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23 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIV


Parte 7/7


Vamos terminar esta instrução. Queria reforçar os princípios e os enunciados apresentando uma outra ideia inteiramente nova, que até aqui eu deixei de lado, mas quero lembrá-la terminando.
Na instrução anterior tratamos de coisas terríveis. Coisas difíceis de dizer, e seria melhor calar, se com o silêncio se pudesse curar este monstruoso câncer das ideias mundanas e frívolas.
É uma expressão forte?
Pode-se, porém, empregar uma outra expressão, quando se lê em uma carta de pessoas casadas: "Desde o início concordamos em não ter filhos. Sem filhos é-se muito mais livre. Somos ainda jovens e queremos aproveitar a vida. Mais tarde pode-se pensar em um filho".
Estará morta toda a consciência destes jovens? Se eles ignoram a responsabilidade que tem diante de Deus não sentem ao menos a falta que cometem contra a Pátria? Pois a nação não é só a planície e a montanha, a fábrica, os caminhões de ferro; a nação é um grande número de homens fortes e moralizados.
"Mais tarde pode-se pensar em um filho"! É horroroso imaginar o tesouro que este terrível modo de pensar arrebata à nossa nação! Pois se as mães outrora assim pensassem, então Estevão Széchenyi não teria nascido, porque era o terceiro filho. Nunca Mauricio Jokai teria vindo ao mundo, porque ele era o quinto. Francisco Deak não teria visto a luz do dia porque ele era o sétimo. E João Arany era o décimo. Mozart era o quinto. Rembrandt, o sexto. Wagner, o sétimo. Napoleão, o oitavo. Schubert, o décimo terceiro. Franklin, o décimo sétimo...
Escutai agora as advertências de nossa Igreja.
Que nos pede a Igreja de Cristo? Não outra coisa senão a sábia resposta de Mussolini diante do qual, um dia, se falava da limitação dos nascimentos, ao que ele se contentou em responder com desprezo: "Deixemos estas tolices para outras nações".
Que quer a Igreja de Cristo? Nada quer senão que cada um fale com santo respeito da mãe de família que espera o nascimento de um filho, e sobre cuja fronte brilha um raio de coroa da Bem Aventurada Virgem de Belém.
Que quer a Igreja de Cristo? Que cada um levante a voz contra estes esposos que gostam mais de educar gatos e cães do que filhos. Que quer a Igreja de Cristo? que cada esposo e cada esposa ouça estas palavras de Nosso Senhor: "Aquele que recebe em meu nome um desses pequeninos, é a mim que recebe" (Mt 8, 5).
Que quer enfim a Igreja de Cristo? Quer que realize, sempre mais para mãe, a promessa de São Paulo, assegurando-lhes que cada vez que dão ao mundo um novo filho adquiriram muito para a vida eterna. Ou então, como se exprime um provérbio húngaro: " Tantos botões em tua roseira, outras tantas pérolas para tua coroa". Compreendestes? Ouvistes, mães de família? Eis a conclusão de hoje: Tantos botões em vossas roseiras, tantas pérolas para vossas coroas! Amém.

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