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2 de maio de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XII


Parte 4/8


Mas então que significam estas palavras de São Paulo, exigindo da mulher a obediência ao seu marido?
Significam que a boa ordem e a felicidade familiar são incompatíveis com as máximas propagadas pelas pessoas frívolas, incompatíveis com a "emancipação da mulher", e as suas manifestações, incompatíveis também com a emancipação fisiológica, econômica e social da mulher.
A emancipação fisiológica significa que a mulher teria o direito de se furtar aos encargos, que acompanham a sua dignidade de esposa e mãe, o que o cristianismo condena.
A emancipação econômica significa que a mulher tem o direito de se entregar a operações econômicas independente de seu esposo, sem sua participação, e mesmo contra a sua vontade, não cuidando de sua família.
É isto que o cristianismo condena.
Quanto a emancipação social, ela consiste no direito, para a mulher, de destruir as muralhas do santuário familiar, de abandonar a sua missão no lar, de não cuidar de seu marido e de seus filhos e exercer um trabalho na vida pública. É isto que o cristianismo condena.
Não o permite, porque se seu marido é a cabeça da família, a mulher é o seu coração, e não se pode, sem perigo mortal para ambos, tomar o coração independente da cabeça, emancipá-los um com relação ao outro e separá-los um do outro.
Onde dois vivem juntos, é absolutamente necessário que um deles dirija, conduza e "mande". Se numa família não há "comando", nem "obediência" ela se desagregará cedo ou tarde. Obediência quer dizer inclinar a vontade, ceder. Quem cederá? O mais sábio. E é preciso que a mulher seja a mais sábia.
Infelizmente as moças imaginam muitas vezes o casamento como uma festa perpétua, um encanto continuo. Mas a vida não é isto. Não existe harmonia absoluta neste mundo, e cedo ou tarde, pequenas divergências surgirão entre os esposos, mesmo os mais cordatos, e então, é preciso que um dos dois ceda. Seja então a mulher. Porque se considerarmos realmente um casamento feliz, notamos e descobrimos que a mulher que sabe aplainar as dificuldades, é a mais sábia. É, pois, uma ilusão perigosa para as jovens pensar que poderão governar os esposos, e que isto será sempre assim, porque eles as amam.
c - Não interpreteis, contudo, como uma servidão indigna esta obediência em que pensa São Paulo quando diz: "O homem é a cabeça da mulher como Cristo é a cabeça da Igreja!"  Esta frase de São Paulo indica claramente que a obediência da mulher é, propriamente, não a seu marido mas a Cristo. A mulher obedece por causa de Cristo, e eis por que é muito natural que ela não possa obedecer-lhe senão nas coisas que Cristo também aprova e permite.
Esta consideração faz desaparecer definitivamente todo o receio de que esta obediência seja humilhante para a mulher. É humilhante para a Igreja obedecer a Cristo? Quanto ao mais São Paulo escreve literalmente: "Mais, como a Igreja é sujeita a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos" (Ef 5, 24).
É somente nesta concepção elevada, que se podem realizar na vida conjugal a "santidade" e a "pureza" que São Paulo exige claramente quando escreve "Cada um de vós saiba guardar seu corpo na santidade e na pureza sem se abandonar aos arrebatamentos da paixão como fazem os pagãos, que não conhecem Deus (I Tess 4, 4 - 5).
Quantas famílias São Paulo não deveria chamar, hoje, de pagãs! Ele exige de fato que o esposo cristão viva com sua esposa cristã de tal forma que em suas relações com a mulher se manifestem a santidade e a pureza, isto é, que um e outro se testemunhem reciprocamente o respeito, o amor e a delicadeza, que fazem da família um verdadeiro santuário.


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