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4 de novembro de 2015

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência V


QUE O JOVEM SEJA SÉRIO E CONSCIENTE DE SUA RESPONSABILIDADE.


Parte 2/5


A) A um velho eclesiástico cujo ministério era de longos anos, perguntaram, um dia, qual, entre as funções de sacerdote, a que mais o impressionava. O casamento de dois jovens, ou o enterro de uma mãe de família, responde o velho e digno pastor. Porque eu nunca vi tão claramente, em qualquer outro lugar, a imensa responsabilidade que traz a vida conjugal para a sorte terrestre e eterna de gerações inteiras.
Quanta razão tinha, realmente, este velho sacerdote! Quem não compreenderia as consequências incalculáveis que um bom ou mau casamento traria para o destino terrestre e eterno dos esposos e mais ainda para o futuro de sua geração?
Quem não sente a importância decisiva de assegurar um bom casamento?
"Assegurar um bom casamento"?, dir-se-á talvez. Mas o casamento é como sorteio. Toma-se ao acaso, sem saber o que se escolheu.
Alguns se esquivam com esta resposta espirituosa, mas a questão é muito importante para que se tenha o direito de assim se esquivar.

B) É verdade, ninguém pode ler com inteira certeza o coração de outrem. Há, porém, sinais, e por eles tiramos conclusões. E um destes sinais, no moço, é o amor ao trabalho, o sentimento de fidelidade ao dever e a honestidade.
a - Se estas qualidades existem no noivo, pode-se, então, olhar mais tranquilamente o futuro casamento.
Se elas faltam porém, a jovem nunca deve desposá-lo.
Não atendais a linguagem irrefletida de muitas jovens: "Eu bem sei que meu noivo é leviano e superficial, mas nada posso fazer, eu o desposarei, porque sou louca por ele". Esta "loucura" acabará muito depressa, e então que terrível desencanto!
Espero que não tenhais as idéias blasfemas daquela mãe de família a quem uma de suas amigas dizia: "O moço a quem queres entregar tua filha é muito frívolo e volúvel", ao que ela responde: "Tens razão, bem sei que não é um partido muito desejável, mas isto basta como primeiro marido".
b - Que ímpia maneira de ver as coisas! O casamento não é um ensaio. É uma responsabilidade imensa. Dever-se-ia sublinhar muitas vezes, e realçar esta ideia. Pois na atual humanidade espalham-se muito rapidamente idéias como estas: "O casamento é um negócio privado, não atinge ninguém. O casamento é uma compra a prazo. O casamento é um divertimento e assim por diante. Ele não tem esta responsabilidade, da qual o homem de hoje não quer ouvir falar". E no entanto esta imensa responsabilidade origina-se do matrimônio para ambos os esposos, como igualmente para o bem físico e moral das gerações futuras.
O jovem que não possuí esta concepção austera do casamento, e o sentido de sua grande responsabilidade, alguns meses após a realização, dirá a seus amigos, com um riso sarcástico e num tom amargo: "Prestai atenção, sede prudentes, pois é bastante que eu me tenha deixado prender. Eu não esperava isto. Acreditava que o casamento fosse coisa bem diferente..." e acompanha estas palavras com um gesto desabusado.
Cada vez que vemos este gesto de desencanto e que ouvimos este tom decepcionado, sabemos imediatamente que este jovem estava desprovido de idéias sérias, e do sentimento de sua responsabilidade, a respeito do casamento.

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