3 de março de 2026

O VALOR DA COMUNHÃO

a) Lê-se na biografia do Cardeal Newman um episódio edificante. Ele, antes de se tornar católico, era protestante e alto dignitário da Igreja Anglicana, com um vultoso estipêndio anual pago pelo governo inglês.

Mesmo nessa condição, quis estudar as razões e fundamentos da Igreja Católica; e, ao conhecer a verdade, abraçou-a prontamente. Como se sabe, tornou-se um católico fervorosíssimo; preparou-se, fez-se sacerdote e foi um apóstolo da Eucaristia.

Antes da conversão, um amigo o procurou e lhe disse:
— Pense seriamente no passo que vai dar; saiba que, tornando-se católico, o governo não lhe dará mais nada e lhe retirará a prebenda.

Newman levantou-se e exclamou com ar de desprezo:
— Que é um punhado de ouro em comparação com uma comunhão?

E logo depois tornou-se católico.

Aquelas palavras merecem ser meditadas.

b) Luísa compreende o valor da comunhão. Tem apenas nove anos e só pode comungar aos domingos, na missa das dez horas. Sua mãe, temendo que ela adoeça por ter de ficar tanto tempo em jejum, proíbe-lhe a comunhão.

Luísa, usando de esperteza, finge quebrar o jejum, mas durante toda a semana não come nem bebe antes do almoço.

— Mamãe, a senhora me dá licença para comungar amanhã?
— Não, filhinha; a comunhão é muito tarde... você ficaria doente.
— Mas, mamãe, eu passei toda a semana em jejum até o almoço e não me sinto mal...

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