25 de fevereiro de 2026

NOVO JUDAS

Um menino, chamado Fúlvio, fazia seus estudos em um dos principais colégios da França. Enquanto a mãe o mantinha sob seus cuidados, o menino foi preservado dos graves perigos que ameaçam os pequenos; mas, no colégio, Fúlvio apegou-se a dois colegas maus e corrompidos, com os quais vivia em estreita amizade.

Muito rapidamente, por causa deles, perdeu a inocência e, com ela, a paz do coração. Alguns livros imorais, que lhe foram dados pelos companheiros, acabaram por levá-lo à perdição.

Aos doze anos, foi admitido à primeira comunhão; infelizmente, não a fez por devoção, mas apenas para obedecer à mãe, sem propósito de mudar de vida nem de abandonar as más companhias. Confessou-se sacrilegamente, ocultando certos pecados vergonhosos e, assim, com o demônio no coração, com o pecado mortal na alma, teve a ousadia de receber a comunhão.

Os pais, enganados pelas aparências, julgaram-no bem comportado e o mandaram novamente ao colégio. Fúlvio, porém, por sua indisciplina e preguiça nos estudos, acabou um dia sendo severamente castigado pelo diretor e encerrado por algumas horas na prisão do colégio.

Chegada a hora de libertá-lo, foram até o quarto que servia de prisão e, antes de abrir a porta, escutaram do lado de fora... Não ouviram nada... nenhum movimento... Bateram à porta, e ninguém respondeu. Por fim, abriram a porta — e o que viram? Ah! que horror! O infeliz rapaz havia se enforcado: estava morto!

Imaginem os gritos e gemidos no colégio.

Sobre a mesa foi encontrada uma carta, na qual estavam expressos os sentimentos de uma alma ímpia, desesperada e sacrílega.

Tal foi o fim do desditoso rapaz, vítima de maus companheiros, que, tendo pecado como Judas, teve também a morte de Judas.

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