
Alguns dos seus torturadores, edificados pela notícia dos milagres, por graça de Deus, abraçando a fé de Cristo, mereceram a gloriosa palma do martírio, após serem torturados. À oração da santa, terremotos e fogos do céu trovoante derrubaram os templos dos deuses e demoliram os simulacros. Enquanto isso, das suas chagas, além do sangue, saía um certo leite, e emanavam do seu corpo um resplendor nitidíssimo e um suavíssimo odor, e, enquanto isso, foi vista num trono real, louvando a Deus junto com os bem-aventurados.
Esses prodígios, e, principalmente, a sua repetição, moveram fortemente o juiz a mandar decapitar a virgem. Cumprida a ordem, e ouvida do céu uma voz como que a chamando para o Paraíso, toda a cidade tremeu, e muitos idólatras se converteram à fé de Cristo. O corpo sagrado de Martina, martirizado no pontificado de Urbano I, foi descoberto pelo Sumo Pontífice Urbano VIII, na antiga Igreja da santa, perto da prisão de Marmetino, ao pé da colina do Capitólio, junto com os corpos dos santos mártires Concórdio, Epifânio e seus companheiros, e, com grande concurso de povo e toda a cidade feliz, foi reposto com solenidade e pompa, no mesmo lugar, reformado e mais formoso.
Do Breviário Romano.
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