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21 de março de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência XI



1 - O AUMENTO DO NÚMEROS DE DIVÓRCIOS


Parte 2/8


A - A primeira triste realidade de que trataremos nesta instrução é pois o aumento assustador do número de divórcios, sobretudo após a guerra.
a - Treme aquele que lança um olhar, ainda que rápido, sobre as ruínas do santuário familiar demolido, E não é verdade, como pensam alguns, que a causa dos divórcios esta não no relaxamento da moralidade, mas sim na situação material e econômica desfavorável. Nada disto. Porque se tal fosse verdade, quem compreenderia que em Budapest a maior parte dos divórcios se deu precisamente na sexta circunscrição, enquanto que foi menor o número nos dois quarteirões mais pobres? Não vos quero fatigar apresentando longas estatísticas. São elas, com efeito, muito conhecidas, para que eu seja obrigado a apresentá-las novamente. É um fato muito sabido que em certos países existem agências especializadas, que fazem ofertas de serviços às jovens famílias, prometendo-lhes um concurso rápido, pontual, preço moderado, fornecendo-lhes motivos de divórcio, tudo pronto, com pagamentos mensais. É igualmente muito sabido que nas grandes cidades se encontram casas onde moram quase que exclusivamente divorciados. Divorciados e pessoas que estão no seu segundo, terceiro ou quarto matrimônio. A proprietária no rés-do-chão vive com o seu terceiro marido. Já se divorciou duas vezes. No primeiro andar, no pátio, uma mulher acaba de casar-se novamente na última semana e traz consigo os três filhos do seu primeiro casamento. O senhor que habita um belo apartamento do primeiro andar, para a rua, está quase a se divorciar. Toda a casa fala nisto. E muitos lhe dão razão.
b - "Naturalmente que ele vai se divorciar! Que lhe resta a fazer se não se entende com a sua mulher? Experimente uma outra. Experimentará até encontrar uma boa. Todo o mundo tem direito à felicidade. E se certos princípios e certas considerações se opõem à minha felicidade, passo simplesmente sobre isto... E a Igreja faria melhor se compreendesse que o homem de hoje tem idéias deste gênero. Por quanto tempo quer ela manter esta proibição arcaica? Não há religião, no mundo, bastante forte para resistir ao modo de ver geral da humanidade..."
Quantos falam muitas vezes assim!
E em parte eles têm razão. Têm razão, no sentido que fora da religião católica não há poder no mundo capaz de lutar contra a onda de divórcios. É bem verdade. Mas em compensação, a Igreja compreende a responsabilidade de sua missão divina, sente em si uma força divina capaz de resistir à avalanche, sente um olhar lúcido, olhos puros, vontade indomável e mandamento de Cristo, e eis por que ela não pode nunca ceder.


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