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27 de junho de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 519

QUE BELEZA DE SENTIMENTOS!

Era um menininho de seis anos que foi com sua mamãe visitar um pobre e levar-lhe alguma esmola.
Pedrinho — assim se chamava o pequeno — ao entrar naquela habitação, onde não havia mais que um cômodo, viu ali outro menino, pequeno como ele. Duas coisas ele estranhou: aquele menino não tinha cama e não tinha brinquedos.
— Mamãe — disse ao voltar para casa — se mandasses minha cama aquele menininho pobre que visitamos, como não ficaria contente o Menino Jesus!
— E tu, onde dormirás então? — perguntou a mãe.
— Eu — respondeu o pequeno com ar de satisfação — eu dormiria contigo na cama grande.
— Mas, então — replicou a mãe — tu sairias ganhando, e o Menino Jesus só está contente quando lhe oferecemos alguma privação, algum sacrifício.
O menino pôs-se a pensar e, dali a pouco, trazendo num avental todos os seus brinquedos, todos, menos um gatinho que miava ao apertar-se uma mola, disse:
— Mamãe, se mandássemos ao menino pobre estes meus brinquedos... que tal?
— Muito bem — respondeu a mãe — vem cá, quero abraçar-te. És muito bonzinho.
Na manhã seguinte, estando de novo juntos mãe e filho, dizia o pequeno:
— Mamãe, agora sim: o menino pobre deve estar contente com os meus brinquedos.
Mas aquela senhora, para ver até onde chegava a bondade do coração de seu filhinho, disse:
— Sim, estará contente; mas faz-lhe falta um gatinho que diga “miau, miau”, como o teu.
Compreendeu o menino o que ela lhe queria dizer; correu ao quarto, trouxe o gatinho e, entregando-o a sua mãe, disse-lhe em voz baixinha, quase soluçando:
— Ai está o meu gatinho... manda-o ao pobre... assim o Menino Jesus estará plenamente satisfeito.
Assim é que os filhos aprendem a amar e fazer bem aos pobres. Felizes as crianças, e felizes as mães que souberem formar em seus tenros corações tão lindos sentimentos!

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