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10 de outubro de 2016

Columba Marmion - Jesus Cristo nos seus mistérios.

COMO  ASSIMILAR  O  FRUTO  DESTES  MISTéRIOS

N O T A   I

«Às  festas foram instituídas para prestar a  Deus,  em comum, nos  seus  templos sagrados, o culto supremo de adoração, louvor, ação de graças, reparação. Para isso, tudo está de tal
modo regulado e adaptado às circunstâncias - cerimônias, palavras, canto, ordenação externa em todos os seus pormenores ­- que  são suscetíveis de fazer penetrar  profundamente  no espírito
os mistérios,  as verdades  ou os fatos celebrados  e  despertar em nós os sentimentos e atos correspondentes. Se os fiéis fossem bem instruídos nesta matéria e celebrassem  as  festas com aquele espírito  que  a Igreja teve  em vista  ao  instituí - las ,  conseguir-se-ia uma  renovação e notável aumento de fé,  piedade,  instrução, reli­giosa,  e, consequentemente,  a vida interior  dos cristãos  seria revi­gorada e melhorada.
«Todo o bom cristão se aplique, por meio da pregação ou dalgum livro apropriado  adquirir a compreensão e  a  assimilar: o espírito de cada  uma das  festas estudando o seu objeto e fim
especial,  meditando a verdade, a virtude, o prodígio, o benefício que nela se comemoram procurando por todos os modos tirar delas proveito para o seu aperfeiçoamento pessoal. Desta  ma­
neira, conhecerá melhor e amará com mais fervor a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, à Santissima Virgem e aos Santos ; ganhará amor à sagrada Liturgia, ã pregação, à Igreja, e procurará con­quistar para elas  os outros. Todas  as festas serão  então  para ele dia  de Deus,  verdadeira festa que lhe  alegrará  a  alma, e a reju­venescera, a reconfortará, lhe comunicará novo vigor para aguentar os sofrimentos  e lutas  quotidianas  durante a  semana".  (Catecismo  da  Doutrina Cristã, publicado  por  ordem  de S.  Pio  X.


NOTA  II

« . . .  0 grande segredo para levar esta vida cristã livre, pura e como que já sobre-humana [de que a vida de Jesus  na terra, após haver saído do sepulcro, é o tipo real  e a cuja imitação o Batistmo nos obriga], não está tanto  em  considerar a vaidade do mundo. a fragilidade e baixeza da vida presente, a nossa miséria. as nossas paixões  e  tudo aquilo de que, sem a graça, seríamos
naturalmente capazes, nem mesmo os próprios defeitos e pecados, que todavia, temos de detestar e deplorar. Tudo isto é útil, indispensável ; toda a alma sensata pensa nestas coisas  a  certas horas.
Mas nem sempre é ocasião de pensar nelas, nem isto é o que há de mais eficaz.  O  mais eficaz, nisto como em tudo , o  mais determinante. o mais  triunfante .. é olhar  habitualmente,  tanto quanto possível, para o alto; é considerar  Deus e Jesus;  as  perfeições  de Deus,  os  Seus direitos. os Seus atributos,  os  Seus apelos. os Seus incitamentos. as Suas expectativas, os  Seus  desígnios  as Suas promessas ;  os  mistérios  de Jesus e as  graças  todas  divinas  que brotam do que Ele  diz,  do  que Ele faz, do que  Ele ordena , do que ele sofre. É lembrar-se sempre que Ele é pessoalmente o ponto de partida e o Chefe da vida cristã .. que a  grande  virtude do
Batísmo é incorporar-nos nEle  ..  comunicar-nos a Sua  vida .. fazer-nos da Sua raça .. derramar em nós  o  Seu Espírito,  quer  dizer, uma luz e uma força que nos  torna  capazes não só de nunca
mais pecar, como diz expressamente S. João,  mais  ainda de julgar todas  as coisas,  discernir o nosso caminho, segui-lo, e  subindo de  claridade  em  clariàade,  de  liberdade  em  liberdade, alcan ­
çar o estado interior daquele que dizia : «Viver, para mim é  Jesus Cristo.
 (Mons.  GAY  Elevactions sur la  Vie et  la  Doctrine de Notre-Seigneur Jésus Christ, 91ª elev)

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