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6 de novembro de 2015

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência V


QUE A JOVEM SEJA MODESTA E AME O SEU LAR.


Parte 3/5


A) Assim como é de uma importância capital que a noiva se convença de que seu futuro esposo esta compenetrado do sentimento de sua responsabilidade, assim também é importante que o noivo esteja convencido de que sua futura esposa, também ela, possui a simplicidade e o espírito interior necessário.
a - No Antigo Testamento encontramos um modelo de noivos: "Tobias e Sara". Não se pode ler sem emoção o que o jovem Tobias diz à sua noiva antes de seu casamento: Levanta-te, Sara, e oremos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã... Porque nós somos filhos de santos e não nos podemos unir como os pagãos que não conhecem a Deus (Tob 8, 4 - 5).
Como é comovente a lição que Sara recebe de seu pai! Após a celebração do casamento, os jovens esposos despedem-se dos pais de Sara, para voltarem à casa do velho Tobias. "Que o santo anjo do Senhor, diz-lhes o pai de Sara, esteja em vosso caminho, e vos conduza até vosso lar sãos e salvos; que tudo seja próspero em casa de vossos pais e possam os meus olhos ver vossos filhos, antes que eu morra. Então os pais abraçaram sua filha, e deixaram-na ir, após ter-lhe recomendado respeitar seus sogros, amar seu marido, bem dirigir sua família, governar sua casa, e de se conservar ele própria sem mancha" (Tob 10, 11 - 13).
Poder-se-ia melhor resumir os deveres de uma boa esposa como fez o pai da esposa do jovem Tobias?
Noivos, vede se possuís este estado de espírito, esta modéstia, este gosto pelo vosso lar.
b - "Mas Tobias e Sara, poderia dizer alguém, viveram em outra época, há milhares de anos; as moças de hoje não poderiam se moldar por eles..." Daria a esta jovem uma preparação para seu exame de consciência, tirada de outro livro, que não foi escrito há milhares de anos, e sim, há pouco tempo. E foi escrito por uma mulher. Uma escritora de visão profunda que dá os conselhos seguintes para um exame de consciência: Se passais mais tempo diante das vitrines das lojas, que no trabalho, ou na leitura, ou sob a influência pura de Deus, se após uma semana lembrais ainda exatamente que Lisete tinha um manto cor de malva com botões vermelhos, enquanto Clara tinha um vestido de crepe azul, então, é sinal que isto vai mal. E se à noite, não podeis dormir porque não sabeis se vossa capa nova será verde garrafa ou vermelha, se repreendeis vossa mãe, porque não tendes um vestido novo para o chá, e se chorais porque vosso chapéu não tem enfeite, então, é tempo muito oportuno para que, em vosso próprio interesse, comeceis uma cura; pois quereis cair ainda mais?
Por isso, jovens, para quem Tobias e Sara são velhos, tomai ao menos estes conselhos que são inteiramente atuais e novos.

B) De outra coisa ainda deveis cuidar. É incrível a leviandade com que, algumas vezes, se trata uma questão vital.
a - As jovens com a mesma leviandade que os moços.
Pergunta-se a uma dessas jovens:
- Por que quereis desposar este jovem?
- Não sabeis que ele possuí um belo carro de seis cilindros?
- Mas então é um auto que quereis desposar, ou um homem?
Pergunta-se a um desses moços:
- Por que quereis casar com aquela moça?
- Porque ela é muitíssimo rica.
- Então é um punhado de ouro que quereis desposar?
Aqueles que se casam, em semelhante estado de espírito, podem se admirar se algumas semanas depois sua vida conjugal se transformou num inferno? Não, porque eles realizam em si aquelas palavras da Sagrada Escritura: "Estes são os que entram no casamento banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e que se entregam à sua paixão, como um cavalo e o jumento que não tem razão" (Tob 6, 17).
Talvez estas expressões pareçam exageradas, mas são muito bem reais ainda hoje!
Não se acreditaria - se não se ouvisse com os próprios ouvidos - que isto fosse possível: a jovem desposa o moço porque é um " rapaz elegante"; o jovem, de seu lado, casa-se com a moça, porque ela "dança muito bem". Que cinismo inaudito, que leviandade insensata, ante o passo mais santo da vida! Ante uma determinação que pesará por toda a existência.
b - Como é diferente o pensamento da Sagrada Escritura a este respeito! Certamente agiria muito bem o jovem, se, antes de casar, procurasse saber se sua noiva corresponde às magnificas exigências que o apóstolo São Pedro formulava quanto às mulheres. Sabia muito bem que não é a beleza externa que decide seu valor, e eis por que escreve: "Que vosso ornamento não seja o exterior: os cabelos penteados com arte, os ornamentos de ouro ou a elegância das vestes; mas ornai vosso interior com a pureza incorruptível de um espírito doce e pacífico: tal é a verdadeira riqueza diante de Deus" (1 Ped 3, 3- 4).

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