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8 de setembro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 175

A MÃE DO MÁRTIR

O mártir São Sinforiano era então um belo rapaz. Tinha a felicidade de ser cristão e, embora jovem, servia e amava a Jesus Cristo de toda a sua alma. O seu maior desejo era que se apresentasse a ocasião de mostrar a Nosso Senhor quanto o amava. Essa ocasião não tardou a chegar. Rebentou na Franca, por aqueles tempos, uma tremenda perseguição religiosa; e, na cidade de Autun, um dos primeiros a ser metido no cárcere foi o jovem Sinforiano, por ser um dos que mais se destacavam por sua fé. Amarraram-no fortemente, como se fosse um vil criminoso, e conduziram-no a presença do juiz pagão, inimigo terrível de Jesus Cristo.
— Disseram-me — falou o tirano — que és cristão.
— Perfeitamente — respondeu o jovem — eu sou cristão.
— Pois desde este momento terás que deixar de ser.
— Nunca! Serei cristão até a morte.
— Isso dizes agora; mas não o dirás, quando vires a fogueira em que serás queimado vivo.
— Com a graça de meu Senhor Jesus Cristo, digo-o agora e espero repeti-lo no meio dos tormentos que me preparas.
— Não me fales desse Senhor Jesus Cristo: é um impostor.
— Impostor, não; ele é o único Deus verdadeiro.
— De sorte que não queres adorar os deuses que eu e os imperadores adoramos?
— Esses deuses falsos só representam demônios.
— Então, morrerás.
— É o que eu desejo: morrer cristão e morrer por amor de meu Senhor Jesus Cristo.
E logo é metido no cárcere, onde o atormentam barbaramente. Sinforiano, uma e mil vezes, diz que é. cristão, e que está decidido a morrer por amor, de seu Senhor Jesus Cristo.
Condenaram-no, finalmente, a morrer decapitado.
Iam cortar-lhe a cabeça. Sereno, sorridente, com a oração nos lábios e o coração transbordante de santa alegria, caminha para o lugar do suplicio. Conta-nos a história que uma multidão se apinhava por onde ele passava. Queriam ver aquele jovem tão simpático, que preferia morrer a abandonar a sua fé. Uns eram pagãos e o contemplavam com assombro; outros eram cristãos e o animava a perseverar em seu amor a Jesus Cristo.
De repente, do meio daquela multidão surge uma mulher. Adianta-se e encosta-se a um muro diante do qual, em breve, passaria o glorioso mártir, cristão. Estava transfigurada pela dor e pela alegria. Notava-se que estava muito comovida. Sabeis quem era? A mãe do mártir...
Naquele instante, quando ela conseguía colocar-se na primeira fila, por ali passava o santo jovem.
— Coragem! meu filho, coragem! — disse-lhe aquela heroica mãe. Sinto-me feliz — acrescentou — de ver-te sofrer e morrer por Nosso Senhor Jesus Cristo. Já estás perto da glória... Segue avante; não quero que percas nem um minuto. E quando estiveres na presença de Deus, reza por tua mãe para que tenha a mesma felicidade como tu.
O mártir, por toda resposta, pediu-lhe sua derradeira benção, e fez-lhe sinal de que em breve a esperava no céu. E continuou caminhando... Poucos instantes depois, o verdugo colocava-lhe sobre a cabeça a coroa do martírio.
Caro leitor, quando o demônio e o mundo te convidarem a adorar os Ídolos do prazer, que eles adoram; quando te quiserem arrastar aos cinemas, aos bailes, aos centros de perdição, tentando arrancar-te a pureza e a fé, ouve a voz da Igreja, tua mãe, que te diz: Coragem! persevera no combate, permanece fiel a Jesus Cristo, porque a glória está próxima, a recompensa será eterna.

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