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11 de outubro de 2021

Teresa de Los Andes - Deus, Alegria Infinita - Diário e Cartas

ORANDO, TRABALHANDO E RINDO

Hoje celebramos a festa de nossa Madre. Todas lhe dão presentes.
Creia que verdadeiramente me enterneci ao ver a simplicidade e carinho que reina entre minhas irmãzinhas. Cada dia dou mais graças a Deus por encontrar-me neste pombalzinho encantador, entre tantas santas.
Levantamos às cinco e meia. Às seis vamos ao coro, onde fazemos uma hora de oração. Cerram todas as portas e só ficamos nós vendo a lamparina do sacrário. Veja que coisa maravilhosa.
Depois dizemos o Ofício Divino, as Horas. Depois é a missa, co­munhão . . . Tomamos o café. Depois arrumamos a cela. Varro o corredor do noviciado . . .
Amanheci muito cantora. Arrumei a cela cantando (porém, porque era dia de recreio). Formava um duo com outra irmãzinha noviça e cada uma por seu lado. Depois, no recreio, todas caçoavam de nós. Assim passamos a vida, irmãzinha querida, orando, trabalhando e rindo. Oxalá tenhas, algum dia, a dita de te encontrares neste ceuzinho antecipado. Deus é amor e alegria e ele no-la comunica.
Como quisera, desde que tive o uso da razão, ter-me aplicado a conhecer a este Deus tão bom. Ama-o, que só ele merece o nosso amor. Vive nele mais do que em ti. Deus está mais em nós do que nós mesmos. Deus nos sacia, nos penetra inteiramente, porque é imenso e todas as coisas estão nele (12-6-1919).

LOUCURA D E AMOR

Contempla tua miséria, tuas fraquezas e infidelidades. Desconfia de ti mesma, porém não pares no teu nada. Sobe até o coração divino. Lança-te nele e seu Amor misericordioso te fortalecerá.
É preciso que sejamos apóstolas da Misericórdia desse Coração.
É preciso derreter a muralha de gelo em que o isolaram.
É preciso acariciá-lo, confortá-lo em sua agonia mística do altar. Ali vive aniquilado por amor das criaturas. Só a lamparina o descobre. Que amor! E incompreensível.
Pergunto muitas vezes como não nos tornamos loucos de amor por nosso Deus. Assinalam-se nos séculos uma ou outra alma com a loucura de amor. Que miseráveis somos! Peçamos ao Divino Coração, em seu dia, essa loucura para viver junto dele, cantando suas misericórdias. Pelo menos nós, que conhecemos, não lhe sejamos ingratas. Sejamos suas esposas fiéis e constantes.
Neste instante estou presa por ele, que me encarcerou no forno do amor. Vivo nele. Que paz, que doçura, que silêncio, que mar de benefícios encerra este Divino Coração! De que ternuras me cumula apesar de eu lhe ser tão infiel! (13-6-1919) .

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