não tenha uma piedade exagerada...
- Mas considerai um pouco como essas duas palavras parecem extravagantes, uma ao lado da outra: " Piedade exagerada"! Pois compreenderia se me dissésseis: "Não quero que meu filho seja um gatuno". Sim, isto teria um sentido. Não quero que ele se torne um velhaco ... Mas "uma piedade exagerada". Que temeis desse lado?
- Que ele se torne um pouco simples, concentrado, hipócrita.
- Ah! isso é outra coisa. Tendes plena razão. Mas, dizei-me, quem pretende ser isto piedade? A condição preliminar, a base e o motor de uma boa educação é a religião que vive da fé em Deus, e que se desenvolve sob os olhos de Deus. A religião não é pois alguma coisa puramente exterior. Não consiste em ir à Igreja aos domingos, e deixar, durante a semana as leis da religião com os trajes domingueiros. A religião não consiste simplesmente nas orações e nos jejuns, isso também dela faz parte: mas consiste no apego profundo a Deus, que penetra toda a nossa vida, todos os nossos planos, todas as nossas ações, nossos descansos, e nosso trabalho, nossas alegrias, nossos sofrimentos. Mas não se pode duvidar que a atmosfera religiosa, que se espalha sobre toda a vida de família, é o melhor fator de desenvolvimento para as mais belas virtudes na alma da criança.

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