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26 de janeiro de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

Nossa Senhora Virgem-Mãe

Parte 5/9

E chega um momento na vida em que a grandeza da mãe adquire maior relevo ainda.
É o momento da separação.
Quando o filho, procurando a felicidade, diz a sua mãe que, para a encontrar, tem de separar-se dela.
Deus chama-o para a vida do matrimônio, para que forme outro lar, e viva feliz na companhia de sua esposa e dos filhos que Deus lhe der.
Outra mulher lhe surgiu no caminho da vida e prendeu-lhe o coração.
Deus aprova aquela união e diz ao jovem: "para viveres com tua esposa, deixarás teu pai e tua mãe".
E o filho obedece à voz divina e à inclinação que Deus deu à natureza do homem.
A mãe crê, e com razão, que ninguém mais do que ela tem direito a possuir o coração de seu filho, porque ninguém lhe deu mais amor e mais sacrifícios do que ela.
Contudo a felicidade do filho exige a separação, e a verdadeira mãe, num ato sublime de heroísmo, abraça-o e diz: "Meu filho, sê feliz no teu lar e eu ficarei sozinha.".
Um consolo lhe resta, que os filhos de seu filho venham um dia a alegrar os últimos anos da sua vida.
Porém as vezes sucede ter de renunciar também a esta consolação.
Quem lhe chama o filho é o próprio Deus e a separação será tão completa que vivam na terra como se não existissem. A mãe  contenta-se com saber que o seu filho vive, é feliz servindo a Deus, e leva com alegria a solidão, pois sabe que com ela comprou a felicidade de seu filho.
Isto é que é uma verdadeira mãe. Esta é realmente a grandeza da maternidade.
Esta é a mãe que merece o respeito, a veneração, e o amor do filho em todos os dias da sua existência.

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