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2 de junho de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

A Alma da Virgem Santíssima


Parte 3/7

A graça santificante é a joia de mais valor nos céus e na terra!
A que mais custou a Deus. Todas as riquezas do mundo custaram-lhe uma só palavra: "Faça-se"e foram feitas. O Filho de Deus quis reaver para os homens a graça santificante que tinham perdido, e para a recuperar fez-se homem e morreu na cruz.
O que é então a graça santificante?
O homem material dificilmente compreende a natureza e o valor das coisas espirituais e menos ainda das divinas. E a graça santificante é um ser divino. Alguma coisa assim como a luz que brota do sol da divindade e penetra na alma e a ilumina tornando-a mais formosa que a catedral de Leão, com as suas paredes transparentes de vidros de cores, quando a luz do sol a invade por todos os lados.
A graça é uma imagem viva de Deus que fica impressa na alma, como fica impresso no papel fotográfico o rosto de uma pessoa. A alma com a imagem de Deus impressa parece-se tanto com Deus, que Deus reconhece-a como sua filha. A alma com essa luz divina é tão formosa, que a Santíssima Trindade vem morar nela; e ali vive satisfeita como no palácio do céu, como um pai com o seu filho.
Se nos fosse possível contemplar uma alma com a graça santificante, ajoelharíamos diante dela crendo ser Deus. Essa graça deu-a Deus a sua Mãe num grau incalculável.
Quando o anjo São Gabriel veio saudar Maria, chamou-a "a cheia de graça". Esta mesma afirmação a pôde fazer em todos os instantes da sua vida: quando foi concebida, quando nasceu e quando morreu.
Dir-me-eis então: logo a graça da Virgem Santíssima não pôde crescer, porque desde o primeiro instante da sua conceição a sua alma estava cheia dela. É que a plenitude da alma da Santíssima Virgem era relativa nas diversas fases da sua vida. Pode-se dizer que ia aumentando à medida que crescia a sua dignidade. Ao ser concebida, Maria estava destinada a ser Mãe de Deus. Esta dignidade de destino exigia nela certa plenitude de graça e Deus concedeu-lha.
Quando Jesus Cristo encarnou nas suas entranhas, sendo na realidade a Mãe do Filho de Deus, esta dignidade exigia na sua alma maior quantidade de graça e Deus concedeu-lha.
No momento de consumar com seu Filho a redenção do mundo e de ser proclamada Mãe dos homens, a sua nova dignidade e os seus merecimentos exigiam maior plenitude de graça e Deus concedeu-lha.
Apresentam-se portanto várias questões ao analisar a graça da alma da Santíssima Virgem.
Quanta graça teve no momento da sua conceição? Como cresceu essa graça?
Quanta teria no fim da sua vida?

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