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18 de março de 2017

Tesouro de Exemplos - Parte 329 a 332

ZELO DOS SANTOS PELA SALVAÇÃO DAS ALMAS

1. S. Afonso de Ligório, um dos maiores missionários de todos os tempos, exclamava: “Se Jesus Cristo tivesse morrido na cruz, não por todos mas por uma única alma, ainda assim era de justiça que nós nos sacrificássemos para ganhar uma alma para Deus. E se eu pudesse pregar missões a todo o mundo, a todo o mundo eu as pregaria”. 
Ao bispo de Caserta dizia: “Nós dois temos trinta mil libras de peso sobre nossos ombros: pobres de nós se por nossa negligência se perde ainda que seja uma só de tantas almas de que estamos encarregados!”

2. S. António Daniel, martirizado no Canadá em 1648, dizia: “Nossa consolação no meio das mais duras fadigas é caminhar de provação em provação, buscando e recolhendo as espigas de trigo, quer dizer, as almas simples e fiéis que os anjos separam da cizânia, para formarem no céu essa coroa de eleitos que tantos suores e tantos trabalhos custaram ao Filho de Deus”.

3. S. Josafat trabalhou com tanto zelo pela união dos hereges e cismáticos à Igreja Católica que lhe chamavam “ladrão de almas”. Ele, com muita mansidão, respondia: “Deus queira possa eu roubar todas as vossas almas para levá-las a Ele”. Levantava-se às duas da madrugada para começar o dia com uma disciplina sangrenta, e trabalhava todo o dia sem descanso até a noite. “Toda gente corre a Josafat — dizia um contemporâneo — e a todos recebe como um pai”.

4. S. João Eudes durante sessenta anos dedicou-se às missões, que costumava durar de seis a doze semanas. Levava consigo de doze a vinte e cinco missionários, que não bastavam para recolher os frutos. Seus auditórios eram de trinta a quarenta mil pessoas. Uma vez escreveu: “De oito a dez léguas vem aqui tanta gente e os corações estão extraordinariamente bem dispostos. Não se veem mais que lágrimas; não se ouvem mais que gemidos de pobres penitentes; mas nem a quarta parte poderá confessar-se. Os missionários tem visto pessoas que esperam oito dias sem conseguir confessar-se, e então ajoelham-se onde quer que encontrem os padres, pedindo-lhes com lágrimas e com as mãos postas que as ouçam”.

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