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3 de outubro de 2016

Sermão para o 19º Domingo depois de Pentecostes – Padre Daniel Pinheiro, IBP

[Sermão] A veste nupcial: a graça santificante

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
No Evangelho de hoje, caros católicos, Nosso Senhor fala de sua santa Igreja. O reino dos céus, o reino de Deus é a Igreja Católica. O rei que faz as núpcias de seu Filho é Deus. O Filho é Nosso Senhor Jesus Cristo. As núpcias são a encarnação do Verbo. As núpcias são a união da natureza divina e da natureza humana na pessoa de Cristo. União sem confusão das duas naturezas, que permanecem distintas, mas não separadas. Nosso Senhor Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus.
O rei manda os servos chamarem os convidados. Não quiseram ir. Manda novamente outros servos para dizer que tudo está pronto. Recusam. Foram uns para a casa de campo, outros para os seus negócios. Outro chegaram até mesmo a matar os servos do Rei. Ora, quem são esses que recusam o convite do Rei, o convite de Deus para que façam parte das núpcias de Seu Filho e para que façam parte de Seu reino? Podemos ver, em primeiro lugar, o povo judeu em sua maioria, que recusou ver em Jesus Cristo o verdadeiro Salvador, o Messias, apesar das provas abundantes que Cristo deu de que era o Messias e o Filho de Deus feito homem. Esses que recusam não são, porém, somente os judeus, mas todos aqueles que não reconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo como o Salvador e Redentor ou que O reconhecendo tal, não O seguem. Alguns não só não aceitam o convite como perseguem e matam aqueles que fazem o convite. Assim ocorreu com alguns profetas,  aconteceu com inúmeros mártires e acontece, ainda hoje, com muitos que anunciam o Evangelho.
Tendo alguns recusado o convite, Deus chama todos. Deus chama todos para que participem do Seu Reino que é a Igreja. Chama bons e maus. Na Igreja de Cristo, que é a Igreja Católica, há, de fato, bons e maus. A Igreja Católica não é a Igreja dos puros, dos justos ou dos predestinados. Nela, estão santos e pecadores. Bons e maus. Para que todos possam receber a influência santificadora da Igreja, com sua doutrina santa, com seus sacramentos santos. Para ser membro da Igreja de Cristo, que é a Igreja Católica, é preciso ser batizado, ter a fé católica e reconhecer as autoridades legítimas da Igreja, a começar pelo papa, atualmente o Papa Francisco.
Todavia, para que nos salvemos, não basta sermos membros da Igreja, precisamos ser membros vivos. Devemos estar em estado de graça, devemos ter a veste nupcial, devemos ter a nossa alma revestida da graça santificante. Se não tivermos essa veste nupcial que é a graça santificante, o rei virá no dia de nossa morte e nos perguntará sobre a nossa veste nupcial, sobre a nossa amizade com Ele, sobre nosso amor a Ele.
Se não tivermos a graça santificante, seremos atados nos pés e nas mãos e seremos lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Quer dizer, no dia em que o Rei, Deus, vier pedir contas, se não tivermos a graça santificante, teremos os pés e as mãos atados, pois já não poderemos fazer nenhuma boa obra. Seremos lançados nas trevas exteriores. Nas trevas porque já não teremos luz sobrenatural alguma e estaremos no frio. Estaremos nas trevas, sem a luz da fé e sem o calor do amor a Deus. Trevas exteriores porque estaremos separados para sempre de Deus, fora da Igreja, fora da união com Cristo. Haverá choro e ranger de dentes, isto é, sofreremos também penas sensíveis, com sofrimentos sem fim, sabendo que se estamos nessas trevas exteriores é única e exclusivamente por culpa nossa. Se não tivermos a graça santificante quando o rei chegar, seremos condenados com toda justiça ao inferno porque não aceitamos o convite bondoso de Deus para nos santificarmos. Condenação eterna, sem fim, separados eternamente de Deus, sem felicidade alguma. Apenas tristeza, desespero, culpa sem arrependimento. Verdadeiras trevas exteriores com choro e ranger de dentes, atados.
Quantas vezes Deus nos chama? Para que façamos parte da Sua Igreja e para que estejamos revestidos com a graça santificante, arrependidos de nossos pecados, e unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo, observando os seus mandamentos, seguindo-o inteiramente. Quantos ficam ainda apegados a seus pecados, apegados a doutrinas próprias e alheias à doutrina de Cristo… Ouçamos o convite de Deus hoje, caros católicos, aceitemos esse convite para fazer parte de seu Reino e estejamos revestidos da graça santificante para que possamos chegar ao céu.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

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