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5 de março de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência X


Parte 8/9


C - "Isto é muito bonito. A Igreja prega um ideal magnífico, mas não vê ela então a triste realidade? Não vê que a humanidade esta muito longe deste ideal? O casamento monogâmico, indissolúvel, a fidelidade conjugal, a fidelidade mútua, e para com os filhos... tudo isto é o ideal, um ideal sublime. Mas a Igreja não vê então quão poucos o seguem? Por que não tem ela um pouco mais de indulgência? E então não perderia milhares e milhares de fiéis que abandonam a religião de seus antepassados, porque ela não permite um segundo casamento".
Porque isto seria a ruína da humanidade, Certamente ela vê, com o coração aflito, os que desertam de sua bandeira, mas nada pode fazer para amenizar sua exigência. Ela não pode, porque nada pode fazer contra as prescrições divinas. Ela não o pode, porque agindo de outro modo. não só daria razão aos fracos e hesitantes, e os fortificaria em suas idéias frívolas, mas, ainda, privaria os que lutam corajosa e seriamente da força reconfortante do ideal. Tem ela o direito de rebaixar este ideal ao nível dos fracos e hesitantes? Tem o direito de colocar um anteparo aos raios do sol, unicamente porque os olhos doentes não suportam seu brilho puro?
D - Coloquemos pois as duas idéias, uma ao lado da outra, e façamos o balanço: que significa a indissolubilidade do matrimônio e o que significa a possibilidade de rompê-lo?
A indissolubilidade do matrimônio significa o verdadeiro respeito da mulher, da sua dignidade, de sua igualdade de direitos com o homem. O divórcio significa a humilhação da mulher, sua escravidão absoluta.
A indissolubilidade do matrimônio significa o amor e a educação dos filhos. O divórcio significa o receio dos filhos ou, se há filhos, significa a ruína e o drama doloroso de sua educação.
A indissolubilidade do matrimônio significa um sentimento de segurança: aconteça o que acontecer, estamos perfeitamente unidos um ao outro. A possibilidade do divórcio significa um temor, uma ansiedade, uma desconfiança perpétua... A outra parte não me abandonará em minha doença, em minha velhice, em minha miséria?
A indissolubilidade do matrimônio significa o domínio de si. Devemos permanecer um ao lado do outro, devemo-nos acostumar um com o outro e mostrar-nos generosos e  indulgentes, reciprocamente. Mas a possibilidade do divórcio acentua ainda mais os contrastes, pois sempre me ronda esta tentação: para que esforços? Se não lhe agrado, separar-nos-emos.
A indissolubilidade do matrimônio significa a fidelidade conjugal.
"Jurei fidelidade até a morte". Ao contrário a ideia da possibilidade do divórcio encoraja a tentação de infidelidade: "por que lutar contra ela se se tem o direito de fazê-lo"
Em uma palavra, a indissolubilidade do matrimônio é a base da Igreja, do Estado, da sociedade e da civilização. A possibilidade do divórcio, ao contrário, abala os alicerces vitais da humanidade, conduz ao endurecimento moral e à ruína dos povos. Olhemos as estatísticas dos divórcios. Só no ano de 1929, houve na Hungria mutilada 14.500 divórcios. Só num ano 29.000 pessoas romperam os laços da fidelidade "perpétua", que juraram. Um número, ao menos igual de crianças, ou quem sabe maior, talvez 40.000, ou porventura 50.000, tornaram-se assim órfãs e foram lançadas à rua, ou às mãos de padrastos. Isto no interesse da nação?
Olhemos a estatística dos suicidas: os divorciados se suicidam em número muito maior que as outras pessoas. Será no interesse da nação?
Olhemos a estatística dos jovens criminosos: 60 por cento tem seus pais divorciados, 20 por cento são de nascimento ilegitimo. Será o interesse da nação?
Quando a família adoece, todo o povo também adoece. Destruída a família, destruiu-se também o povo, e não há nem bem estar material, nem lei, nem exército, nem política que possa sustar sua decadência.

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