7 de junho de 2026

NÃO IREI DORMIR EM PECADO

Quando fez a sua Primeira Comunhão, um menino tomou a resolução de nunca ir dormir com pecado mortal na consciência.

Seu propósito era:

— Se eu tiver a desgraça de cometer uma falta grave, irei confessar-me no mesmo dia e não me deitarei antes de me reconciliar com Deus.

Alguns meses mais tarde, teve a fraqueza de cometer esse pecado. Era sábado, o tempo estava ruim e a igreja ficava longe. Ele dizia a si mesmo:

— Amanhã, quando for à Missa, procurarei o confessor e me confessarei.

Lembrou-se, porém, de sua promessa, e uma voz interior lhe dizia:

— Faça o que prometeu; vá se confessar...

Contudo, não se decidia a ir. Nessa luta interior, ajoelhou-se e implorou o auxílio de Nossa Senhora, rezando uma Ave-Maria para que ela lhe mostrasse a vontade de Deus.

Mal terminou a oração, sentiu-se ainda mais fortemente impelido a confessar-se imediatamente. Levantou-se, correu à igreja e confessou-se.

Ao voltar, encontrou sua madrinha, que lhe perguntou de onde vinha.

— Acabo de me confessar — respondeu com semblante alegre e feliz. — Cometi um pecado e não quis dormir sem obter o perdão. Agora sim, tendo recuperado a graça de Deus, posso dormir tranquilo.

Sua mãe tinha o costume de deixá-lo dormir um pouco mais aos domingos; por isso não foi acordá-lo cedo. Às sete horas bateu à porta e chamou-o pelo nome... Não houve resposta.

Passou mais um quarto de hora e o menino não apareceu. Chamou-o novamente, mas sem resultado.

Inquieta, abriu a porta e aproximou-se da cama onde o filho jazia imóvel. Tocou-o; estava frio. Olhou-o por um instante, deu um grito e desmaiou...

O menino estava morto!

E se não tivesse ido confessar-se?


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