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6 de junho de 2015

Comungai Bem - Padre Luiz Chiavarino.

COMUNGAI BEM, PORQUE A COMUNHÃO BEM FEITA NOS PÕE EM ÍNTIMA RELAÇÃO COM MARIA SANTÍSSIMA

M. — São Bernardo, doutor da Igreja e grande devoto da Santíssima Virgem, diz: "Não pode existir verdadeira devoção à Santíssima Virgem se esta não for acompanhada por uma verdadeira devoção ao Santíssimo Sacramento e não está nele fundada". Por que ele diz isso? Porque entre a Santíssima Virgem e a Eucaristia há uma tríplice íntima relação.
D. — Padre, queira explicar-me uma por uma dessas íntimas relações.
M. — Com muito prazer explicarei. Ouça, pois: Primeiramente na Eucaristia existe uma relação íntima entre a carne de Maria e a de Jesus Cristo. Admitimos por dogma de fé que Jesus Cristo realmente presente na Eucaristia é o mesmo que por obra do Espírito Santo foi formado
com o sangue puríssimo de Maria. Assim canta a Igreja: Nobis datus, nobis natus ex intacta Virgine, “foi-nos dado, foi-nos gerado da Puríssima Virgem”
No catecismo, à pergunta: Está presente na Eucaristia o mesmo Jesus Cristo que está no céu e que nasceu de Maria Virgem? Responde-se; Sim, é o mesmo Jesus Cristo.
D. — Então, Padre, podemos dizer que Jesus Cristo é carne e osso de Maria Santíssima, assim como dizemos que somos carne e osso de nossos pais?
M. — É claro que podemos. Santo Agostinho diz textualmente: "A carne de Jesus Cristo é carne de Maria, e o Salvador nos dá essa carne para sustento de nossa vida". Portanto quando comungamos, entramos em íntima relação e união com Maria Santíssima.
D. — Eu nunca teria pensado nisso.
M. — Pois bem, de ora em diante pense nisso todas as vezes que for comungar.
Em segundo lugar, existe uma íntima relação entre Maria e Jesus, considerando a mesma vida eucarística, ou seja, considerando o desejo e a sede que Maria sente de Jesus. Conforme abalizados escritores, acredita-se que a Mãe de Deus viveu vários anos após a Ascensão de seu Filho Jesus aos céus; pois bem, durante esse tempo, qual seria sua ocupação favorita? É fácil adivinhar.
D. — Ensinava como mestra aos primeiros cristãos.
M. — Certamente fazia isso; e como os primeiros cristãos viviam essencialmente da Eucaristia, "viviam continuamente com a Comunhão e fração do pão", mais ainda vivia eucaristicamente a Santíssima Virgem, pois melhor do que os primeiros cristãos e do que os mesmos apóstolos Ela penetrava e compreendia os íntimos e divinos tesouros ocultos nesse grande sacramento.
D. — Padre, será verdade que a Santíssima Virgem comungava todos os dias, pois sabia que na Comunhão ia receber o mesmo Jesus que havia nascido em Belém, e que ela havia educado em Nazaré e por fim foi crucificado no Monte Calvário?
M. — Verdadeiramente era assim. Daqui você pode avaliar a sede que Maria sentia de receber a Jesus. Sede igual deveriam sentir todos os verdadeiros devotos de Maria.
Em terceiro lugar, Maria Santíssima nos mostra sua íntima união com Jesus Eucarístico devido a missão que exerce conduzindo as almas a Jesus Sacramentado.
Ela é a medianeira entre Deus e os homens e a Comunhão é o melhor meio para nos unir a Jesus Cristo. Ela executa essa missão sublime, chamando e incitando a todos os seus devotos para que com frequência o fervor recebam a Sagrada Comunhão.
Com efeito, durante os dezenove séculos da vida da Igreja, sempre que Nossa Senhora se dignou baixar à terra para visivelmente manifestar-se aos seus filhos, foi sempre para pedir que erigissem um templo; e assim foi que se multiplicaram as igrejas e os santuários, e para que sejam igrejas devem ter altares; e os altares o tabernáculo, e por conseguinte a Eucaristia.
D. — Isso foi o que sucedeu em Lourdes, não é Padre?
M. — Isso é muito mais. Após a ereção do santuário que a Santíssima Virgem pedira a Bernardete numa das dezoito aparições, aconteceu uma coisa milagrosa que resultou numa verdadeira transformação.
D. — Que transformação?
M. — Nossa Senhora quis livremente ocultar-se a fim de que brilhasse seu divino Filho na Eucaristia.
Isso aconteceu em 1888. Achava-se em Lourdes uma peregrinação regional da Alsácia e Lorena. E contrariamente ao que até aquele dia sucedera, a Santíssima Virgem parecia estar surda às súplicas de tantos enfermos que esperançosos ali tinham ido em busca da saúde. Nenhum favor, nenhum milagre acontecera em todos aqueles dias.

E ainda por cúmulo de infelicidade na tarde do dia 21, quando devia sair a procissão luminosa com o Santíssimo Sacramento, desabou terrível tempestade impedindo assim que os peregrinos pudessem assistir a tão emocionante espetáculo.
Diante do impressionante quadro que apresentavam aqueles enfermos desconsolados, surgiu uma ideia providencial na mente do Padre Augusto Legarter, que por 30 anos vinha sendo o dinâmico organizador daquelas peregrinações: Devemos ovacionar triunfalmente a Jesus Sacramentado. Por isso quando Jesus passar triunfalmente entre os enfermos estes deverão dirigir-lhe as mesmas súplicas dos enfermos da Palestina.
Expôs sua ideia aos Bispos e sacerdotes presentes e eles acharam-na esplêndida. Imediatamente coligiram todas as invocações evangélicas, e no dia seguinte foram impressas e distribuídas aos peregrinos.
Às quatro horas do dia 22 saía da Basílica a imponente procissão eucarística acompanhada pelos fiéis, todos com velas acesas. Depois da bênção eucarística na gruta começaram as invocações. De todas as macas os enfermos com voz entrecortada pelos soluços acompanhavam compassadamente ao Padre Legarter que ia repetindo: Jesus, Filho de Davi, tende piedade de mim! Jesus, fazei que eu veja! Jesus, fazei que eu ouça. Jesus, fazei que eu ande! Jesus, dizei uma só palavra e eu estarei curado!
A multidão piedosamente repetia essas invocações. E os milagres não se fizeram esperar: oito enfermos repentinamente ficaram completamente curados. No mesmo instante foi entoado o "Magnificat" entre soluços de alegria e felicidade. E daquele dia em diante, sempre que chega nova peregrinação é repetida a mesma cena com as mesmas invocações, realizando-se sempre novos milagres.
D. — Que coisa linda, Padre! De hoje em diante irei comungar pensando que estou unido à Santíssima Virgem.
M. — Muito bem. Seja fiel nesse propósito. E agora vejamos a relação que existe entre a Santíssima Eucaristia e o Santo Rosário.

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