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2 de outubro de 2016

Columba Marmion - Jesus Cristo nos seus mistérios

I I

COMO ASSIMILAR O FRUTO
DOS MISTÉRIOS DE JESUS


Os  mistérios que Jesus Cristo, Verbo lncarnado, viveu neste mundo, viveu-os por amor de nós :
neles se mostra nosso modelo, mas sobretudo quer unir-se a nós como Chefe dum só Corpo Místico, de que Ele é a Cabeça e nós os membros.
A  virtude destes mistérios é tal, que é sempre ope­rante e eficaz ; do céu, onde está sentado à direita de Deus Pai, Cristo continua a comunicar às almas o fruto dos Seus diversos estados, para realizar nelas a divina semelhança com Ele.
A  participação nos mistérios de Jesus exige o con­curso da alma.
Se Deus nos revela os segredos do Seu amor para conosco, é para que os aceitemos, para que nos compenetremos bem das Suas vistas e pensamentos, para que nos adaptemos ao plano eterno, fora do qual não há santidade nem salvação possíveis. Se Cristo nos abre os tesouros insondáveis dos Seus estados e mistérios, é para os fazermos frutificar, sob pena de, no dia do juízo, sermos expulsos para fora do reino, como o foi o servo negligente do Evangelho, e atirados para as
trevas sem fim.
Mas não se procura aquilo que se não conhece; a vontade não se prende a bens que a inteligência lhe não apresenta:  Ignoti nulla cupido.
Como conhecer então, agora que Cristo nos privou da Sua presença sensível, a beleza,  a  harmonia, a virtude, o poder dos Seus mistérios? E sobretudo como nos poderemos pôr em contato vivifícante com estes mistérios, para deles tirarmos frutos que pouco a pouco transformem as nossas almas e nelas operem aquela união com Cristo que é condição indispensável para sermos admitidos entre  os  Seus discípulos?
É o que nos resta ver, para rematar a exposição desta fecunda verdade.- que os mistérios de Jesus são tanto d'Ele como nossos.

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