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5 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIII


Parte 10/11


C - Mas,mesmo em outro sentido, os filhos são o consolo dos pais. 
a - Como é dolorosamente vazio e abandonado o destino do solteirão e da solteirona, que, entregues a si mesmos, completamente sós, sem consolo, sem afeição e sem apoio, arrastam sua velhice, porque não tem filhos, porque são troncos de árvores que florescem frivolamente na primavera, e nem pensaram que havia também um outono em que se colheriam os frutos. É incrível que os jovens esposos que temem os filhos não se interroguem, para saberem quem os ajudará e os amará na sua velhice, em seu abandono.
b - examinaremos, porém, uma outra questão: Quem os amará em sua viuvez?  Se um dos esposos morre, o outro fica só: Certamente se há vários filhos ficam ao sobrevivente muitos cuidados; mas se não há filhos, então ele se encontra num abandono cem vezes mais penoso. Que consolo para o viúvo ou para a viúva a presença dos filhos cuja tagarelice recorda a voz do caro desaparecido e cujos olhos revivem o olhar do morto!
É o que experimentava o poeta norte-americano Longfellow, quando, após 19 anos de felicidade, a morte arrebata-lhe a esposa. Em uma de suas cartas escreveu estas linhas: "É uma coisa penosa reconstruir uma existência destruída. Tudo cai como a areia. Mas eu experimento e sou paciente... Meus filhos vão todos bem, isto me consola, e me dá coragem". "Minhas filhinhas tagarelam alegremente em meu quarto, como duas avezitas. Estão alegres por celebrarem o aniversário de suas bonecas... Que mundo maravilhoso o das crianças! Como é cheio de vida e de fantasia! Sou feliz por contemplar estas agitações, e sinto a doçura das palavras que foram pronunciadas um dia por lábios benditos: "Deixai vir a mim as criancinhas".
É com estas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, um pouco modificadas, que desejo terminar esta instrução: Deixai as criancinhas virem ao mundo.
Ficamos sempre profundamente emocionados, cada vez que lemos na Sagrada Escritura, o morticínio dos Santos Inocentes, cometido por Herodes. Que gritos de dor nos lábios das mulheres de Belém. Com que desespero não apertaram, contra o peito, os seus filhos, quando os algozes chegaram para matar estas vitimas inocentes! Compadecemo-nos destas mães enlutadas!
O mundo atual porém tudo mudou. O mundo atual produziu mães, que não procuram com angustiado amor salvar da morte os seus filhos, mas vão elas mesmas procurar os algozes, e pagam bem para que tirem a vida a estas crianças inocentes. Haverá no vocabulário humano uma expressão bastante forte que possa caracterizar este crime? Terá o céu bastantes raios para castigar dignamente esta monstruosidade?
Creio que sim.



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