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7 de fevereiro de 2017

Tesouro de Exemplos - Parte 276 a 278

CARIDADE COM OS MENINOS

1. S. José Benedito Cottolengo disse certo dia a Dom Bosco: “O pano de tua batina é muito fino. Por enquanto pode servir; mas quando fores sacerdote, lembra-te de trocá-lo... Milhares de meninos te cercarão: um puxará à direita; outro, à esquerda, e tua pobre batina logo estará em pedaços. Lembra-te de fazê-la de pano mais forte”...
O mesmo S. Jolo Bosco escrevia em suas “Memórias”: “Em pouco tempo encontrei-me rodeado de jovenzinhos obedientes e trabalhadores, cuja conduta nos dias de trabalho como nos dias de festa eu podia garantir... Um levei-o à casa dos pais, de onde fugira; outro, que era ocioso e vagabundo, coloquei-o com um patrão dedicado ao trabalho; alguns recém-saídos do cárcere tornavam-se modelos dos companheiros; muitos, ignorantíssimos das coisas da fé, instruíram-se na religião”

2. Um dia disse a um deles:
— Queres dar-me a chave?
— Que chave, senhor? a do meu baú?
— Que vou fazer com a chave do teu baú? Dá-me a chave do teu coração! Ajuda-me!
— Ajudar no que, senhor?
— Ajuda-me a salvar, a tua alma. Façamos assim: primeiro uma confissão de tua vida futura.
— De minha vida futura, Dom Bosco, não pode ser.
— Tens razão — respondeu — como se logo notasse a dificuldade. — Mas, não importa, façamos uma confissão de tua vida passada. Fica, porém, tranqüilo; o que não puderes dizer, Dom Bosco o dirá.

3. S. João Bosco descreve num de seus sermões a chegada, ante as portas de Roma, de um jovem estudante, que depois foi S. Filipe Néri:
— Quem és? e o que é que olhas com tanta ansiedade?
— Sou um pobre forasteiro; contemplo esta grande cidade e um pensamento me agita; mas temo que seja loucura ou temeridade.
— Que pensamento é o teu?
— Consagrar-me ao bem de tantas pobres almas, de tantos meninos que, por falta de instrução religiosa, vão correndo pelo caminho da perdição.
— Possuis ciência para isso?
— Estudei um pouco, mas estou muito longe da sabedoria.
— Tens meios materiais?
— Nada: não tenho nem um pedaço de pão, afora o que me dá o meu amo cada dia por caridade.
— Tens igreja? tens casa?
— Não tenho mais que um quartinho estreito e emprestado. Estendi uma corda de uma parede à outra e ali penduro minha roupa.
— Como queres, pois, sem ciência, sem fortuna, empreender tão gigantesca tarefa? Como te chamas?
— Filipe Néri.
Neste diálogo S. João Bosco retratava a si mesmo; pois, com esses mesmos sentimentos, apresentava-se em Turim (1841) para ser o “apóstolo dos meninos”.

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