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20 de agosto de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência XVII


II - NÃO SE TEM O DIREITO DE 'REFORMAR' O CASAMENTO


Parte 4/9

"A reforma do casamento". Será necessário e permitido "reformar" o casamento?
Os espíritos superficiais poderiam facilmente responder com um "Sim" a esta questão. Pois, como dizem eles, se tudo evolui ao redor de nós se vivemos em condições de vida e condições econômicas inteiramente diferentes das de outrora, é preciso também adaptar o casamento a esta nova "situação". Tal é o raciocínio de muitos de nossos contemporâneos. Que lhes responderemos?
A - Em primeiro lugar, ninguém quer negar o progresso imenso que a humanidade realizou no decurso último século, no domínio da ciência e da técnica.
a - Realmente as descobertas extraordinárias sucederam-se no último século. A técnica colocou ao nosso serviço métodos e forças sempre mais novas, tornando a vida humana mais fácil, mais bela, mais salubre e mais longa. Não é para admirar que estas invenções tenham transformado inteiramente não só o aspecto da terra, mas, também, as ideias da humanidade fascinada, ensoberbecida e conquistada por elas, ela acredita que não há mais segredos.
Contudo, ainda há. Há, hoje ainda, uma multidão de mistérios ao redor de nós, e entre estes mistérios levanta-se sempre diante de nós como de sob um véu o maior de todos os mistérios: o mistério da vida. A ciência e a técnica humana são capazes de uma multidão de coisas, e contudo permanecem impotentes ante o mistério da vida; hoje ainda não se chegou e certamente não se chegara a criar a vida, mesmo sob a forma mais elementar.
b - O foco da vida humana permanece, pois, ao abrigo das grandes transformações exteriores atuais, permanece aquilo que era: a família. Não é permitido tocar com mãos ineptas esta fonte de vida.
A vida familiar deve permanecer até o fim a fonte em que a humanidade de quando em vez se rejuvenesce. A família deve ser até o fim a porta pela qual entra para a vida a nova geração humana, a fim de tomar o lugar vazio deixado por aquela que desceu ao túmulo. A família deve ser até o fim o santuário onde brotam as mais belas virtudes: amor, devotamento e ardor ao trabalho. A família deve ser até o fim a célula sobre a qual esta edificada a humanidade, a coluna sobre a qual se eleva a civilização.
não é, pois, necessário "reformar" o matrimônio, no sentido da opinião originada da sede atual de prazeres: "o casamento de camaradagem", o "casamento de weekend", e não sei que outros termos. Não, não há necessidade. É preciso, porém, salvar, fortificar, restaurar o "velho casamento" que foi a base de todo o desenvolvimento de nossa civilização, e que a Igreja de Cristo não cessará nunca de defender, salvaguardar e exigir.

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