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5 de novembro de 2015

Tesouro de Exemplos - Parte 1

FUI AVISADO DE QUE MORRERIA

RAPAZES, até quando continuareis zombando da autoridade de Deus? Até quando desprezareis o seu preceito de ir a missa aos domingos, a confissão, a comunhão? Tendes saúde, sois fortes, alegres, adulados... amados de vossos pais, estimados de vossos colegas... bem sucedidos nos estudos... ricos, afortunados... Mas uma coisa eu vos digo: De Deus não se zomba. Se não fazeis caso da religião, se não cumpris vossos deveres morais e religiosos, se continuais na libertinagem, não duvideis que o castigo virá. Como? De que maneira? Quando? A estas perguntas não podemos responder: são mistérios de Deus.
O certo, porém, é que ele anunciou temerosos castigos contra os profanadores dos dias santos. E esses castigos, nesta ou na outra vida, virão infalivelmente. Escutem o que refere o grande doutor da Igreja S. Afonso de Ligório.
Era, diz ele, a 24 de novembro de 1668. Dois amigos passeavam juntos nos jardins de Palermo. Um deles chamava-se César, e era ator dramático.
— César — disse-lhe o amigo — estás triste?
— Muito.
— Por que não conversas?
— Não posso.
— Tens alguma preocupação?
— Sim; e muito grande.
— Não me podes contar o que é?
— Sim; como és um bom amigo, vou abrir-te o meu coração. Já sabes que minha mãe era muito boa. Educou-me na piedade. Mais tarde, porém, abandonei tudo e tornei-me um libertino. Dediquei-me ao teatro... tenho tido muitos triunfos, mas, também, tenho dado muitos escândalos. Um dia, estando eu em Nápoles, passei por uma praça abarrotada de povo. Parei. Era um missionário que estava pregando. Ouvi-lhe o sermão sobre o inferno e tive medo. Converti-me, confessei-me com ele e ao terminar, disse-me: “Não voltes ao vômito do pecado, porque se voltares (digo-te da parte de Deus), só terás doze anos de vida”.
— Isso te disse o frade?
— Exatamente.
— E por que hoje te lembras disso?
— Porque hoje exatamente vai fazer doze anos...
— Qual nada! não te vejo com cara de moribundo.
— Sim; hoje estou passando melhor do que nunca.
— Então, deixa-te de tolices. Eu te profetizo, sem ser missionário, que esta noite terás um dos maiores triunfos de tua vida. E viverás ainda... até caíres de velhice.
— Deus te ouça, meu amigo, mas asseguro-te que tenho medo, muito medo.
Chegou a noite. Começou o teatro. César trabalhava no palco... E todos o aplaudiam com delírio. De repente cambaleou... caiu... Aproximaram-se dele, quiseram ergue-lo... Estava morto; era um cadáver!...
Realizara-se a tremenda profecia do missionário.
Não sou eu, mas o próprio Deus, quem vos diz: Rapazes frequentai a missa! Porque, se não observais a minha lei, se profanais as minhas festas, contra vós enviarei terríveis castigos quer nesta, quer na outra vida.

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