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13 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIV


NADA DE FILHO


Parte 2/7


A - Antes porém de examinar sucessivamente as objeções formuladas contra a presença do filho, quereria fazer uma advertência preliminar.
Quando a religião católica faz um juízo muito severo contra os esposos que tornam estéril sua vida conjugal por meios culpáveis, ela não repreende, em momento algum, os esposos que não cometeram falta alguma neste ponto e que aceitariam, com bastante alegria, os filhos, mas aos quais Deus privou desta alegria. Ela estaria longe de repreendê-los por um estado de coisas do qual não são responsáveis. Pois há bastante tristeza em sua alma; eles sentem bem que lhes falta alguma coisa de essencial para a sua felicidade.
Não os repreendo, quero antes inspirar-lhes alguns pensamentos consoladores, e indicar-lhes até um meio de aproveitarem esta situação.
a - O traço essencial da alma cristã é a convicção de que tudo o que Deus faz ou tudo o que Ele permite, Ele o faz ou permite segundo um plano. Se Ele não dá filhos a estes esposos, apesar de suas fervorosas orações, é que há nisto uma intenção especial.
Qual a intenção? Talvez a de lhe fazer consagrar mais suas forças a alguma grande causa religiosa, ou ao bem comum, ou ao serviço desinteressado do próximo. Ou talvez Deus o permita a fim de que haja pessoas sem filhos que cuidem de pequeninos órfãos ou de crianças pobres e infelizes. Quantas crianças na miséria sobre a terra! Assim houvesse muita gente para ajudá-los!
b - Uma outra possibilidade, contudo, se oferece aos esposos sem filhos.
Se, talvez, não lhes é possível recolher sempre pequenos órfãos, um novo caminho se abre para eles, permitindo-lhes fugir da solidão espiritual e do egoismo que pesam sobre eles.
Sabeis que hoje os estudos de sacerdotes estão materialmente cada vez mais difíceis. Há jovens dispostos a abraçar a vida sacerdotal, que se acham bem sobrecarregados... Que honrosa possibilidade para os lares sem filho ajudar materialmente este ou aquele missionário ou seminarista, na realização de seus elevados ideias! Que benéfica consolação para aqueles a quem Deus não deu filho, poder, contudo, dar-lhe um servidor. Que alegria para eles assistirem um dia à primeira Missa de um sacerdote, que eles ajudaram a subir ao altar!
Tudo isto, porém, não é senão uma digressão; deste assunto não falaremos mais nesta palestra.

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